Eu Sou a Noite
12 A voz do povo - parte 1
A vida se seguia tranqüila 3 dias depois dos acontecimentos que envolveram InuYasha em um caso com a máfia, onde ele acabou recebendo uma recompensa da promotoria publica e nesse meio tempo ele e Kagome assumiram de vez seu amor e o namoro seguia bem, tanto que eles já tinham passado uma noite juntos acordando na mesma cama. KAGOME – Olha só que horas são.(olhando para o despertador) INUYASHA – Ainda são 8 da manhã.(beijando ela) – Fica mais um pouco. KAGOME – Tem o Shippou, eu não quero que ele pense que não dormir em casa.(se levantando enrolada em lençol) INUYASHA – Agora é tarde demais.(rindo ainda deitado) – Não esquente Kagome, ele já sabe de nós. KAGOME – Mas eu ainda não me sinto confortável dormindo com você com ele logo ali.(apontando para o sótão enquanto se vestia) — Eu vou tomar café lá. INUYASHA – Acho que está exagerando. KAGOME – Conversamos isso depois, mas agora temos que arrumar as coisas para abrir o restaurante...eu pedi para a nova garçonete que viesse cedo para me ajudar, já que o Myuga disse que não ia aparecer. INUYASHA – Vejo que gostou muito da Rin. KAGOME – Gostei mesmo, ela é muito madura para uma garota de 18 anos, ela me lembra eu mesma quando tinha essa idade. Kagome, já vestida, beija InuYasha, que ainda estava deitado em sua cama ficamos sabendo que Rin é filha do detetive Takeda, que foi responsável pela prisão de Kouga, e por falar em Rin, ela já estava saindo de casa para trabalhar e encontra o pai sentado no sofá vendo alguns papeis. RIN – O senhor ainda por aqui pai? TAKEDA – Eu só vim pegar algumas coisas.(Rin vê a foto de Sango no meio dos papeis) RIN – Eu acho que conheço essa moça. TAKEDA – Sério? Pois fique sabendo que o nome dela é Sango e que ela é minha nova parceira, começamos hoje. RIN – Agora me lembrei! Ela é irmã de um namorado da Kanna...está lembrado que já falei do Kohaku? TAKEDA – Vagamente...você disse que ele estava brigado coma irmã. RIN – Isso! A irmão no caso é a Sango.(ela nota o interesse do pai ao olhar a foto de Sango) — Ela é bem bonita, não acha? TAKEDA – Muito mesmo!(se tocando que estava dando bandeira) — Mas isso não importa. RIN – Importa se vai trabalhar com ela quase o dia inteiro.(rindo) TAKEDA – Está muito engraçadinha, mocinha!(ele organiza os papeis e coloca na pasta) — Quer uma carona até o emprego? RIN – Quero sim. O detetive Takeda segue para o departamento de polícia e deixa a filha perto do restaurante de InuYasha no meio do caminho. MAIS TARDE Já estando no restaurante, Rin ajudava Kagome a arrumar as mesas do local e elas conversavam enquanto isso. RIN – A senhora não fica chateada em saber que sou filha do homem que prendeu seu ex. marido?(arrumando as mesas) KAGOME – Primeiro me chame de Kagome, eu não gosto dessa história de senhora. RIN – Me desculpe. KAGOME – E segundo, o Kouga cometeu um crime e seu pai cumpriu com o dever. RIN – Obrigado pela confiança...eu precisava muito desse emprego, vai me ajudar a não depender muito do meu pai. KAGOME – E como é só meio período, não vai prejudicar os seus estudos...e por falar nisso, vai mesmo estudar jornalismo? RIN – Vou vim! Ser uma jornalista é o meu sonho. KAGOME – Então estude bastante, pois aí você que vai conseguir. Nesse momento InuYasha aparece diante das duas. INUYASHA – E aí, Rin? Está gostando de trabalhar aqui? RIN – Claro que sim! Trabalhar com pessoas como vocês é excelente. INUYASHA – Quero ver dizer isso daqui a alguns dias.(rindo) KAGOME – Não seja bobo.(batendo com um pano nas costas dele) – O que ela vai pensar de nós? INUYASHA – Eu só estou descontraindo e... InuYasha para de falar por ver uma pessoa na entrada do restaurante, e foi até ele, isso porque era uma figura conhecida dele, um homem alto de olhar penetrante. INUYASHA – O que faz aqui, Sesshoumaru? SESSHOUMARU – InuYasha?! Eu que esse é o teu restaurante. INUYASHA – Se não sabia disso, por que veio aqui? SESSHOUMARU – Eu estou querendo falar com uma moça chamada Kagome, ela trabalha aqui? Kagome ouviu o seu nome e se aproximou com Rin vindo por traz dela. KAGOME – Eu sou Kagome, o que deseja de mim? SESSHOUMARU – Meu nome é Sesshoumaru e escrevo a coluna “a voz do povo”. KAGOME – E é meio irmão de InuYasha...eu sei quem você é, eu leio sua coluna. SESSHOUMARU – Isso é muito bom, então acho que pode me ajudar em algo...fiquei sabendo que foi casada com Kouga, o homem que tempo atras tentou roubar drogas que estavam confiscadas em uma base da polícia. KAGOME – E daí? Eu não tenho mais nada com o Kouga. SESSHOUMARU – Eu só queria saber se você conhece alguém do circulo de amizade dele, que leve a liga-lo ao Motoqueiro Noturno. Ao ouvir aquela insinuação, InuYasha interfere na conversa para a surpresa de todos. INUYASHA – Você está achando que o Motoqueiro Noturno tem algo com isso? SESSHOUMARU – Acho que sim! KAGOME – Por que acha isso? SESSHOUMARU – Como vocês já sabem, o Motoqueiro Noturno é um justiceiro que age a noite e ele está começando a ter destaque na mídia...eu desconfio de que ele arme tudo para que depois surja como herói.(Rin gostou da idéia) RIN – É como se um bombeiro ateasse fogo para depois ele mesmo apagar. SESSHOUMARU – Exatamente!(sorrindo para Rin) RIN – “Ai como esse homem é lindo! E tem um sorriso encantador e um olhar penetrante.”(pensando enquanto ficava vermelha) INUYASHA – Isso é um absurdo! Só um jornalista de quinta como você se prestaria a falar isso. SESSHOUMARU – Mas é o que eu acho e ainda vou descobrir quem ele é. KAGOME – Nós temos que voltar ao trabalho e sinto por não poder ajuda-lo. SESSHOUMARU – Tudo bem...foi um prazer vir aqui.(ele olha para InuYasha) – Ou nem tanto assim. Sesshoumaru se afasta de todos para sair deixando InuYasha furioso com a insinuação que ele fez sobre o Motoqueiro Noturno. INUYASHA – Esse aí só diz asneiras. RIN – Mas ele pode estar dizendo a verdade, senhor InuYasha. INUYASHA – Você também, garota? Todos aqui perderam a noção da realidade...o Motoqueiro Noturno é um herói. KAGOME – Eu também acho mas todos tem o direito a opinião livre...e também não sei por que ficou todo nervosinho. Kagome volta para o trabalho não entendendo a atitude de InuYasha, que não podia dizer a verdade sobre suas aventuras noturnas. INUYASHA – Eu só não suporto o Sesshoumaru.(com Rin do lado dele) RIN – Eu já volto senhor InuYasha.(ela sai) INUYASHA – Onde vai menina? Rin nem respondeu a InuYasha e foi correndo para fora do restaurante onde viu Sesshoumaru abrindo a porta do carro. RIN – Espere!(gritando) SESSHOUMARU – Pois não. RIN – Você quer realmente saber algo sobre o Kouga? Se for isso eu posso te ajudar. SESSHOUMARU – E como você me ajudaria? RIN – Eu sei quem é o policial que o prendeu, talvez ele saiba de algo interessante para você. SESSHOUMARU – Isso é bom.(ele ficou interessado na informação) — E quem seria o policial? RIN – Foi o meu pai, o detetive Takeda e...(ele se aproxima dela a deixando vermelha) SESSHOUMARU – Você não me disse o seu nome. RIN – É Rin! O meu nome é Rin.(corada) SESSHOUMARU – Rin!(ele acaricia o rosto dela) — Eu não vou esquecer esse nome, gatinha...você tem telefone? RIN – Como? SESSHOUMARU – O número de telefone para entrarmos em contato. RIN – Eu vou dar o deu meu celular.(ela anota em um bloco de papel) SESSHOUMARU – Beleza!(ele pega o papel com o numero) — Eu te ligo, gatinha. Depois disso Sesshoumaru entrou no carro para ir embora e Rin ficou ali parada como uma estatua, totalmente fascinada por Sesshoumaru, até InuYasha a chamar. INUYASHA – Volte ao trabalho, menina! Não fique parada aí feito um poste. RIN – Me desculpa, senhor.(ela começa a andar até ele) INUYASHA – É para hoje. Rin acelera o passo para entrar no restaurante, mas o que ninguém percebeu era como Rin tinha ficado encantada com Sesshoumaru. INUYASHA – Devia tomar cuidado com ele. RIN – Ele não me parece má pessoa...ele é seu irmão, tem inveja dele? INUYASHA – Eu? Inveja? Eu dispenso tudo que ele tem. RIN – Mas ele é um jornalista famoso. KAGOME – Ele já ganhou 2 vezes o prêmio Lipzer, o nobel do jornalismo japonês.(InuYasha olha veio para ela) – Está olhando o que? Eu disse que lia a coluna dele. INUYASHA – Mesmo assim, Rin...cuidado! Rin escutou tudo que InuYasha disse mas ao que parece não tinha prestado a atenção, pois ainda suspirava por Sesshoumaru. MAIS TARDE No departamento de polícia, Takeda conversava com Jinenji, o capitão do departamento, em uma sala até que Sango entrou no local. SANGO – Me desculpe pela demora. JINENJI – Ainda bem que chegou...gostaria que apresentar o detetive Takeda, ele será o seu parceiro daqui por diante. TAKEDA – É um prazer.(se curvando a ela) SANGO – Igualmente.(se curvando também) TAKEDA – Eu li a sua ficha e fiquei impressionado com tantas menções honrosas de seus superiores. SANGO – Acho que ele podem ter sido gentis comigo por causa de meu pai. JINENJI – Isso não é verdade! Você foi merecedora de todas elas, não se diminua. SANGO – Obrigada. JINENJI – Agora os dois podem ir trabalhar. TAKEDA – Vamos no meu carro. Takeda e Sango saem da sala para descerem de elevador para saírem do prédio e quando eles iam entrar no carro, Sesshoumaru aparece diante deles. SESSHOUMARU – Bom dia detetive.(em frente a Takeda) TAKEDA – Eu sei quem você é! Portanto não vou dar entrevista e nenhuma informação...mas eu sei que vai perguntar assim mesmo. SESSHOUMARU – Exato! Eu fiquei sabendo que foi o responsável pela prisão de um homem chamado Kouga pela tentativa do roubo de drogas em uma base da polícia, estou correto? TAKEDA – Como sabe disso? SESSHOUMARU – Fontes, meu caro...não posso revela-las...eu quero saber se descobriu algo que ligue essa tentativa de roubo ao Motoqueiro Noturno. TAKEDA – Por que não pergunta para suas fontes? Takeda ignora Sesshoumaru, que nota a presença de Sango diante dele e parecia que se conheciam. SESSHOUMARU – Há quanto tempo, Sango?(ele olha para o distintivo dela) — Agora é detetive?(ele fica na frente dela) SANGO – É isso aí. SESSHOUMARU – Meus parabéns! Conseguiu finalmente o que queria. SANGO – Agora saia da minha frente. Sesshoumaru da passagem para que Sango entrasse no carro e assim ela e Takeda saíram em ronda policial e no caminho eles conversaram. TAKEDA – Era impressão ou já se conheciam? SANGO – Eu já o conhecia sim. TAKEDA – Ele já deve ter te perturbado, não é? Quase todos no departamento não gostam dele. SANGO – Vamos mudar de assunto, se não se importa. TAKEDA – O.k.! Nós já recebemos uma chamada de roubo aqui por perto. Takeda tinha percebido que algo incomodava Sango em relação a Sesshoumaru, mas o que ele não podia imaginar era que Sesshoumaru era o homem que tinha magoado Sango no passado e quando ela era fonte dele dentro da polícia e por causa de uma reportagem, quase que a carreira de Sango ficou em risco, mas o que deixou ela magoada foi ter sido apenas usada por ele e enquanto isso, no restaurante de InuYasha, Rin servia os clientes até a chegada de um casal conhecido dela. KAGOME – Rin, você conhece aqueles dois ali? RIN – Sim...eu vou apresenta-los. KAGOME – A moça eu conheço mas o rapaz não. Com a mão, gesticulando intensamente, Rin chama o casal, que logo atende o chamado da garota. KANNA – Oi de novo Kagome. KAGOME – Oi de novo. RIN – Então se conhecem mesmo. KANNA – Esse restaurante foi que fez o buffet do casamento de meu pai com a professora Kikyou...aliais casamento que não houve. RIN – Mas isso que é coincidência. KAGOME – Nem me fale.(não gostando de se lembrar de Kikyou) — E quem é esse rapaz? KOHAKU – Meu nome é Kohaku, é um prazer conhece-la. KAGOME – Prazer é meu...você são todos estudantes? KANNA – Sim, mas o Kohaku sendo mais velho está quase se formando. KOHAKU – Quero me formar em engenharia eletrônica e trabalhando na empresa do pai de Kanna está me ajudando muito. KAGOME – Então não liga que o pai de sua namorada seja seu patrão. KOHAKU – É meio estranho mas ele sempre foi correto comigo. RIN – Ótimo, mas agora vão se sentar para que eu os sirva, está bem.(ela fala baixinho no ouvido de Kanna) – Depois eu tenho que fala de uma cara que conheci. Rin estava falando de Sesshoumaru e queria compartilhar a alegria com a amiga e enquanto isso Sango e Takeda estão examinando uma loja de rodas, cujo o dono, Ken, ligou para a polícia dizendo que fora roubada. TAKEDA – Quando fez a chamada?(olhando para a porta arrombada) KEN – Há duas horas assim que o alarme tocou mas você demoraram demais para chegar. TAKEDA – Os ladrões não devem ter ido longe, vamos fazer uma busca na área. Takeda conversava com Ken, que não parava de reclamar da demora da polícia, mas Sango estava olhando, com uma cara desconfiada, para algumas rodas que não tinham sido levadas e sabia que tinha algo de errado. SANGO – Esquece isso, Takeda. TAKEDA – O que? SANGO – Não houve roubo nenhum, não é senhor Ken? KEN – Mas do que está falando? SANGO – Você nos disse que 2 homens roubaram mais de 15 caixas com uma dúzia das rodas em cada uma, não é? KEN – Isso mesmo! Essas rodas custam uma fortuna no mercado negro. TAKEDA – Por que acha que não houve roubo? SANGO – Tente levantar uma caixa. Takeda se aproxima das caixas e levanta uma delas e nota que tem muita dificuldade em levanta-las. TAKEDA – Elas são pesadas. SANGO – Exato!(ela olha para Ken) — Não seria possível apenas dois homens levarem 15 caixas dessas em menos de duas horas sem chamar a atenção de ninguém. KEN – Pode ter sido mais de 10 homens e só tinha visto dois. SANGO – O valor das 15 caixas é de 1000 mas no mercado negro o valor cai pela metade e depois divida isso por mais de 10, que é o numero de assaltantes, isso sem falar que eles tinham que ter alugado um caminhão para carregar a carga, como tudo isso ia sobrar pouco...você acha mesmo que alguns bandidos iam se arriscar por tão pouco? Ken suava frio e Takeda percebeu que o que Sango estava dizendo fazia sentido, mas ele tinha uma dúvida. TAKEDA – As caixas sumiram, onde acha que elas estão? SANGO – Nós vimos um caminhão lá fora. KEN – Ele não é meu. Sango e Takeda vão até o caminhão e ao abri-lo encontram a 15 caixas de rodas e eles percebem que Ken estava simulando um roubo para receber o seguro. SANGO – Fazer queixa de roubo é crime, senhor.(ela pega o bilhete para multar) KEN – Eu sei mas estou endividado.(mostra a multa) SANGO – Não quero saber e...(Takeda pega o bilhete dela) TAKEDA – Espere aí, Sango!(ele a puxa para um canto) — Vamos deixar isso para lá. SANGO – Mas temos que multa-lo...é o nosso trabalho. TAKEDA – Ele é um bandido menor mas agora ele nos deve. SANGO – Entendi! Deixamos ele livre para que no futuro ele nos ajude a pegar um bandido maior. TAKEDA – Agora entendeu.(ele olha para Ken) — Espero que não faça mais isso. KEN – Pode deixar e obrigado. Takeda e Sango foram andando em direção ao carro em conversavam no caminho. TAKEDA – Você me surpreendeu, percebeu que ele estava mentindo. SANGO – Meu pai era policial e viver com um por toda a vida você acaba aprendendo algumas truques.(rindo) TAKEDA – Eu percebi. Takeda e Sango entram no carro e seguem com o trabalho deles. Próximo capítulo = A voz do povo – parte 2
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