Eu Sou a Noite
13 A voz do povo - parte 2
Kohaku e Kanna almoçavam no restaurante de InuYasha, sendo que Rin faz companhia a eles enquanto não chegasse nenhum cliente. RIN – E aí? Gostaram daqui? KOHAKU – A comido é muito boa. KANNA – Eu também gostei.(limpando a boca com o guardanapo) KOHAKO – Eu vou sair um minutinho e já volto. Kohaku vai ao banheiro do restaurante deixando Kanna e Rin sozinhas. RIN – Kanna! Você não sabe o gato que conheci. KANNA – É algum gatinho da faculdade? RIN – Que nada! Eu não gosto daqueles garotos bobos...o cara que vi era um homem feito. KANNA – Você não se cansa de ter quedas por homens mais velhos?(rindo) RIN – E o que eu posso fazer se os homens mais velhos são os mais interessantes?(rindo também) — Eu dei o meu telefone a ele. KANNA – Você ficou louca? RIN – Mas ele não é qualquer um...ele é o Sesshoumaru, da coluna a voz do povo. KANNA – É ele? Puxa, a coluna dele é famosíssima, então ele é bonito mesmo? RIN – É, e bem alto também.(rindo) KANNA – Como conheceu ele? RIN – Ele veio aqui procurando a Kagome...era um negócio com o ex. dela, mas eu não vou entrar em detalhes...acontece que ele ficou tão agradecido por uma informação que eu dei que ele pediu o meu telefone.(rindo) KANNA – Uau!(Kohaku volta) KOHAKU – Espero que não estejam falando de mim. KANNA – Claro que não! RIN – Agora me lembrei de uma coisa...sabe Kohaku, a nova parceira do meu pai é sua irmã, não é demais? KOHAKU – Sango?! Tem certeza? RIN – Tenho sim. KOHAKU – Então ela passou no exame de detetive. KANNA – Isso é maravilhoso! O pia da minha melhor amiga e a irmã de meu namorado são detetives e parceiros...devia voltar falar com ela e dar os parabéns. KOHAKU – Foi ela quem brigou comigo.(meio chateado) KANNA – Eu sei amor, mas você mesmo me disse que ela estava passando por uma fase difícil. KOHAKU – Eu sei...talvez eu fale com ela. Nesse momento chegam outros clientes e Kagome chama atenção de Rin para atende-los. RIN – Eu tenho que ir. KANNA – A gente te espera do lado de fora. RIN – O.k.! Daqui a meia hora acaba meu expediente. KOHAKU – E pode trazer a conta. Rin traz a conta, que é paga por Kohaku, e em seguida serve aos outros clientes até a chegada da outra garçonete e assim ela deixa o restaurante e vai embora com os amigos e enquanto isso, Sesshoumaru estava em sua sala no jornal A Gazeta de Tóquio, mexendo no computador, quando o editor-chefe entra pela porta. EDITOR – Não me fale nada e só me diga quando vai tirar essa obsessão com o Motoqueiro Noturno da cabeça? SESSHOUMARU – Até eu descobri que ele é uma farsa. EDITOR – Eu vou dizer isso não como seu chefe mas como seu amigo...o Motoqueiro Noturno está ficando muito popular, ele salva pessoas inocentes, ajuda os velhinhos, é adorado pelas crianças, talvez não seja uma boa idéia ir contra ele. SESSHOUMARU – Mas não é esse o nosso trabalho? Desvendar e destruir mitos fabricados pela mídia? Eu vou provar para todos como esse cara é um armador. EDITOR – Vai colocar sua carreira em risco? Isso sem falar na credibilidade do meu jornal. SESSHOUMARU – Eu não ganhei 2 vezes o prêmio Lipzer sem me arriscar, mas pode ficar tranqüilo, chefe, se a barra pesar eu me demito.(desliga o computador e se levanta) EDITOR – Aonde vai? SESSHOUMARU – Tentar ganhar o terceiro prêmio Lipzer...descobrindo quem é o Motoqueiro Noturno. Sesshoumaru sai correndo da sala e deixa o editor chefe sem entender o que estava acontecendo. MAIS TARDE Nesse momento Takeda e Sango estavam voltando para o departamento de polícia, já que não tinham nenhum caso grande nas mãos, e no meio do caminho ela vê alguém conhecido. SANGO – Aquele é InuYasha. TAKEDA – Quem? SANGO – O cara que falei, aquele que era testemunha do governo. TAKEDA – Ah sei...o pessoal falou que você teve uma quedinha por ele durante a missão. SANGO – Isso não é verdade!(vermelha) TAKEDA – Calma! Só foi um comentário inocente. SANGO – Olha Takeda, nós somos parceiros mas ninguém se mete na vida do outro. TAKEDA – Tudo bem mas eu sei de outra coisa que você talvez não sabe. SANGO – O que? TAKEDA – Ele e o Sesshoumaru são irmãos por parte de pai. SANGO – Sério. Sango sai do carro lembrando da conversa que teve com InuYasha, onde ele disse que tinha brigado com o irmão, e Takeda olhava desconfiado para Sango que olhava para InuYasha, que estava fazendo uma entrega do restaurante e percebeu a presença dos detetives e se aproximou. INUYASHA – Sango?! SANGO – Tudo bem InuYasha? Olha só.(mostrando o distintivo) — Eu não falei que ia consegui? INUYASHA – Detetive? Que de mais! SANGO – InuYasha, você está muito ocupado? INUYASHA – Não! Eu só tenho que levar um livro para alguém, por que? SANGO – Podemos conversar em algum lugar? INUYASHA – Claro! O que vou fazer pode ficar para mais tarde...mas...(ele olha para Takeda fazendo Sango entender o recado) SANGO – Takeda, vá na frente, depois eu te encontro no departamento. TAKEDA – Você é quem sabe...até mais! Takeda sai com o carro deixando Sango sozinha com InuYasha e enquanto isso na penitenciaria, onde cumpri pena, Kouga fica sabendo que tem alguém o visitando e fica curioso para saber quem é e ao chegar na sala de visitas, onde os presos e os visitantes era separados por um vidro bem espesso, ele vê Sesshoumaru do outro lado. KOUGA – Você de novo! Quando vai desistir? SESSHOUMARU – De descobrir a verdade? Nunca! KOUGA – Eu já falei tudo desde de sua última visita. SESSHOUMARU – Mas você mesmo me disse que chegou a deixar o Motoqueiro Noturno desacordado. KOUGA – Sim, mas eu não tirei a mascara do rosto dele. SESSHOUMARU – Você perdeu uma história e tanto, poderia ganhar muito dinheiro com essa informação. KOUGA – Mas não é atras de dinheiro que estou, você sabe. SESSHOUMARU – Ainda atras do bendito Mestre das ruas. KOUGA – Isso mesmo! Foi por isso que aceitei ser sua fonte, mas para mim isso acabou, já que não conseguiu me ajudar a acha-lo. SESSHOUMARU – Talvez esse Mestre das ruas não seja uma pessoa e sim um grupo de bandidos. KOUGA – Ele é uma pessoa sim, eu sei disso. SESSHOUMARU – Eu tenho fontes em tudo que é lugar, esse Mestre ou é lenda ou é uma importante figura da elite, se for a segunda é como achar uma agulha em um palheiro. KOUGA – Então eu vou ter mais sorte aqui. Kouga se levanta e volta para a sua cela deixando Sesshoumaru inconformado em não ajuda-lo. SESSHOUMARU – Agora eu só tenho uma alternativa. Sesshoumaru olha para o bilhete que Rin deu com o numero de telefone dela e enquanto isso Takeda está indo para sua sala e ao entrar tem a surpresa de ver Rin junto de Kanna e Kohaku. TAKEDA – Veio fazer uma visita filha. RIN – Na verdade eu trouxe alguém que devia conhecer...esse é Kohaku, irmão de Sango. KOHAKU – É um prazer conhece-lo senhor. TAKEDA – O prazer é meu, mas se veio ver sua irmã, deu azar, pois eu a deixei falando com um amigo e disse que vinha depois. RIN – Mas é uma pena mesmo.(o celular dela toca) — Eu vou para o corredor atender. Rin sai da sala deixando o pai junto com os amigos, e depois volta correndo. TAKEDA – Quem era filha? RIN – Ninguém, pai! Era engano. TAKEDA – Demorou muito para ser engano. RIN – Eu não quero falar disso...eu queria perguntar uma coisa sobre alguém. TAKEDA – O.k.! KOHAKU – Eu vou esperar a minha irmã lá embaixo. KANNA – Eu vou com você. Assim Kohaku e Kanna deixam Rin sozinha com o pai TAKEDA – Você quer saber o que de quem? RIN – É sobre aquele jornalista da coluna a voz do povo, o Sesshoumaru. TAKEDA – Por que está perguntando dele? RIN – É que ele apareceu no meu trabalho falando com meu patrão e... TAKEDA – Então foi você que disse que eu prendi o Kouga? RIN – Sim.(com a cabeça baixa) — Mas como ele é jornalista e eu quero ser jornalista e... TAKEDA – Aquele sujeito sabe ser persuasivo...o que quer saber dele? RIN – Por que você policiais o odeiam tanto? TAKEDA – Eu vou tentar resumir...há 3 anos uma garota foi estuprada e acusou um policial de ser o responsável, o Sesshoumaru se interessou pela história e cobriu o caso na coluna dele e conseguiu, não sei como, uma lista de nomes de todos os policiais que faziam a patrulha naquela região do crime. RIN – Mas isso faz sentido, precisa saber quem era o responsável. TAKEDA – Mas isso era errado! A divulgação dos nomes mancharia a reputação de vários policiais inocentes, por isso o prefeito entrou com uma ação na justiça impedindo a divulgação dos nomes, o que deixou Sesshoumaru furioso e ele começou a fazer sistematicamente críticas a polícia. RIN – Mas descobriram o policial que fez o estupro? TAKEDA – Mas foi aí que o jogo virou...depois descobrimos que a garota não tinha sido estuprada, ela tinha engravidado do namorado e como não queria apanhar do pai, ela inventou essa história... RIN – Mas que coisa. TAKEDA – E sabe o que o Sesshoumaru colocou na sua coluna? Só uma notinha de desculpa, culpando a garota...toda essa confusão e não descobrimos quem foi a fonte de Sesshoumaru dentro da polícia. RIN – Mas vocês não investigaram? TAKEDA – Claro que sim! Mas o processo foi misteriosamente arquivado e nunca descobrimos quem era. Rin estava pasma com a história que Takeda contou e naquele momento em uma praça quase deserta, Sango estava contando a mesma história, do ponto de vista dela, para InuYasha. SANGO – Na época eu tinha acabado de entrar para a polícia, era uma simples patrulheira. INUYASHA – Então você foi a fonte do Sesshoumaru? SANGO – Isso mesmo! Não sabe o quanto eu me arrependo. INUYASHA – Eu só não sei como a polícia não descobriu que foi você. SANGO – Isso por que meu pai mexeu alguns “pauzinhos”, falando com muitos amigos. INUYASHA – Então ele sabia de tudo? SANGO – Sim! Fui eu mesmo que contei a ele...ele ficou furioso comigo, mas mesmo assim me ajudou. INUYASHA – Mas não foi só isso, não é? SANGO – Quando a investigação foi arquivada, ele quis falar comigo as sós...eu estava preparada para tudo, ouvir um longo sermão, apanhar até cansar, ser expulsa de casa...eu estava preparada para tudo mesmo...menos o que ele tinha feito. INUYASHA – O que seu pai fez? SANGO – Ele falou calmamente que não faria nada contra mim, que não me bateria, que não me expulsaria...e que meu castigo seria eu saber que nunca na vida ele nunca na vida tinha se decepcionado tanto com uma pessoa quanto comigo. INUYASHA – Puxa! SANGO – Ao ver os olhos decepcionados dele eu preferia mil vezes que ele tivesse quebrado todos os ossos do meu corpo, acho que doeria menos. INUYASHA – Eu sinto muito Sango. SANGO – O meu pai morreu doente meses depois, acho que a decepção o debilitou ainda mais...eu queria que ele tivesse orgulho de mim.(chorando) INUYASHA – Eu sei que ele tinha.(ele a abraça) – Eu só não sei por que está me contando tudo isso. SANGO – Como você não gosta do Sesshoumaru, sendo irmão dele, achei que era a melhor pessoa para me ouvir. INUYASHA – Mas eu não sou...você tem seu irmão. SANGO – Mas eu não sei o que dizer...eu fui grossa com ele.(enxugando as lágrimas) INUYASHA – No seu lugar eu tentaria. InuYasha conseguiu convencer Sango a ir falar com Kohaku e enquanto isso, em um restaurante fino, Sesshoumaru estava em uma das mesas esperando por alguém até que Rin aparece e se senta com ele. RIN – Me desculpa a demora, eu tive que arranjar uma boa desculpa para o meu pai. SESSHOUMARU – Não esperei muito. RIN – Eu nunca estivesse em um lugar assim, é tão bonito. SESSHOUMARU – Não mais do que você. RIN – Como você é gentil.(corada) — Por que da urgência em me chamar? SESSHOUMARU – Nada em especial. RIN – Antes que continue...fique sabendo que eu falei de você com meu pai. SESSHOUMARU – Mesmo? E o que ele disse? RIN – Não foram coisas agradáveis...e o InuYasha disse que você é perigoso. SESSHOUMARU – Mas e você? Só me interessa a sua opinião. RIN – Eu não respondi nada.(ela faz um suspense) — Não falei nada porque gosto de homens perigosos.(tentando ser sensual) SESSHOUMARU – O que está querendo dizer? RIN – Não sou nenhuma criança...é isso que quero dizer. SESSHOUMARU – Eu já percebi.(olhando para o corpo dela vendo que já era bem crescida) RIN – Eu sei que é um grande jornalista e acho que vou aprender muito com você, pois você é o melhor que conheço. SESSHOUMARU – É claro! Você contou que é estudante de jornalismo. RIN – Não sei se estou sendo inoportuna em falar isso. SESSHOUMARU – Que nada, gatinha! Você é um anjo que caiu do céu. RIN – Mesmo?(ela fica mais vermelha e o coração dispara) SESSHOUMARU – Mesmo! Sesshoumaru se levanta e se aproxima de Rin acariciando o seu rosto para em seguida abaixasse um pouco e dar-lhe um beijo na boca da garota, que não mostra nenhuma resistência e corresponde ao gesto, mal ela sabia que estava sendo usada, já que ela era filha de Takeda. MAIS TARDE Sango tinha voltado a pé para o departamento de polícia pensando nas palavras de InuYasha, ela estava decidida a falar com o irmão depois do expediente, mas para sua surpresa, ela o encontra na recepção do departamento ao lado da namorada. SANGO – Kohaku?!(eles ficam de frente um para o outro) KOHAKU – Oi Sango, há quanto tempo? SANGO – Muito tempo. KOHAKU – Tempo demais. Sem falar mais nada os dois irmãos começam a chorar e depois se abraçam, simbolizando que eles finalmente tinham feito as pazes. Próximo capítulo = A filha do Mestre – parte 1
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