Eu Sou a Noite
15 A filha do Mestre - parte 2
Já no dia seguinte em relação ao ultimo capítulo, Kohaku estava trabalhando normalmente no setor de fabricação de peças da empresa Grupo Naraku, quando ele foi avisado que o patrão queria falar com ele e indo ver o que o que Naraku queria o encontrou, na sala, junto de Kanna. KOHAKU – Kanna?! O que faz por aqui? KANNA – O meu pai e eu temos uma surpresa para você. NARAKU – Entre e sente-se, rapaz. Kohaku, que estava parado na porta pela surpresa, fecha a porta para em seguida sentar-se ao lado de sua namorada e em frente a Naraku, que explica a ele será promovido a supervisor do departamento de suprimento de armas do Grupo Naraku. NARAKU – Não está feliz com a proposta? KOHAKU – É que eu não sei o que dizer. KANNA – Só diga que aceita. KOHAKU – Mas é claro que aceito...parece um sonho se tornando realidade. NARAKU – Mas isso não é sonho, Kohaku! KOHAKU – Garanto que o senhor não vai se arrepender.(ele aperta a mão de Naraku) NARAKU – Claro que não vou! Coloque seu futuro em minhas mãos e ele só brilhará para você...já merecia essa promoção há muito tempo. KOHAKU – Eu acredito no senhor. NARAKU – Agora tem mais uma coisa...é sobre você dois. KOHAKU – Mas o que tem eu e Kanna? KANNA – Escute com atenção o meu pai. NARAKU – Uma das razões para sua promoção, além de seu mérito, era necessidade de lhe dar mais responsabilidade, eu quero que você cresça nessa empresa. KOHAKU – O que o senhor quer dizer? NARAKU – Eu quero que oficialize o noivado com Kanna. KOHAKU – Noivado?! KANNA – Isso mesmo, amor! O papai quer que você seja no futuro um braço direito dele na empresa e será melhor já casado comigo. NARAKU – Mas isso não é uma obrigação para o cargo, é apenas uma sugestão e... KOHAKU – O senhor está me pedindo para ficar noivo de sua filha? É como se o senhor estivesse perguntando a um macaco se ele quer comer banana. NARAKU – Então aceita? KOHAKU – A sua filha é a mulher que eu amo, mas é claro que aceito ser noivo dela. KANNA – Que bom meu amor. Kanna da um beijo em Kohaku na frente de Naraku, que estava sorrindo ao perceber que foi mais fácil convencer Kohaku do noivado do que ele pensava. NARAKU – Mas é apenas um noivado...o casamento de vocês dois tem que ser depois que se formarem. KOHAKU – Eu concordo, senhor. KANNA – De acordo, papai. NARAKU – Ótimo! (ele aperta de novo a mão de Kohaku) — Bem vindo a família...filho! KOHAKU – Obrigado, senhor. NARAKU – Agora deixe seu noivo voltar ao trabalho. Kanna da outro beijo em Kohaku e esse volta ao trabalho deixando pai e filha a sós na sala. KANNA – Eu também já vou indo papai...tenho que contar as novidades para Rin. NARAKU – Você quer que o chofer te leve? KANNA – O senhor sabe que não gosto dessa ostentação...eu poderia dirigir um dos carros da empresa, eu já tenho carteira de motorista...podia me dar um carro como presente de noivado?(rindo) NARAKU – Vamos ver. KANNA – Mas por hora aceito um da empresa mesmo. NARAKU – Tudo bem! Fale com o Onigumo, ele arranjar um carro para você. KANNA – Valeu pai! Kanna da um beijo no rosto de Naraku e sai da sala para ir a uma sala ao lado falar com Onigumo, que estava acabando de falar com alguém por telefone. ONIGUMO – Eu e o chefe nos encontraremos no local combinado.(ele desliga o telefone e vê Kanna na porta) — Kanna?! Mas que prazer. KANNA – Senhor Onigumo, tem um minuto? ONIGUMO – Não me chame de senhor, eu me sinto um velho. KANNA – Não é por mal, é por respeito. ONIGUMO – Tudo bem! O que quer? KANNA – O papai disse para que o senhor...ops! Quer dizer, que você me arranjasse um carro da empresa para que eu possa dirigir. ONIGUMO – Claro!(ele pega uma chave da gaveta e joga para ela) — use o que eu estava usando. KANNA – Mas ele não é seu? ONIGUMO – É da empresa! O meu está no concerto.(rindo) KANNA – Obrigada.(quando ela ia sair ele se manifesta) ONIGUMO – Espere um pouco Kanna. KANNA – O que foi? ONIGUMO – Eu fiquei sabendo de seu noivado...meus parabéns! KANNA – Eu estou muito feliz mesmo...vou me casar com o homem que amo...adeus! Kanna sai da sala deixando Onigumo pensativo sobre o que estava acontecendo, ele se apaixonou desde a primeira vez que botou os olhos em Kanna, quando ela tinha 15 anos, mas nunca teve coragem de se declarar com medo da reação de Naraku, mas agora que o próprio Naraku lhe disse que era o homem ideal para a filha e que daria um jeito de separar a filha do namorado, Onigumo voltou a ter esperança MAIS TARDE Já no restaurante de InuYasha, onde Rin trabalhava, Kanna estava contando a ela as novidades na presença também de Kagome e InuYasha. RIN – Da para ver nos seu rosto que está feliz. KANNA – Mas estou mesmo! Eu só fico imaginando o dia do meu casamento. INUYASHA – Meus parabéns, Kanna. KAGOME – Eu também me casei muito jovem, é bom que tenham consciência da seriedade de um casamento. KANNA – Mas eu tenho sim e o Kohaku também. KAGOME – Quem sabe nós fazemos o buffet de seu casamento.(rindo) INUYASHA – Não sei se é uma boa idéia, pois o fizemos o buffet do casamento de seu pai e olha no que deu.(rindo também mas Kagome não gostou) KAGOME – Não fale isso, InuYasha!(cutucando ele) — As vezes vocês tem a boca maior do que deveria ter. KANNA – Vamos pensar no caso de vocês. (rindo) INUYASHA – Pense mesmo! Agora eu e Kagome temos que trabalhar...e você também, Rin. RIN – Eu já vou. InuYasha e Kagome voltam para seus afazeres deixando Kanna conversando a sós com Rin. RIN – Eu sei que está feliz, mas preciso de um favor seu. KANNA – O que é? RIN – Eu vou me encontrar novamente com o Sesshoumaru e... KANNA – Mas de novo?! O seu pai não vai gostar. RIN – Eu sei! É por isso que preciso de sua ajuda...eu vou dizer a ele que vamos estudar juntas antes de irmos a faculdade e quero que confirme a ele se ele perguntar. KANNA – Isso não vai dar certo. RIN – Amiga de verdade faria sem reclamar. KANNA – Isso é uso ilegal da amizade.(Rin faz cara de pidona) – Tá bom! Eu confirmo se ele ligar. RIN – Obrigado, amiga!(abraçando e pulando com a amiga) – Eu sabia que podia contar com você. KANNA – Mas agora volte para o trabalho, não quero que perca o emprego por isso. Rin volta para seu trabalho e via como Kanna estava felicíssima com o seu noivado e enquanto isso, Naraku e Onigumo estavam indo de limosine para ao encontro de alguém e no caminho conversavam. ONIGUMO – O que o senhor vai fazer para separar Kohaku de Kanna? NARAKU – Não fique ansioso, Onigumo...precisa saborear as coisas com calma...no momento certo você saberá. ONIGUMO – O senhor não pode me adiantar nada? NARAKU – Fique sabendo apenas que ao verificar o passado de Kohaku, descobri que ele já tinha sido detido portanto drogas. ONIGUMO – Isso já não seria suficiente para separa-los? NARAKU – Isso é um delito menor, precisa ser algo mais grave...mas essa informação será útil para mim. ONIGUMO – O senhor é quem sabe. NARAKU – Mudando de assunto, o que sabe da mulher que vai se encontrar? ONIGUMO – O nome dela é Urasue, ela já foi uma respeitável cientista mas foi expulsa da comunidade cientifica por suas teorias hereges. NARAKU – Por que me fez vir a um encontro com uma doida? ONIGUMO – Porque ela me disse que tem provas de sua teoria.(ele mostra uma arma) — Mas se ela estiver mentindo, acontecerá com ela o mesmo que aconteceu com Satoru. A limosine para perto de um armazém abandonado e Onigumo sai de dentro do carro para adentrar o local e quando faz isso encontra uma senhora com uma pasta. URASUE – Você é o Mestre das ruas? ONIGUMO – Sou um intermediário dele, pode falar com ele através disso.(ele mostra o celular e liga o aparelho) — Ele ouvirá tudo o que conversarmos. URASUE – Não quer aparecer! Ele deve ser um homem importante. ONIGUMO – Vamos logo ao assunto! O que tem para nós? URASUE – Deixe-me contar uma historinha antes para que possa entender. A história que Urasue contou era de um guerreiro que protegia uma jóia chamada, Jóia de 4 almas, ela tinha o poder de deixar todos os homens da sua tribo muito fortes em só toca-la mas só podia toca-la quem conseguisse passar em muitas provas de coragem, ela tinha também poderes curativos para curar os enfermos, tanto poder aguçou a ambição de um membro da tribo tentou roubar a jóia e fica-la só para si, mas foi descoberto pelo guerreiro e em seguida expulso da tribo, e com o passar dos anos ele voltou e seqüestrou a mulher do guerreiro como vingança. Com a amada em perigo, o guerreiro foi atras do seqüestrador pensando em troca-la pela jóia, mas ao chegar no local, o guerreiro viu o corpo inerte da amada e com uma raiva descomunal matou o seqüestrador e depois amaldiçoou a jóia, jogando-a no rio para que ninguém nunca mais fosse destinado a protege-la. A Jóia de 4 almas ficou desaparecida por séculos. URASUE – Até alguns anos atrás ser encontrada. ONIGUMO – É uma história comovente, mas nós não trabalhamos com lendas. URASUE – Não é lenda!(ela tira da pasta um saquinho plástico que tinha algo brilhante dentro dele) ONIGUMO – O que é isso? URASUE – É um fragmento da Jóia de 4 almas! Eu o tenho pois foi meu marido que a desenterrou. ONIGUMO – Se o que me contou é verdade, onde está a jóia? URASUE – É aí que eu preciso da ajuda do Mestre das ruas, o meu marido não era um homem de visão quando ficou sabendo por mim da lenda da Jóia, ele queria se livrar dela e a enviou para alguém desconhecido de mim. ONIGUMO – Se essa lenda for real, essa pessoa que está com a jóia deve ter o poder dela. URASUE – Não! Para o poder ser liberado, a jóia precisa ser bombardeada com raios de luz na posição certa, descobri isso ao fazer estudos com a jóia.(mostrando o interior da pasta que contia papeis) ONIGUMO – Eu não sei...(nesse momento Naraku se manifesta pelo celular) NARAKU – Pegue tudo, Onigumo. ONIGUMO – Pegar o que? NARAKU – O fragmento, os estudos que ela fez, pegue tudo e leve para nossos cientistas analisarem.. ONIGUMO – Mas senhor, vai acreditar nessa lenda? NARAKU – Não vamos perder nada se não tentarmos.(Onigumo desliga o celular) ONIGUMO – Parece que deu sorte...vamos aceitar sua oferta. URASUE – Em troca apenas me fará um favorzinho. ONIGUMO – Depende, o que seria? URASUE – Uma pequena participação nos lucros. ONIGUMO – Isso poderá ser arranjado.(ele da um cartão a ela) — Vá a esse lugar amanhã, é aí que nossos informantes se escondem e...(ela rasga o cartão antes de ler) — Por que fez isso? URASUE – Eu já tenho onde ficar...tenho certeza de que me encontrarão se precisarem. Urasue vai embora por um lado e Onigumo pega a pasta e o fragmento para em seguida voltar para junto de Naraku, que aguardava dentro da limosine. ONIGUMO – Confia nela? NARAKU – Não! Mas mesmo assim quero ver até onde essa história é lenda ou verdade...vamos embora chofer. O chofer liga o carro, que vai embora da região e Naraku estava com planos audaciosos com o poder da Jóia de 4 almas. MAIS TARDE Já estando no seu apartamento, Kohaku recebia a visita de sua irmã, a quem estava contando as novidades sobre sua promoção na empresa de Naraku. SANGO – Mas isso é verdade? KOHAKU – É sim, mana! Não é uma maravilha? SANGO – Olha Kohaku, se eu você iria com calma. KOHAKU – Por que diz isso? Até parece que não está feliz por mim. SANGO – Não é isso! O que estou querendo dizer é que é estranho você receber uma promoção dessa estando menos de 2 anos na empresa, sendo que há outros funcionários mais antigos.(Kohaku fica indignado) KOHAKU – Eu não acredito no que estou ouvindo! Achei que ficaria feliz por mim. SANGO – Kohaku, lembre-se do que nosso pai falava...quando uma coisa parece muito boa, ela geralmente apenas parece muito boa.(ele olha de cara feia mas ela não se intimida) — Não me olhe assim! Sou sua irmã e não sua ‘relações publicas’, eu vou dizer o que tem que ouvir e não o que quer ouvir. KOHAKU – Depois do que fez junto com o Sesshoumaru, como tem coragem de me dar sermão? Sango ficou muito triste com as palavras de Kohaku e acaba ficando de costas para o irmão, que naquele instante tinha percebido que magoara a irmã e por isso tenta consertar. KOHAKU – Me desculpe mana!(colocando a mão no seu ombro) — Eu só quero dizer que já sou adulto para tomar minhas decisões...eu não tinha a pretensão de te magoar. SANGO – Tudo bem!(ainda de costas para depois se virar de frente) — Mas ainda tenho um estranho pressentimento, eu não sei o que é. KOHAKU – Confie em mim! Posso estar a pouco tempo por lá, mas desde que estou tenho trabalhado muito e acho que mereço a promoção. Sango percebeu que não adiantava argumentar, pois Kohaku já tinha tomado a decisão de aceitar a promoção. SANGO – Ainda acho que há algo de errado nessa história, mas a decisão é sua...bem, eu já vou indo...se cuida maninho.(ela vai em direção a porta) KOHAKU – Pode deixar. Ao sair do apartamento do irmão, Sango não conseguia tirar o mal pressentimento sobre aquela promoção, e como medida de segurança, ela ficaria sempre por perto de Kohaku. Próximo capítulo = O primeiro amor – parte 1
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