Eu Sou a Noite

11 A ameaça de Sango - parte 2


Depois de quase serem mortos no restaurante, Sango e InuYasha já estavam na delegacia e ao entrar na sala do chefe de polícia, eles encontram Kaijinbou e uma mulher. KAIJINBOU – Ainda bem que estão a salvos. SANGO – Mas foi por pouco, mas eu vim aqui saber como nos descobriram. KAIJINBOU – Já estamos investigando. SANGO – Deve haver algum informante dentro da polícia. KAIJINBOU – Um Espião? É provável...isso reforça a minha suspeita sobre Satoru. INUYASHA – Quem? MIDORIKO – Satoru, um traficante perigoso que ficou distribuindo drogas por anos até nós pegarmos.(ele percebe a surpresa de InuYasha) — Me desculpe! Eu nem me apresentei, sou Midoriko, promotora chefe da cidade de Tóquio.(ela cumprimenta InuYasha) SANGO – É ela que está encarregada do processo contra Satoru. MIDORIKO – Infelizmente tenho péssimas notícias...Satoru conseguiu um Harbeas Corpus e responderá o processo em liberdade. INUYASHA – Mas isso é um absurdo! Ele quase matou a mim e meus amigos. KAIJINBOU – Não podíamos fazer nada, a lei é assim. MIDORIKO – Então senhor InuYasha! O seu testemunho é a nossa única esperança de botar Satoru na cadeia. INUYASHA — “Sobrou para mim!”(pensando) KAIJINBOU – Você deve protege-lo a qualquer custo, Sango. SANGO – Pode deixar. Sango saiu da delegacia acompanhada de InuYasha, que percebeu que seu pesadelo estava longe de acabar e enquanto isso o traficante Satoru, bebendo uísque, conversava com Ukyo, o homem que InuYasha desarmou na estação. SATORU – Eu não acredito que não conseguiram matar aquele rapaz. UKYO – Eu não sei como mas parecia que ele pressentiu nosso ataque, ele deve ter muitas habilidades. SATORU – Vê se não fale asneiras!(ele joga o copo no chão) — Saia daqui! Estou cercado de incompetentes. Ukyo sai da sala deixando Satoru, que estava muito nervoso, mas ele iria ficar ainda mais pois naquele momento o videofone toca e quando vai atender aparece na tela o rosto de Onigumo, braço direito de Naraku. ONIGUMO – Como vai a operação, senhor Satoru? SATORU – Nós tivemos um pequeno contratempo, mas a droga será enviada ao fornecedor o quanto antes. ONIGUMO – Eu acho bom mesmo! Sabe o quanto que o Mestre das ruas fica irritado com fracassos...aquela droga já era para sair a tempos, tanto que o Akunta se atreveu a tentar nos roubar. SATORU – Não se preocupe senhor, o fornecedor terá a droga. ONIGUMO – Então me mantenha informado. Onigumo desfaz a ligação e Satoru estava visivelmente nervoso, pois apesar de não conhecer o Mestre das ruas, sabe de sua fama de eliminar aliados fracassados. SATORU – Ukyo!(ele usa o interfone) — Entre em contato com nosso informante na polícia. Satoru estava planejando algo contra InuYasha, mas não se sabia o que e enquanto, InuYasha e Sango estavam andando de moto pelas ruas da cidade. INUYASHA – Vamos para minha casa? SANGO – Nada disso! Eu vou te levar para um hotel, você virou uma testemunha muito valiosa. INUYASHA – Eu não quero ir para um hotel!(ele estaciona a moto) — Eu preciso esclarecer as coisas com Kagome. SANGO – Você tem merda na cabeça? A máfia está afim de te apagar...eu estou tentando te proteger. INUYASHA – Mas eu preciso falar com a Kagome. SANGO – Eu já estou cansada de gente como você! Eu podia estar na minha casa relaxando, mas estou aqui arriscando a minha vida por você...tem que ter consciência do seu dever com nosso país e ajudar a livrar as pessoas desse país das drogas. INUYASHA – Lá vem esse papo furado de dever. SANGO – O dever não é papo furado! O dever é o que move todos os policiais honestos a proteger a população. INUYASHA – Olha Sango! Não me venha falar em dever pois eu sei o que é isso...pago meus impostos, sempre sou honesto e gosto de ajudar as pessoas mas eu não vou sacrificar a minha vida inteira por dever assim como você faz. SANGO – Do que está falando? INUYASHA – Estou falando que não chegar aos 50 ou 60 anos e me olhar no espelho e dizer...você ajudou as pessoas, fez o bem, se sacrificou pelos outros, mas hoje está sozinho porque não viveu a sua vida. SANGO – Você acha que vou acabar assim? INUYASHA – Acho!(ele percebe que ela ficou triste) — Eu sei que é uma boa moça e que faz o que acha certo, mas não pode se colocar sempre em segundo plano. SANGO – Essa moça vale tanto que você seria capaz de arriscar a vida por ela? INUYASHA – Minha mãe dizia uma frase muito sabia...se você não tem um motivo pelo que morrer, você não tem um motivo pelo que viver. SANGO – Eu devo estar ficando louca, mas vou te ajudar...vamos dar uns telefonemas. Assim InuYasha e Sango sorriam um para o outro e seguiram de moto e enquanto isso, Kagome ainda estava furiosa com InuYasha e não estava conseguindo se concentrando trabalho e foi aí que o telefone tocou. KAGOME – Restaurante do InuYasha! Em que posso servi-lo? INUYASHA – Kagome! Sou eu, não desliga o telefone, por favor. KAGOME – O que você quer agora, InuYasha? INUYASHA – Eu quero que me encontre daqui a duas horas em uma cafeteria chamada Ryoko eu prometo que vou te explicar tudo. KAGOME – Vai mesmo? INUYASHA – Vou. KAGOME – O.k.! Essa cafeteria é meio afastada, mas eu chego lá. Kagome desligou o telefone e depois pediu que Myuga cuidasse do local pois ia sair e em frente a cafeteria, que ficava em uma região meio isolada da cidade, InuYasha conversava com Sango. INUYASHA – Tudo combinado. SANGO – Foi bom escolher uma região isolada...eu também deixei recado para meu chefe de que estamos aqui. INUYASHA – Sango, me responda uma coisa...por que resolveu me ajudar? Eu não acho que foi somente pelas minhas palavras. SANGO – Na verdade sim! O que você disse de mim foi muito parecido com o que meu irmão vivia me dizendo, só que eu não dava ouvidos a ele...foi preciso alguém de fora da família me falar aquelas coisas para eu me tocar. INUYASHA – Você tem um irmão, que legal! Qual o nome dele? SANGO – O nome é Kohaku, tem 21 anos...eu não falo com ele há alguns meses. INUYASHA – Eu também não falo com o meu, mas acho que o meu caso é bem diferente do seu. SANGO – O Kohaku vivia dizendo que eu devia deixar de trabalhar tanto e me abrir para outras pessoas...ele pega no meu pé desde que eu tive uma desilusão amorosa. INUYASHA – Você?(rindo) SANGO – Está rindo por que?(rindo também) — Acontece que ele me usou e quase acabei com minha carreira na polícia...mas eu não quero falar sobre isso. InuYasha e Sango trocaram sorrisos, a relação deles estava melhorando e já não era tão pesada assim. DUAS HORAS MAIS TARDE Finalmente Kagome chega na cafeteria, onde InuYasha a estava esperando em uma das mesas e logo ela se sentou para conversar. KAGOME – Agora eu quero a verdade. INUYASHA – Tudo bem...pode perguntar. KAGOME – Por que aquela mulher estava no seu quarto? INUYASHA – Ela estava à trabalho. KAGOME – À trabalho?! Você está querendo dizer que ela é prostituta? INUYASHA – Claro que não! Não é esse tipo de trabalho. KAGOME – Mas então o que? InuYasha queria contar a verdade, mas tinha medo de expor Kagome e ainda estava decidindo se era melhor contar a ela, e enquanto isso, Sango olhava o casal de longe sem ser vista por Kagome e vendo aquela cena, Sango sentia falta de uma amor e percebia como sua vida era vazia e isso a distraiu tanto que Ukyo a rendeu por traz com uma arma. UKYO – Onde está seu amiguinho? SANGO – Ache você mesmo! FUJA INUYASHA! Sango da um grito avisando InuYasha e isso faz com que Ukyo acerte ela com a arma fazendo ela cair desmaiada e InuYasha ouviu o grito e percebeu que algo estava errado. INUYASHA – Devem ser os caras da máfia.(olhando para fora da cafeteria) KAGOME – Máfia?! Do que está falando?(ele se esconde debaixo da mesa) INUYASHA – Fique quieta e não se mexa e não olhe aqui em baixo. InuYasha usa o pano da mesa para se esconder e naquele momento Ukyo e outros homens entram na cafeteria procurando por InuYasha mas não o encontram. UKYO – Ele deve ter escapado pelos fundo quando a policial gritou. Ukyo desiste de procurar InuYasha e sai da cafeteria passando por Kagome e assim que ela ouve o barulho do carro indo embora, avisa InuYasha. KAGOME – Eles já foram.(ele sai debaixo da mesa) INUYASHA – Espere aqui! InuYasha vai para frente da cafeteria e vê o carro entrando em uma estrada de terra e depois volta para Kagome. INUYASHA – Kagome, eu quero que me faça um favor...quero que ligue para a polícia dizendo que Sango foi seqüestrada e fale que foi você fez isso a meu pedido. KAGOME – Mas o que está acontecendo? INUYASHA – Só faça o que te pedi. KAGOME – Mas e você? INUYASHA – O carro entrou em uma estrada de terra...eu conheço bem essa região e só tem um lugar para onde eles podem ter ido. InuYasha sai da cafeteria e em seguida monta na sua moto e some no horizonte enquanto Kagome liga para a polícia, e enquanto isso Sango, que estava em um quarto sentada e sozinha, tinha acabado de acordar e percebeu que estava amarrada na cadeira até que Satoru e Ukyo aparecem diante dela. SANGO – Satoru! Por que não estou surpresa? SATORU – Ukyo, eu disse que era o rapaz e você me traz essa policial. UKYO – Mas ele tinha fugido. SATORU – Você é mesmo um incompetente.(ele olha para Sango) — Mas me diga uma coisa policial, o que aquele rapaz sabe de mim? SANGO – Ele não sabe de nada, só esteve no lugar errado na hora errada. SATORU – Eu não acredito nisso, sua vagabunda. Satoru esbofeteia Sango, que começar a se desamarrar sem chamar a atenção de Satoru e Ukyo. SATORU – Vai me dizer a verdade? SANGO – Eu até posso dizer, mas antes me responda uma pergunta. SATORU – Eu não tenho obrigação de responder nada, mas vou mostrar como sou caridoso, faça a pergunta. SANGO – Quem é o seu contato dentro da polícia? SATORU – Bem que você queria saber, mas nem mesmo eu sei...esse contato tem um intermediário que tem outro intermediário...portanto eu não posso responder a sua pergunta. SANGO – “Isso mostra como o esquema é grande.”(pensando) SATORU – Agora eu quero que me responda o que aquele rapaz sabe de mim. SANGO – Eu já disse que ele não sabe de nada, é um inocente. SATORU – Se não quer falar, para mim você é uma inútil...Ukyo! Ukyo saca uma arma e aponta para Sango e quando ele ia atirar, InuYasha, vindo do nada, pula em cima dele, desarmando-o no chão e quando Satoru pensa em ajudar, Sango se liberta das cordas e da um soco nele. SANGO – Chegou na hora certa. INUYASHA – Eu estava vigiando pela janela...eu ia esperar a chegada da polícia mas quando vi que ele ia te matar, tive que interferir. SANGO – Agora é comigo.(ela levanta Satoru) Agora vai me dizer quem é o chefe de seu esquema. SATORU – Eu não sei o nome do chefe, mas posso dar o nome de um intermediário dele. SANGO – Então desembucha. SATORU – O nome é... Quando ia dizer o nome, Satoru é acertado por um tiro de rifle disparado de muito longe fazendo Sango e InuYasha correrem para fora para ver quem tinha atirado mas o atirador some no escuro sem seu rosto ser visto. UMA HORA MAIS TARDE Com a chegada da polícia, Sango relata a Kaijinbou e Midoriko tudo que tinha acontecido. MIDORIKO – Eu não queria que as coisas acabassem assim...queria que Satoru pagasse pelo que fez. SANGO – Nada é perfeito...eu só queria saber quem era o contato dele dentro da polícia. KAIJINBOU – Na verdade não tinha nenhum espião.(ele mostra uma aparelho de escuta dentro de um saco plástico) SANGO – Uma escuta? KAIJINBOU – Isso mesmo...fizemos uma varredura na sala e descobrimos isso...vou mandar para perícia examinar as digitais.(ele cumprimenta Sango) – Foi um prazer trabalhar com você. SANGO – Eu digo o mesmo, senhor...quem sabe nós voltamos a trabalhar juntos, já que passei no exame de detetive. KAIJINBOU – Eu não sabia disso! Meus parabéns! Kaijinbou se afasta de Sango e de Midoriko e quando percebe que está sozinho liga para Onigumo. ONIGUMO – Saiu tudo como você pensou? KAIJINBOU – Sim! Eles nem desconfiam que eu era o contato de Satoru. ONIGUMO – Nesse eu já dei um jeito, ele ia se atrever a me entregar. KAIJINBOU – Mas e as drogas? ONIGUMO – Deixa isso para outra oportunidade...manteremos contato. Kaijinbou desliga o seu celular e sai do local e enquanto isso Sango, que estava conversando com Midoriko, viu InuYasha e foi até ele. SANGO – InuYasha! Eu queria agradecer. INUYASHA – Pelo que? SANGO – Por ter vindo me salvar...ninguém nunca fez isso por mim antes. INUYASHA – Você faria o mesmo. SANGO – Sim, mas é o meu trabalho.(ela respira fundo) — Eu quero dizer uma coisa para você. INUYASHA – O que? SANGO – Não é verdade que eu me sacrificava pelos outros, eu me dedicava aos outros por mim mesma, pois queria esquecer a desilusão amorosa que tive, eu usava o meu trabalho como uma fuga. INUYASHA – Eu já imaginava. SANGO – InuYasha...eu não sou rica e não sou muito de agradecer, então por isso eu só vejo uma forma de te pagar pelo que me fez. Sango simplesmente da um beijo no rosto de InuYasha que fica meio vermelho com o gesto da moça e para piorar naquele momento Kagome acaba de chegar dentro de um carro da polícia e ela tinha visto tudo e InuYasha e Sango perceberam. INUYASHA – Agora ferrou de vez!(já desesperado) SANGO – Deixa que falo com ela e explico tudo. Sango se afastou de InuYasha e foi até Kagome, que estava com cara de poucos amigos por ter visto a cena do beijo. SANGO – Antes que pense mal, fique sabendo que sou apenas uma policial que estava protegendo InuYasha da máfia. KAGOME – Eu já sei, o policial me contou no caminho. SANGO – Mas tem que saber que quando ele foi te encontrar na cafeteria, ele se arriscou muito, ele deve te amar demais...você tem muita sorte por ter o amor dele. KAGOME – Eu sei.(sorrindo) SANGO – Então não deixe que um mal entendido acabe com tudo. Sango se afasta de Kagome e vai embora para que InuYasha se aproximasse da moça, que ainda estava com cara de brava. INUYASHA – A Sango contou tudo? KAGOME – Sim! Sei que ela não é sua amante e sei por que mentiu. INUYASHA – Se sabe de tudo por que ainda está brava? KAGOME – Eu estou brava porque você tem uma enorme capacidade de cativar fãs...como Sango e Kikyou, que até deixou de se casar. INUYASHA – Mas não seja boba! Você é a única que amo. KAGOME – Não demonstre com palavras mas sim com ação. INUYASHA – Como quiser. InuYasha e Kagome se beijam pela primeira vez e esse beijo parecia se estender por séculos de tão apaixonados que eles estavam e essa cena era vista por Sango, que sentia uma ponta de inveja de Kagome, por ela ter o amor de um homem com InuYasha. Próximo capítulo = A voz do povo – parte 1