Eu Sou a Noite

10 A ameaça de Sango - parte 1


Já era noite e depois de mais de 3 horas esperando em uma sala de interrogatório em uma delegacia, InuYasha já estava se cansando até a chegada de Kaijinbou. KAIJINBOU – Desculpe pela demora.(entrando na sala) INUYASHA – Até que enfim! Já estava criando raízes aqui. KAIJINBOU – Eu arranjei o policial que ficará com você. Kaijinbou abre a porta da sala de interrogatório e por ela entra uma jovem de cabelos pretos trajando um uniforme de patrulheira. INUYASHA – Uma mulher?! Vocês devem estar de brincadeira se acham que ela pode me proteger. KAIJINBOU – InuYasha, essa é a patrulheira Sango, e ela é sim capaz de te proteger. SANGO – Não se deixe enganar por ser mulher, eu posso cumprir o meu dever. INUYASHA – Isso deve ser um pesadelo, oh meu Buda!(colocando as mãos no rosto) KAIJINBOU – É ele quem você deve proteger...contamos com você. SANGO – Pode deixar comigo, detetive! (ela olha para InuYasha) — Ei você, vamos! INUYASHA – Vê se não me da ordens!(se levantando irritado) KAIJINBOU – Tem mais uma coisa senhor InuYasha...é melhor não contar nada para seus parentes e amigos sobre isso. INUYASHA – Por que? SANGO – Ora, como por que? Se mais alguém souber esse alguém também estará em perigo, é isso que quer? INUYASHA – Não!(ele encara Sango) — Você é bem metida, moça. KAIJINBOU – Ótimo que tenham se dado bem...agora vão. Ao que parecia a relação de InuYasha e Sango seria bem difícil e já no lado de fora da delegacia eles já discutiam. INUYASHA – Vamos na minha moto. SANGO – Não! Nós vamos no carro da polícia e... INUYASHA – Vocês mesmo disseram para não chamar a atenção, se eu chegar no carro da polícia vai dar muita bandeira, não acha? SANGO – O.k.! Então eu vou trocar de roupa, é melhor usar roupa civil. Sango voltou para o interior da delegacia para vestir suas roupas civis e quando voltou estava trajando uma saia que ia até aos joelhos e vestia uma camisa branca com blaser por cima e ainda carregava uma sacola. SANGO – Já podemos ir. INUYASHA – “O que vou dizer quando aparecer com ela diante de todos?”(pensando) Sango subiu na garupa da moto de InuYasha e assim partiram dali e enquanto isso, no restaurante, Kagome conversava com Myuga e Shippou sobre sua recusa para Miroku. SHIPPOU – Não se arrepender de não ter aceito? KAGOME – Claro que não, Shippou! Eu não amava o Miroku. MYUGA – Você ama o senhor InuYasha, não é? KAGOME – Você sempre soube disso. SHIPPOU – Então vai se casar com ele?(feliz) KAGOME – Vamos com calma, Shippou! Nós nem estamos namorando ainda. MYUGA – Mas se tudo der certo, logo estarão. KAGOME – Eu ficaria mais segura se ele tomasse a iniciativa na relação. MYUGA – Acho que deve ir com calma com ele, o senhor InuYasha ficou muito tímido depois do fim do namoro com a Kikyou...se você ir com calma tudo vai dar certo. KAGOME – Eu acho que vou seguir o teu conselho...eu vou pegar algumas coisas lá no sótão. Kagome foi ao sótão, aonde morava, e estava feliz pela eminente relação que ia ter com InuYasha e essa felicidade era vista por Shippou e Myuga. SHIPPOU – A Kagome gosta mesmo do InuYasha. MYUGA – Eu sempre soube disso...eles é que são ingênuos demais. SHIPPOU – Myuga! Me conta uma coisa. MYUGA – fale. SHIPPOU – O InuYasha é mesmo tímido? MYUGA – Pode até não parecer mas apesar de ter 27 anos, ele é sim e muito. SHIPPOU – Então ele perdeu a timidez rápido demais...olha só. Shippou apontou para InuYasha entrando no restaurante acompanhado de Sango, o que deixou Myuga de boca aberta. MYUGA – Senhor InuYasha, o que significa isso? Quem é ela? SANGO – Eu sou uma amiga, amiga bem próxima, se é que me entende. INUYASHA – Isso é uma longa história, mas não posso dizer...onde está a Kagome? MYUGA – Ela está no sótão...mas o que pensa que está fazendo? INUYASHA – Depois eu falo. SANGO – Vamos logo, InuYasha! INUYASHA – Acalme-se você aí! InuYasha puxa Sango pelo braço até o quarto dele, deixando Myuga e Shippou sem saber o que pensar. MYUGA – Mas quem é essa moça? SHIPPOU – Seja quem for, eu achei que é a maior gata, não deve nada a Kagome. MYUGA – Mas é melhor nós não falarmos nada para Kagome. SHIPPOU – Concordo, pois se ela saber será uma confusão.(ela aparece diante deles) KAGOME – de que confusão estão falando?(eles ficam tensos) MYUGA – Nada Kagome, não é Shippou? SHIPPOU – Isso mesmo! Não é nada de mais. KAGOME – Acho que estão mentindo para mim...deixa isso para lá.(ela olha para todos os lados) — Eu ouvi a voz do InuYasha, ele já voltou? SHIPPOU – Já e está no quarto dele e...(Myuga impede dele continuar mas já era tarde) KAGOME – Ah! Então eu vou vê-lo agora mesmo.(ela já ai mas Myuga se coloca na frente dela) MYUGA – Espere! Você não pode. KAGOME – E por que não? Posso saber? (de braços cruzados) MYUGA – Ele, ele, ele...(Myuga inventa a primeira coisa que vem a cabeça) — Ele está com a tia. KAGOME – Então eu vou conhece-la. Myuga não consegue impedir de Kagome ir para o quarto de InuYasha e enquanto isso o próprio InuYasha estava conversando com Sango em seu quarto. INUYASHA – Já estou entregue, agora já pode ir. SANGO – Achou que eu ia te trazer e depois ir embora? Eu vou dormir aqui. INUYASHA – Mas você não pode! Não pode dormir aqui. SANGO – Não se preocupe, eu durmo no chão mesmo.(ela procurava algo enquanto falava) INUYASHA – O que está fazendo?(vendo ela mexendo em tudo) SANGO – Procurando escutas. INUYASHA – Você é paranóica! SANGO – Não ou ser pega de surpresa, nós estamos lidando com a máfia, todo cuidado é pouco. INUYASHA – Isso não vai dar certo. SANGO – Quer parar de reclamar e... Nesse momento, eles ouvem uma batida na porta, o que faz Sango sacar sua arma para desespero de InuYasha. INUYASHA – Abaixa isso!(olhando a arma) SANGO – Pode ser o inimigo. INUYASHA – Deve ser um de meus amigos...agora abaixa isso. Depois de fazer Sango abaixar sua arma, InuYasha abre apenas uma pequena fresta da porta, o suficiente para ver quem está do outro lado. INUYASHA – Kagome?! KAGOME – Sou eu, deixa eu entrar. INUYASHA – Agora eu não posso.(com medo que ela seja Sango) KAGOME – Mas eu quero ver a sua tia. INUYASHA – Minha tia?! KAGOME – A que você trouxe consigo...o Myuga me contou. INUYASHA – “O Myuga bem que podia arrumar uma desculpa melhor.”(pensando) KAGOME – Vai InuYasha! Deixa eu entrar. INUYASHA – Espere só um pouco, Kagome. InuYasha fecha a porta na cara de Kagome, que não entendia a sua atitude, e InuYasha estava em apuros e tinha que dar um jeito. INUYASHA – Eu vou ter que sair. SANGO – Não pode! Você ficará desprotegido. INUYASHA – Você é maluca, doida de pedra.(ele sai do quarto) SANGO – Espere aí! InuYasha fecha a porta antes de Sango sair e assim ele pode conversar com Kagome com tranqüilidade. KAGOME – E aí? Vai deixar eu ver sua tia? INUYASHA – Infelizmente não pode. KAGOME – E por que não? INUYASHA – Ela chegou muito adoentada. KAGOME – Então deixa que cuido dela e... INUYASHA – Pode deixar que eu cuido, ela é minha parente e é minha obrigação. KAGOME – Ai que fofo! Foi por isso que demorou a voltar? INUYASHA – É isso aí!(vermelho de vergonha) KAGOME – Então eu vejo sua tia amanhã. INUYASHA – O.k.! Faça isso. InuYasha volta para o interior do quarto e Kagome se afasta do local, mas no meio do caminho até pensou em voltar pois sentiu que algo estranho estava acontecendo, mas mudou de idéia e seguiu em frente enquanto no interior no quarto InuYasha tinha seus problemas. SANGO – Sua tia?! Mas que desculpinha mais esfarrapada você arranjou. INUYASHA – Os méritos são todos de Myuga...você viu a confusão que está causando? SANGO – Essa situação é necessária. INUYASHA – Isso não vai dar certo...eu vou contar a verdade.(ele ia sair mas ela o impede) SANGO – Seus amigos não podem saber de nada, vai coloca-los em perigo...é isso que quer? INUYASHA – Mas como vou explicar a sua presença aqui. SANGO – Diz que sou uma amiga intima. INUYASHA – Você não sabe como está ferrando a minha vida. SANGO – Eu sinto muito...agora vamos dormir. INUYASHA – Se não tem jeito. InuYasha queria era estar patrulhando o bairro como Motoqueiro Noturno, mas com Sango no seu pé, ficaria muito difícil, isso sem falar na relação com Kagome, o que ela pensaria se descobrisse que tinha uma mulher no quarto com ele? DIA SEGUINTE Assim que o despertador tocou InuYasha acordou e como viu que Sango ainda dormia, se levantou bem devagar para não fazer barulho e quando ia tocar na maçaneta da porta, Sango se manifestou. SANGO – Vai a algum lugar? INUYASHA – Eu só ia descer para tomar café. SANGO – Ótimo! Eu vou com você. INUYASHA – Eu não quero que sejam comigo. SANGO – Agora é meio tarde, não acha?(rindo) INUYASHA – Muito engraçadinha!(e aí ele teve uma idéia) — Olha! Por que não vai tomar um banho primeiro? SANGO – Por que essa gentileza repentina? INUYASHA – Eu só acho que não seria bom uma moça aparecer toda desarrumada para o café da manhã...eu fico aqui lendo uma revista e depois sou eu é que vou tomar banho. SANGO – O.k.!(ela pega uma toalha) – Mas eu não sou burra.(ela tranca a porta e pega a chave) INUYASHA – Mas eu não ia fugir. SANGO – Claro que não! Pois eu vou ficar com a chave. Sango levou a chave com ela para o banheiro e assim que InuYasha ouviu o barulho do chuveiro, ele pegou uma outra chave dentro de uma gaveta. INUYASHA – “Ainda bem que fiz uma cópia.”(pensando) InuYasha abriu a porta bem devagar para não fazer barulho e assim conseguiu sair do quarto sem chamar a atenção de Sango e ao descer já deu de cara com Myuga. INUYASHA – Ainda bem que te encontrei Myuga, você tem que me ajudar, estou com um problemão. MYUGA – Não me envolva nessa, senhor InuYasha! Eu estou muito decepcionado com o senhor. INUYASHA – Mas do que está falando? MYUGA – Ora do que? A moça que você trouxe ontem, como pode fazer isso com a Kagome? Pensei que gostasse dela. INUYASHA – É uma longa história.(de repente ele vê Kagome entrando) — Ei Kagome! KAGOME – Bom dia InuYasha... InuYasha leva Kagome para fora do restaurante afim de contar a verdade para ela e enquanto isso Sango sai do banheiro pressentido algo errado e confirma ao ver o quarto vazio. SANGO – Ele saiu! Mas que idiota! Sango pega sua arma e sai do quarto vestindo apenas uma toalha e enquanto isso InuYasha tentava contar a verdade a Kagome. KAGOME – O que você quer falar comigo? INUYASHA – É uma história longa e muito complicada. KAGOME – Tá bom! Eu sou toda ouvidos. INUYASHA – Acontece que ontem eu... InuYasha para de falar por ver a aproximação de um carro preto e pela janela dele saiu um homem mascarado engatilhando uma metralhadora. INUYASHA – Para o chão, Kagome...para o chão todos. InuYasha empurra Kagome, que cai imediatamente, e antes de saltar para o chão ele acaba vendo Sango e seguindo seus instintos, ele salta por cima dela para que os dois ficassem no chão e em seguida o que se pode ouvir foi uma saraivada de balas que destruiu completamente o interior do restaurante, que logo acabou pois o carro foi embora. KAGOME – O que foi isso?(assustada) MYUGA – Eu não sei! Todos estão bem? INUYASHA – Já acabou! Já acabou! KAGOME – Você está bem InuYasha...(ela vê InuYasha abraçado com Sango no chão) INUYASHA – Eu estou bem.(ele nota que está abraçado com Sango) — Eu acho. Depois da rajada de balas que danificou o restaurante, o que se vi era Myuga tentando contabilizar o prejuízo, de um lado do restaurante Sango, ainda de toalha, usava o telefone do local e do outro lado Kagome cobrava explicação de InuYasha. KAGOME – Agora estou vendo por que sua ‘tia’ está doente, ela até se esqueceu de colocar a roupa. INUYASHA – Não é o que está pensando. KAGOME – Mas não estou pensando em nada... eu vi! Era isso que queria me contar? INUYASHA – Kagome, eu... KAGOME – Eu não quero ouvir mais nada!(com fogo nos olhos) INUYASHA – Mas Kagome... KAGOME – Não sabe o quanto me arrependo de não ter aceito o pedido do Miroku. Kagome deu meia volta e se afastou de InuYasha e no meio do caminho passou por Sango e a ficou encarando um pouco para depois virar o rosto para ela. SANGO – Eu acho que ela não gostou de mim. INUYASHA – Eu nem tinha reparado.(sendo irônico) SANGO – Eu liguei para o detetive Kaijinbou, vamos nos encontrar com ele. INUYASHA – Mas por que? SANGO – Eu quero saber como a máfia descobriu o seu endereço tão rápido. INUYASHA – O.k.! Eu quero mesmo acabar com isso! SANGO – Espere aqui! Eu vou colocar uma roupa e depois vamos...e lembre-se, não fale nada disso para seus amigos! Sango foi para o quarto de InuYasha para se vestir enquanto ele estava preocupado em manter a segurança de seus amigos e também em acertar as coisas com Kagome. Próximo capítulo = A ameaça de Sango – parte 2