Eu Queria Que Fosse Um Pesadelo
1 Eu Queria Que Fosse Um Pesadelo Parte 1
Já faz um tempo em que eu quero fazer isso. Realmente, eu não aguento mais. Estou com medo, muito medo, eu perdi a minha vontade de viver por causa daquilo. Eu pretendo daqui algum tempo me suicidar, eu acho que ninguém iria entender porque eu erauma menina inteligente, eu era uma pessoa feliz, eueraconsideravelmente bonita, eu era a Nathalie a garota que sempre se importava com os outros, ajudava-os a qualquer custo.
Mas isso mudou.
Faz 1 mês que me mudei de casa, fui para uma casa maior, melhor, em outro bairro do outro lado da cidade. Eu estava super animada para conhecer novas pessoas, porque eu era uma pessoa super positiva, até demais. Minha vida continuaria sendo perfeita se aquela coisa não existisse.
Na primeira noite na nova casa, meu quarto estava longe de estar pronto, não tinha nenhum móvel ou qualquer coisa la, era apenas um quarto de 4 paredes amarelas, então minha mãe perguntou se eu queria dormir na sala e eu aceitei, coloquei meu travesseiro e meu cobertor no sofá e quando me virei e fechei os olhos eu tive uma sensação estranha, como se alguém estivesse me observando, eu comecei a escutar passos vindos do patio, eu fiquei pensando que poderia ser uma raposa, um cachorro, um gato qualquer coisa, mas minha curiosidade me fez ir silenciosamente até a janela, eu dei uma olhada e tinha algo esquisito no canto do patio, parecia uma pessoa, mas eu não conseguia ver, estava muito escuro, eu mal conseguia enxergar as minhas mãos. E de repente minha mãe desceu as escadas e ligou a luz, eu sem querer deixei escapar um pequeno grito, ela me xingou dizendo que já era pra eu estar dormindo, naquele momento meu pai desceu as escadas e ele me explicou que eles estavam saindo pois minha vó estava com complicações medicas e como eu tinha o meu primeiro dia de aula na escola nova no dia seguinte eu não iria viajar com eles.
Quando saíram eu voltei na janela e dei outra olhada, a coisa esquisita tinha sumido, eu voltei para o sofá e fiquei um tempo deitada com a luz acesa quando percebi que eu não iria dormir daquele jeito eu desliguei ela. A sensação voltou e o barulho dos passos também, foi quando eu escutei um rangido, era a porta da cozinha, eu liguei a luz na hora, e eu escutei uma batida dentro da cozinha o que me fez falar a frase mais retardada do mundo ''Tem alguém ai?'', a energia do nada caiu, eu não conseguia enxergar nada foi quando eu me lembrei que tinha uma lanterna na gaveta num móvel da sala, eu comecei a escutar os passos de novo e me deu um desespero mas os passos foram para o patio. Quando eu encontrei a lanterna eu liguei ela e coloquei em direção a porta da cozinha, nela estava escrito com sangue ''Como está novata?'' eu estava suando frio, aquilo não podia estar acontecendo, eu queria que fosse um pesadelo, mas infelizmente era o mundo real. Eu virei a lanterna para a janela e vi uma cena que eu jamais esquecerei, um homem de pele preta igual carvão, com olhos vermelhos que choravam sangue sem parar, com um sorriso louco, cutucando a janela com suas garras cobertas por sangue.
Eu dei um grito o que fez a coisa quebrar a janela e correr atras de mim, desliguei a lanterna, eu estava com medo que a coisa conseguisse enxergar no escuro, eu estava desesperada, nunca tinha sentido algo assim, qualquer coisa conseguia me deixar com medo naquela hora eu acho que era porque minha cabeça estava cheia de duvidas, eu estava desesperada por não conseguir ver o que estava ao meu redor. Eu me escondi no meio de umas caixas eu pude sentir a coisa na minha frente, cara a cara, eu conseguia sentir a respiração daquilo, e a coisa chegou perto, mais perto e mais perto ainda e colocou uma de suas garras cuidadosamente no meu pescoço e começou a afundar ela, eu pensei que eu iria morrer, que ela ia rasgar a minha garganta, ou algo assim, mas não aquilo só deixou um corte e depois a coisa me deu um golpe na cabeça, me fazendo desmaiar.
Eu acordei no dia seguinte e pensei se tudo aquilo foi um sonho mas quando eu olhei para a parede dizia com sangue ''Isso tudo foi real'', eu levantei rápido da cama.
Fale com o autor