Eu Queria Que Fosse Um Pesadelo
2 Eu Queria Que Fosse Um Pesadelo FINAL
Eu olhei no relógio e vi que eram 6:44 da manhã, eu tinha acordado 1 minuto antes do meu despertador tocar, mas isso não iria mudar nada na minha vida. Subi as escadas com muito cuidado, minhas pernas continuavam doendo, eu continuava assustada com o que tinha acontecido noite passado, o que tinha sido aquilo? Um perigoso assassino em série? Não, assassinos podem ser bizarros mas não tem a cor de pele preta ou choram sangue. Uma atividade sobrenatural? Podia, mas aquilo não era um espirito ou um fantasma. Simplesmente isso não tinha explicação nenhuma!
Entrei no meu quarto vazio e vi no canto do chão o uniforme do meu novo colégio, eu dei um leve suspiro, aquela seria minha roupa das 7:40 até 12:10, uma camisa feia e sem-graça azul marinho com amarelo e minha calça jeans que também não era grande coisa. Depois de me vestir, ter problemas com meu cabelo e tacar o foda-se pra maquiagem, tomei coragem pra descer la em baixo de novo, e quando desci tive uma surpresa, a frase que a coisa tinha escrito com sangue, tinha sumido, simplesmente desapareceu em menos de 10 minutos, isso foi confuso, eu estava meio enjoada por causa de tudo que tinha visto, meu estomago estava embrulhado, eu não estava nem um pouco com fome então sai de casa sem tomar café da manhã.
Depois do meu primeiro dia de aula, no final da tarde, como não tinha nem uma migalha de comida em casa eu tive que ir no mercado. As 18:00 do nada escureceu, eu queria voltar pra casa o mais rápido possível, como forma de distração decidi ligar pra Victoria uma antiga amiga minha, ela sempre tinha novidades ou algum assunto legal para conversar, mas no momento em que eu cliquei em ligar o meu celular começou a ficar estranho, eu do nada recebi uma mensagem com um zoom exagerado dizendo ''Melhor correr, sim eu estou atrás de você'', maldita curiosidade eu dei uma olhada pra trás e vi aquela coisa grudada atrás de mim e eu não sei como mas eu fugi, depois de 20 segundos correndo meu celular não parou de vibrar, fui ver o que era, outra mensagem ''Não tem nenhum lugar para você se esconder, eu continuo atrás de você'' dessa vez não ousei olhar para trás, eu sai correndo ao máximo, mas eu não tinha rumo, eu corri para qualquer lugar até que eu cheguei numa floresta, eu fiquei pensando ''Entro? Não Entro? As pessoas sempre se fodem quando vão para a floresta! Mas eu não tenho opção'' eu adentrei aquela floresta e meu celular começou a vibrar de novo, eu não queria ver o que era aquela mensagem, mas de novo a minha curiosidade me obrigou e estava escrito ''Eu desejo outra saída para você'' aquilo foi o suficiente pra me fazer chorar, joguei o celular no chão, não queria mais aquelas mensagens estranhas, eu dei uma olhada pra trás e não vi nada, eu suspirei, naquele momento começou a chover, aquele realmente era o pior dia da minha vida, eu estava num jogo de sobrevivência contra aquela coisa, na noite mais escura que eu tinha visto na minha vida, sem alguma forma de iluminação, tinha como piorar? TINHA. No dia anterior eu tinha medo que aquela coisa conseguisse ver no escuro, e ela conseguia, aquele menino falou calmamente numa direção que eu não consegui identificar, ''Sua cara de medo é tão engraçada'', eu comecei a andar pra trás até que eu encontrei meu celular, mesmo com sua tela rachada ele funcionava e apontei pro rosto da coisa, novamente eu estava cara a cara com aquele homem com pele preta parecendo carvão, usando capuz, chorando sangue, com um sorriso psicótico, eu comecei a chorar e dei um berro e ele me atacou com suas garras na barriga, o que fez eu berrar mais alto ainda, foi quando dois homens armados chegaram com uma lanterna e me viram no chão. Eu só me lembro de ter acordado no hospital, com um policial e 2 enfermeiros no quarto, quando o policial percebeu que eu tinha acordado ele começou a explicar que eu tinha sido vitima de um assassino em serie chamado O Esfaqueador da Floresta, dai ele me deu algumas fotos dele, eu vi a foto dele e era um homem de cabelos marrons que estavam começando a ficar brancos, gordo, cheio de rugas, olheiras e barbudo, eu falei para ele que não tinha sido ele pois eu tinha visto o rosto da coisa que me atacou, ele perguntou como ele era e eu apenas disse que ele nunca iria acreditar em mim, mas ele insistiu e eu falei ''É um homem que usa capuz, tem a pele totalmente preta feito carvão, a esclera do olho dele era preta também e ele chorava sangue!''. Os meus pais logo então entraram no quarto, minha mãe entrou chorando e foi correndo me abraçar, quando o meu pai foi me abraçar o policial chamou a minha mãe e ele para conversar na outra sala junto com os enfermeiros, eles saíram do quarto me deixando sozinha, eu levantei da cama e fui em direção da porta, assim que eu cheguei eu me grudei para ouvir sobre o que eles estavam falando, eu já sabia que o policial ia dizer sobre a coisa, mas mesmo assim, eu queria escutar o que ele iria dizer. Ele falou assim para os meus pais ''Olha, creio que este fato realmente mexeu com a cabeça de sua filha, ela me contou como era o seu ''assassino'' e acho que vocês deveriam interna-la'' os meus pais ficaram perplexos ao escutar aquilo, depois eles começaram a cochichar e eu não consegui escutar direito, mas deve ter sido sobre a psicologa que eles contrataram assim que eu sai do hospital.
Eu sabia ninguém ia acreditar em mim, eu já estou a um tempo nessa casa e não aguento mais! Todo dia essa coisa vem atras de mim e me da uma facada em um lugar diferente, até agora a da barriga foi a pior, mas eu não quero sofrer mais isso.
Agora eu não sei se eu vou me matar ou se aquela coisa irá fazer esse favor para mim.
–Nathalie Escobar
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