Notas iniciais
Essa é a minha mais nova fic, espero que gostem, bem espero que alguem leia :P
Se ler e gostar comente, se não gostar tambem comente pra eu melhorar!
Essa não é a minha primeira fic, mas é a primeira que eu uso um livro como base, não vai ser muito parecido com PJO, já to avisando!

Bom, acho melhor me apresentar, sou Cler, não, não é um apelido, meu nome não é Clarice ou algum nome do tipo, é Cler e só Cler, tá eu tenho um sobre nome, ele é Colins, mas eu sou adotada, e não faço ideia do sobrenome dos meus pais biológico, nem sei se eles estão vivos ou mortos, não sei nada em relação e eles. Acho que meus pais não queriam que eu soubesse que sou adotada, e pela minha aparência, bem minha aparência original (conforme eu for contando vocês vão entendendo, não se aprecem), eles bem que podiam ser meus pais biológicos, algo em mim, não acreditava que eram então aos meus 7 anos, eu perguntei ser era adotada, e eles não conseguiram esconder e me contaram.

Eu não acho que sou irresistivelmente linda, como era de se esperar (vocês vão entender ao longo de historia), eu tinha uma aparência comum, olhos castanhos, cabelos castanhos, mas não fiquei assim por muito tempo, bem antes da minha vida dar aquela reviravolta, minha aparência não era constate, meus cabelos e meus olhos, viviam clareando e escurecendo, como se alguém estivesse brincando com minha aparência, e de fato, havia, meu cabelo era liso, cacheado e ondulado, assim como as cores, dependia do dia, eu acreditava que ele tinha vida própria.

Talvez, você esteja pensado: “Essa menina quer chamar atenção, pinta os cabelos e usa lentes de contado, é só uma menina fútil.” Se você pensou isso está terrivelmente enganado, a coisa que eu menos preciso é atenção, isso eu já tenho de sobra. Eu também não sou fútil ou patricinha, me dou bem com todo mundo na minha escola, bem quando eu ainda ia na escola conversava com todos. Eu posso até ser considerada nerd pelas coisas que eu gosto e pelas notas que eu tinha.

Depois desta longa apresentação, é melhor começar logo a contar a historia para você entender melhor, ela começa no ano passado:

Eu estava correndo, tinha comigo um arco e algumas flechas, não muitas, mas com a minha mira, era pra ser o bastante, mas para o que estava atrás de mim, creio eu que não seria o bastante, ninguém teria tanta sorte.

Corria o mais rápido que podia, mas a criatura estava logo atrás de mim, e não parecia nem um pouco cansada, diferente de mim, que já estava ficando exausta, eu precisava de tempo, eu precisava parar, mas não podia perder nem um segundo.

Apareceu, como se alguém tivesse levantado, uma raiz no meu caminho, mas eu não percebi a tempo e tropecei: “Droga!” pensei, tinha torcido o tornozelo “Quanta sorte.” adicionei mentalmente revirando os olhos, eu não ia mais conseguir correr, e não tinha mais tempo, a criatura já estava atrás de mim: “Agora, pelo menos eu poderei ver o que é isso de quem venho fugido.” pensei, estava virando o rosto para ver o que vinha me perseguindo...

Piiiipiiiipiiiipiii

“Só mais um pesadelo”, pensei, “Só mais um pesadelo”.

Tem que ter algo errado comigo, nunca tive sonhos, só pesadelos, dês de que eu me lembro, só pesadelos, não basta eu quase ter morrido varias vezes, na vida real, em “acidentes” que ninguém descobre como ocorrera (agora eu sei, eram monstros!) que aumentaram a frequência aos meus 12 anos, eu também tenho que quase morrer nos meus sonhos. Minha sorte me assusta.

Ainda sonolenta, e com os meus olhos ainda fechados, fui tropeçando ate meu banheiro, soltei os cabelos, que estavam num coque malfeito, levei o rosto, e finalmente abri os olhos e os mesmo olharam no espelho, gritei! Gritei tão alto que o bairro inteiro teve ter ouvido!

Aquela que estava no reflexo do espelho não era eu, bem tinha que ser, já que não tinha mais ninguém no bainheiro comigo, mas eu não tenho cabelos pretos e olhos azuis! Meus cabelos deviam ser, assim como meus olhos, castanho claro!

― Filha o que foi que... Mais quando foi que você pintou os cabelos e comprou lentes de contato?―perguntou minha mãe entrando no banheiro assustada com meu grito, ela deve ter pensado que tinha alguém me machucando, e com minha sorte, podia mesmo.

― Nunca, mãe, eu nunca mexi no meu cabelo assim! Por isso eu gritei! Ontem eu dormi com olhos e cabelos castanho, hoje, acordei... assim!

― Filha isso não acontece, não naturalmente!

― Mãe, você e geneticista, tira meu sangue, pega não sei quantos fios de cabelo, e examina meu código genético, eu não pintei e nem comprei lentes, então tem que ser natural, e se for vai estar lá, se não for, alguma coisa muito errada aconteceu!

― Esta bem, ― disse minha mãe, após um longo suspiro― vista-se e vamos ao hospital.

O hospital era da minha tia, não é muito grande, mas é um bom hospital, e eu vou tanto lá, que devia ter um quarto com meu nome na porta!

Coloquei uma calça jeans escuro, uma regata azul com um colete degrade solto também azul, um all star preto, coloquei uma toca preta, para esconder meus, recém adquiridos, cabelos negros (que se focem, curtos e lisos, seriam iguais a de Branca de Neve) , assim como óculos escuros, para esconder meus novos olhos azul céu (eu imagino assim http://www.polyvore.com/cler/set?id=110189069 ). Os quais eu, honestamente, espero que não sejam verdadeiros, e que isso seja só um colapso de memoria, já aconteceram muitas coisa estranhas na minha vida, não preciso de mais essa.

Desci para a cozinha, onde tomei meu típico café de manha, duas torradas de pão de forma e um copo de suco de laranja. Meu pai já tinha saído para trabalhar, ele era um oficial da marinha brasileira.

Eu e minha mãe fomos para o hospital onde ela recolheu alguns fios de cabelo e tirou sangue para analise. Então ela me deixou na minha escola, lá não tinha nada contra usar chapéus, já que tinha alguns alunos com câncer que faziam quimioterapia, mas não era permitido o uso de óculos escuros (vá entender), e como eu não iria tirar os óculos de jeito nem um, e o sinal já tinha batido, minha mãe foi falar com a diretora e inventar uma justificativa para meu atraso:

― Ela foi fazer um exame de vista, por isso o atraso, aqui esta o atestado medico.― “Como e bom que minha mãe seja medica, e que o hospital onde ela trabalha, seja da minha tia!”, pensei ― E peço que permita que ela use o óculos de sol, as enfermeiras exageraram muito no colírio, tanto que nem foi possível fazer o exame, e não sabemos quanto tempo vai durar, então seus olhos irão ficar muito sensíveis a luz.

― Tudo bem, vou escrever um bilhete para ela mostrar aos professores. ―disse a diretora. Ela me entregou o bilhete e me mandou para a sala.

Ao entrar falei com o professor e me sentei. De repente uma menina levanta, era Doratt, eu a chamo de Door que é “porta” em inglês, sabe aquela expressão “burra que nem porta” ? É exatamente por isso, ela e aquela típica patricinha, mimada e sem futuro nem um, e fica toda metia por quer o nome dela, ao invés de ter “-ti” no final tem “-tt”, ela se acha.

― Prof, por que você pegou meu óculos de sol, e deixou a... Cler ― ela disse meu nome como se eu fosse um bicho nojento, ―usar o dela? Não é contra as normas da escola? Por que ela e exceção?

― Porque, Srta. Belaque, ela tem uma licença medica, um atestado e permissão de diretora. Se quer discutir, faça isso fora da sala.

Depois dessa não ouvi nada dela o resto da aula dele, e as outras duas restantes.

Finalmente bateu o sinal para o recreio, ops, intervalo, encontrei minha amiga de toda/pra toda vida, Aline Zuccheto (para os desinformados é italiano, e em italiano “cch” tem som de “que”, então fala Zuqueto). Com ela havia um menino baixo, que não parecia conseguir andar direito e com um cabelo afro.

― E ai Cler? Ainda com o colar? ― ela se referia a um colar com o símbolo do infinito que eu havia aparecido como magica na minha caixinha de joias, depois de eu perguntar se era adotada a 8 anos atrás, não sei como apareceu, e não acho que seja bijuteria, já que eu sou alérgica e nunca tive problemas, mas ela descorda, acha que uma bijuteria ante alérgica.

― Sempre! ― respondi sorrindo― Prazer, sou Cler Colins. ― me apresentei para o garoto que eu não conhecia― E você?

― Eu o que? ―perguntou confuso.

― Como você se chama?

― Ah! Meu nome é Eric Asher.

― Nome legal, né? ― perguntou Aline. ― Ele é americano, morava em Nova York!

― Legal... Mas por que veio ao Brasil? ― eu perguntei.

― Intercambio. ― respondeu, ele, dando de ombros.

Conversamos um pouco sobre Nova York, e como, de acordo com ele, o clima aqui é melhor, ate que Aline perguntou:

― Cler, qual é a da toca? Deve estar fazendo uns 30ºC.

― O que? ― “Droga!” ― Não é nada não... Então... você quer ir na minha casa depois da aula? ― perguntei, mudando de assunto.

―Pode ser, mas você ainda não me disse qual é a da...

Piiiipiiiipiiiipiii

― A gente conversa depois, tenho que ir pra sala―eu disse me virando e correndo pra sala “Salva pelo gongo, não caberia expressão melhor!”

Eu não prestei atenção em nem uma aula, fiquei lendo o tempo todo, quando finalmente bateu o sinal para o fim da aula, eu já estava terminando “O Castelo de Vidro”.

Guardei minhas coisa na minha mochila, devagar, para dar tempo de todo o (como foi apelidado por mim carinhosamente) gado passar e não ter mais aquele tumulto nas portas e nos corredores, quando eu finalmente sai da sala, encontrei uma Aline impaciente, me esperando na porta.

― Você faz a mínima ideia de quanto tempo eu fiquei esperando aqui na porta? ― perguntou irritada.

― Não, não faço, e também não quero saber,― falei sendo totalmente educada, só que não, ― você sabe q eu espero o rebanho sair, para não correr o risco de ser pisoteada!

― Tá legal, tá legal... mas agora, você me conta por que, diabos, você veio com toca pra escola, num calor desses?

― Te conto quando chegarmos na minha casa.

Chegamos ao portão principal da escola, e lá estava minha mãe, também com cara de impaciente, “Ótimo, todo mundo deu de ficar impaciente comi... espera por que minha mãe tá aqui? Eu sempre volto sozinha!”, e como se lesse meus pensamento disse:

― Filha, precisamos conversar, ― então olhou para Aline e completou― a sós, em casa, vamos.

Eu estava achando muito estranho, mas não disse nada, apenas assenti com a cabeça e disse a minha amiga que ligaria mais tarde.

Entramos no carro em silencio, e assim ficamos durante todo o percurso. Quando finalmente chegamos em casa e ela só falou quando eu já havia sentado no sofá:

― Então, filha, aparentemente, ocorreu algum tipo de erro no seu código genético, algum tipo de mutação em que...

Eu não ouvi mais nada, apenas me levantei e fui para meu quarto, liguei o meu radio bem alto e deitei na minha cama. Não aquela não era a coisa mais estranha que já tinha acontecido comigo, eu na verdade, nem estava tão surpresa, quer dizer, a mesma vozinha que antes, tinha me dito que eu era adotada, estava me dizendo que aquilo era normal, e que aquilo ia acontecer mesmo, mas a parte mais racional do meu celebro, a parte cética, ficava repetindo:

“Não, isso não é normal, isso não podia ter acontecido! Como assim e natural? Não tem nada de natural em algo que não tem explicação! Isso não devia ter acontecido! Isso não e normal!”

Notas finais
Oi de novo, eu sou chata e eu sei, mas vim lembrar a voces pra comentarem, se ninguem comentar eu vou parar por aqui, a eu demoro pra postar, eu gosto de capitulos grandes entao eu demoro mais ou menos uma semana, entao se gosta de fics q sao postadas dia sim dia nao, nao e comigo u.u