Eu Ficarei Ao Seu Lado

16 Capítulo XV - A Doença.


Notas iniciais
Capítulo pequeno, porém importante. Comentem... Eu amo os comentários de vocês. E quanto mais comentam, mais rápido sai capítulo... É incentivo. Bjs

POV Edward

Senti braços fortes me puxarem e me abraçarem. Um calor muito bom se apossou do meu corpo.
Senti tanta falta disso.
Abracei meu pai o mais forte que pude.
Chorei.
Pela situação de Bella, pelo que aconteceu comigo e meu pai, por tudo.
Tudo veio à tona.
Me senti como uma criança nos braços do pai.
O medo de tudo que estava acontecendo, me fez ter vontade de nunca mais sair da segurança daqueles braços.
Dos braços do meu pai.
Não sei quanto tempo ficamos ali abraçados, mas me senti seguro como nunca antes em minha vida.
Depois de tanto tempo na mesma posição, nos levantamos e ao olharmos de frente um para o outro, nos abraçamos novamente.

— Senti sua falta meu filho!

— Eu também senti a sua pai!

— Venha, vamos nos sentar, vou pedir uma água pra você se acalmar e resolveremos o que é melhor para sua namorada.

— Noiva.

— Como?

— A Bella é minha noiva.

Meu pai franziu a testa.
Aquele era um indicativo de que estava perdido em pensamentos.
Com certeza ele achara que era pouco tempo para que eu tivesse encontrado alguém e já estivesse noivo. Não me importei.
Eu sei que Bella é a mulher da minha vida.
Porque então perderia tempo com convenções?
A quem eu agradaria fazendo isso? Não seria a mim e nem a ela, então, que todo o resto explodisse.

— Tudo bem, isso é mais um tópico que não entendo dentro de toda essa história, mas não é o que importa agora não é mesmo?

— Sim pai, não importa agora. Eu quero saber qual o estado real da Bella. Eu quero, preciso saber que ela vai ficar bem.

— Certo, venha até a mesa, vou te mostrar o resultado da tomografia.

Segui meu pai, sentei e comecei a ouvir seu diagnóstico.
Eu sei muito bem o que é um Craniofaringeoma. Totalmente diferente do glioblastoma multiforme que foi o que minha mãe teve, um tumor totalmente agressivo que não deu a mínima chance para minha mãe sobreviver.
O que Bella tem é benigno, mas eu deveria agradecer por isso?
Não... Eu estava morrendo de medo de perdê-la.

— Edward! Está tudo bem?

— Acho totalmente impossível estar td bem pai.

— Eu sei filho, é que você estava aéreo.

— Eu estava pensando... Lembrando... O Sr. sabe.

— Sim... Eu sei. Não tem como não associar não é verdade?

Apenas afirmei com a cabeça.

— Mas o que foi diagnosticado na Isabella, foi um Craniofaringeoma. Algo raro pra idade dela. Esse é um tipo de tumor que acomente mais as crianças, adolescentes
e adultos a partir dos 40. Não sabemos ao certo o que aconteceu, mas creio que não seja importante. Importante agora é decidir o que fazer

— Sim. Não quero saber porque, ou não aconteceu isso com ela, quero apenas as soluções que podemos tomar para resolver tudo.

— Certo... O Craniofaringeoma são tumores de crescimento lento, eles podem se tornar muito grandes, obstruindo as vias do líquido cefalorraquidiano, aumentando a pressão intracraniana, que levam a dores de cabeça, náuseas e vômitos. Isabella não reclamou de nenhum desses sintomas? Você não observou nada?

— Não.

Me senti um merda. Um nada.
A mulher que amo sentindo tudo isso e eu nem desconfiei.
Não a culpo por não ter me dito nada.
Sempre se preocupando comigo.
Me colocando em primeiro e não se cuidou, não atentou para si mesma.
Que bosta de homem que eu sou?

— Não se torture tanto Edward. Não podemos nos responsabilizar pelos outros a ponto de advinhar as coisas que acontecem ou acontecerão com eles. Tive que aprender isso, ou então morreria me culpando pela morte da sua mãe.

— Bella só tem a mim pai. Eu sou a únic pessoa que ela tem nessa vida. A única pessoa que está ao lado dela e no entanto não percebi que minha noiva estava doente.

— Tenho certeza que não foi por displiscência Edward, não se culpe tanto ok. Voltando a Isabella, ela não tem ninguém responsável por ela?

— Não. Apenas eu.

— Certo... Quero que escute com atenção Edward. Que tente colocar as emoções a parte e que pense o que é melhor para ela.

— Pode falar pai.

— Vamos lá... O tumor está situado perto das vias visuais. Algum motivo externo fez com Isabella tivesse essa crise hoje, mas caso não tivesse ocorrido, provavelmente ela perderia parcialmente a visão, é um tumor de médio porte. Como especialista na área, indico a cirurgia imediata, porém, devido a sua localização, pode ser que não possam retirar todo ele. Daí ela seguirá para o tratamento radioteráptico, e ainda assim talvez, apresente recorrência. Estou te deixando ciente de tudo Edward. Quero que saiba com o que está lidando.


Tomei conhecimento de tudo, ouvi, processei, guardei tudo em meu cérebro.
Mas a todo momento fiquei me perguntando quando foi que faltei?
Como não percebi o que estava acontecendo?
Bella estava em cima de uma cama, com um tumor que poderia deixá-la cega se fosse retirado totalmente. Se não fosse, ela teria que passar pela radioterapia e ainda assim, caso não tenha êxito, o tumor pode voltar.
Deus!! Por que?
Eu queria voltar no tempo e ter cuidado melhor dela. Queria ter descoberto essa doença mais cedo. Queria pega-la e sumir dali.
Queria... Me esconder.
Mas não podia, prometi ficar ao lado dela.
E eu não sou um covarde.
Eu vou cumprir minha promessa e vou ajudar meu anjo a sair dessa.


— Como responsável por Bella, eu autorizo a cirurgia pai, mas... Só se for você quem vai opera-la.


— Edward... Você sabe que depois que sua mãe... Eu... Eu não opero mais. Há muito tempo não entro em um centro cirúrgico, apenas atento no consultório.

— Eu confio em você pai. Eu sei que pode, que é capaz. Estou entregando a vida da mulher que amo em suas mãos.

Notas finais
E aí?? Será que Carlisle vai ajudá-lo? Ou será que o trauma vai ser mais forte? bjks