Eu Cuidarei De Você.
8 Capítulo 8 - Fisioterapia
Notas iniciais
Quinn estava tensa. Quando ouviu Rachel mencionar a escola e o namoro delas não conseguiu se imaginar assumindo o que sentia na frente de todo mundo. Já não bastava que ela não pudesse andar? Lembrou-se do que estava indo fazer quando sofreu o acidente. Ela ia tentar impedir o casamento da morena. Mas agora que parava pra pensar... Como ela ia fazer isso? Estava tão desesperada na hora que não parou pra raciocinar. Mandou a mensagem para na Santana na esperança de que a latina a ajudasse. Ela ia entrar lá gritando? Falando que Rachel não podia fazer aquilo? Ela ia querer no mínimo uma explicação para o seu comportamento estranho. E ela teria coragem de falar?
Não queria magoar Rachel. Sabia que ela não tinha problema nenhum com isso. Como que ela iria se sentir desconfortável com os pais que tinha? Ela cresceu aprendendo sobre liberdade, sobre amar sem se importar com os outros. Amar sem recriminação por quem ama. Quinn cresceu na base da repressão. Pela religião, pela cabeça de seus pais. Não era de uma hora para a outra que ela teria a mesma facilidade de Rachel em lidar com esse problema.
Quando a morena foi para casa procurou imediatamente Leroy para conversar com ele. Como ele e Hiram estavam deitados no quarto assistindo televisão ela resolveu contar para os dois de uma vez.
R: Pais, eu preciso conversar com vocês [disse séria].
L: O que foi?
H: Aconteceu alguma coisa estrelinha? [preocupou-se]
R: Calma, não é nada ruim... Eu estou namorando [disse calma]
H: O que? Você voltou com o Finn? Filha, você tem certeza disso?
R: Não, não é com o Finn papai [sorriu].
H: Então, é com... [olhou para Leroy, confuso ao ver o sorriso no rosto do marido] Quem?
R: Com a Quinn. [abriu mais o sorriso]
L: Eu sabia Rachel Barbra Berry! [exclamou sorrindo] Você acha que me engana entrando no quarto séria daquele jeito?
H: Seu pai me falou sobre a conversa de vocês, eu deveria ter me tocado [sorriu]. Mas o que me faz lembrar mocinha, que você não conversou comigo sobre nada disso! [disse magoado]
R: Eu ia te contar papai, é porque aconteceu tudo tão rápido... [explicava]
H: Só vou te perdoar porque estou vendo que você está feliz.
Rachel pulou em cima de Hiram para abraçá-lo, o que acarretou em poucos minutos numa guerra de travesseiro. Rachel fugiu do quarto mancando e rindo, falando que eles não sabiam brincar.
Quinn estava no primeiro dia de sua fisioterapia com Rachel. A morena não parou de falar com ela nem por um minuto, tagarelando sobre a audição que teria que fazer para NYADA. Quinn escutava encantada. Amava quando a morena estava animada, ainda mais quando se tratava de seu sonho. E pensava que ela não era irritante falando sem parar como todos diziam, era lindo! O timbre da voz, as expressões que fazia, os gestos com as mãos. Ela conversava com Quinn, mas a loira não precisava dizer uma palavra sequer, Rachel era especialista em monólogos, era fato. Ela riu com o pensamento e a morena percebeu.
R: Se você estiver cansada de me ouvir falar é só dizer [sorriu]
Q: Eu não estou [balançou a cabeça]. Eu acho lindo! [lhe direcionou um sorriso doce]
Rachel não pôde deixar de notar também que o fisioterapeuta de Quinn era muito bonito. E se sentiu incomodada com a forma que o rapaz tocava a sua garota, os sorrisos que ele direcionava a ela. Aquela massagem nas pernas dela era mesmo necessária? Pegou-se pensando, incomodada. O rapaz saiu da sala por um momento, deixando as duas sozinhas.
R: Não tem nenhum outro fisioterapeuta nessa clínica pra cuidar de você não? [disse bufando]
Quinn riu.
Q: Você está com ciúmes?
R: Tem como não ficar? Ele estava se aproveitando de você!
Q: É assim mesmo Rach... [disse calma] Ele não fez nada demais.
R: É, mas precisava ficar de sorrisinho pra cima de você?
Q: Eu já falei o quanto você fica linda com ciúmes?
R: Não muda o foco Fabray!
Q: Vem cá [disse batendo a mão na cama, pedindo para Rachel se sentar].
A morena obedeceu. Quinn a puxou mais pra perto para pode sussurrar em seu ouvido:
Q: As minhas pernas são suas, o único sorriso que me importa é o seu.
Rachel não pôde evitar estremecer com as palavras de Quinn. Sem pensar em mais nada buscou a boca da loira com fome. Quinn gemeu com o contato repentino dos lábios carnudos de Rachel com os seus, retribuindo na mesma intensidade. Logo as duas estavam sem ar, então a morena achou melhor cortar o beijo, antes que alguém aparecesse. Quinn buscou seus lábios para dar um selinho demorado antes de se afastarem. Rachel acabava de constatar que não havia hora nem lugar para se sentir excitada por Quinn.
R: Meus lábios são todos seus, minha boca, minha língua, minhas mordidas, meu sorriso... [sussurrou provocante no ouvido da loira, que arrepiou].
A morena se levantou, voltando ao seu lugar e lançando um sorriso travesso à loira que mordia o lábio para ela.
A casa de Quinn era perto da clínica, então Rachel a levou para lá.
R: Se a sua mãe me vir aqui mais uma vez vai achar que eu me mudei pra cá. [constatou]
Q: O que não seria uma má ideia... [falou pensativa]
A morena revirou os olhos e levou Quinn para o quarto. Ao deitá-la na cama a loira a puxou. Rachel deu um gritinho com o susto e caiu rindo sobre Quinn que a encarava provocativa.
Q: Você disse que a sua boca era minha [olhava intensamente a morena]
R: Toda sua... [murmurou, sem conseguir desviar o olhar].
Quinn buscou a boca de Rachel com paixão, fazendo-a suspirar. As mãos da loira se perderam nos cabelos longos dela enquanto a morena deslizava as mãos pela lateral de seu corpo. Os lábios de Rachel foram parar em seu pescoço e a loira já não respondia mais por si. O que era aquela sensação de ter Rachel beijando e sugando seu pescoço? Ela não conseguia pensar. A diva deu um forte chupão no pescoço de Quinn, ocasionado pelo arrepio do repentino deslizar das mãos da loira por suas costas. O que fez também que a loira gemer, cravando as unhas ali. Uma coisa ocasionava a outra e quando deram por si Rachel já acariciava sua barriga por debaixo da blusa e as mãos de Quinn foram parar nas coxas torneadas da morena, apertando-as. Rachel desejava cada parte do corpo de Quinn, de uma forma que chegava a doer. Não era capaz de esquecer a imagem dela nua e isso lhe bagunçava os sentidos quando elas se beijavam daquele jeito. Mas ela tinha dúvidas, sobre como era fazer aquilo com uma garota e ficava com medo de acabar fazendo algo errado. Estava preocupada com o estado de Quinn também e sabia que aquilo era tão novo para ela quanto era para si mesma. Decidiu então diminuir a velocidade das coisas.
R: Quinn... [tentava dizer entre os beijos, retirando as mãos de dentro da blusa da loira] Eu acho melhor a gente parar...
Quinn diminuiu a intensidade do aperto em sua perna, ainda ofegando.
Q: O que foi? [perguntava arfando]
R: Eu quero ir devagar...
Q: A gente está indo devagar...
R: Eu sei. Só que eu não sei a hora de parar... E acho que a gente ainda não está pronta pra isso.
Q: Ok... [recuperava o ritmo da respiração] Você quer conversar? [buscou seus olhos]
Rachel se levantou para se sentar ao seu lado. Imediatamente as duas sentiram falta do calor do corpo uma da outra.
R: Eu não sei como agir com você. [disse sincera]
Q: É claro que você sabe. Você não estava fazendo nada errado. [disse calma]
R: Não é questão disso. É questão de não saber o que fazer na hora.
Q: Acho que não tem um manual pra essas coisas, Rach... [sorriu]
R: Eu sei... Só que eu preciso de mais tempo... Eu não quero apressar as coisas agora, quando chegar a nossa hora, a gente vai saber.
Q: Eu sei meu amor, eu não ia avançar nisso... [disse carinhosamente] É só que é fácil perder o controle com você... Eu entendo que a gente precisa de mais tempo.
Rachel se deitou ao lado de Quinn, virando-se de lado e entrelaçando sua mão com a dela.
R: Meu amor? [perguntou de forma doce]
Q: É, meu amor. [sorriu]
A morena aproximou-se para beijá-la de forma calma.
R: Eu tenho que ir pra casa... Sua mãe chega quando?
Q: Acho que daqui a pouco...
R: Você quer alguma coisa?
A loira fez que não com a cabeça. Rachel se levantou e a carregou em seu colo, recolocando-a na cadeira lá embaixo.
Q: Fica mais um pouco comigo... [pediu]
R: Eu queria muito ficar, mas hoje eu tenho muita coisa pra fazer em casa, e ainda tenho que encontrar o Kurt, a gente não decidiu nada sobre NYADA ainda e a audição está chegando e estou muito nervosa... [continuava sem parar]
Q: Rach, respira! [começou a rir com a forma de a namorada falar em um parágrafo só]
R: Enfim [deu um selinho em Quinn], eu preciso ir. Fica bem tá? Qualquer coisa me liga.
Quinn a puxou para seu colo para dar um beijo mais demorado nela e permitiu que ela fosse para casa. A morena estava quase fechando a porta quando voltou.
R: Quinn, o Kurt! [exclamou]
Q: An? [disse sem entender]
R: Eu... Posso, pelo menos, contar pro Kurt que a gente está namorando? [perguntou cautelosa]
Q: Ah, claro que você pode [sorriu carinhosa].
Rachel pulou de alegria, o que fez a loira rir, e sentou em seu colo de novo, beijando-a.
R: Eu preciso ir! [reclamou entre o beijo]
Q: Mas quem sentou no meu colo foi você! [disse rindo]
R: Eu sei, mas eu não consigo parar de te beijar!
Depois de sofridos minutos tentando se separar da loira, Rachel conseguiu ir embora. Marcou de encontrar com Kurt para tomarem café e depois de discutirem sobre a audição, foram para o auditório do McKinley, onde a morena conseguiu falar:
R: Kurt, eu tenho uma coisa pra te contar... [suspirou]
O garoto reparou a tensão na voz da amiga.
K: O que foi?
R: Eu estou com medo de você não gostar...
K: Desembucha Rachel.
R: Eu queria te contar isso animada, eufórica, porque é como eu estou me sentindo agora, mas eu tenho medo de assustar você.
K: Você está me deixando tenso [arregalou os olhos para ela]
R: Eu estou namorando. [soltou de uma vez]
K: Com o Finn? Mas ele nem me disse nada [estranhou], e você nem conversaram hoje [franziu o cenho].
R: Não é com ele... [explicou devagar]
K: Peraí. Como assim não é com ele? Vocês terminaram não faz nem... [tentava pensar]
R: Você sabe que eu estou muito próxima da Quinn, não sabe? [dizia ainda devagar quando Kurt a interrompeu]
K: Espera um momento. [disse fechando os olhos, e fazendo sinal com as mãos pra que ela parasse] Você não está tentando me dizer o que eu estou pensando né?
R: Você vai brigar comigo? [disse triste]
K: Rachel Barbra Berry! [exclamou, abrindo os olhos] Você só pode estar brincando!
R: O que?! [preocupou-se]
K: Eu quero que você continue o que estava falando, porque eu não consigo acreditar, eu acho que escutei errado. Você está muito próxima de quem mesmo? [disse calmo]
R: Da Quinn.
K: E...
R: E eu estou namorando Quinn Fabray. [disse firme, pra não deixar dúvidas de que falava sério].
Se não estivesse tão preocupada que Kurt pudesse brigar com ela, Rachel gargalharia com a reação do rapaz. Ele arregalou os olhos, a boca escancarada, sem reação. Não olhava para Rachel, parecia que tentava buscar dentro de seu cérebro alguma coisa que tivesse perdido para deixar esse fato escapar de sua percepção. A falta de palavras começava a preocupar a morena.
R: Kurt? [chamou pelo rapaz, temerosa].
K: Rachel Berry e Quinn Fabray. Gays? E ainda por cima namorando? Rachel, por que você não me contou? [começava a rir animado] Isso é sério, não é? Oh meu deus, e o Finn?
R: Você não vai brigar comigo? [perguntou desconfiada]
K: Não. Antes eu quero que você me explique.
E Rachel começou a explicar. Desde a briga que tivera com Quinn e o seu desejo por ela até o momento em que começaram a namorar. Kurt escutava atentamente.
K: Eu não consigo ficar chateado com você Rach. Talvez por você não ter me contado desde o início, mas agora que você me explicou... Eu ainda estou atordoado, eu nunca imaginei. Você não sente mais nada pelo Finn?
R: Se eu dissesse que não sinto mais nada eu estaria mentindo. Acho que eu sempre vou ter um carinho por ele. Por tudo que ele representou. Mas com a Quinn é tão mais intenso, Kurt! [dizia com os olhos brilhando] Eu não sinto vontade de ficar com o Finn...
K: Eu não sei o que dizer. Acho que eu preciso de tempo pra entender tudo isso. Mas eu fico feliz por você estar feliz, não duvide disso. [a puxou para um abraço]
R: Obrigada Kurt... Eu amo você. [intensificou o aperto]
K: Eu também te amo...
A semana passou devagar e conforme Rachel acompanhava Quinn na fisioterapia percebia que a cada dia ela ficava mais estressada e arisca. A loira brigava por qualquer motivo e geralmente estava de mau humor. Ela só melhorava um quando estava com Rachel, mesmo assim era impossível a morena não notar que algo errado estava acontecendo com a namorada. Tirando isso, as duas estavam cada vez mais próximas e ficava cada vez mais difícil se segurarem quando estavam sozinhas. A morena reparou que Finn estava querendo uma oportunidade de ficar sozinha com ela para conversarem, então ela passou a evitar a ir ao auditório sozinha com Kurt, para praticarem, o que estava estressando o garoto que não entendia o porquê dessa atitude.
R: Eu não quero encontrar com o Finn, Kurt!
K: E o que o fato da gente estar aqui tem a ver com isso?
R: Ele está atrás de mim, eu não quero que ele me encontre no auditório com você, porque se não com certeza ele vai me chamar pra conversar.
K: Não seria bem mais fácil você conversar com ele?
R: Não!
K: Você está com medo dele?
R: Não é isso. É que eu ainda não estou preparada pra conversar com ele. Ele vai querer destrinchar os motivos do término e eu não quero ter que ocultar parte da verdade. Então é melhor, por agora, a gente não se encontrar.
K: Ok [revirou os olhos] Vamos pra minha casa então.
Quinn estava em casa na quinta-feira lendo um livro no sofá quando alguém tocou a campainha. Sua mãe foi atender e uma Santana preocupada entrou na sala.
Q: O que aconteceu? [disse ao ver o semblante da latina]
A morena estava desconfortável, então Judy arrumou uma desculpa qualquer para ir pra cozinha e deixar as duas à vontade.
S:A Britt postou uma sex tape nossa na internet. [disse tensa]
Q: O quê ?! [assustou-se] Vocês fizeram uma sex tape?
S: Não era para os outros, era só pra gente... Você sabe que está todo mundo preocupado comigo naquela droga de coral porque eu disse que queria ser famosa de qualquer jeito. Então a Brittany postou o vídeo. [agoniou-se]
Q: Você brigou com ela? [preocupou-se]
S: Como que eu ia brigar com ela Q? Eu simplesmente não consigo! Mas também as consequências do que ela fez me preocupa. Não como tirar da internet uma coisa que está lá, você sabe. Eu tentei conversar com ela, sei lá. Mas eu estou tensa.
Quinn fez uma cara compreensiva e puxou a latina para um abraço.
Q: A Britt as vezes não tem noção das coisas que ela faz, você sabe. Foi uma maneira torta de ela te ajudar se você parar pra pensar. A gente sabe que ela não fez por mal.
S: Eu sei... [disse triste]
Q: Agora não tem jeito. Você está muito preocupada com isso?
S: Um pouco.
Q: Você é Santana Lopez. Pelo menos eles vão ver como você é um hot bitch... [riu]
S: Sério Fabray? [olhou-a incrédula] Essa é a ideia que você faz de uma piada? Foi péssima.
Quinn empurrou Santana do sofá, fazendo-a cair no chão e as duas começaram a rir com a situação.
S: Eu só não te tampo da janela do seu quarto agora por causa da sua situação! [brincou]
A loira fechou a cara na hora, voltando a ler seu livro.
S: O que foi? [disse se levantando para sentar ao lado dela de novo]
Q: Nada. [disse seca]
S: Q...
Q: Não é nada, Santana! [gritou] Olha, eu quero ler o livro, você está me atrapalhando.
S: Escuta aqui [levantou-se, apontando para ela], eu não tenho culpa se você está nessa cadeira de rodas, está bem? Não precisa ficar me atacando sem motivo. Conversa comigo.
Q: Eu não quero conversar com você. Aliás, eu não quero conversar com ninguém. [cerrou os dentes, jogando o livro no sofá]
S: Eu te aguentei nesse humor a semana inteira e não disse nada! [exaltou-se] Se você continuar me tratando assim a coisa vai ficar séria! [ameaçou]
Q: Você está jogando na minha cara o fato de ter aturado o meu humor? [perguntou indignada] Pensando bem, faz sentido, você não atura nada não é mesmo? Você é Santana Lopez, é um absurdo você ter que aturar alguma coisa!
S: Você não tem o direito... [gritou]
Q: NÃO TENHO O DIREITO DE QUÊ? [gritou também, cortando a fala da latina].
Judy adentrou na sala e viu as duas se encarando com raiva.
J: Meninas, o que está acontecendo aqui? [perguntou séria]
S: A sua filha está querendo perder uma das pessoas que mais se importa e se preocupa com ela nessa vida. [disse de forma fria] Eu já vou indo.
Q: Tchau! [gritou]
Santana bateu a porta da frente com força ao sair.
J: Quinnie...
Q: Eu não quero conversar mãe [disse com os olhos marejados]
J: Minha filha...
Q: Você me escutou? [alterou a voz] Eu não quero conversar.
J: É assim que você se comporta agora?
Q: O que? Agora você se importa com a forma como eu me comporto? Não parecia se importar quando deixou que o meu pai me expulsasse de casa.
Judy não fez nada. Apenas olhou para Quinn, desapontada. Levantou-se e saiu, fechando-se no quarto. A loira estava com tanta raiva que não sentiu nenhum arrependimento. Seu celular tocou e era uma ligação de Rachel. Ela pensou a latina tivesse ligado para ela e que a namorada provavelmente fosse tirar satisfações sobre seu comportamento explosivo e não quis atender. Desligou o celular e deitou-se no sofá mesmo. Seu corpo relaxou com o tempo e ela dormiu.
Santana chegou em casa e ligou para Rachel, que disse que o celular de Quinn estava desligado e ela não conseguia falar com a loira.
R: É melhor dar um tempo a ela... Amanhã na aula eu converso com ela.
S: O que está acontecendo?
R: Eu não sei... Por que ela gritou com você mesmo?
S: Eu não sei. Acho que eu fiz uma piada sobre ela não poder andar. Eu juro que não foi maldosa!
R: Eu acredito.O comportamento dela está meio estranho essa semana mesmo... [disse triste]
S: É... Eu vou desligar. Não estou com cabeça pra conversar agora.
R: Ok.
Rachel foi dormir com o coração apertado de preocupação. Queria ir para a casa de Quinn naquele instante, mas achou melhor deixá-la sozinha. Iam ter aula de manhã mesmo... Acabou dormindo também...
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