Eu Aceito

11 Um outro ponto de vista-LA parte 02


Notas iniciais
Continuação do capítulo.
Um milhão de vezes,obrigado pelos reviews,amoo vcs.
Mais uma vez
Enjoy!

Fiquei na sala esperando por ela que apareceu logo em seguida, um olhar curioso e pensativo sobre mim, havia horas que eu daria qualquer coisa para saber o que se passava na mente de minha esposa. Me despedi de Nick assim como Anna,o filhote era tão mais importante do que nós naquele momento que ele mal desviou os olhos dele enquanto era abraçado por nós. Já havia combinado com o caseiro que deixaria o carro no aeroporto, gostaria de tentar alguma aproximação no trajeto até ele.

Entramos silenciosamente no carro, o que durou minutos a fio. Ela jamais falaria, mas eu sabia que sua distancia se devia ao mal entendido de algumas noites atrás. Trina deveria sair de minha vida antes que acabasse com ela de vez.Não seria explicito com Anna,não falaria nada que a magoasse mais ainda,mas me desculparia.

-Sobre aquela noite, eu queria...-Esperei que ela voltasse seu rosto para mim,mas ela não o fez,sequer permitiu que eu continuasse.

-Sua vida sexual não é da minha conta. Você não me deve explicação alguma...-Apertei o volante até que me ardesse os dedos,um misto de raiva e angústia.Parte da raiva destinada a mim mesmo,dessa vez eu a havia magoado ,a outra ,embora passageira era por ela. Simplesmente não havia “minha vida sexual”,não depois de ela estar sob o mesmo teto teto que eu,fazendo-me perder o sono simplesmente por estar dormindo a uma distancia tão curta,tão perto e tão fora de meu alcance,a mulher que eu mais desejei em toda a minha vida.Decidi por permanecer em silêncio remoendo nas ideias a forma de expulsar Trina de vez de nossas vidas.

Anna mal olhou em meu rosto durante o trajeto e cortou meu coração que simplesmente tenha cerrado os olhos assim que nos acomodamos em nossos acentos, de fato eu a havia magoado se fosse diferente ela teria a mesma atitude nobre de sempre ,pelo bem de nossa convivência ,falaria comigo de novo. Ela deve ter adormecido profundamente logo em seguida,aos poucos seu rosto tombou sobre meu ombro aninhando-se nele,o afaguei com a ponta dos dedos,iria mais longe e selaria seus lábios mas temi que acordasse então me satisfiz apenas com sua proximidade.

Durante a viagem meu pensamento fora somente dela,sentindo o perfume que emanava de seus cabelos sobre o meu ombro,mais cedo ou mais tarde eu sucumbiria,declararia meu amor por ela ,diria que estava apaixonado desde sempre e que não suportava mais não tê-la comigo.Sequer preguei o olho e o percurso.Assim que chegamos ,contra minha vontade ,tratei de acorda-la,tocando sua face morna que tomou um tom rubro assim que percebeu onde dormira o tempo todo.

A ida ao hotel fora igualmente silênciosa,podia ver em sua expressão que alguma coisa,para não falar preocupação, povoava sua mente.A recepcionista do hotel nos atenteu de pronto,Anna parecia mais incomodada do que de costume.Foi evidente para mim o que tanto a perturbava assim que nos deparamos com a porta do quarto,podia jurar que ela tremia um pouco.Durante a semana tive o cuidado de pedir a Agnes,que franziu o cenho curiosamente,que a reserva fosse de um quarto conjugado.A porta fora aberta e ela adentrou primeiro do que eu, andando pouco atrás dela pude ver seus ombros relaixando vagarosamente,um peso sendo tirado deles.

–São duas suítes conjugadas, pode escolher qualquer uma delas...-Tentei manter o tom de voz calmo,embora me magoasse profundamente que ela demonstrasse tanta aversão a mim,tanto que partiu em disparada entrando na primeira porta que pode abrir.

Massageei a têmpora suspirando longamente,ainda naquela manha teria um encontro com Carter,que além de um grande empresário era meu grande amigo.Embora fosse sábado tínhamos uma pequena reunião mas de grande importância.Entrei no quarto que correspondia a mim,puxando por minha mala,depois de deixar a de Anna em sua porta.A primeira coisa que faria era tomar um banho frio ,do contrario não conseguiria me concentrar em mais nada a não ser o fato de ela estar a dois metros de mim.Antes de sair deixei um bilhete sobre a mala de Anna,não bateria na porta dela simplesmente por temer que ela não a abrisse.

Entrei no prédio imponente em uma rua movimentade de Los Angeles,assim que cheguei a sua sala Carter veio até mim,os braços abertos e receptivos e o habitual charuto dependurado na boca.

-Gustav!...-Ele deveria ter mais de sessenta anos mas ainda podia se portar como se tivesse minha idade. Sorri por um de nós ter um humor tão grande, enquanto ele me abraçava contente.

-Como vai Carter?...-Meu tom de voz desanimado chamou sua atenção enquanto a porta do escritório gigantesco era fechada. Ele aproximou-se de mim com o cenho franzido depositando uma de suas mãos solidariamente em meu ombro.

-Problemas no paraíso meu jovem?...-Não havia como não sorrir diante dele,embora sem humor algum.Havia conhecido Carter quando ainda era um garoto,ele havia sido nosso empresário e me conhecia como ninguém,lamentava profundamente que nossos encontros fossem tão esporádicos.Sentei-me na cadeira confortável ele rodeava a mesa acomodando-se diante de mim.

-Eu diria que sim, me casei...-Ele arregalou os olhos diante de mim,surpreso,para depois sorrir de forma divertida.

-Minha nossa!Como eu não fiquei sabendo disso...-Já havia perdido a conta de quantas vezes ele havia se casado e divorciado proporcionalmente.Pegou de uma caixinha na mesa um novo charuto para substituir aquele findado a minutos atrás oferecendo-me um,neguei,mas tirei um cigarro da caixinha ao lado acende-o logo em seguida...-Então quem é a felizarda que tirou você da ala de solteiros.

-Anna Kaulitz...-Traguei o cigarro com vontade não querendo admitir que ele me fazia muita falta vendo por seu semblante que ele compreendia o que aquilo significava.

-Bom... -Começou ele em tom polido, suspirando logo em seguida não conseguindo levar a diante o tom compreensivo... -E qual o problema, além do obvio é claro?...-O obvio nada mais era do que o fato de ela ser a viúva de Tom.

Não sabia exatamente por onde começar, eram tantos desencontros entre nós que já estava afetando o meu juízo.

-Digamos que existem dias mais difíceis que os outros...-Suspirei por fim, apagando o cigarro findado. Carter gargalhou diante de mim.

-Garoto de fosse diferente não seria casamento... -Recompôs-se antes de prosseguir... -Vocês tiveram o azar de amar a mesma mulher... -Deu de ombros como se nada pudesse ser feito em relação a isso,de fato não havia nada a ser feito. Mantive o decoro vendo-a nos braços de Tom durante anos sem sequer mencionar algum sentimento por ela,o que acredito tenha contribuído para o distanciamento que só fez crescer entre nós.As vezes ainda me sentia culpado por não ter me esforçado o suficiente para tira-la de meus pensamentos e principalmente de meu coração...-Você a amou por anos tem que fazer dar certo agora...-Ter casado tantas vezes não qualificava meu velho amigo como um bom conselheiro e ele sabia disso...-Veja bem, casei-me quantas vezes achei necessário para não ficar sozinho Gustav. Você amou esta mulher em silêncio por tantos anos sem sequer dar a si próprio uma chance de conhecer outro alguém, agora cabe a você definir se valeu a pena ou não.

Envergonhei-me diante dele ao constatar que 90% de tudo era culpa minha, os outros 10% ficavam por conta da cabeça-dura dela que não reconhecia que eu a amava .

-Agora vamos trabalhar que não é só de amor que vive um homem!Depois da reunião almoçamos juntos e temos a tarde inteira para nos lamentarmos por amor... -Ele levantou-se diante de mim contagiando-me com seu bom humor...-Estou ansioso para conhece-la esta noite,ainda bem que sou um homem comprometido!Não quero correr o risco com uma dama tão encantadora que consegue deixar Gustav Schäfer sem saber o que fazer.

-Comprometido então?...-Sorri para ele instigando-o a falar.

-Ah sim estou namorando!...-Falou Carter sorridente... -Uma boa moça de 24 anos... -Revirei os olhos ao pensar no tipo de moça que seria esta, enquanto me punha em pé também.

Estar com Carter me fizera muito bem, consegui concentrar-me na reunião demorada saindo dela satisfeito.

Estranhei o silêncio no quarto do hotel,a mala assim como o bilhete não estavam mais ali,provavelmente estavam com ela.Entrei em meu quarto desabando sobre a cama,antes de cair profundamente no sono programei o relógio para que despertasse três horas depois,precisava descansar um pouco.

O som irritante do relógio despertando soou por um tempo enquanto eu juntava ânimo para levantar.Sessei o barulho indo em direção ao banheiro,o banho por fim me despertaria de vez.Vesti o terno que usaria e parti para a sala de estar me perguntando se não deveria bater em sua porta.Decidi que sentar e esperar seria o mais sensato, daria espaço a ela e tentaria me aproximar depois. Já estava absorto em meus pensamentos,depois de olhar pela decima vez em meu relógio,quando a porta do quarto de Anna se abre,revelando a perfeição em pessoa. Imediatamente pus-me em pé,analisando cada detalhe da mulher diante de mim,da minha esposa.

-Você está muito linda...-Era um elogio bobo diante da verdade,ela estava magnifica, mesmo assim sorriu de leve para mim,o primeiro sorrido em dias.

-Você também...-Alguma coisa parecia diferente entre nós naquele momento.Sorri para ela oferecendo-lhe meu braço.O simples contato entre nós fez com que eu engolisse a seco,aquela mulher tinha um efeito sobre mim,algo que eu não podia conter ou ignorar.

Alguma coisa estava diferente nela,ela parecia realmente disposta a ter uma noite agradável comigo,ela parecia entregue e absorta em mim. Conversamos animadamente durante todo o trajeto até chegarmos ao imenso salão de festas.Desci do carro abrindo a porta para ela logo em seguida,minha mão servindo de apoio para ela.

Durante uma analise do que via dentro do salãp Anna segurou com mais força em meu braço,provavelmente pouco a vontade com o que via.

-Posso dizer que estou acompanhado da mulher mais bonita da festa...-O elogiu verdadeiro era para que se encorajasse diante do que quer que fosse,ela sorriu abertamente para mim,iluminando seu rosto,fazendo-me perder o chão.

–Se você se afastar de mim serei obrigada a procurar uma compania... -O tom de zombaria não permitia que ela transparecesse nervosismo,passou os olhos novamente pelo salão parando-os sobre Mark Jones,o senhor de setenta anos mais propenso a casos extra-conjugais daquele salão,apesar da aparência franzina...- -Aquele parece uma boa opção...-Gargalhei por um instante com o bom humor aparente de minha esposa.

-–Com certeza ele gostaria...-Quem não gostaria pensei comigo mesmo.

A noite transcorria de forma perfeita. Assim que Mary e Andy chegaram deduzi que Anna gostaria de conhece-la. Apresentei as duas logo em seguida antes de encontrar com Carter a poucos metros de nós na companhia de Andy.

-Então aquela é a famosa Anna...-Carter quis saber perguntando próximo ao meu ouvido.

-Como soube?...-Quis saber enquanto ele equilibrava aquele charuto medonho na boca. Ele revirou os olhos como se fosse obvio.

-Pela forma como ela olha para você...-As deduções de meu amigo pegaram-me de surpresa, instintivamente procurei por ela e por alguns segundos seus olhos encontraram os meus fazendo-me perder o ar momentaneamente. A risada divertida de Carter me fez sair do transe em que me encontrava...-Vamos lá, apresente-me esta mulher apaixonada.

Sorri de forma encabulada, estranha demais para mim, andando com ele em direção a minha esposa e sua mais nova amiga, acompanhado por Andy e Carter.

Andy postou-se ao lado de Mary assim que chegamos até elas,Anna ruborizou com a nossa presença,eu simplesmente adorava quando acontecia.

–Carter, esta é minha esposa, Anna...-O malandro aproximou-se dela sorrindo enquanto lhe apertava a mão.

–Quando eu quiser me casar pela sexta vez, procurarei uma mulher alemã! Como vai minha linda... – Todos rimos contagiados pelo bom humor que emanava de meu velho amigo desregrado... –Gustav...Se não começar a dançar com esta linda mulher agora, terá um concorrente.

–Bom, eu não quero correr o risco...-Revirei os olhos antes de pega´la pela mão conduzindo-a a pista de dança pensando nos métodos de aproximação de Carter.

Anna passou seus braços por meu pescoço ,uma corrente elétrica passando por ambos quando minha ,mão deslizou pela parte exposta das costas.Engoli a seco sentindo meu corpo vibrar com a sensação.

–Carter é um velho bobo... Mas não duvido que fale sério quando diz que seria seu sexto casamento... -Ela sorriu para mim

–Bom ele tem o direito de tentar... –Ela ainda sorria enquanto falava... -Você faria o mesmo...-Naquele momento gostaria de dizer a ela o quanto estava equivocada, o quanto eu estava feliz em boa parte ,apesar de tudo,por ela estar ali comigo naquele momento.

–Eu sei que você não confia em mim... Mas eu estou com a única pessoa que eu gostaria de compartilhar minha vida...-Eu esperava que meus olhos confirmassem que eu acabara de dizer a mais pura verdade.Foi mais forte do que eu, meus lábios encontraram os dela em um beijo simples e apaixonado. Sempre era como beija-la pela primeira vez.

–-Bem que me falaram...Mas me recusei a creditar...-Ao som daquela voz fez com que seu corpo se ejetasse de meu abraço. O rosto de Anna procurou o de Bill Kaulitz empalidecendo diante da figura austera do ex-cunhado.Conhecendo Bill da forma que eu conhecia pude notar ,explicito para mim,o tom de censura em sua voz.Aproximei-me de Anna,enlaçando sua cintura tentando confortá-la diante dele.

–Como vai Bill?...-Senti orgulho dela por manter a postura forte afinal não havia nada a temer mesmo que a expressão do Kaulitz fosse um misto de ódio e reprovação.

–Não tão bem como você pelo que posso ver...-A forma como seu olhar encontrou o dela encheu meu peito de repulsa. Nem mesmo quando Tom ainda vivia Kaulitz teve alguma participação efetiva na vida do casal ou do filho deles,resumidamente,sua presença dava-se em visitas esporádicas e finalmente para a despedida do irmão...- Como vai Gustav?...-Muito provavelmente ele não gostaria de ouvir que eu estava feliz,então o trataria de igual para igual.

–Muito bem Bill...-No fundo eu lamentava,por todos nós...O homem a nossa frente fazia parte da nossa história.O tio de Nick,cunhado de Anna,meu amigo no passado,o irmão do meu melhor amigo...Eu realmente lamentava.

Esperei por um segundo que, das duas uma, que se fosse e nos deixasse seguir com nossas vidas ou que dissesse algo de concreto,o que realmente lhe importunava.A repulsa em mim cresceu fazendo-me trinacar os dentes quando ele manteve o olhar sobre ela na tentativa de intimidá-la.

-Meu irmão deve estar se retorcendo na cova, vendo que a sociedade de vocês se estendia a todos os bens Gustav...

Anna adiantou-se um passo ,mas em tempo algum eu permitiria que ele a insultasse gratuitamente.

-Cuidado Kaulitz...Vai acabar insultando minha esposa...-Talvez o fato de saber que eramos realmente casados o fizesse reconsiderar.Ele não poderia referir-se a ela como bem entendesse,como se ela fosse uma qualquer.

–Esposa?...-Bill praticamente gargalhou ao falar transformando a repulsa em mim em pura ira.Ele já tinha se exedido ao dirigir-lhe a palavra daquela maneira,agora ele simplesmente estava ultrapassando todo e qualquer limite.Assim que adiantei-me um passo Anna afastou-se de nós deixando Bill ,queimando em fúria, e a mim.Magoa-la não era o dom de um Kaulitz só afinal.

-Não esqueça que seu irmão morreu ao meu lado Bill...Onde você estava neste dia?...-O rosto dele mudou draticamente,contorcendo-se em dor,ele mesmo havia confessado que jamais se perdoaria por não ter chego a tempo do fim.O deixei com seus insultos e teorias indo o mais rápido possível ao encontro de quem me importava.

A encontrei na calçada,parando ao seu lado.O rosto dela tinha a expressão mais desolada que eu já havia visto,os olhos rasos d’água e a voz era embragada.

-Podemos ir agora?...-Nunca quis tanto em minha vida consola-la,toma-la em meus braços e lhe garantir que eu a protegeria,mas não o fiz.

O caminho de volta ao hotel não fazia lembrar em nada o percurso de ida,nenhum sinal da mulher sorridente de horas antes,nenhum traço de divertimento entre nós,somente silêncio.

Entremamos sem ânimo algum na sala que separava nossos quartos.Olhei profundamente em seus olhos desejando mais do que nunca abraça-la.O boa noite foi dito em unissomo então nada nos empedia de ir um para cada lado.

Joguei o paletó em um canto qualquer do quarto,sentei na beirada da cama livrando-me dos sapatos e das meias, abrindo a camisa sem muito cuidado,sentia-me queimar por dentro,uma sensação de calor que nada tinha a ver coma temperatura real.Parte de mim queimava de pura raiva,Bill havia ultrapassado todos os limites.Dei passos pesados até a janela do quarto pensando na outra parte que compunha a ardência interna infernal,Anna.O mar estava agitado e da rua vinha uma brisa refrescante,pelo menos para mim.Talvez eu estivesse enganando a mim mesmo para não pude deixar de pensar em como seria se Bill não tivesse aparecido,talvez aquele beijo durante a dança pudesse ter sido o primeiro da noite,em uma ipotese melhor,poderia esta-la beijando agora mesmo.Não podia parar de pensar no quanto a queria,um segundo sequer.

A porta de meu quarto abriu-se rapidamente revelando ali,diante de mim ,a razão de meus anseios.Anna parou por um intante,ofegando um pouco,fitando-me de uma maneira que me fazia perder a fala.Aquilo bem poderia ser um fruto de minha imaginação,a imagem diante de mim era muito mais do que eu poderia querer naquele momento.Sem pressa alguma soltou da cintura o laço frouxo do robe branco,fazendo com que minha respiração vacilasse por um momento.

O olhar dela sustentava o meus,neles alguma coisa que eu ainda não podia classificar,um misto de nervosismo e determinação,a respiração dela chocava-se com a minha em unissomo.Uma corrente elétrica passou por mim quando a ponta de seus dedos frios tocaram meu peito fazendo-me ansiar por mais daquele toque sutil.O meu lado racional gritava que talvez não fosse uma boa idéia deixar que ela continuasse a abrir minha camisa enquanto o pensamento cafajeste queria que ela o fizesse ainda mais rápido.A sensação da mão morna em mim causava-me arrepios incessantes,roçando em minha pele. Enquanto se postava em minhas costas, com ela foi-se uma das mangas da minha camisa.Meu corpo respondeu de imediato,o encontro dos lábios dela contra a pele de minhas costas,trouxe consigo uma onda lasciva de desejo.Eu já não respondia mais por mim,suas mãos passando por minha nuca encontrando a outra manga da camisa,fazendo com que ela fosse ao chão.Se havia um momento para que ela parasse,seria aquele.Precisasva ter certeza,se agisse por impulso estaria acabado,ou sairia dali as pressas ou não suportaria o dia seguinte.Naquele momento tudo em mim respondia ao toque dela,eu a queria mais do que qualquer coisa,mas precisava que ela sentisse o mesmo.Tentando resgatar o seu lado sano,embora internamente eu suplicasse que sanidade tenha sido a primeira coisa a abandonar aquela situação,pediria para que reconsiderasse e déssemos um passo de cada vez,continuando do momento em que estivemos tão próximos durante a bendita festa.

-Anna...-Gostaria que minha voz saísse mais firmemente naquele momento.

-–Schh...-Novamente o volume macio dos lábios cheios encontrou meu corpo...- -Apenas me beije... Ela roçava a pele na minha... -Me pega pra você...- Aquilo bastou para que o desejo me me consumisse.Fechei meus olhos quase instintivamente deixando-me levar pela sensação suprema, já não havia volta eu a teria.

Girei meu corpo encontrando seu olhar,analisando cada traço do rosto pefeito.Meus dedos passaram de leve pelos lábios dela enquanto eu pensava em quantas e quantas vezes sonhei em toca-los,em toma-los em um beijo.Pude sentir-me salivando de forma despudorada enquanto me inclinava para beija-la, tão delicada...Minha boca encontrou a dela de forma cautelosa,sentia que precisava apreciar cada toque, aos poucos e delicadamente partindo para um longo beijo que por si só me fazia ofegar.O ar me faltava mas era como se um magnetismo superior me mantasse junto a ela, meus braços a traziam para mais perto de mim enquanto minha boca explorava seu pescoço e meus dedos emaranhavam-se em seus cabelos macios.Creio que apertei em demasia seu corpo delicado quando ela chamou por meu nome, tantas vezes desejei que fosse assim e agora acontecia,ela me abraçava com vontade também fazendo com que a vontade em mim crescesse,quase doendo fisicamente. Tornava-se mais forte do que eu,sobrepondo-se a qualquer coisa,precisava senti-la em mim,precisava daquele corpo que eu explorava,antes com os os olhos agora em minhas mãos.Aquilo estava me levando ao delírio,o perfume inebriante que emanava dela,o contato da pele dela junto a minha,tudo sincronizado de uma forma que me fazia esquecer do mundo.Beijar-lhe apenas não bastava,já não era mais o sufienete,não para mim.Minhas mãos passaram por seu corpo e eu a elevei,prontamente,em resposta,suas pernas entrelaçaram-se em mim,o calor emanando de seu corpo fazia-me clamar por mais.Comecei a andar em direção a cama,cuidadosamente,pois minha atenção era somente para ela naquele momento.Seus lábios ainda estavam nos meus quando encontrei a beirada da cama.Estávamos frente a frente,eu sorria para ela pensando em mil formas de dizer como eu desejei aquilo insanamente, incontáveis vezes durante anos, desde o primeiro dia, sem mais blefes,ou mascaras entre nós,apenas eu e ela,uma para o outro. Tirei de seu rosto uma mecha solta do cabelo castanho.Qualquer elogio não faria juz a ela,a pele ruborizada,os cabelos levemente desgrenhados,os lábios cheios entreabertos fazendo dela imagem mais sedutora que eu já havia visto.

-Linda... Tão linda- Um elogio bobo e desproporcional... Talvez o melhor fosse demonstra-la o quanto era desejável para mim. Minha boca não se acostumaria nunca com a sensação de encaixar-se a dela, minha língua explorava tudo com sutileza encontrando a dela em um beijo que não poderia ser descrito.

A ânsia de sentir sua pele fervia em mim. Minhas mãos desceram da cintura fina, apertando, com força controlada, o quadril, parando na barra daquele pedaço de seda. Fiz um grande esforço para tirá-la cuidadosamente, com a ajuda dela, jogando-a ao chão logo em seguida.

Era surreal vê-la parcialmente nua de uma forma tão natural,tanto que a expressão água na boca parecia adequada para o momento.Meus lábios tocaram os dela de leve e depois minha atenção era de seu corpo por um segundo até que meu olhar encontrou o dela,por ele eu saberia se causava a ela o prazer que ela causava a mim.Minha mão fechou-se na pele macia do pescoço sentindo o movimento ritimado de sua respiração.A pulsação em mim inflamou-se de forma descomunal quando meus dedos seguiram o caminho do ´pescoço até o seio.Como se fosse um gesto incontrolável o tomei em minha boca,fazendo-a gemer o que incitou a pulsação do meu ser.Cada segundo que se passava entre carícias e beijos era como um pequeno flagelo,agora eu simplesmente precisava dela.

As pernas dela ainda cinrcundavam meu corpo quando me movi, acomodando-a com cuidado na cama macia,sentindo o roçar do meu peito nu junto a pele que fazia lembrar a seda jazida no chão. Meu gemido saiu abafado quando as unhas entraram levemente em minha pele,a mão parando libidinosamente na fivela de meu cinto.Naquele momento,tanto quanto possui-la,desejava saber se ela me desejava tanto quanto eu a ela.A contra gosto afastei meu corpo momentaneamente do dela,apenas para soltar o cinto.Quando voltei a ela obtive minha resposta,abalando minha temperança,suas mãos livraram-se da calça.Incontrolavelmente explorei daquele corpo tudo que pude,acariciando e beijando cada parte dele até que a necessidade passou a dominar meu ser.Tentando plolongar ao máximo o momento sublime,soltei de seu corpo a peça intima ,e desfazendo da minha logo em seguida.Durante a um beijo enlçouquecedor por si só,aconteceu o encontro lúbrico de meu corpo ao dela,a onda voluptuosa do ato tomou-me por completo,cada parte de mim estava ciente do fato de eu estar dentro dela.

Um gemido expressou o mais genuíno prazer que eu sentia ao forçar meu corpo sutilmente dento dela,a sensação morna de te-la em mim, preenchendo-a.Aos poucos meus movimentos sincronizados aos dela passaram a manipular meu ser,enquanto gemidos de prazer dominavam o espaço.Vez ou outra sussurrava seu nome,como se estivesse me certificando que a imagem dela não fosse um fruto de minha mente,enlouquecida de paixão.Era transcendental,sem precedentes ou comparações...Era único.Minutos depois ,sussurrando meu nome,ela se satisfez e ,embora sentisse que poderia tê-la mais e mais, meu corpo respondeu igualmente ,um gemido sonoro saiu de mim enquanto eu relaxava sobre ela,explodindo em prazer,sentimentos e emoções.Aquela havia sido nossa primeira vez e nada poderia ser mais perfeito.

Não consegui pronunciar sequer uma palavra quando meu olhar encontrou o dela.A imagem de seu rosto,avermelhado e satisfeito,tocava o fundo de minha alma.Selei seus lábios quase com devoção antes de tombar na cama.A trouxe para perto,sentindo o perfume de seus cabelos,a queria comigo, como se ela pudesse desaparecer se eu não a mantivesse junto a mim.Um sorriso nasceu em meus lábios assim que sua mão afundou-se em meus cabelos afagando-os com suavidade.

Dormi muito pouco ou quase nada durante aquela noite, ao contrário de Anna que dormira profundamente .De forma irracional sempre que adormecia acordava logo em seguida para fitar seu rosto. Ela estava aninhada de bruços enquanto eu vigiava seu sono, os raios tímidos do sol iluminavam lhe a face de uma forma angelical. Santo Deus, eu a amava demais. Quantas e quantas vezes tentei sufocar o amor em mim, sentindo-me egoísta e infiel com Tom pensando em quão prejudicial aquilo poderia ser a nós três se, por ventura, eu transparecesse meus sentimentos por ela, provavelmente teríamos nos distanciado de maneira incorrigível. Temer isso mais do que qualquer coisa, vê-la longe de mim, moldou minha personalidade indiferente. Deitei sobre o próprio braço contemplando seu semblante, quando acordasse o meu rosto seria sua primeira visão do dia. Aquilo era novo para mim, sempre que dormia com alguém saia antes de poder ser notado ,deixando a mulher em questão aos cuidados de Aletta. Quando mudei de casa, com a ideia fixa de convencer Anna a casar-se comigo, o hábito de levar mulheres ficou para traz, -para a alegria de minha fiel escudeira que muitas vezes me transmitia recados indelicados deixados por minhas acompanhantes- ,não corromperia aquele que seria nosso lar. Havia ficado todos aqueles meses em completa abstinência esperando apenas por ela. Estava imerso em meus pensamentos quando ela finalmente começou a despertar de forma preguiçosa, tentando manter as pálpebras erguidas, fazendo-me sorrir com a cena.Meu coração se enternecia ao ver que ela sorria de volta para mim.Poderia permanecer naquele momento para sempre,vendo-a tão tranquila,tão delicada e tão entregue a mim.Esperei qualquer palavra dela que não veio.De repente pensei que aquele poderia ser o momento em que ela estivesse reconsiderando,lamentando a noite anterior.Foi mais forte que eu,precisava saber.

No que está pensando?...-Tentei não parecer inquisitivo,pressionando uma resposta.Toquei seu rosto ao fechar os olhos,sentindo sua pele,suplicando internamente que meu toque a lembrasse do quanto fomos felizes um nos braços do outro...- Só, por favor, não use a palavra arrependimento...-Meu tom praticamente implorava.Anna sorriu para mim da forma mais encantadora possível,banindo o temor .

-Eu pareço com alguém que se arrepende de alguma coisa?...-Sorri ao ver que a resposta só poderia ser um não...Beijei sua mão segurando-a na minha logo em seguida.

–Não... Parece simplesmente a mulher mais linda do mundo ao acordar...-Trouxe-a novamente ao meu peito,vendo-a aninhar-se em mim enquanto afagava seus cabelos.Alguns minutos depois ela levantou-se,escondendo o corpo perfeito com um dos lençóis da cama bagunçada.

–Não me diga que tem vergonha de mim...-Sorri de forma pervertida, enquanto ela andava em direção ao banheiro.Corou de leve mas me fez perder a fala ,e despertar meu corpo,deixando o lençol encontrar o chão.

Atravessei o espaço ,sem me preocupar em cobrir o corpo,entrando no outro banheiro.Escovei os dentes e me dirigi novamente ao meu quarto para revirar a mala a procura de alguma roupa.O som do chuveiro ligado foi praticamente um convite.Entrei no banheiro tendo a visão mais sensual do mundo,ela reluzente com a agua passando por si,dando uma luminosidade a pele,fazendo com que a vontade de tocá-la se sobressaísse a qualquer outra.Abri a porta de vidro atraindo sua atenção olhando diretamente em seus olhos,sentindo meu corpo responder a imagem dela nua.A tomei pela cintura aproximando-me tudo o que podia sentindo a exitação crescer em mim instantaneamente.Beijei-lhe os cantos da boca mordendo,com força controlada ,o lábio inferior,de forma sugenstiva.Adientei-me um passo a levando comigo ,encostando-a contra a parede,levando uma de minhas mãos ao centro de sua intimidade deixando clara minhas intenções.Talvez devesse controlar a intensidade de meus lábios sobre sua pele delicada,evitando as manchas avermelhadas,mas simplesmente não conseguia,sugava e mordia cada parte dos seios ao pescoço causando a mim mesmo uma sensação de deleite enquanto ela chamava por meu nome.Não demorou muito para que ambos sucumbissem chegando ao auge quase no mesmo instante,mais uma vez havia satisfeito a minha mulher.

Notas finais
Sem tortura galera...Reviews???