Eu Aceito

12 De volta ao lar


Notas iniciais
T^tentando voltar ao meu ritmo de postagens galera!
Um beijo enormee pra quem me deixou review!!Amo vcs!
Saudade de quem abandonou a fic!
CharlyBrooks comentouuu e eu adorei!Leu Hurt tantas vezes????Aguenta coração!Recomenda ela liebe!
Beijos
Enjoy

Havíamos acabado nos desvencilhar um do outro, ofegantes, meu coração ainda bombeava o sangue de forma rápida, enquanto o arrepio de prazer em meu corpo não havia sessado. Cada célula do meu ser estava em alerta naquele momento, cada veia pulsando em harmonia no ritmo descompassado do meu coração. Estávamos vendo aquele dia ter o começo do seu fim, da mesma forma que o iniciamos um nos braços do outro. Desejei por um momento que ao invés da cama do hotel, fosse à cama do meu quarto em nossa casa onde o amanhecer e o anoitecer prometia ser sempre como aqueles, não por alguns dias e sim para sempre. O tempo parecia não contabilizar ,como se não houvesse o mundo além daquelas paredes .Me sentia irremediavelmente apaixonada.

Gustav estava corado, a pele branca do pescoço levemente avermelhada mostrando a marca de meus dedos onde o apetei com um pouco mais de força. Desta vez fora diferente, ainda havia em nós a explosão daquele primeiro momento, toda a luxuria reprimida em meses impulsionada para fora, quase com violência, porem havia algo diferente em nós, representado nos toques sutis do corpo dele contra o meu, viva na forma com que seus dedos entrelaçaram-se aos meus enquanto me preenchia. Aquela fora de fato a primeira vez que fizemos amor.

Sentindo a onda interna se abrandar em mim puxei um pouco mais o lençol branco tentando cobrir uma área maior do meu corpo, ajeitei-me melhor entre os travesseiros de forma que pudesse encarar melhor o seu rosto agora sereno. Passei a brincar com uma mecha do cabelo loiro com a ponta dos dedos enquanto ele me olhava de forma fixa, um meio sorriso bobo curvando os lábios para cima. Nos olhos, um brilho diferente, encantadoramente acolhedor e apaixonante, denotando certa adoração. Ele levantou uma das mãos levando a palma morna a minha face, com a ponta dos dedos percorreu a pele exposta do meu braço fazendo-me cerrar os olhos por um instante, até que sua mão encontrou a minha, aninhada no pequeno espaço entre nós. Ele a tomou para si, girando de forma descontraída a larga aliança em meu dedo enquanto remoía algo consigo mesmo, algo que eu julgava ser bom, pois não havia nenhum indicio do vinco preocupado em sua testa.

-Deseja voltar para nossa casa?... -A aliança ainda era o foco dos dedos dele enquanto falava a sua voz era tão doce, as palavras proferidas com tanta calma, podia jurar que parecia mais jovem quando o rosto era tão brando. Tudo o que eu queria voltar correndo se fosse possível para nosso lar... -Se quiser podemos voltar amanhã mesmo.

Sorri para ele tentando adivinhar se ele tinha a mesma pressa que eu.

-É tudo que eu mais quero... -Soltei a mecha do cabelo afagando seu rosto.

Ao contrário da viagem de ida para Los Angeles, optamos por um vôo diurno de volta para casa. As horas de vigem estavam longe de ser de novo um suplicio para mim. Embarcamos ainda naquela manhã. As horas pareciam não existir durante a viagem de volta. Sorri pensando que a cena entre nós dois vista de fora poderia ser interpretada de forma diferente. Quem nos visse poderia jurar que éramos apenas aspirantes a um casal trocando pequenas confidências sobre as cores e comidas favoritas. Pensei então que ainda não conhecia meu marido de fato e ele tampouco a mim. Eu me sentia encantada por ele.

Já era noite quando finalmente chegamos em casa, meu coração pulava no peito, foram apenas dias mas eu morria por ver o rosto de meu filho. Uma corrente elétrica passou por mim quando Gustav entrelaçou seus dedos aos menos enquanto andávamos em direção a porta principal. Por um segundo me perguntei quando estas reações incontroláveis do meu corpo deixariam de acontecer, quando iria me acostumar a ponto de achar natural ,talvez a resposta fosse nunca.

Inconscientemente meus olhos marejaram deixando turva a imagem do pequeno sorridente diante de mim, o primeiro que vi assim que Aletta, não menos sorridente, abriu a porta. Nicholas correu para mim pulando em meu colo ao gritar “mamãe”. Apertei seu corpinho magro contra o meu inflando os pulmões com o perfume que vinha do seu cabelo castanho, um cheiro que eu reconheceria a quilômetros, morango. Soltei pela boca uma lufada de ar, abolindo a súbita, e boboca, emoção maternal, se Nick me visse, provavelmente tiraria sarro de mim.

-Que saudades de você lindo... -Encontrei os olhinhos meigos e passei a beijar freneticamente seu rosto em meio a sua risadinha gostosa.

-Também senti sua falta mãe...-Ele conseguiu dizer entre uma gargalhada e outra.

-Só sentiu falta da sua mãe... -Gustav apertou meu ombro de leve parando atrás de mim, fingindo falsa decepção ao falar. Como se fosse algo incontrolável de se fazer, Nick saltou para o colo dele, saindo do meu. Sorri para Aletta admirando-me em silêncio. Andei até ela curvando-me um pouco para abraça-la.

-Senhora!...-Ela apertou-me contra si, a voz abafada em meus cabelos. Encontrei seu rostinho confidente, alguma coisa em mim a fez sorrir abertamente. Ela enlaçou seu braço ao meu, puxando-me para longe de Gustav e Nick, brincando entre eles...-A viagem foi boa?...-Ela arregalou os olhos curiosos de leve ao perguntar. Como se eu fosse uma adolescente deslumbrada, prestes de contar para a amiga sobre a ultima conquista, mordi o lábio de leve soltando um assovio baixo.

-Aimm Aletta...-Olhei para trás certificando-me de que eles ainda estavam lá...-Nós fizemos amor!...-Sussurrei baixo como se fosse um segredo, vendo-a arregalar de vez os olhos azuis fazendo-me rir divertida. Inesperadamente ela baixou o olhar passando a brincar na barra da própria blusa, corada de vez.

-Do que as duas tanto riem?...-Gustav passou um braço pela minha cintura mantendo Nick no colo.

-Coisas de mulher... -Sorri para ele escutando um “com licença” de Aletta ,que se perdeu casa adentro.

Coloquei Nicholas na cama sentindo o cansaço começar a me desanimar, apertei a nuca sentindo uma pequena dor aguda, entrei no meu quarto esperando vê-lo, mas ele não estava ali.A água morna do chuveiro teve o efeito de uma massagem sobre meu corpo, liberando os nós formados em meus músculos. Enxuguei os cabelos e vesti uma de minhas camisolas favoritas. Era obvio que os últimos acontecimentos anularam as regras pré- estabelecidas, não havia mais motivos para dormimos em quartos separados. Gustav havia subido antes de mim, tinha quase certeza de que o encontraria ali, quem sabe instalado em minha cama com o sorriso maroto nos lábios, esperando por me ter. Procuraria eu então por ele se fosse o caso, para mim a fase de jogos entre nós já havia passado, eu o queria comigo, dormir abraçada a ele sentindo seu perfume, o corpo dele junto ao meu.

Não foi preciso que eu desse sequer um passo para fora daquele quarto. Ao sair do banheiro a minha imagem sobre ele materializou-se quase de forma impecável, diferença é que ele esperava por mim sentado na poltrona ao invés da cama. Encostei-me na porta sorrindo para ele.

-Achei que teria que busca-lo...-Dormir ali sem ele estava fora de cogitação.

-Eu queria sua permissão...-O olhar me devorava de forma desavergonhada .

-Já a teve em Los Angeles...Ela se aplica aqui também...-Ele levantou-se vindo em minha direção, o perfume que emanava dele atingiu-me em cheio. Ele enterrou uma das mãos em minha nuca em meio ao cabelo húmido, sussurrando em meu ouvido.

-Na verdade eu gostaria que pedisse para que eu ficasse, como aconteceu em Los Angeles...-Beijou o canto de minha boca enquanto eu corava lembrando da inciativa tomada por mim naquele quarto de hotel, a outra mão já havia se alojado em minha cintura.

-Eu quero que fique... -selei seus lábios... -Hoje, amanhã... -Beijei seu peito acompanhando suas reações, o sorriso era prazeroso...-E depois, e depois...-Levemente o forcei a caminhar de costas até que alcançasse a cama beijando seus lábios com vontade quando suas costas bateram nela...-Não vai sentir falta do seu quarto?...-Perguntei apoiando-me sobre o seu peito. Gustav sorriu revirando os olhos ao responder.

-Não muita, mas vou ficar feliz em voltar para minha cama...-Ejetei-me de cima dele, parando de joelhos sobre a cama.

-Este quarto era seu?...-Perguntei surpresa vendo-o sorrir mais abertamente de forma divertida. Por fim acenou com a cabeça positivamente...-E porque mudou?

-Bom, a vista daqui é melhor...Queria agradá-la...Alem do mais ,eu gostava de pensar que era uma forma de dividir-mos a cama...-O sorriso divertido tornou-se terno enquanto falava. Realmente de minha janela a vista do jardim e do resto da casa era perfeita. Toda a manhã eu despertava naturalmente com os raios de sol passando suavente pela cortina. Afaguei seu rosto com a ponta dos dedos encantada com a atitude, o que eu realmente lamentava era que tanto esforço a meses atrás se dava única e simplesmente por cortesia. Não sabia afirmar desde quando passei ama-lo,mas por um momento lamentei não ter me casado com este sentimento em meu peito,ele tampouco.Se fosse diferente seriamos acordados juntos pelo sol,mas isso estava prestes a mudar.Ele não casou comigo por amor mas eu estava disposta a fazer com que permanecesse comigo em nome dele.

Debrucei -me novamente sobre o corpo dele, beijando o novamente com fervor, um beijo doce e apaixonado ,um convite para tê-lo para mim.

Parti para o jardim aspirando o ar adocicado pelas plantas.Instintivamnete ,tirei dos pés a sandália,afundando os dedos na grama a sensação sempre me deixava relaxada embora eu não me lembrasse da ultima vez que me sentira tão bem,tão serena e tranquila,flutuaria se assim pudesse.Nicholas brincava mais adiante com o pequeno cachorro,Harry como decidiu chama-lo.O sol se pondo no fim da propriedade fazia-me lembrar uma pintura que havia visto em alguma revista de artes,algo que só poderia ser definido como perfeito.A brisa característica do fim de tarde chocava-se contra meu rosto fazendo com que pequenas mechas do meu cabelo se movessem com ela.Eu realmente estava feliz em estar ali.

Mesmo quando Nick cansou-se de correr e quis entrar eu permaneci onde estava.Fiquei perdida em mim,vagando em meus próprios pensamentos aquanto andava pelo gramado,alheia ao mundo e realizada por dentro.Parei diante das minhas flores preferidas, costumeiramente abaixei arrancando delas algum inço inoportuno. Trabalho feito, levantei batendo a pouca terra que sujava meu short,girando nos calcanhares pensando que um banho seria bom antes que Gustav chegasse.Estremeci de forma boba ao depara-me com ele,não importava quantas vezes o fizesse,ele sempre sorria mais abertamente ao me surpreender destraida.Ainda mantinha a mão no peito acelerado,pelo pequeno susto ou simplesmente pela presença dele,quando me pus a falar.

-Eu odeio quando você faz isso!...-O sorriso dele aumentou de vez enquanto se aproximava um passo a mais...-Como consegue ser tão sorrateiro?

Desta vez ele não conteve a gargalhada e se pôs a rir descaradamente de mim, tentei permanecer séria, mas um sorriso traiçoeiro passou a se formar no canto de minha boca. Ele diminuiu o espaço entre nós, tomando minha face em uma de suas mãos,um gesto simples o que não impedia em nada que o arrepio costumeiro passasse por mim. Minha boca entreabriu-se, quase espontaneamente, quando o espaço entre nós passou a ser quase nulo. Seus dedos deslizaram de meu rosto passando pelo braço até que sua mão encontrasse minha cintura enquanto a outra fechou-se na lateral do meu pescoço. Ao invés de tocar meus lábios, ele inclinou-se pousando-os na pele fina entre meu pescoço e o ombro, depositando ali um beijo suave.

-O que mais odeia em mim? Hum?...-A forma com que ele roçava a boca e como sua respiração quente se chocava contra minha pele não me deixava pensar em mais nada, ou melhor, nada que respondesse a pergunta dele. Naquele momento podia pensar em mil coisas que passei a amar nele e nenhuma que eu pudesse odiar...-O que mais odeia em mim, Anna?...-O som sussurrado de meu nome me fez perder o chão.

-Não consigo pensar em nada no momento... -Minha voz já saia entrecortada e cada célula do meu corpo correspondia aos beijos que Gustav dispunha em meu pescoço.

-Ótimo... -Aos poucos ele afastou os lábios do meu pescoço depositando um ultimo beijo em minha face antes do seu olhar encontrar o meu. Os olhos castanhos me encontraram com doçura o sorriso largo tornando-se menor escondendo aos poucos a fileira de dentes perfeitos. Ele afagou minha testa levando com a ponta dos dedos uma mecha rebelde do meu cabelo. Mantinha os lábios juntos formando um biquinho, parecendo levemente envergonhado... -De você eu só quero uma coisa... Quero que me ame... -Tomou meu rosto entre as mãos, fazendo com que meus olhos se aprofundassem nos dele...-Como eu a amo.

Podia jurar que senti meu coração parar de bater por um segundo,sentindo o resto do meu corpo tensionando-se aos poucos. Por mais que eu desejasse não espera ouvi-lo falar aquelas palavras,não quando fazia tão pouco tempo.Queria poder estar vendo minha própria expressão, desejando que nela houvesse menos indícios de surpresa e mais de alegria. Eu também o amava sem saber desde quando e nem o porquê,simplesmente estava ali,latejando em meu peito ,tirando-me o ar,pulsando urgentemente.Meu amor por ele já dominava o meu ser.Aos poucos os músculos de meu rosto relaxaram e não pude evitar o melhor sorriso que eu tinha.

-Eu amo...Eu amo você Gustav...-Os lábios dele vieram aos meus sutilmente, um beijo diferente, terno e apaixonado, beijá-lo era sempre diferente, como se fosse a primeira vez.Meus braços voltaram-se em seus pescoço trazendo-o para mais perto de mim,onde meu corpo podia sentir o seu.O arrepio que seguiu por minhas costas nada tinha a ver com o vento intensificando-se.Encolhi-me junto ao seu corpo abraçando-o com força.

Notas finais
Sabem o que fazer!!