Eu Aceito

13 Capítulo 13


Notas iniciais
Hallo meu povo!
Desculpa pela demora!Tava de férias,mas cá estou eu ,retomando as atividades!
Espero que me perdoem,então
Enjoy

Era como estar vivendo novamente o mesmo momento, embora eu não entendesse o porquê de estar usando minha camisola e não o vestido de noiva como deveria ser. Tom esperava por mim no altar, o sorriso travesso do noivo abrindo-se ao ver-me, tal como no dia. Era impossível não sorrir de volta, tamanha a satisfação que ele demonstrava. Sempre ouvi falar sobre o tradicional nervosismo de uma noiva, mas, estranhamente, eu não o sentia. Talvez fosse por ele, o olhar doce encorajando a nós dois para o grande passo a seguir, o momento onde diríamos sim.

Pude ouvi-lo sussurrando eu te amo, assim que alcancei sua mão, antes que o espaço girasse, tornando tudo turvo e indecifrável, parando somente em minha festa de casamento, o exato momento onde Gustav tinha minha face nas mãos, olhando-me fixamente. Ao contrario da cena passada eu observava de fora minha imagem de noiva e o homem loiro olhando-me com ternura, sendo uma expectadora daquele momento de quase dez anos atrás. Como não havia notado aquele olhar? Estava tão encantada com Tom que a fascinação presente em Gustav era invisível para mim. Como um roteiro a ser cumprido ele selou meus lábios enquanto eu sorria satisfeita em poder acompanhar de fora aquele momento. Um calafrio gélido e sombrio apoderou-se de mim quando Tom pegou minha mão.

-Sabe por que ele fez isso meu amor?...-Ainda segurando minha mão ele me incentivou a caminhar para mais perto de meu outro eu e de Gustav, ainda próximos, lábios nos lábios, como se a cena fosse a de um filme pausado... -Porque ele a ama... -Procurei o rosto de Tom com o olhar, em sua expressão um misto medonho de ira e sarcasmo, como se oscilasse entre uma explosão de fúria e a tentativa de permanecer calmo. Era assustador, uma versão dele que eu nunca havia presenciado.

Novamente tudo mudava e um gramado densamente verde e extenso era o nosso cenário. Tom ainda segurava em minha mão, um gesto possessivo, que me fazia pensar se não deveria estar sentindo dor com a tamanha força que ele impunha.

-O problema meu amor, é que você não pode correspondê-lo, pois está casada comigo e você ama unicamente a mim... -A forma com que ele me olhava me causava tremores.

-Você me deixou... -Minha voz saia em um murmúrio enquanto eu sentia a necessidade de tentar persuadi-lo do que quer que fosse... -Você não me amava... Não mais... -Gostaria de não me sentir tão acuada diante dele,afinal era apenas Tom, com seus defeitos e qualidades, uma delas a incapacidade de ser violento comigo. Mas era em vão, tremia com a constante sensação de a qualquer momento, inesperadamente, ele me atacasse.

Minhas palavras o ofenderam. Era como se eu estivesse blasfemando contra ele.Em um átimo ele aproximou o rosto perfeito do meu, tomando minha face nas mãos sussurrando em represália enquanto mantinha os olhos serrados.

-Não, não, não... -Ele parecia repetir mais para si mesmo do que para mim... -Não precisa ser assim... Eu a amo... -Então os lábios cheios tomaram os meus, um beijo voraz e urgente, quase agressivo, em suma mais uma tentativa de me provar que eu pertencia a ele. Lembro de quantas vezes aquele momento aconteceu em meus sonhos, quantas vezes desejei que sua morte tivesse sido um engano cruel e que ele voltasse sendo o homem pelo o qual eu havia me apaixonado. Apesar dos lábios tomarem os meus desesperadamente, era algo que u não podia corresponder, não de uma forma verdadeira, simplesmente não estávamos em par de igualdade ,havia um acontecimento que havia mudado tudo, mudado meus anseios e preenchido minha falta. Havia Gustav... -O que foi?...-Perguntou entredentes ainda sem soltar meu rosto das mãos gélidas com o olhar medonho.

A única imagem que era fixa em minha mente era de outro homem, alguém que havia dominado meu ser e meu coração de forma arrebatadora... Só conseguia pensar em Gustav .

-Eu sinto muito... Eu o amava mais do que a mim mesma...-Minhas mãos pousaram sobre as suas, movendo-as de meu rosto enquanto o olhar desconexo acompanhava meu movimento...-Mas você me decepcionou Tom. Você me magoou.

Tom meneava a cabeça com se estivesse diante da maior mentira já contada.

-É ele não é mesmo?...-Minha tentativa de falar qualquer coisa foi falha, a voz tornou-se um coágulo em minha garganta...-Anna?!...-Ele berrou meu nome com fúria e desprezo, fazendo com eu me encolhesse mais...-Sim ,é ele...-Concluiu por fim, diante do meu silêncio...-Pois sabe o que vem agora meu amor? Ele vai magoá-la tanto ou mais do que eu...-Cuspiu as palavras em meio ao sorriso mais medonho e assustador possível. Definitivamente não era ele.

-Não...-Minha voz prosseguia falha, enquanto o via regozijar por ter atingido seu objetivo, por ter me desconcertado...-Sim! Vai se decepcionar com ele... -Levei minhas mãos aos ouvidos enquanto me distanciava de suas palavras cruéis.

Ejetei-me na cama suando frio, acordando também Gustav, aflito e atônito diante de minhas lágrimas persistentes.

-Meu amor, o eu há de errado?...-Estávamos ambos sentados, Gustav abraçando-me do jeito que podia enquanto eu já soluçava. Aspirei fortemente seu perfume, enquanto tentava me acalmar, repetindo mentalmente que se tratava apenas de um pesadelo terrível.

-Gustav... -Sussurrei enquanto estabilizava minha respiração, abraçando-me mais a ele, em seu peito nu... -Foi um sonho, um pesadelo, mas parecia tão real...

-Não amor... Não era real, estou aqui com você... -Aos pouco sele voltava a cama, levando-me com ele, acomodando-me em seu peito... -Quer me contar?

Não sabia ao certo se queria falar sobre o assunto, mesmo assim contaria a ele.

-Era o Tom...-Senti seus braços se apertarem em mim...-Mas ao mesmo tempo...Ele estava tão cruel...-Não conseguia concluir minha narrativa,não havia como defini-lo.Ele não era perfeito mas também não fazia lembrar o ser do meu sonho.

-Apenas esqueça...-A voz dele era rouca mas confortante...-Eu estou aqui com você meu amor...-Abracei com mais força,sentindo-me protegida,enquanto suas mãos afagavam meus cabelos.

Não sei ao certo quantos minutos haviam se passado, quem sabe uma hora, mas o sono não aparecia.De alguma forma o sonho instigou-me.Amorosamente Gustav ainda afagava meus cabelos,complacente com minha insônia.

-Está melhor agora?...-Quis saber de mim enquanto seus dedos afundavam-se ,acariciando minha nuca.

Com a ajuda do meu cotovelo apoiei-me , pousando meu queixo em seu peito para encará-lo.

-Porque me beijou no dia do meu casamento?...-Um lampejo do sonho formulou a questão.Nunca havia sido explicita com ele desta forma,por anos estive certa de que fora apenas uma brincadeira como Tom havia dito.

O rosto dele tornou-se levemente ruborizado, como se eu tivesse extraindo dele um segredo.

-Naquele momento era aquilo ou nada... -Sorriu de leve... -Jamais tentaria alguma coisa enquanto estivesse... Eu queria saber como seria, pelo menos uma vez.

-Mas porque?...-A resposta vaga não era o suficiente ,eu queria tudo.Se havia alguma coisa a mais a ser dita,aquele era o momento.Gustav franziu o cenho ,como se lutasse com as próprias palavras.

-Não é claro para você?...-Afagou meu rosto...-Não percebe que eu a amei desde sempre? Desde o primeiro dia, do primeiro instante?...-Eu não tinha a resposta. Meu coração passou a bater em um ritmo frenético enquanto eu engolia a seco. Dez anos. Dez anos sem uma única palavra,sem sequer mencionar a palavra amor. Eu precisava respirar, mas não sabia como, as palavras tintilando em minha cabeça e a boca vazia, inóspita de palavras. Apenas mantive o olhar no dele enquanto ele prosseguia...-Pensa que passei a ama-la em tão pouco tempo?...-Depositou um beijo em minha testa...-Eu sonho em tê-la comigo a muito tempo meu amor.

Gustav apertou seu abraço enquanto eu ainda não conseguia pensar em nada a ser dito.Não podia negar,eu estava maravilhada e confusa ao mesmo tempo.Ao longo dos anos pensei que ele era um amigo devotado ,o lado ajuizado de uma amizade incomum entre ele e Tom.Não que a declaração dele pudesse anular a fidelidade ao amigo,mas era como se tudo que ele fizesse,por Nick e por mim fosse mais uma prova de sua benevolência e cumplicidade.Então era inevitável, sorri de uma forma boba pensando que talvez fosse por mim.

-Seu silêncio está me deixando nervoso... -Sussurrou ele. Mais uma vez sentei-me na cama,olhando para ele ,seu semblante aliviado, como se tivesse acabado de confessar um pecado.

-Apenas não sei o que dizer...Porque nunca disse nada?...-Ele apoiou-se sobre um cotovelo,parando a poucos sentimetros de mim.

-Você não era livre...E Tom era meu melhor amigo...-Baixou o olhar do meu ao pronunciar o nome do amigo.

Tom Kaulitz fez com que meu ser conhecesse os extremos da paixão.Fez de mim a mulher mais feliz do mundo,a prova viva da existência do amor a primeira vista,e me mostrou a sensação de desejar e ser desejada por alguém,com tanta força que poderia ser doentio.Mas também fez com que eu conhecesse a dor da rejeição ,do orgulho perdido me fazendo pensar que eu fui um brinquedo novo, i inexplorado, que assim que perdeu seu prazo de validade começou a ser insuficiente. Talvez ele só pensasse que me amava.Talvez saber do amor sincero de Gustav tivesse mudado o rumo desta história.

-Eu amo você Gustav...-Era o que eu poderia dizer por hora.

Aninhei-me melhor em seu peito,sentindo o perfume que emanava dele,sentindo-me protegida.Que venham os pesadelos,os medos e receios,enquanto ele estivesse ali para me abraçar,nada disso me faria temer.

Notas finais
Façam-me feliz!
Reviews??!!