Eu Aceito
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Mais um capítulo!
Espero que esteja tudo bem até aqui e que todas estejam gostando.
Usei neste duas musicas que simplesmente merecem serem ouvidas,então se tiverem oportunidade,escutem.
A fic tá entrando na fase final,chora enlouquecidamente dona Just,e outras ideia já começaram a pipocar nesta cabeça.Como não tem nada decidido ainda,aceito uma MP com sugestos de vcs...Acreditem,acontece bastante do povo me pedir pra escrever alguma coisa...Tava pensando no Ge,dicas ou sugestões??Espero que sim!
Enjoy
New blood joins this earth
And quickly he's subdued
Through constant pained disgrace
The young boy learns their rules
-Tem certeza que não vai me falar?...-Gustav praticamente gargalhou com minha insistência, sem tirar os olhos da estrada diante de si. Estávamos naquele carro a mais de duas horas sem que ele ao menos mencionasse onde estávamos indo. O suspense começara ainda mais cedo, no dia anterior mais claramente quando ele sumiu por um dia inteiro, voltando somente à noite. Eu ainda mantinha os olhos fixos nele, sentada no banco do passageiro de um modo qualquer, esperando por uma resposta. Uma de suas mãos soltou-se do volante pegando a minha. Ele suspirou.
-Se me obrigar a contar, deixa de ser uma surpresa amor... -Olhei para ele instigando aquele sorriso bobo a aparecer em seus lábios. Santo Deus como eu o amava!...-Apenas confie em mim.
Ao som da palavra, estabeleceu-se um impasse em mim. Confiança.Me custava admitir mas ela me fora abalada em todos por uma única pessoa,Tom modificou não só minha vida,ele modificou a mim,anulando quase por completo minha fé nas pessoas.Não confiava ao menos em mim,eperava sempre pelo meu próprio desliza,que me tiraria tudo novamente,como se a felicidade fosse proibida para mim e fosse desaparecer no próximo piscar de olhos.Porem não dependia de mim naquele momento,não era sobre mim,era sobre ele,o homem que eu aprendi a amar e respeitar me pedindo,mais uma vez,um voto de confiança.
Rendida por seu argumento deixei de insistir apenas peguntei manhosa.
-Ainda falta muito?...-O sorriso bobo tornou-se amplo ao vencer-me.
-Não...Muito pouco...-Falou ele soltando minha mão voltando ao volante,concentrando-se ainda mais no trecho deslizante a frente.
De fato foram apenas alguns minutos. Não conhecia direito as estradas alemãs e o branco predominante da neve não ajudava em nada para que eu me situasse. Gustav apenas estacionou na imensidão branca, o que poderia ser no meio do nada.
Paramos no que poderia ser o quintal, ainda era indecifrável. Ao fundo pinheiros ,semi –cobertos do branco,formavam uma paisagem natural do inverno,com seus topos perdendo-se onde começava o céu, inerte, sem nuvens ou vento, apenas azul.
A casa podia ser bem vista dali e conclui que em nada fazia lembrar a nossa.Era adoravelmente pequena ,feita de pedras que poderiam ser tão antigas quanto o tempo. Uma varanda de madeira a acompanhava em toda a sua extensão, nela um sistema de aquecimento obsoleto ,gigantesco,que eu duvidava ser elétrico. Parecia-me perfeito.
Minha análise calou-me por tempo demais ,quando voltei fita-lo seu rosto perdera a serenidade,Gustav mantinha as sombrancelhas unidas,observando-me.O vinco de preocupação em sua testa desapareceu por completo ao vêr-me sorrir.Era como se o tempo todo ele esperasse por uma resposta ,uma aprovação,minha aprovação,para seus atos.
Ofereci-lhe a mão por alguns instantes antes que ele tomasse a iniciativa de sair.O frio fora do carro congelaria até os ossos .Andamos rapidamente em direção a casa.O assoalho da varanda estalou-se com nossos passos ao passarmos por ela parando diante da porta fechada.
-Talvez tenha razão.O verão me parece uma estação melhor agora...-Gustav falava enquanto tirava uma chave do bolso,tão antiga quanto a fechadura que ela abriria.Ri dele citando o que eu havia dito a dias atrás.
Então a porta foi aberta, jogando em nós o ar morno que provinha do interior da casa. Gustav foi o primeiro a entrar ,me deixando na soleira da porta para um primeiro vislumbre .Adiantei-me alguns passos o suficiente para ouvi-lo fechando a porta atrás de mim, sentindo uma sensação aconchegante envolvendo-me por inteiro.
Meus olhos percorreram pelo cômodo que estávamos, a sala. O interior fazia jus à aparência rustica do lado de fora, a decoração me fazia lembrar a pagina de um livro de história de época.
Ao fundo, rente a parede, uma escadaria estreita em madeira que levaria ao andar superior, que ao julgar pelo de baixo, não deveria ter mais do que três cômodos. Na parede esquerda uma lareira preenchida de madeira preparada para o fogo que viria a aquecer-nos mais. O piso bruto era parcialmente coberto por tapetes de cor escura, um especial chamando a minha atenção, entre duas poltronas e um sofá antiquado, situado próximo à lareira, tão espesso e fofo que me dava vontade de afundar os dedos nele.
Os passos de Gustav juntando-se a mim chamaram minha atenção, ele certamente precisava que eu esboçasse alguma reação.
-Aqui é muito bonito...-Ele massageou meus ombros relaxando os próprios,soltando um suspiro fraco.
-Ainda faz mau juízo do inverno?...-Ele sussurrou em meu ouvido,roçando a face na minha ao falar,causando-me arrepios.
-Isso depende...-Minha cabeça girava absorta na sensualidade que emanava dele...-Se vai conseguir me aquecer o suficiente...-Seus braços circundaram minha cintura enquanto expressava um sorriso sedutor e travesso ao mesmo tempo.
-Para isso minha linda...-Ele revelou uma parte do meus pescoço ,não coberto totalmente pela gola de lã,pousando os lábios na minha pele...-Eu tenho uma solução...
-E qual seria?...-Sussurrei
-Tratar de acender aquela lareira...-O sorriso travesso expandiu-se enquanto ele se afastava de mim. Reviri os olhos me fingindo magoada.
^^
Gustav não só acendeu a lareira como preparou o jantar daquela naquela noite enquanto eu conhecia o restante da casa.No quarto,depois do jantar livrei-me das botas pesadas e de um pouco de lã,a casa podia não ter o melhor aquecimento do mundo,mas o que tinha,associado ao calor da lareira,tornava tudo morno e aconchegante. Enquanto descia a pequena escadaria foi inevitável perguntar.
-Onde estamos afinal?...-Ele virou seu rosto do sofá onde estava,me procurando com olhar.Gustav ficou em pé,levantando do sofá,jogando para o lado a pesada colcha de retalhos,vindo ao meu encontro.
Ele passou as mãos nas laterais de meus braços como se quisesse passar para mim o seu calor,e eu o sentia.Sentia emanando dele não só calor,sentia paixão,um ardor que queimava em seus olhos quando ele encarava os meus.Desejá-lo era tão fácil,tão simples como respirar,era natural em mim.
-Isso importa realmente?...-A voz saia rouca enquanto ele encurtava a distancia entre nós,enlaçando minha cintura parando seus lábios a centímetros dos meus.Já me faltavam as palavras ,apenas neguei com a cabeça.Realmente não importava,podia ser qualquer lugar,qualquer parte do mundo ou universo,contanto que estivéssemos juntos.
Calling all angels
I need you near to the ground
I miss you dearly
Can you hear me on your cloud?
Meu olhar permaneceu no dele,a pouca luz ,provida apenas das velas e da lareira,lhe iluminavam os rosto de uma forma encantadora.Ele era irresistível para mim,meu corpo já respondia a sua aproximação e com o pensamento de onde ela nos levaria.Prolonguei aquele momento enquanto era possível.Os dedos de uma das mãos dedilharam o contornos dos meus lábios enquanto a outra deslizava para a base da minha coluna.
-Eu amo você...-Sua boca partiu para a minha sem dar-me chance de lhe dizer que eu também o amava.O encontro de nossos lábios aconteceu sutilmente.Aos poucos minha boca entreabria-se enquanto a língua dele me explorava,procurando a minha.A mão alojada nas costas subiu em direção a minha nuca afastando meus cabelos para que sua boca saísse da minha, procurando minha pele deixando ali seus beijos.Meus olhos fecharam-se sucumbindo a onda de prazer que seu toque me proporcionava. A outra mão desceu maliciosa roçando o polegar pelo meu seio e acomodando-se em meu quadril. As minhas o puxavam para mim acariciando seu corpo por debaixo da blusa que vestia. A forma com que ele apertava meu corpo contra o seu me provocava. Era insano, despudorado e convidativo.
Senti-lo era uma necessidade. Encontrei a barra da blusa puxando-a para cima, Gustav apenas ergueu os braços facilitando para que eu a tirasse. De volta ao seu corpo eu lhe beijava o peito agora nu enquanto minhas unhas delineavam um percurso na pele clara das costas fazendo com que ele se arrepiasse ao meu toque. Minha blusa se foi sem que eu ao menos me desse por conta, ele apenas a tirou de mim facilmente permitindo que minha pele roçasse na dele. Gustav me beijava com intensidade e desejo tirando de mim a sanidade. Escorei-me na guarda do sofá sentindo sua língua demarcar um trajeto úmido em minhas costas enquanto suas mãos faziam uma leve pressão sobre meus seios. Meus cabelos foram postos de lado por ele, revelando a nuca para que ali fosse o alvo de seus beijos enquanto, com certa habilidade, meu sutiã era aberto por ele caindo no chão logo em seguida. As mãos desenharam a lateral de meu corpo, a procura do cós de meus jeans, descendo com ele lentamente até o chão. Já não cabia mais em mim, meus olhos fechavam-se quase involuntariamente diante da sensação prazerosa. Virei-me para ele novamente, seus olhos encontrando os meus, ardendo em chamas. Os lábios se aproximaram dos meus novamente, lentamente, provocando-me. Meus dedos encontraram o botão do jeans de Gustav, abrindo-o com agilidade fazendo com que encontrasse as outras peças de roupas. Caímos juntos no sofá, arfando. Minha calcinha foi tirada por ele, enquanto me olhava nos olhos, convidativo, tendo o rosto iluminado pela luz dourada produzida pela lareira, a boxer indo logo em seguida. Os beijos causavam-me desconcerto, as mãos provocavam-me despudoradamente fazendo com que meu corpo se arqueasse sensível a ele. Eu queria ter sobre ele o mesmo poder que ele tinha sobre mim, precisava sentir que sucumbia a mim, como eu a ele. Em um gesto único fiquei sobre ele, minhas pernas prendendo-o entre mim e o sofá. Fiz questão de olha-lo fixamente enquanto encaixava meu corpo ao dele, vagarosamente. Sim...Tão fácil como eu, o via deliciar-se com a sensação de ter-me. Ao primeiro movimento feito por mim, Gustav serrou os olhos permitindo que um gemido ecoasse. Prontamente as mãos tomaram minha cintura, apertando com um pouco mais de força, acompanhando minha pressão ritmada sobre ele. A boca revezava-se entre a minha e meus seios, fazendo-me gemer com ele. Minha voz saia falha ao chamar seu nome e ouvi-lo chamando pelo meu enchia-me de luxúria, um estimulo a mais para que meu prazer aumentasse. Com o passar dos minutos a força dentro de mim era crescente pedindo para sair, eriçando os pelos de meus braços, causando-me arrepios. Um movimento a mais e tudo se tornou perfeito, a força explodiu dentro de mim causando-me uma onda de pura satisfação. Junto comigo o ouvi chamar meu nome, mais uma vez ,de um modo que significava que ele também havia se satisfeito, uma sensação única.
*/*
O tapete da sala era tão fofo quanto eu havia imaginado,tanto que descansávamos nele, depois do amor,cobertos com a colçha de retalhos.Nossa respiração se normalizava aos poucos enquanto eu fitava a lenha queimando sutilmente,sem pressa alguma na lareira.Gustav apoiava a babeça em um dos braços,deitado atrás de mim,enquanto o outro me abraçava.O silêncio era quebrado apenas pelos estalos da madeira queimando e de sua respiração chocando-se contra meus cabelos. Naquele instante eu não saberia definir o que era perfeito de uma outra forma...Não havia simplesmente nada mais perfeito do que tê-lo ali comigo. Permanecemos mais alguns minutos no mais puro silêncio, sua mão passou a deslizar pelo meu braço, acariciando-o. Aproximei-me mais, sentindo o calor do seu corpo nu, provavelmente estaria nevando do lado de fora mesmo assim não poderia me sentir mais aquecida.
-Aposto que agora prefere o inverno...-Sussurrou em meu ouvido, depositando um beijo logo em seguida.
Sorri ao me virar para ele.
-Você conseguiu mudar minha ideia sobre ele... -Gustav abafou uma risada gostosa em meu pescoço.
_Se eu não tivesse vindo ontem,esta casa estaria tão fria quanto na rua...-Passou novamente o braço por meu corpo como se a simples suposição lhe causasse frio.
-Então foi aqui que passou o dia inteiro ontem...-O mistério de seu sumiço no dia anterior se resolvia afinal.
Ele passou a ponta dos dedos mornos por meus cabelos.
-O aquecimento precisava ser ligado...Além do mais,queria arrumar tudo para você...-Selou meu lábios com ternura.
De fato tudo estava em perfeita ordem, com direito a mantimentos e uma pequena valise com tudo o que eu precisava ,que simplesmente brotou do porta malas do carro...Aletta certamente a havia preparado, conivente com a surpresa romântica de Gustav.
-Eu adorei meu amor...-Inclinei –me um pouco para beijar-lhe os lábios,voltando o rosto para a lareira novamente,sentindo seus braços me puxarem mais para ele,colando de vez nossos corpos.
-Anna... -Chamou ele com carinho.
-Hum?...-O afago dele em meus cabelos me tornava preguiçosa.
-Pode ter acontecido hoje?...-As palavras saiam cautelosas, quase envergonhadas embora eu não entendesse sobre a que se referiam.
-Acontecido o que?...-Minha voz se arrastava sonolenta.
Por alguns segundos o silêncio estabeleceu-se deixando-me aflita,despertando-me para a converssa. Virei-me para ele encontrando seus olhos baixos,os lábios franzidos em um bico como uma criança encabulada.
-Gustav?...-O chamei,incentivando-o a falar.Seus olhos encontraram os meus ,neles uma fagulha de esperança que eu não entendia com clareza.A mão dele pousou sobre meu ventre esclarecendo tudo,deixando-me boquiaberta. Um filho, ele queria um filho.
Pelo menos um milhão de coisas passou pela minha cabeça naquele instante,como o fato de ele simplesmente nunca ter mencionado que gostaria que eu engravidasse,ou que eu nunca tenha lhe dito que jamais havia parado com os anticoncepcionais, nem mesmo depois de Tom, pois eles me ajudavam no equilíbrio do ciclo menstrual. Ele desejava um bebe e isso pegou-me desprevenida e sem saber o que dizer.
-Bom...-Comecei pausadamente ,tentando explicar-lhe de uma forma que nãos o decepcionasse...-Não...-Falei por fim,sem a mínima vontade de dar-lhe lições sobre período fértil ,anticoncepcionais ou qualquer coisa do tipo.Seus olhos atingiram uma profundidade diferente,quase magoados.
-Porque não me falou nada a respeito disso?...-Gustav apoiou-se sobre um cotovelo,parando um pouco acima de mim,olhando-me com ternura.
-É natural que um homem casado queira ter filhos...-Um sorriso fraco lhe nasceu nos lábios. Naquele instante alguma coisa em seu comentário doeu em mim profundamente,como se ao falar daquela maneira ele estivesse esquecendo-se d Nick.Não havia como negar,o amor que ambos sentiam um pelo outro não anulava o fato de Nicholas ter sido gerado por outro homem.
-Entendo. Você quer seus próprios filhos...-Foi impossível sustentar seus olhar, então deixei que o meu perdesse o foco de seus olhos, abaixando a cabeça. Gustav pegou em meu queixo obrigando-me a encará-lo novamente.
-Nick é meu filho Anna...-Seus dedos deslizaram por minha face...-Eu só não quero que ele seja filho único como eu...-De leve,ele roçou seus lábios por minha boca...-Você não gostaria?
Era obvio que me agradava ouvi-lo falar daquela maneira,sobre mais uma criança,um elo a mais,fortalecedor da nossa família...Um irmão para Nicholas.
^^
Gustav já havia me apressado pelo menos duas vezes para irmos embora,antes que o tempo piorasse.O fim de semana havia sido algo que jamais sairia de minha memória.Podia ouvi-lo no andar inferior recolhendo uma coisa ou outra enquanto eu ainda estava no quarto colocando mais uma camada de roupas.Como um despertador interno,consultei o relógio em meu pulso certificando-me que naquela exata hora deveria tomar o anticoncepcional. Revirei minha bolsa encontrando a cartela de comprimidos logo em seguida.Estava pronta para retirar um quando o lampejo de memória se fez presente,a conversa que tivemos há quase dois dias atrás.Ponderei por um minuto e suspirei logo em sguida.Joguei novamente a cartela no fundo da bolsa sem tomar o remédio.Peguei minha bolsa para descer antes de ouvi-lo chamar meu nome novamente.
-Vamos ver o que acontece...-Falei comigo mesma enquanto descia as escadas.
Notas finais
A primeira musica é "The Unforgiven"-Metallica e a segunda é "Calling all angels" do Lenny Kravitz,espero que gostem.
Aliás,vocês nunca se pronunciaram sobre meu gosto musical na hora de por uma trilha pra fic,vamos lá!kkk
Beijos
Até o próximo
Sabem o que fazer!
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