Eu Aceito
6 A flor da pele
Notas iniciais
Tô postando na corrida,se tiver alguma coisa errada,me perdoem!
Enjoy
Saí do quarto dele indo em direção ao meu. Vesti-me rapidamente, indo logo após para a sala de jantar, onde o café da manhã nos esperava. Nick já estava sentado à mesa, conversando animadamente com Gustav. Sentei-me calada, não querendo interromper o momento dos dois.
–Não vai trabalhar hoje?...-Meu filho parecia incrédulo, diante da noticia que eu não havia presenciado.
–Não... -Gustav dava de ombros ao falar... -E se sua mãe concordar, podemos ir ao centro da cidade, almoçar fora... Quem sabe ir ao parque.
Nick deu a ele o melhor sorriso que pôde, olhando-me logo em seguida.
–Vamos mãe?...-Os olhinhos suplicavam tanto quanto a voz.
–Claro!...-A resposta era para Nick, mas meu olhar admirado era para Gustav, enquanto eu bebericava meu suco. Seria nosso primeiro passeio em família, afinal.
Depois do café arrumei meu pequeno ansioso por um passeio, pensando bem ,desde que chegamos naquela casa, não havíamos saído sequer uma vez...De repente o ânimo de Nicholas me contagiou também. Pedi a ele que esperasse na sala enquanto eu trocava de roupa,já que iriamos sair, gostaria de me arrumar um pouco mais. Do meu quarto, enquanto revirava o closet, pude ver o quão lindo o dia estava. O sol brilhava fortemente no céu azul, com nuvens tão brancas que mais pareciam feitas do mais puro algodão, um belo dia de verão, com direito a canto dos pássaros e cheiro forte de flores.
Finalmente decidi o que vestir, optando por um vestido leve, na altura dos joelhos e sandálias baixas, prático e confortável em um dia de extremo calor. Penteei os cabelos de forma meticulosa e coloquei meu perfume favorito, em dias assim me sentia mais disposta a dar tanta importância aos pequenos detalhes. Em dias assim eu me sentia mais bonita, essa era a grande verdade, como se o sol pudesse salientar alguma coisa em mim. Olhei-me no espelho aprovando o resultado, desceria logo em seguida.
Do meio da escada pude ouvir a risada gostosa de Nicholas junto a Gustav, o olhar dele caiu observador sobre mim, assim que me viu ao pé da escada. Ali estava ele de uma forma que eu nunca havia visto. Era quase uma metamorfose do homem de negócios para um garoto...O cenho era tranquilo e as atitudes despreocupadas. Gustav usava uma bermuda e uma camisa clara ,nada de outro mundo, mas a bermuda deixava aparecer na perna uma tatuagem de tamanho descomunal.Como não havia notado na noite anterior?
Aproxime-me dele sem conseguir tirar o olho da perna cruzada.
–Uma fase rebelde... -Brinquei com ele apontando o desenho com a mão.
–Toquei em uma banda ...É natural uma tatuagem...ou duas ...-Falou rindo de leve.
–Duas?...-Como ele oculta isso... -Aonde?...-Perguntei meio sem graça.
–Nas costas... Mais tarde eu te mostro... -Meu sorriso se desfez na hora ,diante do olhar sarcástico dele...-Vamos?...-Perguntou por fim.
–Vamos...
O percurso até o centro da cidade foi divertido. Ainda ficava boba com a facilidade com que Nick interagia com Gustav. Este respondia prontamente ao ouvi-lo chamando de pai fazendo com que eu sorrisse de uma forma boboca, muitas vezes sendo surpreendida por ele.
Não teríamos nenhum almoço sério naquele dia, ao ser questionado Nick deixou clara pela sua preferência: McDonald’s, então seria lá que comeríamos. Ficamos um bom tempo, vendo-o se divertir, mesmo depois de termos comido. Por incrível que pareça, ainda não havia aparecido sequer um traço de aborrecimento no rosto perfeito do meu marido... Decidi prolongar ao máximo a permanência daquele sorriso perfeito, embora, corresse o risco de vê-lo zangado de novo, assim que começasse a falar.
Como o combinado, saímos dali indo em direção ao parque da cidade, andando em passos lentos, de mãos dadas, pelas calçadas, vendo Nick correr a nossa frente. Era incrível como estes dois meses haviam tido uma influência tão positiva sobre ele. Não havia ficado doente sequer uma vez desde que nos mudamos, talvez beneficio do ar diferente que tínhamos na nova casa, até eu podia sentir a diferença, ou talvez fosse a nossa vida renovada que estivesse fazendo meu filho tão feliz a ponto de refletir em sua saúde. O fato era que ,bem ou mal, casar-me com Gustav, havia transformado a vida de Nicholas, e aminha também, trazendo-nos uma nova perspectiva, então eu preservaria isto.
–Está muito quieta hoje... -Gustav tirou-me do fundo dos meus pensamentos, apertando a minha mão de leve, nossos dedos entrelaçados, tal qual um casal jovem e apaixonado.
Sorri de leve, admirando a forma como ele falava, como se temesse que alguma coisa estivesse me aborrecendo. O lado cuidadoso dele, o lado dele que eu mais adorava, aquele que quase fazia com que eu me iludisse que quase me fazia acreditar que ele sentia amor por mim.
–Só estava pensando um pouco... -Não tinha porque dar mais informações, apenas continuei andando ,observando o saltitar divertido de Nick.
–Nele?...-A pergunta fez com que eu procurasse seu rosto, o cenho finalmente fechado, as sobrancelhas unidas em sinal de raiva.Eu sabia muito bem a quem se referia,a forma sombria com que falava de Tom ultimamente,me perturbava um pouco.
Senti a partir daquele momento que eu deveria ser a primeira a esclarecer as coisas entre nós... Não deixaria que ele se aborrecesse, não sem um motivo.
–-Em nós... -Sorri para ele, vendo a carranca dar espaço para uma expressão surpresa... -E no nosso filho... -Repeti o gesto dele, apertando um pouco mais a sua mão, em sinal de confiança.
Sem aviso prévio ,ele parou de caminhar parando-me ao lado dele.
–Eu quero ouvir que você me desculpa por ontem a noite...Não quero magoá-la.
–Estou aqui com você não é mesmo? Isso deve significar alguma coisa...-Sorri de leve,tentando não trazer a tona assuntos delicados,não ainda.
Sentamos na grama verde do parque ele de frente para mim, apoiando-se no chão com o cotovelo,de forma que se eu quisesse prestar atenção em Nicholas, teria que olhar através dele.
Enquanto eu observava a criança brincar tentava ignorar o cenho debochado que ele tinha ,sabendo que minha atenção estava dividida entre ele e Nicholas. Ver o sorriso torto me tirou do sério, fazendo com que eu saísse da posição ereta que estava, deixando meus ombros caírem.
–Qual é a graça?...-Se soubesse que iria sorrir mais nem teria perguntado,apenas continuaria a fazer de conta que não percebia o olhar dele em meu rosto.
–Você faz uma cara engraçada quando tenta me ignorar... -Sorrir para mim por afeto, raro...Rir descaradamente da perturbação que me causa, f ato .Revirei os olhos em sinal de desdém.
–Não tenho ideia do que está falando... -Mentira.
Mais alguns minutos se passaram enquanto eu achava as palavras certas para começar uma conversa franca com ele... Bom que seja pelo inicio.
–Gustav... -Comecei fazendo o rosto de ele encontrar o meu. Porque ele não continuou fitando a grama? Seria tão mais fácil tão menos constrangedor... –Sobre aquela noite...-Pigarreei tentando engrossar a voz para parecer mais determinada e não tão acanhada...-Quando você me beijou, e é obvio o beijei também...É que...Não pense ...-Deus ,raciocine e fale alguma coisa com nexo...-Eu não tive a chance de me desculpar.
–E porque você faria isso...-O maldito sorriso divertido estava presente...-Até que você aproveitou.
Que ódio!
Talvez a culpa fosse minha...Se eu falasse mais e gaguejasse menos, talvez ele me levasse a sério. De maneira alguma eu iria permitir que ele me irritasse, tentaria agir como ele então.
–È...Não foi ruim. Pena que você não faz meu tipo...-Ele soltou uma risada alta, deliciando-se com minha afirmação mentirosa. Nos últimos tempos ,apesar de tudo, ele havia feito com que meus sentimentos por ele mudassem de uma forma que eu ainda não conseguia explicar...-O que realmente eu quero dizer é que...Eu não mereço que você me trate com tanto desdém ,e se aquela noite contribuiu para isso, peço que me perdoe. Não quero que tenha raiva de mim.
O sorriso foi desaparecendo aos poucos do rosto dele.
–Não a trato com desdém ,nem tenho raiva.Apenas mantenho uma distância saudável,pelo menos para mim.
Eu não estava acostumada a vê-lo falar daquela maneira.Mais uma vez ele se portava como alguém que eu não conhecia ,a presunção dando lugar para a sinceridade.Podia vê-la em seu rosto embora as palavras não fizessem muito sentido.Não entendia como podia ser “saudável”para ele me tratar com tanto despreso.
–Se não é desdém ou raiva porque da bebedeira de ontem a noite? O modo com que falou comigo...-Baixei os olhos evitando os dele...Apenas espero que possamos resolver nossas diferenças ,sem noites como a de ontem...-Eu havia lhe cutucado a ferida.A verfonha dele era edidente ,não era minha intenção,ele já havia se desculpado,mas se eu tolerasse uma vez,seria como estar casada com Tom novamente...-Estamos criando Nicholas juntos,o mínimo que eu espero é que possamos conversar como amigos.
–Eu concordo...-A voz era quase um sussurro.
–Amigos então? Sem bebedeiras ou grosserias?...-Ofereci a mão a ele em prol da paz entre nós. Ele a pegou apertou de leve e girou a face de minha mão para cima ,depositando ali um beijo demorado.
–Eu ainda provo que você me quer... Mas por enquanto aceito ser seu amigo.
Comecei a falar alguma coisa quando ouvi Nicholas me chamando.
–Mãe quero ir para casa!Estou cansado...-O tempo havia passado e eu sequer havia percebido.
–Tudo bem lindo!...-Comecei a catar um brinquedo ou outro enquanto Gustav se colocava em pé,pegando Nick no colo logo em seguida.O sorriso do menino era satisfeito enquanto o pai me oferecia a mão,ajudando-me a levantar.
Chegamos em casa praticamente de noite.Aletta nos esperava preparando o jantar que foi servido assim que acabei com o banho de Nicholas.Minha conversa com Gustav parecia ter surtido algum efeito.Embora ele ainda tivesse uma pontada de malicia no olhar,dirigiu-se a mim sorridente várias vezes durante o jantar,arrancando até mesmo de Aletta um olhar curioso.Intimamente eu rezava para que fosse assim a partir de agora,que o lado frio dele fosse banido pelo doce,diante de mim,para o bem de nosssa convivência.
Era um pouco tarde quando subi para meu quarto.Nick já havia adormecido há um bom tempo e Gustav estava trancado no escritório,enquanto eu assistia a televisão distraidamente.Entrei para um banho demorado,aquele havia sido,definitivamente um dia diferente.Penteei os cabelos ainda no banheiro,colocando apenas um roupão para cobrir o corpo.
Estranhei a luz do meu quarto apagada,lembrava-me vagamente de tÊ-la deixado acesa.Ignorei isto indo acender o abajur.Um gritinho histeico saiu de mim quando a claridade revelou o semblante divertido de Gustav,sentado de forma casual em uma das poltronas do quarto.
–O que faz aqui?...-Exigi dele irritada.
Um sorriso leve brotou nos lábios enquanto ele se colocava em pé.
–Só vim desejar-lhe uma boa noite...-A respiração dele batia em minha face,tamanha proximidade de meu rosto ao falar.
Apenas fiquei ali diante dele,analisando a mim mesma.A proximidade dele não me incomodava nem um pouco,ao contrario.Queria ter coragem o suficiente e dar o único passo que colaria o corpo dele ao meu,mas se o fizesse,voltaríamos novamente a estaca zero,anulando nosso acordo de hoje a tarde.Bom amigos não se agarram por ai a todo momento.
Uma das mãos dele saiu do bolso para tomar minha nuca.Naquele momento já não respondia mais por mim,apenas observei os lábios dele aprimarem-se dos meus,parando na metade do caminho apenas para dar um sorriso satisfeito,para logo em seguida domirarem os meus.O beijo era perturbador e desta vez eu não interromperia,faria o que meu corpo tinha vontade,seria dele e ele seria meu.O enlacei pelo pescoço trazendo-o para mais perto de mim,afundando meus dedos por entre os cabelos.
De forma libidinosa as mãos dele exploravam meu corpo, quebrando qualquer limite que pudesse estar estabelecido .Uma delas ,por debaixo do roupão ,havia alcançado meu seio enquanto a outra se aprofundava de uma forma quase grosseira em meus cabelos. Enquanto ele me empurrava para a cama, vez ou outra separávamos os lábios ,o suficiente pra respirar.
Quando minhas costas chegaram a cama, ele tinha um sorriso travesso e um olhar sedutor sobre mim, ao puxar com cautela o laço do roupão, deixando-o frouxo sobre meu corpo, apenas para facilitar sua boca de encontrar um de meus seios. Fechei os olhos diante da carícia tão intima. Aos poucos a boca foi descendo, passando pela barriga, chegando a parte interior da coxa, onde ele depositou vários beijos suaves antes de passar a língua úmida, de forma pervertida, ,fazendo com que um gemido involuntário saísse do meu peito atravessando minha garganta de um modo que pude ouvir sua risada triunfante enquanto explorava e estimulava a zona sensível do meu ser.
–Gustav...-Seu nome escapuliu boca afora enquanto eu enterrava meus dedos nos cabelos macios na parte da nuca.
Estava disposta a tudo, talvez pelo calor do momento ou externando meu desejo oculto por ele, eu somente o queria mais do que podia explicar em palavras ,enquanto uma bola crescia em mim, passando por meu peito, fazendo com que eu me contorcesse diante da sua boca em meu corpo, e explodindo em minha garganta trazendo com ela um gemido do mais genuíno prazer .
Enquanto sua boca fazia o que queria de mim, seus dedos me invadiam de forma despudorada, arrancando de mim seu nome aos sussurros. Explodi em mim, deliciada pela sensação, minutos depois, ainda assim o queria... Queria sentir a sensação do corpo dele se encaixando ao meu, tê-lo dentro de mim. O pensamento me dominava com volúpia, eu ansiava por ele, pelo momento que faria de mim a sua mulher. Eu o queria.
Subitamente ,enquanto minha respiração ainda era irrular pela onda de prazer que ele havia me proporcionado,ele saiu da cama,afastando-se em direção a porta ,abrindo-a em seguida.
–Se quiser que eu acredite que não me deseja, terá que ser mais convincente do que isso. Boa noite Anna...-Sorriu satisfeito e saiu,deixando-me confusa e irritada.
Como ele pode usar um momento como aqueles apenas para me testar?
Enquanto me recompunha, vestindo uma camisola logo em seguida,pensava naquilo que havia acabado de acontecer.A minha vontade se dividia em duas:Ir até ele e insulta-lo,ou ir até ele e pedir para continuar o que começou.
–Isso não Anna!...-Falei comigo mesma...-A intenção dele era humilha-la e conseguiu.
Deitei na cama sem o menor vestígio de sono,apenas esperando pelo dia seguinte.
Notas finais
Sabem o que fazer!
Beijos
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