Notas iniciais
Ahn, eu não sei se alguém vai ler, mas se ler, por favor, critique o que quiser. Estou disposto a melhorar tudo!

Você já enfrentou um medo inexplicável? Algo que corrói todo o seu corpo, eriça os pelos, e corre por suas veias?

E, por um acaso, esse medo veio originado de uma mulher?

Foi isso que eu senti, ao vê-la.

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Eles disseram que o colégio Crypton era o melhor para recomeçar. Bem, eles mentiram. Não que você não esteja acostumado. Mas ainda assim você se ilude e acaba se transferindo pra lá.

E então a encontra.

É algo que pode acontecer com qualquer um, basta estar no lugar errado, na hora errada.

E então você é socado.

A garota de cabelos rosa nem hesitou em desferir o punho em minha cara. Ela só a socou e depois recolheu o punho, fazendo uma cara de desgosto.

Ela voltou a andar pelo corredor largo, e, conforme dava os passos, as pessoas ao seu redor se recolhiam diante sua fúria.

– Ei – chamei, ao segurar seu braço. Ela se virou, batendo os cabelos compridos na minha cara.

– Quem você pensa que é? – perguntou. Nunca senti o ar tão pesado quanto naquele momento. Eu a soltei. Ela bufou e continuou andando.

É isso. Bem vindo à Crypton.

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Depois do meu pequeno incidente com a rosada, corri para a sala. Estava atrasado, não ia demorar muito pra fama de delinquente retornar. Bati na porta de madeira e a abri. Não estava nervoso, era só sorrir que todas as garotas cairiam matando.

Ah, claro, eu também precisava de amigos, mas quando se tem meninas, amigos ficam pra depois.

O sensei era um homem extremamente baixo, de aparência jovial, olhos azuis e cabelos castanhos. Ele deu um sorriso.

– Desculpe o atraso. – falei, e dei um sorriso. Escutei alguns múrmuros e já comecei a calcular as investidas.

De preferência garotas baixas, fáceis, e fofas.

Dei uma olhada na sala. Fiz biquinho. Com certeza aquilo era muito ruim. Mais garotos que garotas. Não me importei depois de alguns segundos.

– Minna-san, esse é o novato. Se apresente. – O sensei se sentou em uma cadeira e se aconchegou. Ele ia dormir? Quão problemático aquele cara poderia ser?

Todos me fitavam intensamente. Não sei se pelo fato de não usar devidamente o uniforme, ou pelo meu cabelo excêntrico. Ou pelo meu chaveiro de berinjela barulhento. Ou só porque eu sou... lindo.

– Meu nome é Kamui Gakupo. Vim da escola Toriko. E espero fazer muitos amigos. – De preferência meninas, pensei. Curvei-me.

– Com licença, mas, por acaso, você é idiota? – questionou alguém. Levantei a cabeça. E lá estava a agressora de homens perfeitos, a garota de cabelo rosa.

Pela primeira vez achei uma garota feia. Não, nem sei se aquilo poderia ser chamado de garota. Não existe garota agressiva.

Só alguns garotos rudes são.

– Eu? Idiota? Não sou eu que fico socando os novatos só por um esbarrão! – gritei.

Escutei múrmuros novamente. “Ele enfrentou a Megurine-san” “Será que ele tem algum problema?” “É, adeus novato”.

Espera, ela é tão dominadora assim?

– Eu não precisaria socar os novatos se eles não corressem no corredor. – retrucou ela.

Mas que..!

– Então, he he, que tal se sentar, Kamui-kun? – pediu o sensei.

– Os novatos não devem sabem que não se deve correr no corredor porque são novatos! – berrei.

A garota saiu de sua carteira e andou lentamente até mim. Ela puxou a gola do meu uniforme e me encarou.

– Eu não tenho medo de garotas. – sibilei.

– E eu não tenho medo de delinquentes. – retrucou.

O professor interviu e nos separou. A garota se sentou no seu lugar e continuou me encarando. Sempre arrumei encrenca nas minhas antigas escolas, mas nunca imaginei que meu próximo rival seria uma garota.

Dirigi-me até a única carteira vaga. Todo o tempo que andei, a menina manteve os olhos em mim. Odiado sem mais nem menos.

– Bem vindo Kamui-kun. Se precisar de algum auxílio, conte comigo, com os outros senseis, ou com a nossa presidente. – Ele apontou para a rosada. Ela continuou me fuzilando com o olhar.

Ah, que ótimo. O que vinha agora? Um bento com agulhas na comida?

Notas finais
Essa do bento eu tirei de Higurashi. Adoro aquele anime.