Eternidade Irreal - Klaus e Caroline
7 Capitulo 6
Notas iniciais
Pov. Klaus
– Apressado demais amigão. – Marcel disse em tom de zombaria.
– Não sou seu amigão. – respondi rude.
– Qual é, a loira só esta com você porque eu fiz a boa ação de lhe dar verbena. – ele disse bebendo o suco que antes era de Kátia – a propósito, estou magoado pelo convite de casamento que não recebi.
– E nem vai receber. – respondi direto e querendo cortar o assunto rapidamente, ter Marcel ali tão próximo de alcançar Caroline me incomodava.
– Não negue que você me deve uma, e não acharia ruim você me pagar com um convite. – ele respondeu desafiador e até mesmo como chantagem, ele sabia muito bem que eu costumo “pagar o que devo”.
– Está bem poderá vir. – falei a contragosto.
– Mas não quero ser só mais um. – ele falou fitando o nada e logo depois me encarou com um sorriso sacana no rosto – Quero ser o padrinho, como se eu fosse seu melhor amigo a vida toda, o que não é uma mentira.
– Por mim até seria. – falei com raiva – Mas Caroline não aceitara.
– Me resolvo com ela. – ele sorriu – Mas não era isso o que eu realmente queria tratar com você.
– E o que seria então? – questionei com interesse.
– Poder é claro.
– Poder? – instiguei curioso.
– Andei conversando com bruxas, e elas me disseram algo muito interessante a respeito de Caroline.
– O que elas disseram? – levantei de supetão na mesa agarrando o colarinho de Marcel, fazendo com os olhares das pessoas ficassem em nós – O que elas disseram! – tornei a perguntar.
– Calma ai hibrido! – ele disse tirando minhas mãos de seu colarinho – Elas não querem matá-la.
– Então o que querem? – disse ríspido.
– Senta ai e me ouça. – ele disse se sentando novamente e apontando para minha cadeira, onde me sentei – Caroline é humana ainda, estou correto?
– Sim ela é. – praticamente murmurei, meus olhos cravados em cada movimento de Marcel.
– Tão frágil... tão fraca. – ele disse dando ênfase ao frágil – Mas acalme-se já disse – falou se referindo a carranca de raiva que eu fiz – Se eu quisesse fazer algum mal a ela, não teria vindo lhe avisar.
– Logicamente.
– Você já pensou em ser papai? – ele perguntou tornando a tomar o suco.
– Ser o que? – falei em tom de deboche.
– Ter um bebe Klaus, sabe aquele serzinho que só enche fraudas e chora?
– Não, isso seria impossível.
– Impossível porque? – ele questionou.
– Caroline é vampi... – parei no meio da frase ao perceber o erro.
– Isso mesmo Caroline é humana e humanos geram outros humanos... ou seres sobrenaturais.
– Aonde você quer chegar com tudo isso? – perguntei impaciente, o rumo da conversa estava totalmente estranho.
– Não irei fazer mais rodeios. – ele respirou fundo e despejou tudo de uma vez – Se você tiver um filho com Caroline ele suprira poderes e em seu sangue haverá um DNA capaz de gerar um exercito poderoso e indestrutível de híbridos, e o melhor todos obedeceram a você pela ligação de seu criador.
– Isso é mesmo possível? – um interesse sobre aquele assunto se apoderou de minha mente, claro que eu havia mudado e muito, porém pensar que eu posso ser muito mais poderoso do que já sou, é no mínimo tentador.
– É claro. – Marcel responde dando um sorriso de lado – Conheço uma bruxa, uma brasileira que mora aqui, ela disse que é possível fazer o mesmo com vampiros.
– Vampiros? – questionei descrente.
– Exatamente, me submeto ao primeiro teste se for necessário. – ele se ofereceu – Imagine só, com Caroline hibrida vocês seriam a família mais poderosa e imortal do mundo.
– Você também seria se conseguisse.
– Porém sou uma pessoa solitária Klaus, há anos me tiraram alguém que poderia ter formado uma família comigo. – ele lançou a indireta sobre Violet que peguei na hora.
– O passado costuma torturar não é mesmo? – disse desafiador à Marcel que me olhou com fúria.
– Caroline tem que engravidar. – Marcel cortou totalmente o assunto me fazendo franzir o cenho por um momento.
– Nosso casamento é daqui uma semana, e ela virara vampira novamente.
– Impeça se quiser retomar o poder que sempre quis. – Marcel se levantou e me fitou por um momento – Cabe a você essa escolha.
Logo depois ele sumiu me deixando sozinho, fitei o nada pensando em tudo o que nós havíamos conversado até aquele momento. Não podia exigir tal coisa de Caroline... Mas a minha sede de poder estava com certeza falando mais alto.
Pov. Caroline
– Aquele vestido é muito lindo. – Elena comentou enquanto retornávamos para o hotel.
– Odeio vocês, mas tenho que concordar. – Rebekah comentou enquanto não desviava os olhos do celular.
– Eu achei que é formal demais, porém ele é tão lindo que eu me arrependeria de não casar com ele. – falei suspirando, havíamos ido até a loja de Marie, há muito tempo não a ela e quando disse que ia me casar e a queria como madrinha, a garota chegou a ficar com os olhos marejados.
– Quantas madrinhas você vai ter Car? – Bonnie perguntou.
– Você, Elena, Rebekah, Marie e Diana. – disse contando nos dedos.
– Diana? – Rebekah questionou.
– Uma garota que se formou com a gente, antes dessa coisa de vampiro nós éramos grandes amigas e não poderia deixa — lá fora dessa.
– Mas ela sumiu, como você conseguiu encontra — lá? – Elena perguntou.
– Tenho meus contatos cara Gilbert. – dei uma piscadela para ela que me retribuiu com uma risada. Não demorou muito para que o carro parasse em frente ao hotel e eu descesse rapidamente, confesso que fiquei com saudades de Klaus. Isso porque só se passaram algumas horas imagina se fossem dias?
– Não se esqueça que estamos preparando sua despedida de solteira. – Rebekah sorriu maliciosa.
– Vocês não desistiram disso mesmo né? – falei revirando os olhos, não estava animada para ficar em cima de um palco dançando com outro cara. O cara mais lindo do mundo e que eu realmente estava interessada já era meu, só meu.
– Claro que não. – Bonnie e Elena disseram em uníssono.
– E também não ache que Klaus não vai ter a dele. – Rebekah fechou a porta do carro e arrancou sem esperar minha resposta.
Subi ao quarto vagarosamente observando o hotel quase vazio, o olhar de Felipe me acompanhou até a porta do Elevador se fechar, aquele garoto estava me incomodando. Chegando ao quarto me deparei com Klaus na varanda fitando algo lá embaixo, larguei minha bolsa em cima da cama e tirei os sapatos o agarrando por trás logo em seguida.
– Como foi lá, futura esposa? – ele perguntou carinhoso enquanto alisava minhas mãos que estavam envoltas em sua cintura.
– Sabe como é futuro marido, muita troca de roupa, muitas criticas, até encontrar o vestido perfeito. – falei rindo.
– Caroline, você já pensou em ser mãe? – ele perguntou do nada me fazendo sentir um frio na barriga de repente.
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