Notas iniciais
Oieee! Desculpe pelo sumiço, estava ocupada por esses dias *-* Mas aqui estou :D Boa Leitura *-*

Pov. Caroline

– Que tipo de pergunta é essa Klaus? – perguntei risonha achando aquilo uma pergunta cômica.

– Uma pergunta que o noivo faz para sua noiva, já que daqui à 4 dias seremos uma família. – ele se virou de frente à mim e olhou em meus olhos, percebi dentro deles uma grande expectativa. Porque do nada ele queria saber aquilo?

– Que garota já não pensou? – me soltei dele e olhei para o horizonte que consistia no arvoredo do jardim – Antes de ter conhecimento sobre seres sobrenaturais, eu era só uma garota comum com objetivos comuns, que só pensava em arrumar um cara lindo de morrer e namorar com ele, depois noivar e casar. Me mudaria para uma cidade grande como Nova York, em uma casa excessivamente bonita, arrumar um bom emprego na área de turismo ou quem sabe na organização de festas e casamentos. – procurava em minha mente cada memória de meus planos – Depois eu teria filhos e sempre mantive o desejo de ter três, dois garotos que seriam os mais velhos e logo depois uma menininha que seria protegida por eles. – ri de minha patética lembrança – Porém tudo isso foi pelo ralo quando Katherine me fez aquela visita no hospital. – minha expressão se tornou rude, só de lembrar o sentimento de raiva que senti por Katherine ter me tornado uma vampira. – Foi então que eu tive que virar a pagina e bolar novos planos pra minha vida.

– Você se planeja demais não acha? – Klaus se juntou a mim e olhou o mesmo ponto que eu no jardim.

– É. – sorri – Mas você foi parte deles sabe... aquela parte do cara lindo de morrer.

– Ainda bem não é? – ele deu um beijo na curva de meu pescoço e me abraçou de lado.

– Mas voltando a sua pergunta, a minha resposta é sim.

– E o que te impediria agora? – ele falou a boca colada em meu ombro.

– Não é obvio? Eu sou um vampira.

– Pense bem. – ele levantou seu rosto de meu ombro e ficou a me fitar, foi quando eu percebi o que ele quis dizer com “pense bem” eu não era mais vampira, nada daquilo me impedia de ser mãe.

– Ai meu Deus! – levei minhas mãos à boca.

– Não se culpe, nenhum de nós pensamos nisso antes, pra falar a verdade em toda a minha vida isso nunca nem chegou perto de passar por minha cabeça.

– Então você nunca pensou em se pai? – perguntei-lhe enquanto ficava frente à frente com o mesmo.

– Não até horas atrás.

– O que aconteceu para lhe fazer questionar isso?

– Um conselho de um amigo de anos. – ele falou com uma careta contorcida na face – E também quero realizar seu plano, não quero que desista de mais um.

– Isso iria adiar todos os outros. – disse evidente – Você sabe meus novos planos, me tornar vampira depois do casamento e nós viajarmos o mundo todo. Depois que eu voltasse procuraria um emprego na minha verdadeira área... E como nós iríamos explicar pra essa criança que seu pai é um hibrido e a mãe vampira?

– Ele também se tornaria um de nós. – ele falou suplicante- Quem sabe ele herde os poderes de minha mãe, ela foi a bruxa mais poderosa que existiu Caroline!

– E se não for? E se ele escolher ter a vida patética dos mortais Klaus? Você aceitaria?

– Eu...

– Claro que não! Porque você iria fazer dele seu espelho! E ninguém realmente quer ser como você! – não era pra ter dito aquilo mas eu disse, estava tudo bem até poucos minutos atrás... Porque estávamos discutindo sobre isso?

– Eu não me importo com as escolhas deles Caroline! – ele falou em tom furioso – Eu só quero ter um filho, me deixe fazer isso por você! Você ainda pode realizar esses outros planos, porém deixe-me realizar um antigo.

– É isso mesmo que você quer? – perguntei séria.

– É tudo o que eu mais quero, mas tem que ser com você Caroline! – ele segurou minha mãe, e de ímpeto pulei em seu colo o beijando e dando a entender que eu aceitava. Logo estavamos embolados na cama trabalhando nesse meu “plano”.

Pov. Klaus

Eu não queria mentir para ela, não mesmo. Ainda me pergunto como consegui mentir na cara dela, tive que usar os meus dons de atuação que mantive desde o século 17. Mas mentir para ela dói.

Foi como um vicio fazer isso, como algo que um drogado faz pela droga ou que um vampiro faz para se alimentar, ele passa por cima de tudo para conseguir o que quer.

Eu acabei passando por cima daquilo que eu mais amo para conseguir o poder, eu ainda não consegui mas estou no caminho e não pretendo parar.

– Amo você. – sussurrei e beijei o rosto de Caroline que estava inerte em um sono profundo.

Em minha mente eu tinha a ilusão e até mesmo torcia para que essa primeira tentativa tenha dado certo e Caroline já tenha engravidado.

Fui para a varanda tomar um ar, parecia que ali dentro estava tão quente, acredito ser a ansiedade que eu sentia. O jardim agora era apenas iluminado pelas lamparinas e nos bancos ali haviam casais namorando e se declarando, mesmo achando patético sabia que se eu e Caroline estivéssemos lá estaríamos fazendo o mesmo.

Peguei meu celular e procurei em minha agenda o telefone de Marcel.

– Já estava a espera de sua ligação. – ele falou autoconfiante.

– Pensei que você fosse vampiro e não bruxo. – disse impaciente baixando minha voz ao mínimo para não acordar Caroline.

– Com medo de que a loirinha escute? – ele riu do outro lado – Você já foi mais corajoso.

– Cale-se Marcellus. – ordenei – E então o que sua bruxa disse?

– Não foi dessa vez amigão, Caroline ainda não engravidou. – Marcel respondeu se referindo ao feitiço que a bruxa dele lançou sobre Caroline, podendo agora dizer se ela havia ou não engravidado.

– Me arrume algo... uma poção, um feitiço que faça com que Caroline engravide o mais rápido possível!

– Serio Klaus? – ele soltou um riso debochado – Você não consegue engravidar uma gos... – ele pigarreou se corrigindo — uma mulher maravilhosa como ela? Se eu estivesse em seu lugar, fazer o método de reprodução não seria difícil.

– Fale isso de novo e eu jogarei sua cabeça para os corvos comerem! – alterei meu tom de voz, praticamente gritando com Marcel e corri meus olhos até Caroline que apenas se remexeu na cama.

– Calminha Niklaus, estava apenas brincando – ele falou zombeteiro – Conseguirei a poção que gera fertilidade e lhe entregarei o mais tardar amanhã.

– Que seja o mais rápido possível. – ordenei.

– É claro, mal posso esperar pela chegada do bebe Mikaelson. – percebi um tom de irônica vindo dele, mas antes que eu pudesse dizer algo a linha ficou muda.

– Imbecil. – murmurei e acabei fitando o horizonte escuro por um momento, tentando organizar os pensamentos dentro de minha cabeça, até ontem ter um bebe estava totalmente fora de meus planos e hoje eu já pedia uma poção para que isso fosse feito o mais rápido possível.

Resolvi me deitar junto a Caroline, já estava tarde da noite e eu merecia dormir, me deitei atrás dela a abraçando e ficando de conchinha. Vi ela se remexer um pouco e sem abrir os olho murmurou:

– Onde você foi?

– Dar uma olhada lá fora. – sussurrei em seu ouvido.

– A sim, boa noite meu amor. – ela engoliu as ultimas palavras, porém eu pude entender.

– Boa noite. – respondi e beijei seu rosto logo em seguida adormecendo também.

Notas finais
E ai gostaram? Klaus muito malvado? Klaus mentiroso aceitam ou reprovam? Será que a Carol vai descobrir a verdade? Acompanhem, favoritem, recomendem e comentem okay? Bjs e até o próximo capitulo *0*