Eternamente Apaixonados
16 Um Plano maior
P.O.V. Alec.
Deus planejou destruir os Shadowhunters. Colocou a Clary no mundo para destruir os Shadowhunters e criar novos.
—Meu... Deus! Mas, sem a Clave... quem vai manter a ordem?
—Menino, você não consegue ver o que está bem diante de você?
—O que?
—Eu mandei Raziel criar o seu povo, á muito tempo e á muito tempo eles se desviaram do caminho. Eu fiz tudo para colocá-los de volta no caminho, mas não funcionou então como vê, aquela criança é por direito Rainha. Ela literalmente nasceu para reinar e para unificar as facções. A pergunta é, você vai se apegar á um sistema que não funcionou sabendo que isso significará a sua morte? Ela morreria por você, por todos vocês.
—E os acordos?
—Ela fará acordos novos. Acordos que vão beneficiar a todos, não apenas aos Shadowhunters.
—Os acordos não beneficiavam apenas aos Shadowhunters!
—Filho, eu sou Deus! Você não pode mentir pra mim. Eu vejo tudo, eu sou tudo.
P.O.V. Jace.
Eu estava deitado na cama encarando o teto. Tentando não ter pensamentos impróprios.
Então, ela entrou e fechou a porta.
—Tá acordado?
—Agora estou.
Ela me deu um sorriso maroto.
—Brincadeira, também não consigo dormir.
—Em que estava pensando?
—Em nada.
—Tava pensando em mim?
—Estava.
Clary pegou na minha mão e deitou ao meu lado. Senti a sua cabeça repousar sob o meu peito.
—Ainda não acredito que depois de tudo o que a gente passou, estamos aqui. Bem, juntinho.
Ela me beijou, eu senti o corpo dela se deslocar e ficar sob o meu.
—Clary, se você não parar...
—Eu não quero parar.
Nós beijamos e então, ela parou de repente.
—Mudou de ideia?
—Não. Só esqueci uma coisa.
Ela se levantou correndo, o pé dela enroscou no lençol e ela se estabacou.
Mas, ela se levantou rapidamente correu até o quarto vizinho e voltou com um esqueiro e uma planta.
—Não vou usar drogas.
—E nem eu. É um feitiço de privacidade, seu besta.
Ela botou fogo naquela planta e aquela fumaceira começou a se espalhar pelo quarto.
—Onde é que a gente estava mesmo?
—E depois eu que sou tarado.
—Ah, eu não queria que tivesse me visto daquele jeito, eu tava me preparando.
—É?
—É.
—Se quer saber, você tem uma bunda linda.
—Obrigado.
A coisa foi acontecendo, as roupas foram sendo jogadas longe e quando ela estava completamente nua, ela se tapou com os braços.
—Não. Deixa eu te ver.
Ela ficou rosa.
—É embaraçoso.
—Eu também estou pelado Clary.
—Eu sei. Mas, é diferente pra você. Você é homem e você não é virtuoso.
—Eu sou muito virtuoso.
—Virtuoso nesse sentido quer dizer virgem!
—Você é virgem?
Eu perguntei rindo. Mas, pela cara dela eu parei.
—Tá brincando certo?
—Não.
Ela respondeu com uma voz e de um jeito que pareceu um miado de gato.
—Nem uma vez?
—Não. O seu interrogatório tá me fazendo perder a vontade.
—Tudo bem. Sem interrogatório.
Quando eu senti que ela ficou bem molhada eu me coloquei calma e vagarosamente dentro dela. Então, as asas saíram.
—Você está bem? Está doendo?
—Sim e não. Pode tocar nelas se quiser, mas a minha mãe disse que eu sou escandalosa.
Eu toquei delicadamente nas penas, elas eram macias como seda e ao mesmo tempo duras como aço. No segundo em que toquei em suas lindas asas eu senti o corpo de Clary reagir e a mãe dela realmente tinha razão, ela era escandalosa, mas de um jeito bom.
Ela não tinha frescura não, apesar de ser tímida sua sensibilidade angelical a fez gritar á plenos pulmões.
Ao contrário dela eu não era virgem. Eu já estive com outras garotas, mas com ela foi diferente, foi especial. Não foi só físico, houve uma conexão.
Foi amor.
P.O.V. Clary.
Foi incrível. Eu já tinha tido um orgasmo antes, por acidente quando a minha mãe tocou nas minhas asas tentando me consolar porque o meu coelhinho tinha morrido. Mas, desta vez foi uma coisa profunda.
O meu mundo explodiu em cores. Sinto cada músculo do meu corpo completamente relaxado, como se eu fosse feita de gelatina. Parece que eu estou flutuando no espaço.
—Clary?
—O que?
—Você está bem?
—Se aqui é o céu, eu quero ficar. Eu não sei o que você fez comigo, mas quando acabar, eu quero mais.
Eu acho que ouvi o Jace rir, mas não tenho certeza.
P.O.V. Jace.
Ela parecia meio aérea.
—Clary?
Ela respondeu a minha pergunta com outra pergunta e com uma voz mole:
—O que?
—Você está bem?
—Se aqui é o céu, eu quero ficar. Eu não sei o que você fez comigo, mas quando acabar eu quero mais.
Eu ri. Ela nem se dignou a me olhar, estava encarando o teto como se fosse a coisa mais interessante do mundo. Então, ela começou a rir.
Era como se estivesse drogada. Ela ficou toda risonha.
Não sei exatamente quanto tempo aquele estado durou, mas acabou.
Ela se levantou, ainda meio deitada e olhou pra mim.
—Se eu soubesse que isso era tão bom eu teria... não. Não teria. Eu ainda assim teria esperado.
Eu dei risada. Aquilo era tão... Clary.
—As suas asas voltaram a se esconder.
—Foi é? Nem percebi. Nossa! Você tem um pontinho dourado no olho. É lindo. Eu nunca tinha notado.
—Você ainda tem sardas, mas os seus olhos foram do azul para o verde.
—Eu sei.

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