Eternamente Apaixonados
15 Sangue de anjo
P.O.V. Jace.
A nós falamos com o Magnus e confirmamos que a Lilith tava morta mesmo, então voltamos pra casa e a Clary usou o próprio sangue e o Cálice Mortal para criar mais Shadowhunters. Só que houve um efeito colateral, uma consequência que ninguém poderia ter previsto.
Os novos Shadowhunters além de serem mais poderosos do que os que já existiam estavam ligados á Clary.
Eram a prole dela, seguiam cada movimento dela, se ela os mandava matar alguém, eles não tinham escolha. Acabavam matando querendo ou não.
Ela foi presa pela Clave.
—Você é acusada de traição. De usar o cálice para fins malévolos. Como se declara?
—Eu declaro que você é um besta. Que você não é melhor que o Valentim ou os membros do Ciclo.
—O Ciclo já não existe mais.
—Mas, existiu. E ainda existiria se não fosse por mim.
—Entregue o Cálice e pouparemos você.
—E o te faz pensar que eu tenho medo de você ou medo de morrer?
P.O.V. Clary.
Eles me condenaram a morte. Só que quando me colocaram no fogo, eu não queimei. Eu canalizei e usei o fogo no qual eles me colocaram, para lançar bolas de fogo neles.
Felizmente aquele macacão laranja horrível queimou. E os membros da Clave junto com ele. Eu peguei as roupas de uma das Shadowhunters, abri um portal e dei uma última olhada na Cidade que queimava.
Passei pelo portal e saí no Instituto de Nova York.
—Porque está usando essa roupa querida?
—Era a única que tinha Bane. Eu vou tomar banho e trocar de roupa.
P.O.V. Jace.
Estava no meu quarto louco de preocupação quando eu ouço o chuveiro do quarto ao lado. Do quarto da Clary.
Entrei no banheiro com a lâmina serafim em mãos e imagine a minha cara quando eu vejo, primeiro as pernas, depois... a bunda e então aqueles inconfundíveis cabelos ruivos. Era uma bunda linda.
Então, ela virou, apesar da fumaça do chuveiro que embaçava o vidro do box eu podia ver tudo. Mas, como Clary estava de olhos fechados, ela não me viu.
Entretanto, quando ela abriu os olhos... deu um berro.
—Seu tarado!
Ela abriu o box, pegou a primeira coisa que viu no caminho que por acaso era um vaso de porcelana e atirou em mim.
Acho que ouviram a gritaria lá da sala de controle e vieram correndo.
—O que houve?
—O parabatai do seu namorado! O tarado estava me olhando tomar banho!
—Jace!
—Eu não fiz de propósito! Eu não sabia quem era. Só, ouvi o chuveiro e pensei que fosse... sei lá o que eu pensei que fosse. Tudo menos a Clary.
—Bom, era eu.
Disse a Clary com uma tesoura na mão.
—Eu sinto muito.
—Tudo bem Jace. Só não faça de novo.
Ela começou a pentear o cabelo, a dividi-lo em sessões.
—O que está fazendo Clary?
—A amiga da minha mãe tá vindo. Ela vai cortar o meu cabelo.
—Largue a tesoura menina.
—Doroteia!
—Olá Magnus. Você pode me chamar de Dot querida.
—Tudo bem.
—Ai está dividindo errado. Tire a mão.
—Tudo bem.
P.O.V. Magnus.
Doroteia dividiu o cabelo ruivo de Clarissa e cortou-o. Na altura do ombro, passou uns dez quilos de creme, mecha por mecha.
—Eu vou te deixar linda.
—Não. Eu sou linda.
—Oh, que metida.
—Eu prefiro confiante. É uma hipocrisia isso, se você se acha linda ou lindo então você é metido, mas se se acha feio é depressivo. Vai entender.
Clary ficou uns vinte minutos com o creme no cabelo.
—Vamos lavar.
—Onde? Na pia?
—Não. No chuveiro né fofa?
Clary tirou o roupão e entrou no chuveiro. O tumulto já tinha passado e os Shadowhunters já tinham se espalhado.
A Dot lavou o cabelo, ruivo e ondulado da Nephilim e então, secou-o com a toalha, em seguida fez uma escova e depois usou um... uma máquina de fazer cachos.
—Você sabe que ela vai dormir não é?
—Ah, Magnus... depois de todos esses séculos... você ainda é tão inocente assim?
—Oh, Clary... sua...
—Olha o que vai falar de mim ein? É a minha primeira vez.
—Me diz, como escapou da sentença de morte?
—Não escapei exatamente.
—Como assim?!
—Eles me botaram naquele fogo, mas eu não queimei. Eu só... fiquei com raiva. Muita raiva.
—Você canalizou fogo angelical?!
—Eu acho que sim. Eu controlei o fogo, eu usei ele.
—E a Clave?
—Eu não me preocuparia com a Clave.
—Porque não?
—Porque a Clave está morta. Eu não queimei no fogo, mas Idris e os membros da Clave não podem dizer o mesmo.
—Botou fogo em Alicante?!
—Botei. E então, o que eu devo usar para tentar o senhor Herondale?
Eu sai do banheiro, depois do quarto e acabei me sentando em algum lugar.
—Magnus? Magnus!
—Ela botou fogo na cidade.
—O que? Quem botou fogo em que cidade?
—Os membros da Clave a condenaram á morte. Eles a colocaram numa fogueira de fogo angelical. Bando de idiotas!
—O que? Espera, a Clave colocou a Clary numa fogueira de fogo angelical e ela sobreviveu?!
—Sim. Ela sobreviveu. Os idiotas não sabem que se você coloca um anjo ou no caso da Clary uma Nephilim no fogo angelical só... alimenta a sua ira e o seu poder. Ela canalizou o poder da fogueira e botou fogo na cidade.
—A Clary queimou a cidade de Alicante? Ela botou fogo em Idris?
—Sim.
—E como você sabe?
—Ela admitiu. É o fogo falando. Ainda não saiu dela e nem sei se algum dia vai.
Então, demos de cara com Deus.
—Vai.
—Você sabia que isso iria acontecer.
—Filho, eu sou Deus. É claro que eu sabia. Era parte do plano. A primeira versão da Clary, Clarissa Morgenstern foi uma tentativa de implementar mudanças e de certa forma funcionou. Entretanto, não mudou o suficiente. Aquela Clarissa também era um aviso, um aviso de que estavam fazendo errado. Que estavam fracassando, mas eles não ouviram então... eu decidi começar do zero. Meus parabéns Alec e Isabelle Lightwood vocês são os últimos Shadowhunters com ligação com a Clave. Os outros que virão, estarão ligados á minha neta. Eu coloquei a brecha na maldição para que ela pudesse nascer.
—Vovó?! Vovó!
—Oi querida. Você está linda.
—Obrigado. A Dot que fez.
Disse a Clary colocando levemente as mãos nos cachos.
—Ficou linda.
—Você não vai ficar brava comigo porque eu não sou... casada né?
—Não. Você é a pessoa mais nobre e íntegra que eu conheço. Tem meu total apoio.
—Obrigado. Te amo vovó.
—Também te amo querida.
Clary saiu e foi em direção ao quarto do Jace.

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