Notas iniciais
Genteee! Esse é o último. Depois tem mais um epílogo e acaba. Espero que tenham gostado de viajar nessa historia comigo e se preparem para a segunda parte que já estou planejando, hein! Sem mais delongas, vamos ao capítulo.

Dean cumpriu maravilhosamente tudo que prometeu fazer comigo na cama e agora está dormindo com a cabeça no meu ombro e a perna jogada na minha cintura. Cada vez que me mexo o mínimo que seja, ele envolve o braço com mais força ao meu redor. Acho que ele precisa desse contato tanto quanto eu.

Me sinto mais leve do que tenho me sentido nesses quatro meses e quero socar minha cabeça dura por ter deixado tudo se estender por tanto tempo. Eu poderia ter pedido desculpas e dito como me sentia muito antes, mas o ciúme somado ao orgulho só me fizeram prorrogar nosso sofrimento.

Mas agora tudo se resolveu e estou mais feliz do que já estive desde... sei lá... acho que nunca estive tão feliz assim.

Dean se mexe, mas não abre os olhos.

— Não estou ouvindo seus roncos, Sammy...

Um sorriso se repuxa no canto dos seus lábios, assim como nos meus.

— É por que eu não ronco, idiota.

Ele beija meu peito e ergue a cabeça.

— O que você tanto pensa? Tá dando até pra sentir o cheiro de queimado saindo dessa sua cabecinha.

Me inclino e dou um beijo do lado de sua cabeça. Ele me olha desconcertado... sempre foi ele quem dava esses beijos carinhosos e parece envergonhado por agora estar do lado receptor. Bem, é bom ele se acostumar... tem muitos mais de onde esse veio.

— Estou pensando na gente... e no pai... e em como o pai vai reagir se descobrir sobre nós.

A testa dele se franze.

— Ele vai me matar.

— Nos matar, você quer dizer.

— Não, Sam. Me matar. Eu sou o mais velho. Eu tinha que cuidar de você. Eu não deveria deixar algo assim acontecer. A culpa será toda minha.

Estou preocupado que ele esteja se arrependendo de tudo ao perceber todos os problemas que vão vir, mas Dean me surpreende.

— Sabe, Sam... o pai sempre vai achar um motivo pra me criticar, então que se foda. A verdade é que eu te amo e isso não vai mudar. Se você diz que me ama e que quer estar comigo, é só o que eu preciso saber. — Ele começa a fazer círculos com os dedos na minha barriga, enviando ondas de arrepios pelos meus braços e coxas – É angustiante estar sem você, me preocupar de longe, te que medir minhas palavras e calcular meu próximo gesto... não é isso que eu quero. Eu quero poder te beijar a hora que eu quiser, fazer amor com você ou apenas dormir sentindo seu corpo colado no meu... conversar, rir, chorar, brigar e fazer as pazes. Eu sei que nunca vai ter outra pessoa tão certa pra mim quanto você, Sammy. Eu quero aproveitar o tempo que tenho, e quero fazer isso com você ao meu lado.

Meu coração está ecoando nos meus ouvidos e sinto meus olhos ardendo. Não consigo falar nada com o bolo de emoção que se alojou em minha garganta.

— Dean...

Ele sorri e se debruça para dar um beijo na minha orelha.

— Você quer estar comigo, Sammy? – sua respiração no meu pescoço é substituída por beijos, mas ele para rápido demais e me encara sério – enfrentar monstros e salvar pessoas, dormir em quartos de hotéis baratos, comer em lanchonetes, infringir a lei e viver longas viagens de carro... é isso que te espera se você seguir comigo e eu sei que você odeia essa vida, Sam... você queria uma vida normal, com faculdade, amigos, namorada... sem toda essa merda que nos rodeia. O que faz você pensar que não vai desejar isso de novo?

— Dean, a vida normal é superestimada. Eu passei dois anos sem ver sequer um fantasma! Tem noção de quanto tempo eu passei desejando sentir um arrepio ou ver uma luz piscando pra eu poder fazer algo de útil? Era tudo um tédio. Eu admito que precisava disso naquela época, mas não preciso mais... eu preciso de você, Dean! Você não sabe como era estranho acordar sem seu rock tocando no rádio e almoçar sem você falando e mastigando ao mesmo tempo. Eu senti falta do cheiro de hamburguer que sempre te rodeia e senti falta de ver você inventando algo para consertar no impala. Eu estava maluco por não lembrar mais do tom da sua voz! – me viro na cama, o colocando por baixo de mim – Eu consegui tudo que eu saí para procurar, Dean, mas eu perdi a única coisa que eu realmente precisava e era você! Eu quero você e tudo que vem junto. Você sabe que no fundo eu gosto das merdas que nos rodeiam... Quanto à namorada... eu achei que agora eu tinha alguém que gostaria de ser meu namorado, e que acaba por também ser meu melhor amigo e a pessoa que eu mais confio no mundo. Será que me enganei?

Vejo seus olhos suavizarem e ele me puxa para beijar meu rosto.

— Não, você não se enganou... mas eu não vou te pedir em namoro. Nem vem que não tem! Não vou fazer essas coisas de mulherzinha.

— Ah, sim... você tem toda razão! Nada de coisas de mulherzinha... só coisa de macho, tipo se ajoelhar e chupar meu pau...

Ele ri alto e envolve as pernas em volta de mim, me deixando imediatamente em alerta.

— Ok, posso não ter usado as minhas melhores palavras. Ainda assim, essas coisas cheias de frufru não combinam comigo... já chupar seu pau é algo que posso ser facilmente convencido a fazer...

Sua boca está sobre a minha antes mesmo que eu pense em uma resposta.

Uma vez quando eu tinha por volta de uns onze anos, vi Dean levar um fora de uma garota. Ele não se abalou nem um pouco, virou pra ela e disse que realmente era o melhor que ela fazia, pois depois de provar o beijo dele, nenhum outro seria bom o suficiente.
Eu ri na hora e disse que ele era um babaca que não sabia levar um fora, mas hoje eu não posso deixar de concordar. Eu sei sem sombra de dúvida que nunca vai haver qualquer um bom o suficiente depois dele. E isso vai muito além do beijo ou do sexo, que por sinal é muito mais maravilhoso do que eu jamais imaginaria.

Eu não brinquei quando disse que ele era meu melhor amigo. Ele foi meu porto seguro durante toda a minha vida, e a paz, a confiança e a felicidade que sinto perto dele jamais poderiam ser replicadas por outra pessoa.

Dean é a outra metade da minha alma e isso é mais do que muita gente encontra em uma vida inteira.

Ele ergue meu braço e se inclina para cima, cheirando direto em minha axila e em seguida mordendo um pouco mais embaixo... e eu não consigo mais pensar com coerência... apenas me entrego a mais de seus toques apaixonados.

—*-

POV Dean

Tem pouco mais de uma semana que nos acertamos e já não sei mais como era a vida antes de estar com Sam. Nunca estive tão feliz e sei que ele sente o mesmo.

Exceto por hoje... ele tá emburrado desde que entramos no restaurante e não sei o que eu fiz.

Uma mão toca meu ombro e unhas se arrastam de leve pelo meu pescoço.

— Deseja mais alguma coisa, querido?

Engulo e limpo a boca antes de responder à moça, me virando de leve para sutilmente arrancar sua mão do meu ombro. Ela nem percebe meu gesto.

— Está tudo incrível! Acho que vou querer mais um pedaço de torta, amorzinho – me viro para Sam que me olha ainda mais irritado – vai querer mais alguma coisa, Sammy?

— Não, obrigado.

— Volto logo, lindo.

A moça me dá um sorriso e eu pisco para ela. Aprendi ao longo dos anos que quando você paquera as garçonetes, elas tendem a trazer a comida mais rápido, o maior pedaço de torta, a cerveja mais gelada... é impressionante o que um sorriso e uma piscadinha podem fazer.

Ouço o barulho de algo caindo e vejo, algumas mesas mais à frente, a garçonete que me atendeu limpando a sujeira de um copo quebrado. Parece que dessa vez a paquera não vai me ajudar a receber comida mais rápido. Observo a mesa em questão, ocupada por uma mãe de aparência cansada e três crianças. Ela tenta alimentar uma menininha de uns dois anos, que provavelmente tem mais comida na cara do que no estômago. Os outros dois meninos estão do outro lado da mesa. O mais velho está molhando o guardanapo de pano em um pouco de água pra limpar o bigodinho roxo que o refrigerante de uva deixou no menor. Dou um sorriso me lembrando de quantas vezes limpei um mesmo bigode no rosto de Sam.

Levo um susto quando a cadeira de Sam arrasta para trás e ele se levanta e sai sem falar nada.

Mas que porra! O que deu nele afinal?

Jogo um dinheiro sobre a mesa e corro para fora sem terminar a minha torta e sem nem esperar pelo segundo pedaço. Sam já está entrando no carro, então também entro, mas não dou a partida.

— Que merda foi essa, Sam? O que deu em você hoje?

— Você queria que eu ficasse lá vendo você devorar a bunda da garçonete? Não, muito obrigado.

Ah, então foi isso?

Seu rosto está corado de raiva e sinto que meu pau quer despertar. Não posso evitar, é excitante demais vê-lo com ciúme!

— Eu não estava olhando pra bunda nenhuma, Sam. Eu estava olhando pras crianças da mesa.

— E ainda por cima é mentiroso! A mulher tava limpando os cacos de vidro no chão quase mostrando o útero pros clientes e você vai dizer que não olhou? Cara, se você ainda quer uma mulher é melhor me avisar logo porque eu não compartilho o que é meu!

Mentiroso?

Posso estar excitado, mas agora vejo tudo vermelho.

— Eu nunca menti pra você, então me escute bem agora. Eu nem lembro se a garçonete era loira ou morena ou a roupa que ela estava vestindo! Eu não olho pra bunda de ninguém além da sua há meses. Eu posso ter muitos defeitos, Sam, mas mentiroso eu não sou! E eu estava olhando para as crianças naquela porra daquela mesa por que o menino mais novo estava com um bigode roxo exatamente igual aos que você ficava quando era criança e eu viajei nas lembranças. Não acredito que você falou essas coisas para mim!

Ele parece envergonhado por suas palavras e desvia os olhos, encarando o lado de fora através da janela. Dou partida no carro e voltamos para o hotel em um silêncio quase palpável.

Entro direto no banho para fugir de mais uma briga.

Estou realmente puto com as coisas que ele disse, mas não consigo deixar de ouvir sua voz em minha cabeça “eu não compartilho o que é meu"... porra, meu pau não liga se estou com raiva, ele quer Sam. Ele quer Sam agora!

Estou com a cabeça debaixo d'água enxaguando o shampoo quando sinto braços me envolvendo e dou um pulo de susto.

— Porra, Sam! Quer me infartar? — olho para ele nu na minha frente e quase esqueço que estou com raiva. Quase. – Geralmente quem tranca uma porta é porque quer privacidade...

— E geralmente quem usa um clip para arrombar a porta do banheiro de um hotel barato é porque tá arrependido e quer pedir desculpas...

Passo a mão no rosto limpando a água da minha cara e aguardo.

— Eu fiquei com ciúme.

Me esforço para impedir um sorriso de escapar.

— Eu não estava olhando ninguém, Sam...

— Não foi só isso... Você estava todo “boa tarde, amor, a gente vai querer uma mesa”, “amorzinho, pode trazer o menu?”, “claro, amorzinho”, “obrigado, amor”... você está comigo, Dean, mas fica chamando uma desconhecida de amor. Eu fiquei com ciúme, porra!

Que?

— Hum... Sam... Você quer que eu te chame de amor?

Ele começa a rir.

— Não, imbecil! Mas eu não quero que você chame mais ninguém assim também.

— Por que eu posso te chamar se quiser... hein, amor? Quer sair pra ver o sol se pôr, amorzinho?

Ele me empurra debaixo do jato do chuveiro.

— Para com isso, idiota! Isso é estranho!

Puxo o corpo maior para ficar sob a água comigo.

— Eu não vou mais chamar ninguém de amor, Sam. Satisfeito? Mas eu ainda estou puto por você me chamar de mentiroso...

E eu realmente estou. Eu nunca menti pra ele e ele sabe disso.

— Me desculpa, Dean... eu disse pra você desde o início que eu sou um idiota e que provavelmente ia falar merda de vez em quando... então você não pode dizer que não foi avisado... mas eu disse que ia compensar cada vez que isso acontecesse, e eu vim aqui pra isso...

— Ah, é? — puxo sua cabeça para baixo e mordo seu lábio inferior até arrancar um gemido – e como você pretende me compensar?

— Primeiro eu vou te chupar no chuveiro... depois... bem, depois você escolhe.

— Você já me ganhou no “chupar no chuveiro", Sammy...

Ele me da um beijo e depois se abaixa na minha frente, enquanto apoio a parte de trás dos ombros na parede. Meu pau está grudado em minha barriga e Sam não o toca, apenas o lambe, da base até a cabeça, me deixando louco.

Se abaixa e puxa um testículo em sua boca, arrancando um gemido abafado de mim. Depois chupa o outro, enquanto sua mão espreme minha bunda com força.

— Sam... por favor...

Ele ergue os olhos para mim e solta meu testículo.

— O que você quer, Dean? Me pede.

— Você disse que ia chupar meu pau! Então chupa meu pau, porra!

Ele sorri ainda me encarando, coloca a língua pra fora e sobe lambendo devagar pelas minhas bolas até a base do meu pênis e por todo o seu comprimento. Quando chega na cabeça, recolhe uma gota que está saindo de mim e prova. Meus joelhos estão bambos e ainda estou fascinado nos olhos grudados nos meus.

Abre a boca e desce até metade do meu pau de uma vez.

Porra! Isso não vai durar cinco minutos...

Ele fecha os olhos e começa o vai e vem enlouquecedor. Eu amo sua boca e o modo como ele consegue brincar com a língua em torno de mim enquanto chupa.

Perco a noção do tempo enquanto ele me saboreia, até que ele desliza um dedo entre minhas nádegas e um delicioso calafrio começa a se formar em minha coluna.

Agarro um punhado de seus cabelos entre os dedos e puxo um pouco, chamando sua atenção.

— Olha pra mim, Sammy.

Ele ergue os olhos mas continua me chupando. Ele sabe que gosto de olhar dentro deles quando finalizo.

Mantendo sua cabeça firme, me movimento entrando e saindo dele, tomando cuidado para não empurrar demais. Meu movimento de entra e sai em sua boca faz seu dedo também entrar e sair de mim e a sensação é esplêndida.

Nem tento adiar o fim pois sei que perderia, então me entrego completamente. Mergulho uma última vez entre seus lábios e solto um urro quando o prazer me atinge.

Quando o primeiro jato invade a boca de Sam, vejo o brilho de satisfação em seus olhos. Eu amo essa visão, tanto quanto amo estar dentro dele.

Ele não desvia até que a última gota é liberada, depois se levanta e me beija. Ainda posso sentir ao longe o meu gosto em sua boca. Puxo nós dois novamente para debaixo do chuveiro.

— Se você sempre me compensar desse jeito, acho que nenhuma briga nossa vai durar mais de vinte minutos...

Ele sorri e beija minha orelha.

— Temos que ver isso então... vinte minutos é tempo demais pra uma brig... PUTA QUE O PARIU!

Ele grita ao mesmo tempo em que solto um “PUTA MERDA".

Acabamos com a água quente, e o jato congelante bate direto em nossas costas. Fecho o chuveiro e saímos do banheiro rindo.

Nos secamos rapidamente, excitados demais para terminar o que começamos e jogo Sam na cama, subindo sobre ele em seguida e brincando com as gotas d'água que ainda escorrem por seu rosto.

— Eu te amo, Dean.

Eu estava entretido lambendo seu pescoço e orelha, mas paro ao ouvir suas palavras. Nunca vou me cansar de ouvi-las. Olho para ele sorridente e mais leve do que nunca.

— Fala de novo, Sammy.

O amor brilha em seus olhos e enquanto eu viver vou fazer o impossível para manter essa faísca ali.

— Eu amo você, Dean Winchester. Muito antes de me apaixonar por você, eu já te amava com cada pedacinho de mim. Você é a minha metade mais bonita.

Eu não costumo ficar sem palavras, mas nesse momento apenas o encaro. Tenho certeza que meus olhos estão um pouco mais brilhantes do que o normal. Me inclino e roço a ponta do meu nariz no dele, antes de encostar nossas bocas apenas o suficiente para compartilhar as respirações. Não consigo tirar o sorriso do meu rosto.

— Sam, eu te amo mais do que a mim mesmo. Eu soube na primeira vez que te vi, que morreria por você e hoje eu sei que eu também vivo por você. Sem você eu existo apenas pela metade.

Ele sorri de volta e eu estico minha língua, que ele prende entre os lábios e suga para dentro de si. Sinto o choque direto no meu pênis.

— Sammy?

Ele parece estar preso nas sensações dos nossos corpos grudados.

— Hum?

Beijo seus lábios e o seguro pelo queixo para que ele preste atenção em mim.

— Você quer namorar comigo?

FIM

(por enquanto)

Notas finais
É isso, pessoal! Primeiramente quero agradecer enormemente a todos os fantasminhas que me acompanharam por toda a fic... vocês não comentam, mas eu sei que estão aí e sou grata por acompanharem! Dito isso, quero deixar um abraço especial à “Bravata Literária" pela força dia após dia. Priscila, seus comentários alegravam até meus dias mais nublados e me deram uma força que você nunca poderia imaginar! Obrigada por ser a mão invisível que me ajudava a escrever meus últimos capítulos. Mil beijos no coração! Segundamente, a fic vai ter continuação, sim! Não me aprofundei muito em uma historia base nessa aqui pois só queria mesmo focar nos laços e no amor entre os dois, afinal é isso que sustenta o relacionamento deles por todos esses anos. Na próxima fic teremos mais profundidade, a presença de mais personagens e um pouco mais de ação e aventura. Além de muitas lágrimas, cenas amorzinho e muito sexo, óbvio kkkkkkk Espero que continuem comigo. Abraços quentinhos ♡♡♡♡♡♡