Eternamente
4 Completos - parte 1
Notas iniciais
Sam não achava que fosse conseguir entrar no quarto depois que viu que só tinha uma cama de casal... como diabos iria dormir com Dean a um braço de distância, com seu cheiro espalhado por toda a cama, tomando conta de seu corpo e nublando seus pensamentos?
Respira fundo e se controla.
Entra no quarto.
Depois, achou que ia ter um infarto quando viu Dean saindo do banheiro apenas de camiseta e boxer. Já o vira assim mil vezes, mas dois anos de privação, fez a cena bater direto em seu estômago. Dava pra ver o contorno perfeito de seu membro na cueca branca... Por pouco não se ajoelha ali mesmo e arranca a boxer daquele corpo com os próprios dentes.
Respira fundo e tenta se controlar.
Não consegue.
Corre pro banheiro.
Teve que se aliviar duas vezes no banho, e mesmo assim, quando saiu do chuveiro e viu as roupas sujas jogadas no canto do banheiro, não pôde se conter. Pegou a camiseta preta no chão e cheirava a hambúrguer... suor... e Dean. Só esse cheiro quase lhe causou um terceiro orgasmo... a barraca na frente da sua calça de pijama é evidente. Merda!
Respira fundo e conta até dez.
Depois até vinte, mas não adianta.
Usa a toalha como barreira e sai do banheiro.
Dean estava de costas. Tudo que Sam precisava era apagar as luzes e deitar na outra ponta da cama. Não era tão difícil assim. E daí que só tinha um cobertor? E daí se o Dean está apenas de cueca? E daí se ele está sem a própria cueca?
Puta merda! Impossível! Tenho que sair desse quarto.
Respira fundo e se xinga de covarde.
Se xinga de tarado também.
Crava as unhas nas palmas das mãos.
Quando nada adianta, avisa para o irmão que vai para o carro.
Talvez o frio acabe com essa ereção eterna. Mas o irmão se levanta e vai até ele, falando umas merdas sobre Sam estar com medo dele, pedindo desculpas, dizendo que nunca o machucaria...
Que merda é essa, porra?
O moreno o segura pela gola da camisa e por um momento, sua boca quase bate na do loiro por vontade própria, mas no último segundo lança o corpo menor na parede. Gritam coisas um com o outro. O cheiro de Dean é embriagante e não consegue nem pensar no que está falando.
Então o loiro o chama de Sammy.
Putaqueopariu!
Suas pernas viram gelatina e todo seu corpo se arrepia.
Dean percebe.
Porra, acho que ele gosta disso!
Sam caminha para trás a cada passo que o mais velho dá para frente.
Caralho! Ele não vai desistir até me fazer falar em alto e bom som.
Respira fundo e pensa em uma resposta convincente.
Depois pensa em uma mentira aceitável.
Porra! Qualquer coisa que o tire dessa enrascada já serve...
Olha nas esmeraldas a sua frente e tudo vai por água abaixo.
— Por que se eu deitar nessa cama, Dean... a última coisa que vou querer fazer é dormir! Você não entende? Não me faça dizer isso em voz alta!
Senhor! Eu falei isso?
O que deu na sua cabeça pra falar uma coisa dessas? Dean vai surtar. Porra, Sam vai surtar! Se prepara para aguentar as consequências de suas palavras e então...
Oh, Deus! O pênis dele está tocando minha mão!
Seus dedos tremem, as costas da mão raspando em sua rigidez e sente o movimento do membro se esticando para buscar mais do contato.
Não pode ser o que está pensando. Ele não quer isso. Nenhum dos dois deveria querer isso.
— Acho que eu não quero mais dormir, Sammy...
Respira fundo e tenta se afastar.
Não consegue.
Tenta falar algo. Qualquer coisa.
Não consegue.
Tenta...
QUE SE FODA!
Ainda olhando naqueles olhos verdes, envolve todo o volume do loiro, seus dedos embalando desde os testículos, sentindo a cabeça que está para fora deixar um rastro úmido em meu pulso.
— Dean, mais um segundo e isso não vai ter volta...
O olhar do loiro não é mais verde esmeralda, nesse momento é um verde musgo que quase se mistura com a pupila, escuro de desejo.
Desejo por mim!
— Já não tem mais volta há muito tempo, Sammy...
Não. Não tem.
Todas as preocupações vão para os ares. Amanhã eles podem se arrepender. Hoje existe muita tensão acumulada gritando para ser aliviada. Hoje eles não vão mais se esconder. Hoje eles são um do outro, como no fundo eles já sabiam que eram há muito tempo.
Como dois animais, se lançam ao mesmo tempo. Sam arranca a camisa de Dean com um grunhido e no mesmo movimento lança seu corpo na cama, caindo sobre ele. Os lábios do loiro se abrem antes mesmo do moreno encostar neles e os dois grudam em um beijo de boca aberta, em um duelo de línguas, dentes se chocando e lábios se mordendo. Sam morde o queixo áspero pela barba, enquanto Dean alcança sua bochecha.
Parece que todos os anos de espera só fizeram com que o contato fosse mais intenso. Dean puxa Sam pelo cabelo, expondo a lateral do pescoço onde tem uma veia pulsando e chupa ali em cima, enquanto o moreno morde sua orelha. Nenhum dos dois consegue o suficiente do outro.
Seus corpos estão vibrando e seus quadris se esfregam um no outro com força, tentando aliviar um pouco da necessidade que só cresce cada vez mais.
Dean corta o contato, apoiando sua testa no ombro suado de Sam, suas respirações ofegantes.
— Sammy. Olha pra mim. Se a gente não desacelerar agora, terminaremos os dois de cueca molhada. Porra, eu já devo estar mais do que molhado agora, mas você entende o que eu quero dizer?
Se fosse possível responder, ele provavelmente responderia, mas sua respiração falha miseravelmente, e ele se sente como um animal no cio.
Preciso me controlar. Esse é o Dean. Eu não vou ter uma foda de cinco minutos com ele.
— Desculpa. Merda! Desculpa. São muitos anos de espera, Dean. Eu estou pirando aqui.
O mais velho abre aquele sorriso que só Sam conhece, e vira o corpo do maior na cama, ficando por cima.
Sam tem uns bons centímetros a mais do que ele agora, além de alguns quilos também... e mesmo assim Dean o move como se não fosse nada. E isso lhe causa um tesão tão intenso que se derrama em mais excitação molhando sua calça.
— São anos pra mim também, Sammy.
Então ele desce na boca do outro de novo. Dessa vez com mais calma, chupando e deslizando dentro, arrastando a pontinha da língua pelos seus dentes e depois indo fundo para lamber o céu da boca, despertando cada terminação nervosa de Sam e o fazendo tremer.
Todo seu rosto recebe o mesmo tratamento. Bochecha, queixo, olhos, nariz, testa... Não tem um pedaço que ele não beije, lamba ou morda. O moreno está à sua mercê, e amando cada segundo.
Mas é muito tempo de espera e Sam não acha que vai aguentar muito mais disso sem gozar. Quando a língua do loiro entra em seu ouvido...
— Dean! Para, Dean! Eu vou gozar! – ele não para. Na verdade, enfia sua mão na calça do moreno e o aperta com firmeza, arrastando a mão ao longo de todo o comprimento – MERDA! DEAN!!!
Dispara em toda sua mão e pulso, molhando a própria barriga. A quantidade de jatos chega a ser constrangedora. Parece que não goza há meses. E talvez não goze mesmo. Depois de experimentar isso, Sam pensa seriamente que nunca teve um orgasmo verdadeiro antes.
Dean está sorrindo contra seu pescoço. Não da pra ver, mas Sam tem certeza disso. Tanta certeza quanto sabe que também sorri de orelha a orelha.
— Porra, Dean! E aquela história de não molhar a cueca?
Ele ri alto dessa vez e morde mais um pouco o pescoço a sua frente, fazendo o pau recém satisfeito querer se mexer de novo.
— Eu não vou molhar a cueca, Sammy. Mas vou fazer você gozar mais duas vezes pelo menos. E aí sim, eu vou gozar. Com você fincado dentro de mim.
Apenas a visão de Dean aberto com seu pênis inteiro dentro, trás o pau de Sam novamente para a vida sem nem precisar tocar.
— Caralho, Dean. Você sabe mesmo como despertar um cara!
— Bom saber... – dá um beijo atrás da orelha — nunca precisei despertar um cara antes de você.
Uma onda de ciúme bata em Sam, pois apesar de já imaginar que Dean nunca esteve com outro homem, sabia que a quantidade de mulheres que o loiro conquistou era muito maior do que poderia contar. Odiava imaginar qualquer mulher com as pernas ao redor dos quadris dele e o braços lhe rodeando o pescoço.
Dean percebe a contrariedade em seu rosto e sorri arrogante.
— Ciúmes, Sammy?
Porra! Como ele sempre sabe?
— Não. Não tenho direito nenhum de sentir ciúmes, Dean.
O mais velho o encara, enxergando direto em sua alma, depois desce e lhe beija a bochecha.
— Desde os dezenove anos que eu só vejo você, Sammy. Não importa quem esteve na cama comigo, era sempre você na minha cabeça.
Sem dar tempo para o irmão digerir suas palavras, Dean desce para seu peito, lhe dando uma mordida forte do lado direito, depois lambe uma linha até o lado esquerdo, onde brinca com seu mamilo. Suas mãos deslizam por sua cintura e se delicia com os gomos de sua barriga. Os sons que Sam faz apenas o impulsiona a provocar mais ainda.
— Dean... você quer me enlouquecer?
O mais velho não responde, apenas desce passando a ponta da língua por cada cavidade de seu corpo e sentindo seus músculos se contraindo no contato. Sam está perdido em sensações e apenas empurra sua cabeça mais para baixo, onde está latejante e precisando de atenção. Dean ri com a ansiedade do mais novo, mas obedece e chega no cós da calça. Mergulha o rosto no tecido úmido e sente o cheiro almiscarado, que o excita além do previsto.
Sem muito controle de si, o loiro morde o comprimento por cima da calça e sente quando ele pulsa liberando mais pré-semem.
— Porra, Dean! Para de me torturar!
O moreno empurra a própria calça para baixo e remexe as pernas até se livrar da restrição, e Dean está de queixo caído admirando o pênis à sua frente. Comprido e grosso, com toda extensão delineada por veias, a cabeça inchada e vermelha e os testículos pesados, com pelos aparados... o pau de Sam era digno de se fazer um molde.
Sam segura seu comprimento pela base com uma mão e agarra Dean pelo cabelo com a outra, passando a ponta de seu pau pelos lábios do loiro antes de vê-los se entreabrir, permitindo a entrada.
Quando sente a cabeça do pênis penetrando sua boca, Dean quase goza. O gosto levemente salgado e seu cheiro enlouquecedor o fazem perder o controle e em um impulso, abre a boca e engole quase tudo de uma vez, arrancando a mão de Sam da base e substituindo pela própria.
Se pudesse imaginar que na mesma noite que reencontrasse o irmão iriam terminar em um sexo descontrolado num hotel de beira da estrada, Dean teria trazido pelo menos um lubrificante... o pau de Sam era muito maior que a média e provavelmente iria ser complicado receber tudo isso apenas “ao natural", mas só de imaginar já podia sentir seu reto contraindo com a expectativa de o sentir profundamente.
Relaxa a mandíbula e se aprofunda o máximo que pode, sentindo sua boca inteira ser tomada por ele, o leve gosto salgado o deixando cada vez mais viciado. Uma das mãos desce para manipular os testículos, enquanto arranha levemente sua virilha com a outra, arrancando tremores do corpo maior e sons apreciativos de sua boca. Nunca tinha feito isso na vida, mas parece que estava fazendo certo...
— Dean...
Ouvir o mais jovem chamar seu nome desse jeito, faz com que Dean levante seus olhos e mergulhe direto na turbulência dos olhos do outro. Sempre amou a variação de tom das íris de Sam... agora parece com o mar quando bate o sol e você não sabe se a água está verde ou azul. Se encaram com toda a paixão reprimida finalmente transbordando.
— Por favor, Dean... eu preciso...
O loiro solta o pênis do moreno e desce lambendo pelas veias até chegar aos testículos, que já estão comprimidos pela excitação. Sam crava os calcanhares no colchão e eleva o quadril, dando melhor acesso a Dean, que aproveita a posição para descer mais e continuar provando entre suas nádegas, saboreando sua entrada com a língua.
— Wow! Faz isso de novo, Dean...
Sorrindo, usa as mãos para empurrar a parte de trás das coxas de Sam para cima, expondo mais ainda da cavidade e volta a passar a língua de cima a baixo, dando pequenas mordidas e chupadas... nunca vira o moreno ensandecido desse jeito, seu corpo está tenso, as mãos agarram o lençol como se procurasse algo para se ancorar e ele move os quadris no mesmo ritmo de sua língua, procurando maior atrito.
Querendo ver Sam se perder completamente, Dean pressiona a ponta de um dedo em sua entrada e deixa escorregar para dentro. De início parece meio tenso, mas logo relaxa e o dedo entra completamente.
Sam não está muito familiarizado com essa sensação e se sente um pouco incomodado no início, mas de repente Dean curva o dedo e...
— OH, DEAN! MERDA! ISSO É... NOSSA... ME DÁ MAIS, DEAN... EU QUERO MAIS!
Mais um dedo acompanha o primeiro e o próprio Dean está perdendo o resto de controle que ainda tem. Puxa um testículo em sua boca e suga com força enquanto movimenta os dedos dentro e fora, mais forte a cada pedido de Sam. De repente, uma mão puxa sua cabeça e o afasta.
— Meu pau... por favor... quero gozar na sua boca, Dean.
Com um rosnado descontrolado, Dean envolve a cabeça vermelha e sente o fluxo constante que está vazando. Sam não pronuncia mais coisa com coisa, apenas implorando por libertação. O mais velho continua sua sucção forte e envolve a mão ao redor da base, auxiliando a masturbação, enquanto os dedos nunca param o vai e vem em seu traseiro.
— Isso, Dean... oh, porra... mais...
Sem poder mais esperar para sentir o orgasmo em sua boca, Dean se afunda o máximo que pode no pênis de Sam e adiciona o terceiro dedo em seu ânus, encurvando as pontas e raspando diretamente na próstata do moreno.
— PUTA MERDA, DEAN! EU VOU... EU VOU...
Sem mais qualquer controle sobre o próprio corpo ou mente, Sam se derrama na boca de Dean. Os jatos quentes vindo um atrás do outro, enquanto o loiro tenta tragar o mais rápido possível para não perder nenhuma gota. O ânus está tão contraído ao redor de seus dedos que nem se quisesse movê-los ele conseguiria.
O orgasmo do moreno parece eterno, até que as convulsões começam a diminuir e a respiração aos poucos vai normalizando. Quando percebe que o corpo estendido já está relaxado, Dean deixa o pênis deslizar para fora de sua boca completamente limpo e sem qualquer vestígio de sêmen, e retira os dedos com cuidado para não machucar.
Depois, sobe pelo corpo maior até ficarem cara a cara. O objetivo era apenas dar um beijo inocente em seus lábios e talvez fazer um pouco de carinho... mas ao olhar dentro dos olhos excitados de Sam — mas também tão inocentes quanto ele sempre parecia — Dean petrifica.
Porra! Eu acabei de... de... meu Deus, o que eu acabei de fazer?
Sam observa seu irmão parar em cima dele com olhos ainda nublados de tesão, e de repente toda a expressão do loiro muda para quase terror. Desvia os olhos envergonhado e parece não saber o que dizer.
Ah, não. Você não vai se arrepender disso.
O mais novo segura Dean pelo queixo e trás seu rosto de volta para encará-lo.
— Dean, olha pra mim. Por favor, não diz que se arrependeu disso. Lembra o que a gente disse? Sem volta. Não dá pra tentar desfazer isso agora, cara. Então não desvia os olhos de mim...
Sam está com a voz ansiosa e quase desesperado. Ele esperou quase dez anos por isso, e ver seu irmão se afastando dele depois, trás todos os seus medos à tona... ele poderia ficar sem o sexo se for preciso... mas ele não pode nem pensar na possibilidadr de perder Dean.
Envolve o rosto do loiro com as duas mãos.
— Eu quero isso há quase dez anos, Dean. Não é como se você tivesse se aproveitado de mim...
Dean ainda não podia acreditar que finalmente tinha conseguido o que tanto desejou, mas e agora? O que ia acontecer com eles? Sam ainda seria o mesmo? E se...
Peraí... dez anos?
Sem mais qualquer sinal do medo que antes lhe apertava o peito, se permitiu realmente olhar dentro dos olhos do moreno e tudo que viu foi a mesma expressão confiante que sempre tinha, nenhuma dúvida sobre o que acabaram de fazer, além de um novo brilho de pura luxúria que provavelmente ainda ia demorar muito para sair de seu rosto. Percebeu que estava sendo um tolo... esse ainda era o seu Sammy... com a diferença que agora ele sabe que ambos querem a mesma coisa.
Deixa sua testa encostar na do outro abaixo dele.
— Dez anos atrás, Sammy? Você tinha apenas doze anos? Não acha que foi uma criança muito precoce não?
Sam ri, finalmente relaxando ao ver que Dean não iria fugir dele.
— Devo ter aprendido com você... – vira os dois na cama e agora Dean está deitado e ele se inclina com uma das pernas entre as do menor – mas agora, acho que devemos pensar em algo para passar o tempo enquanto eu me recupero...
— Acho que posso pensar em uma ou duas coisas interessantes....
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