Eternamente
5 Completos - parte 2
Notas iniciais
Sam não sabia por onde começar. Estava tão aliviado por Dean ter passado pela onda de pânico, que agora se sentia quase eufórico. Sua vontade era agarrar o corpo menor entre seus braços e não soltar nunca mais. Ele finalmente era seu agora. Depois de tanto tempo se menosprezando pelos sentimentos não convencionais direcionados ao irmão, finalmente se sentia bem consigo mesmo.
Queria beijar Dean do jeito que sempre imaginou e explorar seu corpo completamente, mas tinha medo de ser mal recebido agora que todo o furor da paixão já havia diminuído. A mão do loiro toca sua bochecha, lhe chamando a atenção.
— Faça, Sammy. Não se segure comigo. Você pode fazer o que quiser.
O mais novo segura o rosto do mais velho também e novamente grudam uma testa na outra.
— Como você sempre sabe o que estou pensando, Dean?
— Eu não fiz nada além de te observar a minha vida inteira, Sam... eu te conheço mais do que a mim mesmo.
A boca de Sam desce sobre a de Dean tocando suavemente, apenas deixando seus lábios se conhecerem e experimentarem um ao outro, o movimento lento umedecendo ambos os lábios, sem nunca dar um gosto completo do que havia por dentro.
Não demora muito para as línguas começarem a se cruzar e o beijo aprofundar. Ambos esperavam por esse contato há tanto tempo, que perderam completamente a noção do tempo nesse beijo que juntava muito mais do que apenas suas bocas.
Minutos – ou talvez horas – depois, os dois se afastam com a respiração mais agitada. O corpo de Dean está tão sensível, que provavelmente o menor dos toques de Sam poderia levá-lo para o fim em dois segundos.
— Agora é minha vez, Dean... de te enlouquecer...
Merda... ele não vê que já está me enlouquecendo?
A boca de Sam cai para seu pescoço e morde com vontade, enviando uma fisgada direto em seu baixo ventre e o fazendo gemer antes mesmo de poder se segurar. O mais novo da um sorriso satisfeito e desce por todo o peito do loiro. Dean não tem muitos pelos, mas o pouco que tem é fino e dourado, ao longo do estômago, pegando ao redor do umbigo e descendo até desaparecer no cós da cueca. Sam nunca ficou tão louco com o corpo de uma pessoa quanto agora.
Em um único puxão, arranca a boxer de Dean e sorri satisfeito. Era exatamente como imaginava... grande e grosso, a cabeça em um tom ameixa e os testículos firmes e praticamente sem pelos. Não pode esperar nem mais um minuto pra provar a gota que brilha em sua cabeça, então estende a ponta da língua e sente seu gosto, suave e adocicado. Prova novamente.
— Amo seu gosto, Dean. Poderia ficar aqui a noite toda.
— Sempre que você quiser, Sammy. Menos hoje... hoje eu já estou por um fio...
Rindo de lado, Sam abocanha o pênis a sua frente e desce até mais ou menos a metade do caminho. Não consegue ir muito além disso por causa da grossura. Puta merda. Não vê a hora de receber tudo isso dentro de si! Mas agora, ele quer garantir que Dean tenha um orgasmo tão fabuloso quanto o seu.
Mantém uma das pernas de Dean dobrada ao lado, enquanto levanta a outra e apoia em seu ombro, apreciando a visão quase completa de sua abertura. Passa a ponta do dedo em uma carícia leve e geme excitado quando vê o orifício se contrair como se pedisse por mais.
— Sammy...
A voz do loiro nunca esteve tão rouca em sua vida. Sentir o olhar de Sam em seu lugar mais privado já era quase o suficiente para mantê-lo duro por uma semana, mas quando sentiu seu toque... nossa... era como se estivesse flutuando e agora...
Wow!
Sam está lambendo direto em sua entrada, chupando sua pele e colocando todos os seus nervos em polvorosa. Dean precisa apertar com força em sua bolas para não deixar tudo acabar cedo demais. Isso é bom demais pra não aproveitar.
— Sammy... não para... – com sua mão livre, suspende a outra perna, ficando completamente aberto para o moreno – Eu quero mais! Por favor, Sam...
O mais novo usa os polegares para afastar mais ainda a carne ao redor de sua entrada, então o penetra com a língua.
— MERDA! SAM! ASSIM EU NÃO VOU AGUENTAR!
— Vai aguentar sim, Dean. — Segura o pênis do loiro e o manipula da cabeça até a base e depois no sentindo contrario, até sair um novo fluxo de pré-semem, que recolhe com os dedos – você vai esperar até eu estar dentro, lembra?
Chupa mais um pouco em seu traseiro apenas para ouvir mais dos barulhos que Dean está fazendo. Seu próprio pau também não vai aguentar por muito tempo...
Usando o líquido viscoso que acabou de recolher de Dean para lubrificá-lo, o moreno pressiona dois dedos no ânus do loiro e entra devagar até não poder mais, depois sai e volta a repetir o movimento. Depois de um tempo, adiciona o terceiro e Dean já não fala mais coisa com coisa. Sam não consegue parar de sorrir com a quantidade de palavrões que o loiro está soltando, alguns inclusive em outras línguas.
— Você acabou de me beijar com essa boca suja, Dean?
O mais velho demora alguns segundos para clarear a mente o suficiente para responder.
— Não se faz de inocente agora, Sammy... Puta que o pariu! Mais forte, porra! Nós dois sabemos que você ama minha boca suja!
E ele ama mesmo. Seu pau encharcado ali embaixo era uma boa prova disso.
Retira os dedos e não sabe exatamente como prosseguir. Ele não é pequeno... está inclusive bem acima da média e não quer machucar o loiro.
— Dean, eu não tenho qualquer lubrificante aqui... não quero te machucar...
— Sam... olha pra mim... cara, eu estou com uma poça de lubrificande acumulando na minha barriga! E seu pau tá brilhando tanto que parece que você derramou uma garrafa inteira de lubrificante nele... então vê se para de frescura, porra! Eu preciso de você dentro de mim, Sammy. AGORA!
Porra!
Usando toda a lubrificação acumulada dos dois, Sam lambuza o ânus de Dean e o próprio pênis, então encosta a cabeça na entrada e impulsiona.
Oh, merda! Quem não vai aguentar sou eu...
Está na metade do caminho, mas sente que está perdendo a luta. Para de se mover para tentar recuperar o controle.
— Dean! Porra, Dean! Eu não vou aguentar!
Envolvendo ambas as pernas ao redor do moreno, Dean se força para cima, terminando de completar o resto do caminho, e Sam tomba para a frente com a mão apoiando ao lado da cabeça do loiro. Agora está completamente dentro do outro, mas já sente o orgasmo chegando e não sabe se vai conseguir segurar.
Uma mão empurra seu cabelo suado para trás e o puxa pela nuca, até estarem separados apenas por uma respiração.
— Vem, Sammy. Eu quero tanto você que está me deixando maluco... Me dá o que eu venho sonhando todo esse tempo...
Quem poderia resistir a isso? Sam com certeza não consegue. Embalando uma das mãos no pescoço de Dean, devora sua boca em um beijo quase lunático, se movendo com força, entrando e saindo, os unindo de todas as formas que sempre quis. Dean devolve com igual selvageria, elevando os quadris de encontro a suas investidas, chupando seus lábios com força e cravando as unhas em sua nuca e ombro.
Ambos estão na corda bamba, a um sopro de caírem no abismo de prazer que os espera, mas conseguem se manter ainda em equilíbrio, querendo prorrogar esse momento perfeito até a eternidade. Nunca se sentiram tão completos como agora e não estão prontos para abrir mão disso, mas também não depende deles. Seus corpos estão fazendo o serviço sozinho e já estão prontos para o fim.
— Goza, Sammy... quero sentir você se derramando dentro de mim.
Sem tentar segurar mais, Sam se impulsiona uma última vez e solta um grito dentro da boca de Dean que ainda está colada na sua. Sente o arrepio descer por toda sua espinha até suas bolas e então seus jatos revestem o interior do loiro.
Dean não consegue mais se conter também. Ao sentir o primeiro jorro em seu interior, perde a batalha e cai em queda livre, sem prestar atenção aos próprios gritos, nem ao fato que arrancou sangue do lábio inferior de Sam. Tudo que vê são as estrelas coloridas brilhando na frente de seus olhos e tudo que ouve são as batidas de seus corações se misturando.
Nunca um ato foi tão perfeito ou tão intenso, e os dois permanecem em um emaranhado de membros, sem se mover, lutando para recuperar o fôlego.
Minutos depois, suas respirações já estabilizaram, seus corações agora estão batendo em ritmo normal e as convulsões dos corpos já passaram, mas nenhum deles tem força ou vontade para se mexer.
Sam dá o primeiro passo e deixa seu pênis escorregar para fora da cavidade do loiro, depois puxa ambos até os travesseiros.
— Dean... amanhã a gente vai procurar o pai... mas achando ou não... eu tenho que voltar pra Stanford.
O corpo de Dean fica retesado. Acabou de ter os momentos mais intensos de sua vida e agora tudo está se quebrando.
— Sam, eu sei...
— Dean, deixa eu terminar, cara.
— Não, Sammy. Eu preciso que você entenda. Eu sei que você não gosta da vida que a gente leva... você não gosta do autoritarismo do pai... e você quer uma vida normal... eu sei disso, Sam... eu não tentei fazer você mudar de ideia com o sexo, eu juro. Nunca planejei fazer qualquer movimento desse tipo em sua direção... mas foram dois anos sem te ver... foi mais do que pude aguentar e essa noite acabei perdendo o controle... mas uma vez eu te disse que sua felicidade era o mais importante para mim... e isso é a mais pura verdade, Sammy! Se você quer ir pra Stanford, com seus amigos e sua... sua... n-namorada... se isso faz você feliz... então eu... e-eu vou sair do caminho... eu nunca quis te coloc...
Sam tampa sua boca com um beijo suave.
— Cala a boca, idiota! Você e sua mania de decidir o que as pessoas estão pensando... – se afasta um pouco e embala o rosto triste em suas mãos. Odiava ver os olhos do irmão brilhando desse jeito, o lembrava demais o dia que foi embora. Ele nem conseguiu olhar para Dean quando saiu daquele quarto dois anos atrás, pois sabia que se visse esse brilho em seu olhar, não teria forças para ir – Dean, eu tenho que voltar para Stanford. Todas as minhas coisas estão lá. Eu preciso voltar para fazer minhas malas... e eu preciso falar com a Jess... terminar tudo. Ela é uma boa pessoa e eu não posso simplesmente sumir. Eu não sei se vou aguentar ficar sob as ordens do pai, mas eu não quero ficar longe de você de novo. Esses dois anos deveriam ter sido maravilhosos, a vida normal que eu sempre quis, mas a verdade é que foi quase torturante. Cada dia longe me castigava mais um pouco e eu não quero mais isso. Eu quero você. Eu também sinto um pouco de falta das caçadas se eu for bem sincero.
Dean apenas o encara sem acreditar que essas palavras realmente saíram da boca de Sam. Sem acreditar que ia voltar a ter Sam ao seu lado.
— A gente não precisa ficar com o pai, Sam... a maior parte do tempo nós caçamos separados de qualquer forma... se ele precisar, ele nos chama... mas... isso é serio, Sam? Você realmente quer vir comigo?
— Sim, Dean... eu realmente quero ir com você... eu enlouqueci sem você... você é tudo que eu tenho.
Dean finalmente respira direito novamente...
— Então o que você acha de dormirmos um pouco? Eu realmente estou acabado...
— Hum... Dean... acho que a gente meio que precisa de um banho... você fez um estrago aqui e eu tenho certeza que também te deixei bem melado lá embaixo .
Peito, estômago e barriga de ambos estavam totalmente grudentos do orgasmo volumoso que o loiro despejou entre eles. E Dean estava até escorregadio de tanto sêmen derramado em seu traseiro.
— Então, vamos... acho que podemos fazer bom uso daquele chuveiro...
Rindo como duas crianças, sem mais qualquer peso ou culpa em seus peitos, os dois entram juntos debaixo do chuveiro.
Nem é preciso dizer que o banho termina sendo muito mais demorado do que deveria.
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