Eternamente
19 Capítulo 19
Notas iniciais
A vaca peituda ainda estava pendurada no pescoço do Gabe, e o safado não tinha feito nada. NADA! Se ele acha que eu não vou fazer nada, ele está redondamente enganado. Corna eu não vou ser. De jeito nenhum! Ajeitei o meu cabelo e minha roupa, e fui até a siliconada, que ainda estava com os braços ao redor dele. A hora da sua morte chegou querida. Gabe falava alguma coisa pra ela, mas eu nem quis saber o que era. O que eu queria mesmo era dar uma rasteira nela. Cheguei perto dos dois e a empurrei, puxando Gabe para o meu lado. A garota arregalou os olhos e olhou pra mim com cara de quem quer saber quem eu sou. Eu vou falar quem eu sou, mas com a minha mão na sua cara.
– Quem é você? – perguntou, olhando para mim de cima para baixo.
Sou a mão na sua cara, sua piranha!
– Eu sou namorada do Gabe. E você?
– Eu sou a ficante fixa do Gabe. – falou séria, e quase enfiando as tetas siliconadas na minha cara.
– Ex ficante, né querida?! Porque agora o Gabe está namorando, e muito sério. Não é querido?! – falei olhando com raiva pra ele.
– É. Eu estava falando pra ela isso, Emy. – falou nervoso.
– Mas eu ainda não acredito nisso. Gabe não namora. Até a pouco tempo, quando eu fui para a Califórnia, ele estava solteiro.
Essa garota está pedindo para apanhar?! Só pode. Eu não preciso saber que eles ficavam juntos quando ela ia pra lá, mas isso me incomoda muito. Eu tinha que mostrar que eu estava por cima daquela situação, então agarrei Gabe pela cintura e o abracei, pelo menos tentei, porque ele era forte, e eu não era nada perto dele.
– Isso mostra que estamos juntos, não mostra? – falei ironicamente.
A garota sai de lá toda nervosinha, mas antes dá um beijo no canto da boca dele, e eu juro que me segurei para não voar no pescoço dela. Vaca, vaca, vaca, mil vezes vaca!
Eu fiquei olhando para ver se ela iria voltar, e assim que olhei para o Gabe, não pude notar a cara de cachorro chorão. A culpa é dele, e tem que chorar mesmo. Não era eu que estava agarrado com outra pessoa. Eu nem esperei ele falar nada e sai rebolando, sem se preocupar com o que ele tinha que falar. Eu percebi que ele vinha atrás de mim, mas nem dei bola, até eu ser puxada por ele.
– Princesa, eu juro que eu não tenho culpa. Ela apareceu do nada.
– Olha Gabe, eu sei que estamos fingindo um namoro. Sei que você deve ter as suas necessidades de homem, mas eu não aceito ser corna, mesmo que for de mentira. – falei séria.
– Eu juro que eu nunca faria isso. Nunca mesmo! Eu estou levando a sério o nosso relacionamento. – falou rapidamente, mas a cara de desesperado que ele fez foi a melhor. Eu não aguentei e comecei a rir.
– Do que está rindo, amor? – ele perguntou sem entender.
Ele me chamou de amor? É isso mesmo?
–Emy. Do que está rindo Emy? –falou nervoso e assustado. Eu sei que ele quis consertar o que falou. Até porque não somos o amor um do outro. Podemos ter um amor de amigo, mas só isso.
– Nada não. Esquece.
Fomos até onde os nossos amigos estavam, e o assunto foi a performance dos meninos. Confesso que aquilo foi quente. Os meninos arrasaram, mas o Gabe havia passado dos limites da beleza. Ele estava quente e suado, e sua camisa grudada em seu corpo, só deixou várias vadias loucas para tocá-lo, mas isso não iria acontecer.
– Então Emy, uma amiga minha irá fazer uma despedida de solteiro, e para animar mais, ela pediu para que eu chamasse algumas amigas minhas para a festa. E ai, vamos? As meninas já toparam!
– Ai, eu não sei...
– Claro que sabe. Você irá conosco, e irá se divertir muito.
– Tudo bem, eu vou! – falei sorrindo.
Olhei para o Gabe, que me observava com cenho franzido e com um bico enorme. Eu tenho certeza que essa cara é por causa da festa, mas eu não estou nem ai mais. Eu queria era se divertir mesmo com as meninas. E nem o Gabe e nem ninguém iria me atrapalhar, muito menos essa carranca dele.
– Gabe você está bem? Está com algum problema? Alguma dor? – perguntei pra ele enquanto estamos indo para casa.
Ele nem se quer me olhou. Ficou olhando para a estrada e nem me respondeu.
– Ok, Gabe. Se não quer falar...
– Estou confuso. Só isso. – falou seco.
Confuso? Santa curiosidade viu! Porque raios ele estava confuso? Ah, eu quero tanto perguntar, mas acho que agora não é o melhor momento. Deixa para mais tarde. Assim que chegamos a casa, ele foi direto para o quarto, sem ao menos se despedir de mim. Eu até pensei em ir até lá, mas achei melhor deixá-lo sozinho com o seu mau humor. Então fui para o meu quarto dormir, que era o melhor que eu tinha para fazer.
As meninas vieram para o almoço e para nos ajudar com os preparativos da festa dos meus padrinhos. Estava quase tudo decidido, porque boa parte de tudo a minha madrinha e minha mãe tinham feito. Posso dizer que esse almoço estava repleto de risadas, até mesmo o Gabe estava junto. Por incrível que pareça, ele tinha acordado de bom humor, o que eu graças a Deus. Estava tudo tranquilo, e o clima era de pura alegria.
– Ai, Emy, nós não chegamos a perguntar para você, mas como o Gabe te pediu em namoro? – perguntou sorrindo pra mim, e eu me ferrando legal.
Oi?! Isso mesmo que ela quer saber? O que eu invento agora? EU estou quase morrendo engasgada e Gabe me acompanha na crise de tossi. Estou mais do que ferrada, eu estou à beira da morte.
– Verdade, meus queridos. Vocês não falaram como foi o pedido. Eu quero saber se o meu filho foi romântico com você, querida. – a madrinha perguntou sorrindo delicadamente. Mal sabe ela que eu não tive pedido de namoro. Eu tive foi uma crise de falta de ar.
– Então, eu... Ah... – droga, fale alguma coisa. Crie alguma coisa. Céus, eu acho que vou me matricular em um curso de teatro. – O Gabe sabe falar melhor, já que ele preparou tudo com muita emoção.
Joguei para o Gabe. Ele me enfiou nessa, ele que crie algo. Aliás, ele é ótimo nisso. Está quase virando um ator, sem ter feito um curso. Gabe me fuzilou com o olhar, e eu apenas sorri.
– Estou vendo que eu irei ter que falar, porque a minha namorada não quer. Que doce, meu amor. – falou olhando sério pra mim. – Pois bem... Eu...
– Você o que Gabe, estamos curiosas. – minha mãe falou.
– Eu a levei em uma praia linda, já que ela insistia que queria conhecer a praia e blá blá lá... Ela cobrou um jantar, então eu fiz um jantar romântico pra ela, com tudo o que ela gosta. Quando estávamos no meio do jantar, um violinista começou a tocar, e assim, pétalas de rosas começaram a cair sobre nós.
Pétalas de rosas? Violinista? Filho da mãe! Ele está começando a exagerar. Mas vamos ver o que mais ele vai inventar.
– Ela não parava de chorar e de falar que eu era o homem da vida dela. Que eu era o melhor, e que era louca por mim.
Filho da mãe!
– Não foi bem assim, Gabe. Não exagere! Eu não falei desse jeito! – falei brava, tentando não pular no pescoço dele.
– Princesa, não precisa ter vergonha do seu pedido de namoro. Todos aqui sabem que nós nos amamos. Voltando ao pedido... Lembrei-me, ela praticamente me pediu em namoro, nem esperou eu ser mais romântico. E eu aceitei. E foi assim o pedido. – falou rindo, e mentindo também. Como ele pôde mentir desse jeito? Eu não aguentei, e chutei a perna dele por debaixo da mesa, e sabia que tinha doído.
– Ai. – ele sussurrou pra mim, mas mesmo assim ele sorria.
– Uau, é uma história bem... Romântica. – minha madrinha falou, mas eu percebi que ela estava surpresa com toda aquela história. Até eu estava.
Após as meninas irem embora, eu e Gabe estávamos escolhendo as músicas que seriam tocadas durante o intervalo dos músicos. Eu estava brava com ele ainda, por isso evitei falar muito com ele.
– Vai continuar brava comigo até quando, princesa?
Eu iria dar um castigo. Não iria respondê-lo, mesmo sob a tortura das cócegas.
– É por causa da história do pedido? Por causa de ontem?
– Por causa de tudo, Gabe. Ontem você ficou estranho do nada, e hoje você inventa essa ideia absurda. Minha mãe me conhece, e sabe muito bem que eu nunca iria ficar desesperada por alguém.
– Nem se fosse por mim. – falou piscando.
– Sem brincadeiras, Gabe. Você poderia ser mais... Realista, e até mesmo se achar menos.
– Princesa, os homens não podem fazer coisas muito românticas, senão fica mulherzinha demais. E se fizerem, não podem sair contando por ai, não.
Pode um homem ser mais machista do que isso? Daqui a pouco ele fala que mulher não pode trabalhar, não pode sair de casa... O melhor que eu tinha que fazer era ignorar essa última parte que ele falou.
– Você vai mesmo à despedida de solteiro? – perguntou sério.
– Claro que vou! Você acha que eu ira perder? Nem morta! – falei sorrindo. Eu queria ver o machismo agora, querido.
– Eu não acho legal você ir. Você não está solteira diante dos olhos de todos...
– Você também não estava quando abraçou a peituda. – falei, dando de ombros.
– Ela é passado, Emy. Eu não transo com ela há um bom tempo.
– Viu só. Você já ficou com ela. Já eu não vou ficar com ninguém por lá. Nem se o dançarino mais sexy quiser. – falei piscando.
– Porra, Emily! Isso é vingança?- perguntou bravo.
– Não, claro que não. Eu não sou vingativa. Será apenas uma diversão entre garotas. – falei sorrindo da cara de bunda dele.
Eu estava me arrumando para a despedida. E se perguntarem sobre o Gabe. Bem, ele ficou o dia todo de cara fechada, e eu nem dei bola pra as crises dele. Digamos que ele ficou quase o dia todo de guarda, com esperança de que eu desista, mas era bom ele tirar o cavalinho da chuça. Fora as reclamações da minha roupa, que eu nem tinha escolhido ainda. Homens! Ele ainda veio falando para eu não chegar tão tarde, porque no outro dia teríamos um jantar que antecedia a festa dos meus padrinhos. Querido, eu sei dos meus compromissos. Para evitar uma briga maior, eu concordava todas às vezes eu ele me lembrava. Gabe estava esperando na sala, enquanto eu acabava de me arrumar. Minha saia de cós alta de couro, e o meu cropped vinho deixavam boa parte da minha barriga à mostra. Meus saltos pretos me deixaram bem mais alta. Mas o que eu amei foi o meu batom vermelho. Confesso que tinha gostado de toda aquela produção.
– E então, como eu estou? – perguntei para Gabe, que me olhou como se estivesse sofrendo um enfarto.
– O que... Mas... Isso... Que roupa é essa?- perguntou vindo até a mim, me olhando mais de perto.
– Isso é a minha roupa. Gostou?
– Eu acho que a blusa está estranha.
– Por quê?
– Está curta! Olha aqui, isso aqui mostra toda a sua barriga. Essa saia nem sei por que ela existe, porque não está tampando nada. E pra que esse batom vermelho? – perguntou praticamente sem piscar e sem respirar.
– Eu estou ótima com essa roupa. E, sim, batom vermelho está na moda.
– Mas...
– Gabe, eu tenho que ir. Até logo! – saí de lá, o ignorando antes que eu faça alguma besteira.
Beck era a motorista da noite, então era a única que não podia beber. A festa estava bombando, e a noiva era tão simpática e alegre. Ela iria se casar apenas no civil, mas que não perderia a chance de ter a sua festa de despedida. Após alguns dançarinos dançarem sensualmente para a noiva, nós ficamos esperando a próxima apresentação. A boate estava fechada apenas para nós, então, os dançarinos eram nossos também.
Eu não era de beber, mas era uma noite especial, então eu me permiti beber um pouco, ou um pouco acima do limite que o meu corpo permitia. Eu estava bem tonta já, mas queria me libertar de toda a preocupação que estava a minha cabeça. Queria me libertar de uma pessoa. Eu comecei a dançar, sem se importar quem poderia ver a cor da minha calcinha. O importante era que eu estava usando uma.
Uma vez eu vi em um filme as moças dançando em cima do balcão, e confesso que sempre foi uma das minhas vontades malucas. E fui lá e subi mesmo, e não estava nem ai com nada. Eu queria era dançar beber. A próxima música que começou a tocar fizeram os meus quadris balançarem no ritmo. Era Justin de novo. O divo do Justin com a música maravilhosa: Sexy Back. Eu comecei a cantar loucamente.
Eu vou trazer a sensualidade de volta (yeah)
Outros homens não sabem como agir (yeah)
Eu penso que você é especial, o que tem atrás de você? (yeah)
Dê meia volta que eu recupero o atraso (yeah)
(Leve-os para a ponte)
Menina levada (aha)
Está vendo estas correntes?
Garota, eu sou seu escravo (aha)
Eu deixo você me chicotear se eu me comportar mal
é que ninguém me faz sentir assim (aha)
Todos m aplaudiam, e eu estava me sentindo a diva. Os dançarinos me aplaudiam, e eu ouvi um “gostosa”, e nem corei. Eu estava feliz por estar ali. Muito feliz. Eu rebolava sem parar, e fechei os olhos para ter a sensação de sonho cumprido. Dois dançarinos subiram, e cada um ficou do meu lado. Eles exalavam pecado e sedução. É hoje que eu me jogo no escuro.
Vem cá, menina (vamos nessa, se entrega)
Vem aqui para os fundos (vamos nessa, se entrega)
VIP (vamos nessa, se entrega)
Bebidas por minha conta (vamos nessa,se entrega)
Mostre o que você sabe fazer (vamos nessa, se entrega)
Olhe que quadris! (vamos nessa, se entrega)
Você me faz sorrir (vamos nessa,se entrega)
Vá em frente criança (Vamos nessa, se entrega)
E fica bem sexy (vamos nessa, se entrega)
Fica bem sexy (vamos nessa, se entrega)
Fica bem sexy (vamos nessa, se entrega)
Fica bem sexy (vamos nessa, se entrega)
Fica bem sexy (vamos nessa, se entrega)
Fica bem sexy (vamos nessa, se entrega)
Fica bem sexy (vamos nessa, se entrega)
Fica bem sexy
Eles passavam a mão pelo meu corpo, mas eu nem estava nem ai. Eu estava curtindo ser a sensação do momento. Eu não conseguia parar de cantar. Era Justin, meu divo mais gostoso e quente!
– Uhul! Isso aqui é muito bom! Você é lindo! Opa! Que tanquinho, hein?! Mas o meu amigo também tem um, e é super sexy. Ele é um pecado! – falei, passando a mão pela barriga do dançarino bombeiro. Sim, um bombeiro perdição!
E fiquei ali dançando no meio daqueles gostosos, até que escutei um grito que me fez perder as estribeiras. Era o Gabe? Opa, agora a festa está completa!
– Emily Campbell, desça desse palco! Agora! – gritou todo nervosinho pra mim. Meu Deus, daqui de cima ele é ainda mais perfeito.
– Emily, desça já!
Porcaria! Quando ele chamava o meu nome inteiro, era sinal de que eu estava ferrada em mil pedaços. Mas eu não estou nem ai!
– Gabe. – falei seu nome alto, levantando a garrafa que estava em minhas mãos. – Opa, quase cai, mas o bombeirão aqui me salvou. – falei piscando para o dançarino sexy.
Gabe sobe até o balcão e me pega pelos braços. E que braços! Seu cheiro me fez perder qualquer noção de onde eu estava.
– Ei, esse é o meu namorado, pessoal! – falei piscando pra ele, como sinal de cumplicidade pela nossa mentirinha. – Ele não é gostoso? Ok, mas é só meu! Tirem os olhos dele!
– Vamos embora!
– Não! Eu quero dançar Justin! Você sabe que eu amo Justin Timberlake.
– Não venha com gracinhas, Emily. A sua ficha já está mais suja do que de um bandido.
– Eu não vou sair daqui! Eu não quero! – gritei.
– Você vai sair agora por bem ou por mal.- falou perto de mim. Céus, a minha vontade era de agarrá-lo, e beijar aquela boca carnuda. Deve ser uma delicia ser beijada de verdade por ele.
Gabe me colocou em seus ombros, e estava comigo como se seu fosse um saco de batatas.
– Gabe, a minha saia. Está mostrando a minha calcinha! – gritei nervosa.
– Você não estava se importando até segundos atrás. – falou tampando com a mão onde estava mostrando demais.
Senti Gabe me colocando no chão, mas não ouvi nada, porque eu estava brava com ele. Eu só queria dançar. Só isso!
Gabe me colocou no carro todo nervosinho, mas eu não estava nem ai para as crises de chatice dele. Comecei a cantar qualquer música do rádio e ao mesmo ria da cara feia mais linda dele. Eu sei que está confuso tudo isso! Mas eu estou bêbada, e nada faz sentido pra mim. Nada!
Eu só percebi que estávamos em casa, quando eu entrei em um quarto totalmente diferente do meu, mas totalmente parecido ao mesmo tempo.
– Senta aqui. Eu vou pegar uma roupa pra você. Não saia daqui!
Ixi! Ele está no modo mandão. E eu adoro isso, mas não iria obedecê-lo. Peguei o meu celular e coloquei a mesma música que estava tocando na boate. Eu iria dançar ali mesmo, já que ele tinha atrapalhado a minha performance musical. Tirei a minha roupa que estava com um cheiro esquisito, e comecei a dançar, como se estivesse na boate. Eu girava e girava e cantava o mais alto possível.
– Que porra é essa?
Opa, ele chegou!
– Gabe, você atrapalhou a minha dança, então agora o seu castigo é me ver dançando pra você.
E pronto! Foi só eu começar a rebolar que ele fez car de espanto. Deve estar odiando tudo aquilo, mas ele iria sofrer mais um pouco. Iria me ver dançando mais e mais... Fui até ele, que estava praticamente petrificado, e passei a mão pelo corpo dele. Ele não esboçava nada. Nenhum sorriso fodidamente perfeito. Eu queria que ele ficasse nervoso, e visse o que eu passei na boate. Eu fui descendo devagar, e assim que fui tentar tirar o sutiã eu vi tudo preto e cai ali mesmo.
Fui acordando aos poucos, e uma dor de cabeça dos infernos não parava de latejar. Até a pouca claridade que invadia o quarto estava me atrapalhando. Tentei me lembrar da noite passada, mas os únicos flashes que vinham na minha cabeça eram da boate, de ouvir alguma música, e depois de ver o Gabe. Meu Deus, o Gabe! O que aconteceu com ele? Droga! Acho que nunca mais vou beber na minha vida! Nunca mais! Olhei para saber onde eu estava, pois eu senti que não era o meu quarto. Ah, pelo menos estava no quarto do Gabe. Olhei mais pouco ao redor, e avistei sentado na poltrona. Seu olhar era frio, e confesso que fiquei com medo. Ele ficou me olhando, e eu não era nem louca de tentar conversar com ele agora, ainda mais da burrada que eu devo ter feito na noite passada, porque pela cara dele... To ferrada? Sim!
– Bom dia, Emily! Temos muito que conversar. – falou nervoso.
Merda! Eu estou mil vezes ferrada!
Gabe
Meu Deus! O que eu iria fazer? Essa mulher louca poderia fazer um escândalo aqui, ou eu morreria por causa da Emy, porque provavelmente ele irá me matar se achar que eu estou tendo alguma coisa com essa daqui.
– Pelo amor de Deus, sai daqui! – falei nervoso.
–O que gostosão? Você não falava assim comigo quando eu estava debaixo de você!
– Eu estou namorando agora. E estou sério!
Juro que eu já fiquei com essa mulher? Parece que eu estou me arrependo do meu passado. Ela é muito exagerada. Todos esses... Peitos em mim. Estou me estranhando já! Eu adorava peitos, quer dizer, eu adoro peitos. Mas os dela não me deixam excitados. Quando eu pensei em afastá-la novamente, eu senti uma mão me puxando. Opa! É a Emy, e parece que ela não está feliz. Querida, nem eu estou feliz com essa mulher aqui!
A peituda arregalou os olhos, e acho que vai rolar treta por aqui. Pra quem estão torcendo? Eu sou Emy na cabeça! A princesa se apresentou como minha namorada, e eu senti uma tensão por aqui, mas não chegou nem perto quando a peituda falou que era ficante fixa minha. Se olhar matasse, eu estaria mortinho aqui.
– Ex ficante, né querida?! Porque agora o Gabe está namorando, e muito sério. Não é querido?! – falou olhando com raiva pra mim.
EI, eu não tenho culpa, ok?! Eu sou inocente agora.
– É. Eu estava falando pra ela isso, Emy. – falei nervoso e com medo de voar silicone por todos os lados.
– Mas eu ainda não acredito nisso. Gabe não namora. Até a pouco tempo, quando eu fui para a Califórnia, ele estava solteiro.
Bocuda do caramba! Pensem antes de sair com qualquer uma, porque um dia ela pode te dedar, e ainda fazer com que sua melhor amiga queira te matar. Quando eu menos esperava eu fui agarrado pela Emy, e com um abraço protetor, ela quis marcar o seu território. Ah, princesa, nem precisa marcar território. Eu não quero nada com ela.
– Isso mostra que estamos juntos, não mostra? – falou ironicamente.
Mostra muito. Até eu estou gostando de mostrar para todos que estamos juntos, mesmo por pouco tempo. Eu achei que isso iria acabar, mas a garota ainda veio até a mim e me deu um beijo no canto da boca. Mas que desaforada! Eu sou comprometido, sabia?! Como essa mulher é atirada! E olhem que eu gostava de mulher assim, mas hoje vejo o quanto eu me enganei esse tempo todo.
Eu não queria arrumar briga com a princesa, mesmo sabendo que iria me fazer sofrer por causa disso. Mulher quando cisma com alguma coisa, melhor sair de perto. Uma vez ela cismou que eu tinha comido um pedaço da torta dela, mas não foi eu! A culpa era da TPM dela, que me acusou sem eu ter feito nada. Ok, eu peguei só um pedaço, mas isso não iria fazer falta. Ela quase me fez vomitar o pedaçinho que eu comi.
Fiquei com aquela carinha de cachorro chorão. Eu tinha que a fazer perceber que eu não tinha culpa de nada, mas ao invés disso ela saiu de perto de mim, e ainda rebolando com aquela bunda... Sem pensar nisso. Sem pensar! Meu foco é fazê-la não fica com raiva de mim. A puxei para olhar pra mim e jurei que não era minha culpa.
– Olha Gabe, eu sei que estamos fingindo um namoro. Sei que você deve ter as suas necessidades de homem, mas eu não aceito ser corna, mesmo que for de mentira. – falou séria.
As minhas necessidades? Ela acha que eu irei traí-la? Eu nunca faria isso. Eu me sentiria horrível se isso acontecesse mesmo se fosse por um acidente. E eu sei me segurar. Sei ser fiel a ela.
– Eu juro que eu nunca faria isso. Nunca mesmo! Eu estou levando a sério o nosso relacionamento. – falei rapidamente
Ok. Eu aqui preocupado e ela rindo de alguma coisa, que seja lá o que for, deve ser de mim.
– Do que está rindo, amor?
Amor? De onde saiu isso? Eu nunca chamei ninguém de amor. Mas isso não soou estranho como eu achei que seria. Porém pela cara que a princesa fez, acho que pra ela soou estranho então corri para me corrigir. E mesmo eu insistindo, ela não quis me falar.
Os meninos não paravam de rir do nosso show. Confesso que foi sensacional mesmo. Ver a Emy toda feliz foi a melhor parte de tudo aquilo. Eu faria de tudo para ver um sorriso no rosto dele. Ela sempre seria a minha prioridade.
– Então Emy, uma amiga minha irá fazer uma despedida de solteiro, e para animar mais, ela pediu para que eu chamasse algumas amigas minhas para a festa. E ai, vamos? As meninas já toparam!
O que? Despedida de solteiro? Isso terá homens dançando, o que resulta em homens nus, o que resulta em ela vendo esses homens. Eu não quero que ela vá a esse tipo de festa.
– Ai, eu não sei...
– Claro que sabe. Você irá conosco, e irá se divertir muito.
Irá se divertir o caramba. A Emy não gosta muito desse tipo de festa, então é óbvio que ela não irá.
– Tudo bem, eu vou!
O que? Mas que... Isso só pode ser um pesadelo. Primeiro foi a peituda, agora é ela com essa ideia de ir ver homens idiotas dançando. Ok. Tudo isso estava confuso. Eu ficando louco de ciúmes por causa de outros homens com ela?! Eu sempre senti incomodo, mas estava fora do normal. Eu sentia ciúmes até do vento. Eu não senti nada vendo aquela mulher perto de mim. Não senti nada bom. Eu já tinha ficado com ela diversas vezes, mas eu vejo o quanto me arrependi. Céus, o que está acontecendo comigo?
Estávamos indo embora, e eu preferi me fechar no silêncio. Minha concentração na estrada, e a minha cabeça perdida. Sempre fui um homem decidido em tudo. Seja no trabalho ou na questão das mulheres. Mas algo dentro de mim estava mudando. Eu estava sem sexo, e não sentia prazer por outras mulheres. Será que estou ficando assexuado?
A princesa perguntou se eu estava bem, mas eu nem consegui olhar para ela.
– Ok, Gabe. Se não quer falar...
– Estou confuso. Só isso.
Confuso e fodido. Eu não sei o que está se passando comigo. É como se eu quisesse esconder alguma coisa que eu não queria assumir. Mas o que será? Eu não quis coversar com ninguém. Fui direto para o quarto e dormi.
Acordei com o meu humor melhor. Decide não me importar com o que eu estava sentindo. Queria não se importar com nada. Desci para o almoço com as meninas, que viriam aqui para ajudar com os preparativos da festa. Por falar nessa festa, meus pais estavam tão felizes... Eu via o amor transbordar neles. Estávamos sentados na mesa, conversando amimadamente.
– Ai, Emy, nós não chegamos a perguntar para você, mas como o Gabe te pediu em namoro?
O que? Pedido de namoro? Que merda toda é essa? Eu não consegui me segurar, e praticamente engasguei na hora.
– Verdade, meus queridos. Vocês não falaram como foi o pedido. Eu quero saber se o meu filho foi romântico com você, querida. – a minha mãe perguntou sorrindo delicadamente.
– Então, eu... Ah... O Gabe sabe falar melhor, já que ele preparou tudo com muita emoção.
Eu sei falar melhor?Juro que eu matá-la agora! Eu não iria conseguir criar algo agora. Como eu faço? Já sei! Se ela quer que eu conte a história, eu irei contar do meu jeito.
– Estou vendo que eu irei ter que falar, porque a minha namorada não quer. Que doce, meu amor. Pois bem... Eu...
– Você o que Gabe, estamos curiosas. – minha madrinha falou.
Eu matar a sua filha, só isso!
– Eu a levei em uma praia linda, já que ela insistia que queria conhecer a praia e blá blá lá... Ela cobrou um jantar, então eu fiz um jantar romântico pra ela, com tudo o que ela gosta. Quando estávamos no meio do jantar, um violinista começou a tocar, e assim, pétalas de rosas começaram a cair sobre nós.
Chupa essa, princesa! Você quer uma história romântica, você vai ter uma. Até violinista eu inventei nessa coisa toda. É romântico não é? Pois bem...
– Ela não parava de chorar e de falar que eu era o homem da vida dela. Que eu era o melhor, e que era louca por mim.
Se vocês pudessem ver a cara dela agora... Ela quer me matar, e eu a ela.
– Não foi bem assim, Gabe. Não exagere! Eu não falei desse jeito!
– Princesa, não precisa ter vergonha do seu pedido de namoro. Todos aqui sabem que nós nos amamos. Voltando ao pedido... Lembrei-me, ela praticamente me pediu em namoro, nem esperou eu ser mais romântico. E eu aceitei. E foi assim o pedido. – falei rindo. Agora ela vai pensar duas vezes antes me deixar em uma emboscada perto das nossas mães.
– Ai. – eu sussurrei pra ela. A filha da mãe me chutou por debaixo da mesa. E confesso que foi bem forte.
– Vai continuar brava comigo até quando, princesa? – perguntei enquanto estávamos escolhendo algumas músicas. — É por causa da história do pedido? Por causa de ontem?
– Por causa de tudo, Gabe. Ontem você ficou estranho do nada, e hoje você inventa essa ideia absurda. Minha mãe me conhece, e sabe muito bem que eu nunca iria ficar desesperada por alguém.
– Nem se fosse por mim. – falei piscando. Não queria uma briga entre nós, por isso eu sempre apelava para as brincadeiras.
– Sem brincadeiras, Gabe. Você poderia ser mais... Realista, e até mesmo se achar menos.
– Princesa, os homens não podem fazer coisas muito românticas, senão fica mulherzinha demais. E se fizerem, não podem sair contando por ai, não. – imagino eu sendo romântico? Não, eu não me imagino e não sou! — Você vai mesmo à despedida de solteiro? – Não, não, não...
– Claro que vou! Você acha que eu ira perder? Nem morta
– Eu não acho legal você ir. Você não está solteira diante dos olhos de todos...
– Você também não estava quando abraçou a peituda.
Era por isso que ela estava indo à essa festa. Eu já poderia imaginar...
– Ela é passado, Emy. Eu não transo com ela há um bom tempo.
– Viu só. Você já ficou com ela. Já eu não vou ficar com ninguém por lá. Nem se o dançarino mais sexy quiser. – falei piscando.
– Porra, Emily! Isso é vingança?- perguntei bravo e sem paciência. Ela não poderia fazer isso por causa de vingança.
– Não, claro que não. Eu não sou vingativa. Será apenas uma diversão entre garotas.
Acalme-se Gabe. Acalme-se. Diversão de garotas? Só se for de safadeza. Vamos Gabe, vamos evitar uma briga. Se ela não quer ser vingativa, eu não sei o que ela quer ser então.
Emy estava se arrumando para ir a essa tal despedida. E se perguntarem como eu fiquei... Bom, eu fiquei com a cara fechada o tempo todo. Como eu ficaria feliz com isso?! Impossível! Avisei que não era para ela chegar tão tarde porque teríamos o jantar, mas eu não estava nem ai para o jantar. O que eu queria mesmo era que ela não fosse, e até achei que essa desculpa do jantar fosse colar, mas ela é teimosa e insistia em dizer que queria se divertir. Diversão, argh!
– E então, como eu estou?
Que porcaria de roupa é essa?
– O que... Mas... Isso... Que roupa é essa?- perguntou vindo até a mim, me olhando mais de perto.
– Isso é a minha roupa. Gostou?
– Eu acho que a blusa está estranha.
– Por quê?
– Está curta! Olha aqui, isso aqui mostra toda a sua barriga. Essa saia nem sei por que ela existe, porque não está tampando nada. E pra que esse batom vermelho?
Esse batom vermelho pecado nessa boca... Não vai dar certo, já não deu certo.
– Eu estou ótima com essa roupa. E, sim, batom vermelho está na moda.
Na moda da onde? Eu não gostei dessa moda!
– Mas...
– Gabe, eu tenho que ir. Até logo!
Fiquei com cara de tacho. Ela me deixou parado e nem quis me escutar mais. Meus pais saíram junto com os meus tios, então estava sozinho em casa, e sem a princesa. Liguei para os meninos virem até aqui. Vou afogar a minha solidão com eles.
– Então será assim. Nós aqui bêbados, enquanto as meninas estão curtindo um monte de rapazes pelados? – Alex falou sério.
– É o jeito. Eu tentei fazer com a princesa ficasse em casa, mas ela não quis saber. Ela veio com aquele papo de coisas de meninas. – falei irritado.
– Argh! Esse papo de coisas de meninas... Em uma despedida com vários homens nus? Não sei onde.
– Alex, você está caidinho pela Beck, vai.
– Estou nada. Só as imagino dançando com aquele bando de homens cheio de óleo pelo corpo.
Óleo pelo corpo? Emy passando a mão? Isso daí não deu certo. Peguei as chaves do carro e a carteira e estava pronto para ir até a Emy, seja lá onde for.
– Vocês vão vir comigo? Eu vou atrás da Emy. – falei saindo.
– Opa. Vamos atrás delas agora!
– Droga Gabe, a boate é fechada só para elas. Como nos iremos entrar? – Alex falou nervoso.
– Nós já descobrimos qual boate, agora entrar será mais fácil.
– Como então?
Fui até o guarda e paguei uma boa quantia. O que as pessoas não fazem por dinheiro? Ele falou que teria que ser rápido. Não seria problema, porque eu não queria ficar por ali por muito tempo. Ainda mais com homens dançando de tanguinha.
Aquele lugar cheirava a testosterona, bebida e suor. Havia vários caras dançando em cada canto dali. Procurei pela Emy, mas não consegui achá-la perto do palco. A fumaça deixava a minha visão um pouco turva, e o barulho alto da música impossibilitava a minha comunicação com os meninos.
– Eu vou procurar por lá. Vamos? – perguntei alto.
Vi uma pequena multidão perto do balcão do bar. Escutei alguém gritando “gostosa” e fui até lá. Vi dois homens passando a mão pelo corpo de uma garota, que não parava de rebolar. Pelo pouco que eu estava vendo, ela estava passando a mão pelo corpo dos dois dançarinos também. Quem será a garota?
– Gabe aquela ali não é a Emy? – falou perto de mim, porque estava sendo impossível escutar alguma coisa, e apontando para o palco.
Olhei para o palco e meu coração parou. Mas que porra ela estava fazendo em cima daquele palco? Dançando daquele jeito sensual, e ainda com dois brutamontes feios ao lado dela. Só de cueca! Fiquei louco! Completamente louco!
– Emily Campbell, desça desse palco! Agora! – gritei nervoso
E ela só olhou pra mim e não desceu! Porra de mulher! Ainda fica dançando com esse projeto de Ken.
– Emily, desça já!
– Gabe – gritou o meu nome e levantou a garrafa.
Quando eu ia pegá-la, ela quase cai, e o babaca a segurou. Mas que... Ninguém segura a minha mulher! Subi até lá e a peguei em meus braços. Seu cheiro era de bebida e seu cabelo estava bagunçado. Mas ela estava sexy ainda. Muito sexy.
– Ei, esse é o meu namorado, pessoal! Ele não é gostoso? Ok, mas é só meu! Tirem os olhos dele! – gritou para todo mundo. Isso mesmo mostra para eles quem é o seu namorado. Mas ela só fica assim quando bebe o que é raro.
– Vamos embora! – falei nervoso, e querendo sair dali logo.
– Não! Eu quero dançar Justin! Você sabe que eu amo Justin Timberlake.
Esse Justin atrapalhando a minha vida de novo! Primeiro ele me fez dançar, e agora ela quer dançar. Deus me segure!
– Não venha com gracinhas, Emily. A sua ficha já está mais suja do que de um bandido.
– Eu não vou sair daqui! Eu não quero!
– Você vai sair agora por bem ou por mal. – e pelo jeito será por mal.
Coloquei-a em meus ombros e avisei aos meninos que estava indo embora. Ela estava socando as minhas costas, mas a minha raiva era tão grande que eu não estava sentindo nada.
– Gabe, a minha saia. Está mostrando a minha calcinha! – gritou nervosa.
E ainda tem essa porcaria de saia. Eu vou rasgá-la!
– Você não estava se importando até segundos atrás. – falei tampando com a mão onde estava mostrando demais.
Estava saindo, quando um dos dançarinos correu até a mim, me impedindo de sair com a Emy.
– Ei cara, ela não quer ir embora. Deixe-a em paz!
Quem é esse pedaço de merda para vir falar comigo sobre ela? Eu estava tão irado que queria esmagá-lo.
–Eu sou o namorado dela, e posso fazer o que eu quiser com ela. E se você tentar me impedir, ou tentar relar em um fio de cabelo dela, você irá se arrepender. Eu não respondo por mim. – falei nervoso.
Nem esperei ele falar mais nada. Peguei a Emy, e a coloquei no carro. Ela cantava sem parar e ria de alguma coisa. Isso é o efeito do maldito álcool. Ela não sabe beber, mas ainda fica teimou e bebeu além da conta. Cheguei a casa, e subi com ela para o meu quarto. Não queria que ela ficasse longe de mim, ainda mais se ela passasse mal.
– Senta aqui. Eu vou pegar uma roupa pra você. Não saia daqui!
Fui até o quarto ao lado do meu, que era dela também. E peguei um blusão que ela usava como pijama. Escolhi a primeira calcinha que vi, que por sinal era linda e cheirosa, e sai correndo antes que ela fizesse alguma besteira.
– Que porra é essa?
Ela estava dançando sensualmente e o traidor lá de baixo se animou. Ela estava apenas de calcinha e sutiã. Só isso. Como eu vou aguentar ficar perto dela desse jeito. Diferente das outras mulheres, a Emy tinha seios medianos, mas eram naturais, lindo e sexy.
– Gabe, você atrapalhou a minha dança, então agora o seu castigo é me ver dançando pra você.
Castigo? Isso estava sendo o paraíso. A minha cara de espanto era para me controlar ao máximo, antes que eu fizesse alguma besteira que eu possa me arrepender depois. Ela chegou perto de mim e começou a passar a mão pelo meu corpo. Deus! Eu não posso fazer isso. Ela é minha amiga. Você não pode cair na tentação, Gabe! Emy descia e subia perto de mim, e o traidor estava louco já. Eu queria gozar só de vê-la daquele jeito. Eu nunca senti isso com ninguém. Só de olhar eu já fiquei louco de tesão. Emy puxou para tirar o sutiã, mas eu não consegui impedi-la de fazer isso. Ela foi puxando, quando a vi cair no chão. Merda! Ela estava bêbada. Peguei-a no colo, e abotoei o sutiã de novo. Bem que eu poderia dar uma olhada, mas eu seria saca demais, e não faria isso com ela, mesmo morrendo de vontade. Deitei-a na minha cama com todo o cuidado e a cobri. Fiquei a olhando dormir, e mesmo morrendo de raiva por tudo o que ela tinha feito, e ainda ter dançado com dois idiotas, eu sorria. Ela era a coisa mais linda e fascinante. Emy estava tão serena... Mesmo sabendo que ela teria uma dor de cabeça terrível no outro dia.
Estava sem sono nenhum, e fiquei pensando em como as coisas estavam mudando para mim. Eu não sei o que estava sentindo dentro de mim. Eu não era mais o mesmo desde o momento que criei essa história toda. Eu sentia algo muito grande dentro de mim, algo que tinha que desabafar com alguém, mesmo sabendo das consequências.
Acordei mais cedo do que a princesa. Preparei um café forte e peguei um remédio para ela tomar. Ela iria acordar com uma ressaca daquelas. Fiquei sentado na poltrona esperando ela acordar, o que não demorou muito. Ela parecia um pouco perdida, mas assim que me viu me olhou com certo medo. Ela estava ferrada comigo, em todas as formas.
– Bom dia, Emily! Temos muito que conversar. – falei nervoso.
Ela iria ouvir muito! Prepare-se Emily!
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