Eternamente
193 Capítulo 192-O julgamento de Donovan Prt. I
Isabella Marie Swan Cullen
Um mês depois…
Eu terminava de me arrumar, eu estava nervosa e respirei fundo. Hoje era um grande dia. Era o julgamento do Donovan. E estava nervosa, hoje eu lembraria de tudo o que havia acontecido, aqueles momentos horríveis que passei com aquele monstro.
Olhei-me no espelho para ver como eu estava e tomei um susto ao ver o reflexo de Edward atrás de mim.
̶ Ai Edward! Não faz isso!
̶ Desculpe, eu não queria te assustar. – ele se aproximou e me abraçou por trás. – Está nervosa?
Assenti.
̶ Como não ficar? Eu vivi momentos terríveis com aquele homem, e ter que relembrar tudo isso… ̶ suspirei.
̶ Eu sei que é difícil para você. – ele beijou meu ombro. – Mas, pense que isso fará com que ele fiquei o resto da vida na cadeia, sem prejudicar mais ninguém.
Assenti.
̶ É o que eu mais quero. Que ele seja preso e não saia nunca mais. – disse.
Edward virou-me de frente para ele e pegou meu rosto com as mãos, acariciando minhas bochechas com os polegares.
̶ Tente ficar calma, ok? Para que você não acabe tendo um troço. Dará tudo certo, eu prometo. – ele disse.
Sorri.
̶ Eu sei. Tentarei me acalmar. – prometi e Edward me deu um selinho. – E as crianças?
̶ Nessie e Seth cuidarão de todas as crianças.
O olhei.
̶ Todas?
̶ Sim. Nossos filhos, a Tinie, o filho da sua irmã e da Vic. De todas as pessoas que irão depor. – ele respondeu.
Assenti.
̶ Muita gente. Sabe quanto tempo durará esse julgamento? – perguntei.
̶ Bom, hoje não acabará. Mas, durará alguns dias. – Edward respondeu e eu respirei fundo.
̶ Então… serão longos dias de tortura. – lamentei. Edward beijou o topo da minha cabeça.
̶ Mas, dará tudo certo. – ele disse.
Assenti.
̶ Obrigada pelo apoio. – agradeci e ele sorriu.
̶ Eu dei o café da Megan e do Ethan. Falta somente você dar mamar ao Thony e tomar café. – ele disse.
Assenti.
̶ Farei isso agora mesmo. – disse.
̶ Ok, então estarei lhe esperando lá embaixo. – ele disse.
̶ Está bem.
Edward me deu um selinho e saiu do quarto. Saí em seguida e fui ao quarto do Anthony, ele estava acordado, então o peguei e dei de mamar, em seguida, dei-lhe um banho e o vesti, deixando-o apresentável.
Saí do quarto com ele e desci. Edward estava com as crianças na sala de estar, Megan e Ethan andavam por toda a sala, enquanto Edward estava sentado no sofá, com Simba ao seu lado, recebendo um carinho na cabeça. Aproximei-me do meu querido marido e entreguei-lhe o Anthony, acariciei a cabeça de Simba e fui falar com meus outros filhos, dei um beijo na bochecha de cada um.
̶ Bom dia, meus amores. – eles sorriram para mim.
̶ Vamos tomar café? – Edward chamou-me e eu o olhei.
̶ Você ainda não tomou café?
Ele negou.
̶ Eu estava te esperando.
Ele assentiu.
̶ Ok, vamos lá.
Fomos para a cozinha, onde Edward havia preparado o café da manhã e sentamo-nos a mesa, Edward com Anthony no colo.
̶ Quer que eu o segure? – perguntei, enquanto tomava café.
Ele negou.
̶ Não precisa. – ele ajeitou Anthony no colo e começou a tomar café.
̶ Sabe se Donovan tem alguma testemunha? – perguntei.
Edward negou.
̶ Somente do seu advogado, que é um defensor público. Não tem como ele ter uma testemunha contra nós, não fizemos nada para ele, muito pelo contrário, ele quem fez para nós.
̶ E quanto a sua família?
̶ Ele tem uma esposa e dois filhos, um meninos de 15 e uma menina de 7. Eles não querem ter nenhuma participação disso. O largaram de vez. Donovan está sozinho.
̶ Como ele pôde largar toda a família para infernizar os outros e fazer tanto mau?
Edward balançou a cabeça negativamente.
̶ Jamais irei entendê-lo. Mas, sua inveja foi tanta, que ele enlouqueceu. – ele disse.
Assenti.
̶ Espero que um dia ele se arrependa. – disse.
̶ Bom, eu só quero que ele receba sua devida punição. Ele já causou muito sofrimento para a nossa família. – ele disse.
̶ É, concordo. Vamos ter fé que ele á condenado e receberá a pena que merece.
Edward assentiu e encerramos o assunto. Depois do café, peguei Anthony e juntei-me com os meus outros filhos na sala de estar, enquanto o Edward tirava a mesa e lavava a louça.
Megan e Ethan faziam a maior bagunça na sala de estar, eram brinquedos espalhados a gritos um com o outro, sem contar as risadas altas. Simba, estava na paz, deitado no sofá ao meu lado.
Quando Edward terminou de arrumar a cozinha, ele veio até a sala e reparou na bagunça.
̶ Hei, você dois. Desse jeito vai assustar o irmãozinho de vocês. – repreendeu Edward e eu sorri.
̶ Está tudo bem, amor. Thony não está incomodado. – tranquilizei-o.
Edward aproximou-se de mim.
̶ Eu já terminei na cozinha. Está pronta para ir?
Assenti.
̶ Sim, vamos arrumar os meninos no carro.
Edward pegou Megan e Ethan e fomos para a garagem. Eu arrumei Anthony primeiro na cadeirinha, em seguida, Megan e Ethan.
̶ Comportem-se ai atrás, os três. – beijei a bochecha de cada um e fechei a porta do carro. Quando me virei, dei de cara com Edward, que estendeu minha bolsa.
̶ Eu peguei para você.
Sorri.
̶ Obrigada, gatinho. – dei-lhe um selinho. Ele abriu a porta do carona para mim.
̶ Entre, eu só vou fechar a casa. – ele pediu.
̶ Ok, obrigada. – entrei no carro e ele fechou a porta.
Edward colocou as bolsas das crianças no porta malas e entrou em casa. Fiquei dentro do carro com as crianças, esperando que ele voltasse. Comecei a perceber que a audiência estava chegando e ficando mais próxima, o que me deixava mais nervosa. Eu ficaria frente a frente com Donovan de novo. Isso me deixava assustada. Queria ter o poder de nunca mais ver aquele monstro. Se eu não tivesse conseguido fugir, teria morrido junto com meu filho, e deixado Edward, Megan e Ethan.
Edward voltou para a garagem e entrou no carro.
̶ Pronta? – ele perguntou e eu negue com a cabeça. – Relaxe, ok? Dará tudo certo. Eu estarei o tempo inteiro junto com você.
Edward deu-me um beijo na testa, com uma tentativa para eu me acalmar, e em partes, deu certo. Ele abriu o portão da garagem com o controle e ligou o carro, saiu com o carro e voltou a fechar o portão, ele dirigiu em direção a casa do meu pai, onde as crianças ficaria com Nessie e Seth.
O caminho inteiro eu fui calada, nem com as crianças falava direito. Estava muito nervosa, não sabia a minha reação quando visse Donovan, eu lembraria tudo o que aquele verme fez comigo, e isso era horrível. Um trauma que eu não queria lembrar nunca mais, mas, infelizmente, hoje eu seria obrigada.
Edward parou o carro em frente a casa do meu pai e me olhou.
̶ Fique aqui no carro, eu só vou leva-los. Ok?
Assenti. Eu realmente não estava afim de sair do lugar.
̶ Despeça-se deles. – Edward saiu do carro e foi abrir o porta malas.
Soltei meu cintou e virei-me para trás, para os meus três filhos.
̶ Meus bebês. A mamãe e o papai tem um compromisso agora, mas, quero que vocês fiquem bem e obedeçam a tia Nessie e o tio Seth, ok? Voltaremos mais tarde. – beijei a mãozinha gorda de cada um. – Eu amo vocês.
Do lado de fora, Edward abriu o carrinho – agora de trigêmeos. – , Edward trocou o carrinho, por que agora que tínhamos três crianças, ficaria mais fácil de se locomover. Ele abriu a porta do carro e colocou os meninos no carrinho, em seguida, pegou suas bolsas.
̶ Deem tchau para a mamãe.
Assenti para eles, sorrindo.
̶ Tchau, meus amores.
Edward fechou a porta traseira e eu me virei para a frente, voltando a colocar o meu cinto. Ele arrastou o carrinho até a soleira da porta e tocou a campainha. Nessie abriu a porta e a vi cumprimentando Edward. Ele entregou nossos filhos para ela que os levou para dentro, em seguida, voltou, pegou as bolsas com Edward e lhe deu um abraço, entrou em casa em seguida e fechou a porta, Edward voltou para o carro, colocou o cinto e ligou o veículo.
̶ Tá legal, vamos lá. – ele disse e dirigiu a caminho do fórum, para a nossa primeira audiência de julgamento.
̶ Edward? – chamei-o.
̶ Hum.
̶ E quanto a perna de Donovan?
Edward respirou fundo.
̶ Bom, você cortou a artéria dele. Ele recebeu os primeiros socorros do Jasper, depois, foi para o hospital, mas não para o nosso hospital, outro hospital, fizeram de tudo. Ele não perdeu a perna, porém, ela ficou com sequelas e ele mancará para o resto da vida.
Respirei fundo.
̶ Ele deve me odiar por isso.
̶ Ele mereceu. E você atirou justamente com a intenção de acertar a artéria.
̶ Claro. Era o único jeito de evitar que ele viesse atrás de mim. Se ele se mexesse, morreria de hemorragia, ele sabia disso por que também era médico. – disse.
Edward sorriu.
̶ É, você pensou muito bem. – ele disse.
̶ Ele pode me acusar de algo, por causa disso? – perguntei e Edward negou.
̶ Não. Até por que você fez isso por legítima defesa. – ele disse.
Assenti.
̶ Não se preocupe, você tem toda a justiça do seu lado, ok?
Sorri.
̶ Sim, minha irmã como advogada, meu pai como promotor de acusação e meu sogro como juiz. – disse e ele riu.
̶ Exatamente.
Afundei-me um pouco no banco.
̶ Conseguiu se acalmar? – ele perguntou e eu neguei com a cabeça.
̶ Nenhum pouco. Por mim, eu não via esse homem nunca mais na minha frente. Mas, infelizmente eu tenho que vê-lo, para que ele seja condenado pelos crimes que cometeu.
Edward assentiu com a cabeça.
̶ Exatamente. E eu prometo que depois desse julgamento, não voltaremos a vê-lo nunca mais. – prometeu Edward.
Assentiu.
̶ É o que eu espero. – disse. – Depois disso tudo, curtirei minha família mais do que tudo, ao meu trabalho. E minha tese, que está parada.
Edward sorriu.
̶ Eu também quero ter uma vida tranquila sem me preocupar com nada.
Nossa conversa se encerrou, quando Edward estacionou o carro em frente ao Fórum. Havia alguns repórteres ali. Reconheci alguns carros dos nossos conhecidos, que já estavam ai dentro. Soltei meu cinto e olhei para o Edward.
̶ Estamos em cima da hora? – perguntei, pois, eu precisava de um tempo para me preparar.
Ele negou.
̶ Não, temos tempo. – ele responde e eu assenti.
Edward saiu do carro, eu peguei minha bolsa e saí logo em seguida, ele trancou o carro e ligou o alarme, aproximou-se de mim e atravessamos a rua, Edward me protegeu dos repórteres, assim como os policiais que estavam ali, subimos a escadaria e entramos no prédio, lá dentro, a primeira pessoa que vi, foi minha irmã, vestindo seu terno caro de advogada.
̶ Oi. – ela me abraçou.
̶ Oi, Leah.
Ela me soltou e me olhou.
̶ Está tudo bem? – ela perguntou e eu neguei.
̶ Não muito. – respondi.
Ela pegou em minha mão.
̶ Olha, eu sei que é difícil para você ter que reviver tudo o que passou, mas, é para uma boa causa. Para que aquele canalha seja condenado, ok?
Assenti.
̶ É, eu sei. – ela disse.
̶ Venham. Todos estão esperando na sala. Ainda não trouxeram Donovan.
Fomos para a sala que Leah nos guiou e encontramos todos ali, minha mãe, a mãe do Edward, suas irmãs e maridos e Vic. Minha mãe veio me abraçar.
̶ Você me parece nervosa. – ela comentou e eu assenti.
̶ Não quero ver aquele homem de novo, mas infelizmente eu terei. Para que a justiça seja feita. – disse e ela acariciou meus cabelos.
̶ Dará tudo certo.
Respirei fundo.
̶ Onde está o papai?
̶ Arrumando-se para a audiência junto com Carlisle. – ela respondeu.
̶ Bom, vamos nos sentar e esperar. – Edward disse e assim fizemos. Nós nos sentamos e ficamos esperando para entrarmos no tribunal.
Passou-se um longo tempo, um tempo que não defini quanto. De repente apareceu uns policiais e atrás dele, vi Donovan algemado. Meu coração acelerou-se e eu me encolhi, todas as imagens daquele dia voltando para minha cabeça. Edward passou o braço em volta de mim, apertando-me.
̶ Está tudo bem. – ele tentou tranquilizar-me.
Donovan olhou-nos e pude ver a fúria em seus olhos, ainda mais quando ele encarou Edward.
Levaram-no para se preparar para a audiência.
̶ Logo o tribunal estará pronto. – avisou Leah. – Vamos falar com o papai.
Edward e eu nos levantamos e seguimos minha irmã para uma sala. Ela bateu na porta e a abriu, entramos e encontramos meu pai, que já estava vestindo sua túnica preta de promotor. Ele nos olhou e sorriu.
̶ Minhas filhas, Edward. – ele nos cumprimentou.
̶ Oi. – dissemos.
Meu pai veio até mim e me abraçou.
̶ Como está, querida? Preparada? – ele perguntou.
Respirei fundo e o olhei.
̶ Não muito. Quando o vi passando, fiquei apavorada e tudo voltou a minha cabeça. – desabafei.
̶ Fique tranquila, ele não vai poder encostar em nenhum de vocês. E você estará o tempo todo acompanhada. – assenti e eu pai soltou-me. – Vocês dois tem que dar todos os detalhes, desde o que aconteceu no sequestro até o dia em que tudo isso começou. E sabemos que ele fez o que fez com você, para atingir o Edward. – meu pai olhou para o meu marido. – Sua memória está fresca de como essa rixa começou?
Edward assentiu.
̶ Com certeza, não me esqueci de nada. – ele respondeu.
̶ Isso é bom, muito bom. Leah, e as perguntas que conversamos ontem? – ele perguntou a minha irmã.
Leah assentiu.
̶ Sim, já está tudo certo. – ela respondeu. – E as suas?
̶ Tudo ok.
̶ E como você e Carlisle farão quando tiverem perguntas para Bella e Edward? Por causa do conflito de interesses?
̶ Bom, teremos que ser profissionais, chama-los formalmente. Quando eu tiver alguma pergunta para a Bella, será Carlisle quem fará, e já as perguntar direcionadas ao Edward, eu mesmo farei. – meu pai explicou.
Leah assentiu.
̶ Ok.
̶ Leah. – meu pai entregou uma túnica igual a dele para ela. – Apronte-se que logo iremos entrar em tribunal.
̶ Claro, obrigada. Vamos lá, pessoal.
̶ Tchau, papai. – abracei meu pai.
̶ Tchau, querida. Dará tudo certo, não se preocupe. – ele disse.
̶ Tem alguma possibilidade de eu falar com o meu pai? – Edward perguntou e meu pai negou.
̶ Não, já que está envolvido no caso.
Edward assentiu.
̶ Tudo bem, então vamos lá. Até daqui a pouco, Charlie.
̶ Tchau.
Saímos do escritório e retornamos para nos juntarmos junto aos outros. Passaram-se uns vinte minutos e um policial aproximou-se.
̶ Com licença. A sala de audiência já está liberada. Peço que entrem em silêncio e sentem-se. – ele avisou e assentimos.
Leah levantou-se, vestiu sua túnica e guiou-nos para a sala. Entramos na sala e nos sentamos nos bancos que havia ali, aguardando. Carlisle entrou na sala.
̶ Todos de pé. – disse um policial e levantamo-nos para receber Carlisle. Ele sentou-se em seu lugar, a nossa frente, ele estava com uma túnica parecida com a de meu pai, só que era mais luxuosa.
̶ Podem se sentar. – ele disse.
Meu pai também apareceu e ficou perto de Carlisle.
̶ Bom dia. – disse Carlisle. – Vamos começar, podem trazê-lo.
Nesta hora, meu coração acelerou-se e eu apertei a mão do Edward, ele passou o braço em volta de mim, abraçando-me para que eu ficasse mais confortável.
Os policiais entraram com Donovan e tentei não olhar muito para sua cara. Ele se sentou na cadeira do réu. Era chegada a hora. O julgamento de Donovan começaria.
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