Eternamente

194 Capítulo 193-O julgamento de Donovan Prt. II


Isabella Marie Swan Cullen

Continuação…

O julgamento havia começado, e eu ainda não conseguia olhar direto para Donovan.

̶ Estamos aqui para julgar o caso de Willian Ray Donovan, acusado de: perseguição, assédio, tentativa de estupro, tentativa de homicídio e sequestro. Pelo Sr. Edward Cullen e Isabella Cullen. – Carlisle apresentou o caso. – Sr. Donovan.

O monstro levantou-se.

̶ Sr. Donovan, como se declara? – Carlisle perguntou.

̶ Inocente. Todas as acusações são falsas, calúnias. – ele respondeu e não consegui ficar quieta na cadeira, inconformada.

Edward me segurou.

̶ Calma.

̶ Eu não acredito. Como ele pode negar tudo o que fez? – perguntei.

̶ Bella, fique calma. A maioria dos culpados agem assim, ainda mais os psicopatas feito ele. Acalme-se, esse julgamento só está começando. – Leah também tentou me controlar.

Respirei fundo e aquietei-me, voltando a prestar atenção no julgamento.

̶ Promotor de acusação, Charlie Swan. – Carlisle chamou pelo meu pai, que se levantou. – Meritíssimo.

̶ Pode começar.

Meu pai caminhou na direção de Donovan, que o encarou.

̶ Sr. Donovan. Vamos começar com as perguntas, ok?

Ele continuou quieto.

̶ O senhor é médico há mais de vinte anos, a mais de dez anos trabalha no hospital de Los Angeles, que agora chama-se: Grey’s Hospital. Correto?

Donovan assentiu com a cabeça.

̶ Sim.

̶ O senhor era um excelente médico. Seu desempenho começou a cair com a chegada do recém-formado, Dr. Edward Cullen.

O rosto de Donovan mudou quando meu pai citou o nome de Edward.

̶ Esse moleque acabou com a minha carreira! – Donovan acusou.

Edward levantou-se.

̶ Eu acabei com a sua carreira? Você acabou com a sua carreira sozinho!

̶ Dr. Cullen! – Carlisle chamou sua atenção. – Contenha-se, por favor.

Edward olhou para o pai que assentiu a cabeça discretamente. Edward voltou a se sentar e pegou em minha mão.

̶ Continue, Sr. Swan. – Carlisle pediu e meu pai voltou a atenção para Donovan.

̶ Continuando, Sr. Donovan. O senhor acha que o Dr. Cullen é culpado pelos seus atos e não você mesmo.

̶ Protesto, meritíssimo. – o advogado de Donovan, que era um servidor público e não havia dito nada até o momento, levantou-se para defende-lo. – Isto não é uma pergunta e sim uma acusação.

Meu pai sorriu ironicamente.

̶ Sou promotor de acusações, não sou?

̶ Sr. Swan, contenha-se, por favor. – Carlisle pediu.

̶ Está bem, vou reformular então: Sr. Donovan, por que acha que o Dr. Edward Cullen é responsável por tudo?

Donovan respirou fundo.

̶ Esse moleque chegou ao hospital sem saber de nada, já foi ganhando um posto que era meu! Tornou-se chefe, formulando sua equipe. Sendo que ele deixava a maior bagunça no hospital, dando privilégios para as irmãs, deixando-as transarem com os namorados que também faziam parte da equipe, enfiou uma estagiária no hospital com quem ele também passou a transar, transformando o hospital em um motel…

̶ Cite os nomes, Dr. Donovan. – meu pai pediu.

̶ Com todo prazer. Estou falando de suas irmãs mais novas, Dra. Rosalie E Dra. Alice Cullen, e seus namorados. Dr. Emmett McCarty e Dr. Jasper Hale. E a estagiária. Dra. Isabella Swan, que o senhor promotor conhece muito bem.

Meu pai respirou fundo. Não estava sendo fácil nem para ele e nem para Carlisle ver Donovan nos insultando, que éramos seus filhos.

̶ Para confirmar, está referindo-se a Dra. Rosalie McCarty e o Dr. Emmett McCarty, Dra. Alice Hale e o Dr. Jasper Hale, e a estagiária, que hoje já é uma médica formada, Dra. Isabella Cullen?

̶ Exatamente.

Meu pai assentiu.

̶ Bem, eu vou começar com as perguntas do advogado de acusação. Por favor, Sra. Leah Black.

Leah respirou fundo se levantou, aproximou-se do nosso pai e do réu.

̶ Dr. Donovan, vou dar continuidade as palavras do promotor, primeiramente quero saber se o senhor acredita que meu cliente, Dr. Edward Cullen, é o real culpado pelos seus atos?

̶ Sim, ele é.

̶ Então está querendo dizer, que meu cliente é culpado pela tentativa de homicídio contra sua mãe, Esme Cullen, pela tentativa de sequestro e abuso contra uma de suas irmãs, Dra. Alice Hale e pelas ameaças e sequestro de sua esposa, Dra. Isabella Cullen?

̶ Protesto, meritíssimo. Minha colega está fazendo acusações sem provas.

̶ Meritíssimo, eu tenho provas. O réu mandou um vídeo ao meu cliente, mostrando sua mãe lendo um livro no parque. – Leah pegou o controle da TV apertou o play, mostrando as fotos e vídeo que Donovan mostrou.

̶ Protesto negado. Dê continuidade, Sra. Black.

̶ Obrigada, Meritíssimo. – Leah apertou o botão do controle novamente e mostrou outro vídeo. – Também tenho imagens das câmeras de segurança do parque, onde meu cliente protegeu sua mãe e sua irmã do ataque e mostram perfeitamente Dr. Donovan armado, atirando e em seguida, fugindo. – Leah mostrou as imagens de segurança. – E estas aqui são imagens do Dr. Donovan atacando a Dra. Alice Hale no hospital, assim como também há várias testemunhas do ataque.

̶ Dr. Donovan, tem algo a explicar sobre esses ataques? – perguntou meu pai.

̶ Já disse, todos os atos que cometi, foram por culpa dele. – Donovan bateu na mesma tecla, Edward iria protestar, mas, segurei seu braço, impedindo-o de levantar.

̶ Não. Desse jeito você vai acabar sendo expulso daqui, fique quieto, por favor. Eu preciso de você ao meu lado. – implorei e ele respirou fundo, aquietando-se ao meu lado.

̶ Meritíssimo, gostaria de chamar meu cliente para dar seu depoimento. – disse Leah.

Carlisle assentiu.

̶ Autorizado.

Leah virou-se para a gente.

̶ Por favor, Dr. Edward Cullen. – chamou minha irmã.

Virei minha cabeça e olhei nos olhos de Edward.

̶ Boa sorte. – desejei.

Ela deu-me um fraco sorriso.

̶ Obrigado. – ele me deu um selinho, levantou-se e foi se sentar na cadeira de testemunhas, Leah sentou-se ao seu lado e meu pai aproximou-se deles, para fazer as perguntas.

̶ Sr. Cullen, o senhor conhece o Dr. Donovan há algum tempo, correto?

Edward olhou para minha irmã, que assentiu, ele voltou a olhar para o meu pai e respondeu a pergunta:

̶ Desde que comecei a trabalhar no hospital.

̶ Você cresceu muito no hospital, com menos de cinco anos ali, conseguiu tornar-se chefe e montar a sua equipe, formada pelas suas duas irmãs e seus dois cunhados, logo em seguida, contratou uma estagiária, que hoje em dia formou-se médica e faz parte de sua equipe e é sua esposa, correto?

Edward assentiu.

̶ Sim.

̶ Dr. Cullen, o senhor disputou o cargo que tem hoje, com o Dr. Donovan? – meu pai perguntou.

̶ Sim. Eu fui o escolhido e ele nunca aceitou esse fato. Por isso sempre ficava competindo comigo, me odiando pelos corredores. No começo, ele me tirou uma namorada, que era uma enfermeira, ela acabou terminando tudo comigo e virando sua amante. Ele tentou fazer o mesmo com minha mulher, na época em que namorávamos, mas quando chegou nela, ela já conhecia toda a história e lhe deu um fora.

̶ Isso é mentira! Aquela vadia te manipulou. – ele sorriu. – Mal sabia você que pelas suas costas, ela aceitava todos os cortejos.

Fiquei indignada por ele me caluniar desse jeito, eu jamais seque dei bola para ele.

̶ Sr. Donovan, contenha-se! – Carlisle exigiu e o advogado de Donovan o acalmou.

̶ ̶ Prossiga, Dr. Cullen. – pediu meu pai.

̶ Suas provocações foram ficando piores. Até que chegou ao ponto dele fazer mal, a pior de todas foi para minha irmã, quando ele tentou abusar dela no hospital.

̶ Foi então que ele acabou sendo mandado embora, do hospital, certo?

̶ Sim.

̶ Depois da saída do Dr. Donovan, ele ficou sumido, e enquanto isso, sua antiga professora acabou comprando o hospital, colocando você e sua esposa como chefes, certo?

Edward assentiu.

̶ Sim, correto.

̶ E isso também foi um motivo para do Dr. Donovan ficar ainda mais bravo.

̶ Protesto! Meritíssimo, o promotor está fazendo uma acusação sem fundamentos. – disse o advogado.

̶ Negado! – disse Carlisle. – Prossiga.

̶ Eu não sei a opinião de Donovan quanto a minha promoção, mas acredito que com certeza ele não tenha gostado. Depois de sua saída do hospital, soube dele pouquíssimas vezes. A sua próxima aparição, foi quando ele tentou matar minha mãe no parque. – disse Edward.

̶ Sim, o atentado conta a Sra. Esme Cullen. Pelo que consta em seu depoimento, ela estava no parque, sentada em um banco, lendo um livro, quando você e sua irmã, Dra. Rosalie McCarty, chegaram a procura do Donovan, correto?

Edward assentiu.

̶ Donovan havia enviado um vídeo da minha mãe no parque, fomos correndo ao parque, lá avistamos Donovan escondido atrás de uma árvore; ele apontou uma arma na nossa direção e eu tentei proteger minha mãe e minha irmã quando ele atirou.

̶ E o tiro acabou pegando em você, no ombro. Donovan acabou fugindo, correto?

̶ Sim. Depois disso passamos um bom tempo sem saber dele, tivemos uma vida tranquila por um tempo. Até ele ressurgir, nos ameaçando e não tive mais paz. E quando menos esperamos, ele sequestrou minha esposa.

̶ Sim, vamos falar do sequestro. Como a Dra. Isabella Cullen foi sequestrada?

̶ Ah… ela havia saído de casa para visitar o túmulo da mãe, e quando eu fui busca-la, ela não apareceu. Vi sua bolsa caída no chão e concluí que algo havia lhe acontecido. Foram… momentos torturantes para mim. Donovan entrou em contato, mas ele não queria resgate, ele queria me fazer sofrer, até machuca-la para me fazer sofrer.

Senti calafrios com as lembranças.

̶ E como foi o resgate? – meu pai perguntou.

Edward respirou fundo antes de responder.

̶ Quando o telefone de Donovan foi localizado, fui ao local junto com a polícia, minhas irmãs, Emmett e Jasper foram juntos, para o caso da Bella precisar de cuidados médicos, ela estava grávida na época, com nove meses completos e poderia entrar em trabalho de parto a qualquer momento.

̶ O Dr. Donovan foi encontrado na cabana, certo? – meu pai perguntou.

̶ Sim, ele estava ferido com um tiro na perna. O Dr. Jasper Hale fez os primeiros socorros, ele foi atingido pela Bella com sua própria arma. Ele havia sido atingido na artéria femoral e estava perdendo muito sangue…

̶ Aquela vadia me aleijou! – Donovan interrompeu-me.

̶ Dr. Donovan, por favor! – disse Carlisle e o advogado de Donovan o conteve.

̶ Continue, Dr. Cullen. – meu pai pediu.

Edward deu continuidade ao seu depoimento:

̶ …bom, como Donovan é médico, ele sabia que não podia se mover, senão, poderia morrer. Ele conseguiu sobreviver, mas ficará manco, para sempre.

̶ Por causa daquela vagabunda.

̶ SR. DONOVAN! – Carlisle berrou, chamando a atenção de todos.

̶ Ele já está perdendo a paciência. – disse Esme, atrás de mim.

̶ Contenha seu cliente. – Carlisle avisou ao advogado, que mais uma vez conteve Donovan.

̶ Continue. – pediu meu pai.

̶ Eu havia deixado minhas irmãs no carro, não queria que elas se machucassem, ainda mais Alice, que está grávida. Mas, enquanto estávamos na cabana, elas nos ligaram, disseram que haviam encontrado a Bella, depois de ouvir um berro na floresta, ela estava em trabalho de parto, pedimos a localização delas e fui atrás, junto com Emmett e Jasper.

̶ E vocês a encontraram e fizeram seu parto, certo? – meu pai perguntou, mesmo sabendo a resposta.

̶ Sim, e graças a Deus ela e meu filho não correram nenhum risco.

̶ Era para ela e aquele fedelho terem morrido! – disse Donovan.

̶ Era para você estar morto! – Edward levantou-se e foi para cima dele, foi contido pelos policiais. Eu comecei a ficar desesperada.

̶ Sr. Cullen! – era a primeira vez que Carlisle se dirigia ao Edward. – Contenha-se!

Edward acatou a ordem como um filho obediente e aquietou-se no lugar.

Meu pai aproximou-se dele, ficando a sua frente.

̶ Sr. Cullen, o Sr. Donovan o perseguiu por anos, tentou derrubar sua equipe médica, assediou uma de suas irmãs, atentou contra a vida de sua mãe, quase o matou, sequestrou e quase matou sua esposa e filho. O senhor o considera um perigo para a sociedade para o senhor e sua família.

̶ Sim. – Edward respondeu automaticamente.

̶ O declara culpado?

̶ Sim.

Meu pai assentiu e virou-se para Carlisle.

̶ Sem mais perguntas, Meritíssimo.

̶ Pode voltar ao seu lugar, Sr. Cullen. – Carlisle o liberou.

Leah e Edward voltaram para os seus lugares. Assim que Edward sentou-se ao meu lado, ele passou um braço em volta de mim, trazendo-me para perto dele.

̶ Tudo bem? – ele perguntou, preocupado comigo. Assenti com a cabeça.

̶ Uhum. E você? – olhei-o.

̶ Estou bem. – ele respirou fundo. – Ele só me tirou do sério.

Assenti.

̶ Eu te entendo. – dei-lhe um selinho.

As próximas testemunhas foram funcionários do hospital, apenas para relatarem a relação de Donovan e Edward.

̶ Bella. – Leah sussurrou e virei-me para ela. – Você será a última testemunha, ou seja, não deporá hoje.

̶ Quando tempo esse julgamento vai durar? – perguntei.

̶ Não se sabe ao certo. Mas, espere para vir aqui pelo menos por toda a semana.

Respirei fundo.

̶ Ai, ninguém merece.

̶ Desculpe-me, mas você tem que estar presente no depoimento de todos, não importa que seja.

Assenti.

̶ Tudo bem.

Os depoimentos deram continuidade. Agora, alguns funcionários do hospital, dariam seu depoimento, e ainda só estava no começo.

Algumas horas depois…

Finalmente fomos liberados da audiência e só teríamos que voltar semana que vem, eu já não aguentava mais tudo isso.

̶ Bella, Edward, foi um longo dia, vocês estão cansados. Deixem que eu pego as crianças na casa de Charlie e fico com elas, para vocês descansarem. – Esme sugeriu.

Edward me olhou.

̶ Tudo bem para você? – ele perguntou e eu assenti.

̶ Claro. – olhei para minha sogra. – Obrigada, Esme.

Ela sorriu.

̶ Não foi nada queridos, vão descansar. Amanhã tem mais e pelo visto a semana será longa.

Assentimos.

Despedimo-nos de todos e entramos no carro, Edward foi direto para casa. Seria sofrido ficar essa noite sem meus filhos, mas era melhor eles ficarem em um ambiente mais tranquilo. Em casa, com Edward e eu preocupados, não era um lugar tranquilo para eles. Eu só queria mesmo que tudo acabasse rápido.

Assim que chegamos em casa, fomos recebidos pelos latidos de Simba.

̶ Eu vou guardar o carro. – Edward avisou, já que ele estacionou na rua.

̶ Está bem. Eu vou dar comida para o Simba.

Edward foi para o seu carro e eu fui para a cozinha com Simba. Coloquei comida para ele e ele ficou comendo. Preparei um chá de camomila para que eu pudesse me acalmar um pouco, voltei para a sala e encontrei Edward sentado no sofá, ele parecia pensativo.

̶ Quer um chá? É ótimo para acalmar os nervos.

Ele sorriu.

̶ Acho que eu prefiro algo mais forte. – ele respondeu.

̶ Uísque então. – disse e fui preparar a bebida. Eu tinha outros planos para acalmá-lo, mas, vamos começar com uísque.

Edward Anthony Cullen

Hoje foi um dia muito longo e cansativo, eu realmente queria descansar, mas, primeiro eu precisava relaxar. Donovan, como todo o seu depoimento, inventando mentiras, deixou-me tremendamente estressado e sei que a Bella também. Foi uma boa ideia minha mãe ter se oferecido para cuidar das crianças, não queríamos passar toda essa negatividade para nossas lindas crianças.

Bella voltou com meu copo de uísque e me entregou.

̶ Obrigado, gatinha. – agradeci e tomei um gole.

Ela se sentou ao meu lado e ofereci a bebida à ela.

̶ Quer?

̶ Estou amamentando, esqueceu?

̶ É, por um momento. – disse e voltei a beber.

Bella acariciou meus cabelos, o toque de seus dedos eram maravilhosos.

̶ Foi um longo dia, não é mesmo?

Assenti.

̶ E será uma longa semana. – lamentei.

̶ Como uma pessoa pode inventar tantas mentiras? – ela perguntou.

̶ Eu não sei. Mas, garanto que ele vai pagar caro por tudo isso. – era uma promessa.

̶ Eu sei que vai.

Olhei-a.

̶ Agora, por favor, não vamos mais falar sobre isso. Eu quero terminar minha noite tranquilamente.

Ela assentiu.

̶ Claro, eu te entendo.

Terminei de tomar minha bebida e deixei o copo na mesinha, ao lado do sofá, Bella de repente levantou-se e sentou-se em meu colo. Sua atitude surpreendeu-me. Ela sorriu, olhando-me nos olhos.

̶ Acho que precisamos relaxar um pouco. – ela sugeriu.

Sorri para ela.

̶ É uma ótima ideia.

Bella havia se recuperado bem rápido de seu resguardo, rápido demais para a surpresa de todos. Ela tinha um nível de recuperação impressionante. Mas, mesmo seu resguardo tendo acabado, não voltamos a nossa vida sexual, estávamos preocupados demais com o julgamento de Donovan, que não tivemos tempo para isso. Agora, ela estava querendo mudar isso.

Ela beijou meu peito e ajoelhou-se a minha frente. Ela me olhava nos olhos enquanto desabotoava minha calça; enfiou a mãe e pegou meu membro. Gemi com o toque de sua mão.

̶ Bella…

̶ Shii, deixe comigo. – ela aproximou a cabeça e abocanhou meu pau, chupando-o deliciosamente.

Eu estava no paraíso. Minha amada esposa estava me levando às alturas.

Bella alternava os movimentos entre chupar e me masturbar. Eu não duraria muito e ela parecia saber disso, aumentou os movimentos com a mão. Cheguei ao ponto de não aguentar mais, minhas bolas formigaram, meu quadril estremeceu violentamente e ainda bem que eu estava sentado, eu provavelmente estava fazendo uma careta de prazer e eu gemia sofridamente, então, não pude mais me segurar, soltei jatos que espirraram em seu rosto e ela sorriu.

Tombei minha cabeça para trás e fechei os olhos, apreciando o momento de êxtase. Senti quando ela levantou-se e abri os olhos. Ela levou a mão para dentro do vestido e desceu a calcinha preta, finíssima.

̶ Por que foi com uma calcinha dessas para o tribunal? – perguntei e ela riu.

̶ Peguei a primeira que vi na minha frente. – ela respondeu e limpou seu rosto com a calcinha, depois, jogou-a longe.

Ela veio se sentar em meu colo e beijou meus lábios. Foi um beijo urgente, íntimo. Um beijo que dizia: segundo round. Eu já estava duro de novo, pronto para ela e assim foi, ela guiou meu pau para sua entrada e sentou nele, gemendo enquanto me olhava. Ela selou nossos lábios e olhou em meus olhos.

̶ Eu te amo. – ela disse.

Sorri, retribuindo o olhar daquele par de olhos chocolates.

̶ Eu também te amo, gatinha. – disse.

Bella começou aumentar o ritmo aos poucos, até ficar em um vai e vem sem parar, comigo gemendo, pedindo para ela não parar e ir mais forte, e dessa vez, nós dois chegamos ao orgasmo juntos, ela deitou a cabeça em meu ombro, esperando sua respiração normalizar, em seguida, levantou a cabeça e sorriu, olhando-me.

̶ Eu quero mais. – ela disse.

Sorri.

̶ Tirou as palavras da minha boca. – levantei-me com ela e a coloquei no chão.

Virei-a e deixei-a de joelhos no sofá, apoiada no encosto e fiquei atrás dela, segurei a sua cintura e a penetrei, lentamente e quando estava inteiro dentro dela, comecei a me movimentar rapidamente, metendo com força, arrancando gemidos altos dela e fazendo-a pedir por mais, o que eu sempre dava.

Naquele momento, aproveitávamos para desestressar todo o estresse que tivemos o dia inteiro, satisfazendo o desejo um pelo outro, sem se conter com os gemidos e barulhos, já que os nossos filhos não estavam em casa para nos ouvir. E também não planejávamos acabar tão cedo, nossa noite seria longa Pelo menos amanhã estaríamos recuperados e leves para mais um dia de julgamento.

̶ Ahhh! – Bella não conteve seu grito ao gozar em volta de mim, seu corpo ficando todo mole.

Beijei seu pescoço.

̶ Já cansou? – perguntei, esperando pelo seu não.

Ela riu.

̶ Eu só preciso de um minuto.

̶ Uhum. – enquanto ela se recuperava, dava beijos por todo o seu pescoço, voltei a atiçá-la quando lhe dei uma leve mordida, fazendo a sua pele se arrepiar.

̶ Hum… ̶ ela me empurrou para trás o que me fez sair de dentro dela e se levantou do sofá.

̶ Venha. – ela pegou minha mão e me puxou, levando-me até a porta que dava para o jardim, ela abriu a porta e saímos.

Estava escuro ali, somente os abajures do jardim iluminavam ali e a luz da lua, Bella ajoelhou-se no chão, apoiando os braços em nosso balanço.

Ajoelhei-me atrás dela e penetrei-a novamente. O prazer entre nós, só aumentava. Comecei a aumentar o ritmo aos poucos, nossos gemidos ecoavam pelo jardim, Bella rebolava o quadril deixando-me maluco. Chegou um momento em que ela se apoiou com mais força no balanço e ele foi ao chão, segurei-a para não ir junto.

̶ Tudo bem? Machucou-se?

Ela riu.

̶ Não, eu estou bem. – ela disse e eu ri também.

̶ Depois eu concerto. – beijei seu pescoço e continuei com os movimentos, até ela gozar mais uma vez.

Começou a esfriar e a fiz entrar para nenhum de nós ficarmos resfriados. Fomos para a cozinha, onde continuamos, ela dessa vez apoiada no balcão – que era mais seguro e não ia ao chão. – e eu atrás dela, enquanto estávamos lá, Simba veio da sala e nos olhou. Não era a primeira vez que ele me vi assim, quando éramos somente ele e eu no meu apartamento, antes de eu conhecer a Bella, ele me viu algumas vezes assim, com outras mulheres. Bella não gosta muito disso, ela não gosta de outros olhos nos olhando nesse momento, muito menos o nosso cachorro, ela sempre o colocava para fora do quarto, para ele não nos ver, preferi não falar nada para ela que ele estava ali, senão, ela iria querer parar e tirá-lo dali, e eu não estava nenhum pouco afim de parar.

Simba não ficou por muito tempo ali e voltou para a sala. Essa hora ele gostava de dormir no tapete da sala, então, não me incomodei. Bella começou a gemer, ela estava quase e dessa vez eu iria junto com ela.

Chegamos ao ápice juntos, gemendo o nome um do outro. Nosso corpo tremia, em seguida, ficou mole, completamente em êxtase. Voltamos para a sala e Simba realmente estava dormindo no tapete, pegamos nossas roupas e subimos para o nosso quarto, fomos direto para o banheiro e tomamos um banho. Depois do banho, coloquei uma samba canção e Bella vestiu uma camisola e descemos. Fizemos um sanduiche, comemos e depois subimos, Bella ainda ligou para minha mãe, para saber se as crianças estavam bem, quando teve a confirmação, ficou mais tranquila e voltou para mim, para encerrarmos aquela noite perfeita.