Eternamente

174 Capítulo 173-Tempo afastada/ Megan terrível/ Antigo problema retorna


Isabella Marie Swan Cullen

Algumas semanas depois…

Eu estava sentada no sofá, vendo meus filhos brincarem no tapete. Eles já tinham evoluído muito e estavam dando seus primeiros passos. E os olhava, toda boba. Meus pequenos ficavam cada dia mais lindos, e eu tinha muito orgulho deles.

Passei a mão na barriga.

-Logo você vai se juntar com os seus irmãos, meu amor. –Disse.

Já haviam se passado algumas semanas, desde que recebi alta do hospital. Eu passei uma semana de repouso em casa e depois voltei a trabalhar. Jacob havia levado a Leah e o filho deles pra casa dos seus pais em Washington, eles iriam passar um tempo por lá, o que faria muito bem pra minha irmã.

Eu tinha me recuperado muito bem, o que era bom e minha gravidez seguia normalmente.

Não via meu pai direito, desde aquele dia. Ele tinha ido ao hospital, mas, não cheguei a vê-lo, pois, eu não queria receber visitas e ele me entendeu, depois disso, ele não me procurou mais.

Estava tudo voltando ao normal, aos poucos. Toda a família tinha que lidar com essa nova novidade, de que a mãe da minha irmã, que acreditávamos estar morta por todos esses anos, está muito viva. E ainda tinha o Donovan, que estava solto e era a maior preocupação do Edward. Mas, eu não podia ficar me preocupando assim, eu estava grávida e queria me dedicar inteiramente ao meu bebê.

Escutei a porta batendo e virei minha cabeça em direção dela, vendo Edward soltar a coleira do Simba.

-Oi. –Disse.

Simba foi até as crianças.

-Oi. –Edward disse, se aproximando e me dando um selinho.

-Como foi o passeio? –Perguntei.

-Muito bom, faz tempo que não tínhamos momentos juntos, já que você o roubou de mim. –Ele disse.

Sorri.

-Eu não o roubei de você. Ele gostou de mim, por conta própria. –Disse.

Ele sorriu.

-E tem como não gostar de você? –Ele perguntou, aproximando de mim e me dando um selinho.

Comecei a rir e olhei para o chão.

-Olha lá, não sou eu que estou roubando seu cachorro de você. –Disse.

Edward riu.

-É, eles se gostam mesmo. –Ele disse. –E quando procuraremos uma parceira pra ele?

-Podemos ir no final de semana. Você vai fazer plantão? –Perguntei.

-Não, meu plantão é na sexta, volto no sábado de manhã. –Ele respondeu.

Assenti.

-Tudo bem, a gente vai, se não estiver muito cansado. –Disse.

Ele sorriu.

-Tudo bem. Agora, temos que nos arrumar pra irmos trabalhar, Dra. Cullen. –Ele disse.

Assenti.

-Ok, quer ir se arrumar primeiro? –Perguntei.

-Não, vai lá. Eu olho as crianças. –Ele disse.

-Tudo bem, eu não demoro. –Disse.

-Ok.

Dei um selinho nele e me levantei, fui até as crianças e abaixei-me, para dar um beijo na cabeça de cada um, acariciei a cabeça do Simba, e depois eu subi para me arrumar.

(…)

Edward e eu já estávamos arrumados e terminando de lavar a louça do café.

-Gatinha, vai arrumar os meninos no carro, eu termino aqui. –Edward disse.

Assenti.

-Ok. Não demore muito.

-Tá.

Dei-lhe um beijo na bochecha e saí da cozinha.

-Tá legal, prontos pra irem pra casa da vovó? –Perguntei e os dois sorriram pra mim. –Ok, vamos começar a nos arrumar.

Peguei a bolsa deles, que já estava arrumada e levei para a garagem. Coloquei no banco de trás, ao lado das cadeirinhas e voltei pra sala, peguei o carrinho e voltei pra garagem, fechei o carrinho e guardei no porta malas, voltei pra sala e peguei Megan no colo.

-Tá legal, primeiro as damas. –Disse. –Não saia daqui, Ethan.

Fui pra garagem e coloquei Megan em sua cadeirinha, coloquei o cinto de segurança nela e lhe dei um beijo na bochecha.

-Pronto, meu amor. A mamãe já volta. –Disse e voltei pra sala.

Peguei Ethan no colo.

-Pronto, amor. Sua vez. –Disse e olhei para o Simba. –Simba, vá fazer companhia para o Edward.

Ele latiu em resposta e correu pra cozinha.

Levei Ethan pra garagem e o coloquei em sua cadeirinha, coloquei seu cinto e lhe dei um beijo na bochecha.

-Pronto, meu amor. –Disse. –Os dois estão prontos pra ir. A mamãe já volta.

Voltei pra sala e peguei minha bolsa, depois voltei pra garagem e entrei no carro, sentando-me no banco do carona.

-Pronto, agora é só esperar o pai de vocês. –Disse.

Fiquei ali esperando por um tempo. De repente, Ethan começou a chorar, olhei pra trás e vi que a Megan estava com a chupeta dele na boca e a dela na mão.

-Querida, essa chupeta é do seu irmão. –Disse, tirando a chupeta da boca dela e devolvendo para o Ethan. –A sua é essa rosinha que está na sua mão. –Tirei a chupeta da sua mão e coloquei em sua boca.

A porta do motorista se abriu e Edward entrou no carro.

-Estão prontos, família? –Perguntei.

-Sim. –Respondi.

Megan tirou a própria chupeta e pegou a do Ethan.

-Megan Cullen! –Chamei sua atenção, destrocando as chupetas mais uma vez.

-Por que esta brigando com a minha princesinha? –Edward perguntou.

-Por que as sua princesinha, está tirando a própria chupeta e tomando a do seu principezinho. –Disse.

Edward riu.

-Bom, eu costumava roubar as bonecas das minhas irmãs e esconder. –Ele disse.

-É, Megan tem a quem puxar. –Disse.

Ele riu.

-Você não sabe o que é isso, por que cresceu longe da sua irmã. –Ele disse.

-Não, é você que era uma criança terrível. E eu rezo pra que nenhum dos meus filhos, herde isso de você. –Disse.

Ele começou a rir.

-Tudo bem. –Ele disse e apertou o botão, pra abrir o portão da garagem. –Vamos?

-Colocou comida para o Simba? –Perguntei.

Ele assentiu.

-Sim.

-E fechou tudo? Ligou o alarme? –Perguntei.

Ele assentiu.

-Sim, amor. Fiz tudo isso. –Ele respondeu.

-Ok, então vamos.

Edward ligou o carro e saímos da garagem, ele fechou o portão e dirigiu pra casa dos seus pais.

Durante o caminho, eu me virava pra olhar os meninos. Hoje Megan decidiu ser terrível e estava judiando do Ethan.

Lembro-me das poucas vezes que convivi com a Leah, quando éramos crianças, nunca fomos assim, de ficar implicando uma com a outra, ou que destruía os brinquedos uma da outra, como o Edward fazia com as irmãs. Leah e eu brincávamos juntas, dividíamos bonecas. Espero que essa fase deles, seja passageira, por que eu queria que os meus filhos crescessem sempre unidos, sem brigas.

Edward parou o carro em frente a casa dos seus pais.

-Tá legal, chegamos. –Ele disse.

-Vamos lá, eu espero que a Berta consiga controlar a Megan hoje. –Disse.

-Se ela conseguia me controlar, então ela consegue controlar a nossa filha. –Edward disse.

Assenti.

-É, tem razão. Ninguém é pior que você. –Disse.

Ele me olhou, soltando seu cinto de segurança.

-Também te amo. –Ele disse.

Sorri, soltando meu cinto e me aproximei dele, lhe dei um selinho.

-Agora vamos.

Saímos do carro e Edward foi até o porta malas. Abri a porta traseira e peguei o Ethan.

-Vamos, querido.

Edward tirou o carrinho e o abriu, e eu coloquei Ethan nele, depois peguei a Megan e a coloquei no carrinho. Peguei as bolsas deles dentro do carro e fechei a porta.

-Prontinho. –Disse.

-Pegou tudo? –Edward perguntou.

Assenti.

-Sim, peguei. –Respondi.

-Ótimo.

Entramos na casa e encontramos Esme na sala de estar.

-Bom dia, mãe. –Edward disse.

-Bom dia, Esme. –Disse.

-Bom dia, meninos. –Ela disse.

-Onde está a Berta e a Tinie? –Perguntei.

-Berta ligou e disse que vai se atrasar um pouco, e Rosalie acabou de me mandar mensagem, disse que vai trazer a Valentina mais tarde, e pediu pra avisar vocês, que ela e Emmett trabalharão mais tarde, eles tem que buscar a mãe do Emmett no aeroporto. Ela avisou de última hora, que estava vindo fazer uma visita. –Esme explicou.

Edward assentiu.

-Bom, sendo assim, eu perdoo. –Edward disse.

Esme me olhou.

-E você, Bella? Como você e nossa pequena sementinha estão?

Sorri e passei a mão na minha barriga.

-Estamos ótimos. –Respondi.

-E já falou com o seu pai?

Respirei fundo.

-Não, ainda não. –Respondi.

Ela assentiu.

-Tudo bem, mas, pense bem em falar com ele. Já basta a Leah, que é o centro disso tudo e fugiu pra casa dos sogros, morrendo de ódio dele. Seja mais tranquila.

Assenti.

-Eu vou pensar nisso. –Disse.

Sorri.

-Então, mãe. Você vai ficar com os meninos até a Berta chegar? –Edward perguntou.

Esme assentiu.

-Sim. –Ela sorriu. –É maravilhoso passar um tempo com os meus netos.

-Ah, então se prepara, por que hoje a Megan está terrível e não deixa o Ethan em paz. –Disse.

-Ah, eu já vi isso antes. –Esme disse e olhou para o Edward.

Ele sorriu.

-Eu não fiz nada. –Ele disse.

-Não, só fazia da vida das suas irmãs um inferno. –Esme disse.

-Estávamos nos divertindo. –Disse.

-Você estava divertindo. Por que eu só conseguia escutar a voz de duas garotinhas: “Mamãe, o Edward está nos perturbando.”

-É, parece que futuramente, será a frase “Mamãe, a Megan está me perturbando.”—Disse.

Esme riu.

-É, tal pai, tal filha. –Esme disse.

-Hei, não falem assim da minha princesinha. –Edward disse, a pegando no colo. –Você vai ser boazinha com o seu irmãozinho, não vai, princesa?

Megan sorriu pra ele.

-Ah, eu me lembro desse sorrisinho. É o sorriso dizendo que sim, mas, na verdade, vai fazer o contrário. –Esme disse.

-Mãe! Pare de caluniar minha filha. –Edward disse.

Esme riu.

-Tudo bem. Bella, não se preocupe, eles vão ficar bem. Podem ir trabalhar. –Esme disse.

-Tudo bem. –Abaixei-me em frente ao carrinho e olhei para o Ethan. –Nós já vamos, querido. Tenha paciência com a sua irmã, e se comporte. –Dei um beijo em sua bochecha. –Tchau, te amo.

Levantei-me e fui até o Edward, que estava com a Megan no colo, e lhe dei um beijo na bochecha dela.

-Tchau querida, seja boazinha com o seu irmão. –Disse e ela sorriu pra mim. Acariciei seu rosto. –Eu te amo.

Edward lhe deu um beijo na testa.

-Tchau, princesa. Comporte-se. –Edward disse e entregou Megan pra Esme e foi até o Ethan. –Tchau filhão. Tenha paciência com a sua irmã.

Ethan sorriu pra ele.

-Vamos, Edward? –Perguntei.

-Vamos. –Ele respondeu.

Edward foi até Esme.

-Tchau, mãe. –Ele disse e lhe deu um beijo na bochecha.

-Tchau, querido.

Edward acariciou a cabeça da Megan e se aproximou de mim.

-Vamos.

Olhei para os meus filhos.

-Tchau, crianças. Tchau, Esme. –Disse.

-Tchau, bom trabalho. –Esme disse.

Agradecemos deixamos as malas no sofá e fomos embora, entramos no carro e Edward dirigiu direto para o hospital.

Fiquei pensando no que a Esme me disse, sobre ir conversar com o meu pai. Eu sinceramente não sabia o que fazer, ele mentiu a vida inteira, minha mãe mentiu a vida inteira e aceitou levar a culpa por algo que ela nem sequer fez. Eu realmente não sabia o que fazer, no momento, eu só estava tomando as dores pela minha irmã.

-Tá tudo bem? –Edward perguntou.

Assenti.

-Tá. Eu só estava pensando no meu pai. –Disse.

-Ficou mexida com o que minha mãe te disse? –Edward perguntou.

Respirei fundo.

-É, um pouco. –Disse.

-Olha, muita coisa aconteceu entre vocês. É normal você ficar chateada, não tanto quanto a Leah, por que tudo isso tem haver com ela, mas, eu também acho que você deve ir conversar com ele. Charlie deve estar mal com as duas filhas com raiva dele.

-Eu não estou com raiva dele. –Disse.

-Não? Você não está brava, por ele ter feito a sua mãe uma vilã?

-Minha mãe concordou com isso tudo. –Disse.

-E não está frustrada, por que mesmo depois da morte dela, ele tenha escondido isso de você? –Edward perguntou.

-Se ele tivesse me dito, eu teria que esconder a verdade da Leah. –Disse.

-Então, por que está tão brava? –Edward perguntou.

-A minha irmã está sofrendo com tudo isso, eu quase perdi o nosso bebê, por causa disso tudo. –Disse.

Edward assentiu.

-Tem razão. Não sei se teria perdão por parte da sua família, se tivesse perdido nosso bebê, mas, graças à Deus, você ficou bem, vocês dois ficaram. Agora, você tem que entender o lado do seu pai.

-O lado do meu pai?

-Ele com certeza está mal com tudo isso, se sentiu mal por todos esses anos por mentir, mentir pra própria filha que sua mãe estava viva. –Edward disse. –Se fosse para o bem dos nossos filhos, eu também mentiria, se isso fosse protege-los. –Edward disse. –E sei que você também.

Eu sabia o que o Edward estava fazendo. Ele estava fazendo eu pensar como uma mãe, que mente para os filhos, para protege-los. E isso me fez pensar em tudo isso, cada vez mais.

Chegamos no estacionamento do hospital.

-Aqui estamos, pra mais um dia de trabalho. –Edward disse.

Sorri.

-Vamos lá, por que estamos com dois médicos à menos. –Disse, pegando minha bolsa e saindo do carro.

-Com a Rosalie fora, Alice vai ficar com os pacientes dela, pode ajuda-la? –Edward perguntou, saindo do carro.

Assenti.

-Claro.

-Sei que as duas estão grávidas, mas, se Alice trabalhar sozinha nos próprios pacientes e os pacientes da Rosie, então, acho que fica melhor vocês duas dividirem os pacientes, assim, não sobrecarrega nenhuma de vocês. –Edward disse.

Sorri.

-Tudo bem, Edward. Não se preocupe. Vou pedir pra Jane desmarcar os meus pacientes, pra poder ajudar a Allie, com os pacientes da Rosie. –Disse.

Ele assentiu.

-Obrigado. –Ele agradeceu.

-Não precisa agradecer. –Disse, aproximando-me dele e lhe dando um selinho. –Estou fazendo um favor pra minha cunhada, que também é uma das minhas melhores amigas.

Ele sorriu.

-Ok, vamos.

Edward pegou na minha mão e entramos no hospital.

-Já conheceu os pais do Emmett? –Perguntei.

Edward negou.

-Não. Ele fala muito deles, mas, nunca cheguei a conhece-los, mas a Rosie já os conhece a bastante tempo, desde o começo do namoro deles, eles viviam viajando pra casa dos pais deles. –Edward respondeu.

-E os pais do Jasper?

-Eu conheci a mãe dele, quando ele caiu na fossa pela Maria. Ela é psiquiatra, dessas bem renomadas. Ela veio tentar ajuda-lo, e adorou a Alice de cara, deu todo o apoio e disse tudo o que o Jasper gostava, pra minha irmã conseguir conquista-lo. –Edward disse.

Sorri.

-Uau. Que sogra maravilhosa. –Disse. –Eu me lembro dos pais do Emmett e do Jasper no casamento, mas, eu mal falei com eles.

Edward assentiu.

-É, eu também não. –Edward disse. –Talvez conhecemos melhor a mulher que colocou aquele ser no mundo.

Sorri.

-Aquele ser é marido da sua irmã, pai da nossa afilhada, e o seu melhor pediatra. –Disse.

Ele sorriu.

-É, tem razão. –Ele disse. –Tirando o fato dele ficar se pegando pelo hospital com a minha irmã, ele é um excelente médico, as crianças o adoram.

Sorri.

-É, ele é bom. –Disse.

-Oi, bom dia. –Jasper e Alice nos pararam no corredor.

-Bom dia. –Dissemos.

-Souberam que a mãe do Emmett está na cidade? –Alice perguntou.

-Sim, a mamãe me contou. –Edward respondeu. –A propósito, você vai ficar com os pacientes da Rosie, até ela voltar. Bella vai te ajudar.

Alice assentiu.

-Ok.

-Algum motivo especial, pra ela estar vindo? –Perguntei.

-Eu falei com a Rosie, ela disse que perguntou e a mãe do Emm só disse que queria dar alguns presentes que ela comprou pra Tinie. –Alice disse.

-Dá pra entender, a neta mora longe dela. –Edward disse. –Eu imagino a minha mãe, se morasse longe dos netos.

-Ela com certeza os mimaria, toda vez que os visse. –Alice disse.

Edward sorriu.

-Ainda bem que decidimos morar perto. –Ele disse.

Alice sorriu.

-É mesmo.

-Espero que a Rosie volte a trabalhar logo, pra não sobrecarregar nossas gravidinhas. –Jasper disse.

Edward sorriu.

-É, eu concordo. –Edward disse. –Mas, Rosalie é responsável, ela não vai se ausentar por muito tempo.

-Enquanto ela não volta, vamos voltar ao trabalho, temos que cuidar dos seus pacientes. –Disse.

-Tem razão. Eu vou falar com a Jane e pedir pra ela dividir os pacientes da Rosie pra gente, vejo vocês mais tarde, vem Jazz. –Alice o puxou.

-Tchau, gente. –Jasper disse, indo com a Alice.

Fui com o Edward pra sala dele.

-E ai? Temos algum trabalho hoje na diretoria? –Perguntei, ao entrarmos em sua sala.

-Não. Não precisa se preocupar. O trabalho que temos hoje, é por aqui mesmo. –Edward respondeu, vestindo seu jaleco.

Deixei minha bolsa em cima da sua mesa.

-E você? Não vai começar o seu trabalho? –Edward perguntou.

-Vou esperar a Jane fazer minha nova agenda primeiro. –Respondi.

-Ok. –Edward se aproximou de mim e me agarrou.

-Edward, não começa. Você tem que trabalhar, e eu não quero te atrapalhar.

-Mas você não me atrapalha. –Ele disse e me beijou.

O beijo foi lento e calmo, apaixonado. Fazendo a gente esquecer de tudo, e de que tínhamos que trabalhar, até que o celular do Edward começou a tocar sem parar e eu me afastei dele.

-Vai atender, pode ser importante. –Disse.

Ele respirou fundo.

-Tudo bem. –Ele disse e foi até o telefone. –Alô? –Ele atendeu.

Edward de repente ficou estranho, sua mandíbula se fechou, ele empalideceu e seus olhos mudaram completamente.

-Que foi?

-Donovan.

Arregalei os olhos.

Donovan. Depois de todo esse tempo, ele resolveu dar as caras.

-Coloca no viva voz. –Sussurrei.

Edward apertou o botão do viva voz.

-Espero que tenha sentindo minha falta, seu moleque. –Ele disse.

-O que você quer? –Edward perguntou.

-Acabar com você.

-Já não basta o que tentou fazer com a minha mãe?

-Ah, eu nem acertei aquela velha. Você foi o filho herói, que se colocou na frente. Mas, é uma pena que não tenha morrido.

-É melhor me deixar em paz. –Edward disse.

-Acha que eu tenho medo do seu pai juiz ou do seu sogrinho promotor? Se eles se meterem comigo, eu acabo com a raça deles também. Assim como o seu adorável casalzinho de gêmeos. –Ele disse.

Meu sangue ferveu nessa hora.

-Seu filho da puta! –Edward esbravejou.

-Calma, querido. Eles não são o meu alvo agora. –Donovan disse. –Por que não abre o seu e-mail?

Edward me olhou e eu assenti.

Ele abriu seu e-mail e havia um e-mail do Donovan, ele abriu o e-mail e era uma foto, Edward abriu a foto era a fachada do hospital. Olhei a data e percebi que havia sido tirada agora a pouco. Apontei para a data da foto.

-Ele está aqui. –Disse.

-Você pode até fugir o quanto quiser, Edward. Mas, sua irmãzinha não pode. –Edward disse.

-Alice!

Edward largou o telefone e correu pra fora de sua sala.

-Edward. Edward, espera! –Fui atrás dele.

Donovan conseguia tirar o Edward do sério, e eu não sei o que aconteceria agora, se Donovan encostasse na Alice, Edward faria uma loucura, e eu só esperava que Alice estivesse bem. Não é possível que Donovan tenha conseguido entrar, sem nem ser visto.