Eternamente
175 Capítulo 174-O susto/ Acidente do Charlie
Isabella Marie Swan Cullen
Edward corria pelo hospital e eu ia logo atrás dele.
-ALICE! –Edward gritou, ao chegarmos na recepção.
Alice se virou.
-Edward, o que foi?
Edward se aproximou dela e segurou seu rosto com as mãos.
-Você está bem? –Ele perguntou.
-Estou. –Ela respondeu. –O que deu em você?
-Donovan está por aqui. –Respondi, me aproximando.
-O que?
-É, ele ligou para o Edward, disse pra ele abrir o e-mail e havia uma foto da fachada do hospital, e ele mencionou você. –Disse.
-Eu vou revirar esse hospital inteiro atrás desse filho da puta! –Edward disse, indo embora.
-Edward…
Ele não me deu atenção e saiu em disparada.
Respirei fundo.
-Ele está fora de si. –Alice disse.
-Eu percebi. –Disse. –Donovan o tira do sério.
-Mas também, né. Depois de tudo que ele aprontou. Se lembra do que ele fez com a minha mãe? –Alice perguntou.
Assenti.
-Como eu poderia me esquecer? –Disse. –Edward tem que se acalmar, eu vou procurar por ele.
-Tá, eu tenho alguns pacientes agora, se precisarem de alguma coisa, vão até a minha sala. –Ela disse.
-Ok, só… tome cuidado. –Disse.
-Pode deixar. –Ela disse e foi em direção a sua sala.
Respirei fundo e comecei a procurar pelo Edward no hospital inteiro. Consegui o achar um tempo depois, na farmácia do hospital.
-Ed.
-Eu vou achar esse cara. –Ele disse.
-Edward, pare um pouco e me dê atenção. –Disse.
-Não dá, Bella.
-Edward, eu estou correndo atrás de você, desde que saiu desesperado da sua sala, e eu não vou parar, então, por favor, pare. Ou eu vou acabar me sentindo mal, indo atrás de você.
Ele me olhou e respirou fundo.
-Tem razão, me desculpe. Eu não quero que acabe passando mal, por causa das minhas loucuras. –Ele disse.
Assenti.
-Mande um alerta para os seguranças, para procura-lo. –Disse.
Ele assentiu.
-Vamos falar com a Jane. –Ele disse e fomos em direção a recepção, aproximamo-nos da mesa da Jane.
-Jane.
Ela nos olhou.
-Dr. Cullen, Dr.ª Cullen, tudo bem? –Ela perguntou.
-Donovan mandou uma mensagem, avisando que está aqui no hospital. –Disse.
-Mande todos os seguranças à procura dele, agora! –Edward disse.
Jane assentiu.
-Sim, senhor. Passarei um alerta agora mesmo. –Ela disse.
-Obrigada, Jane. Qualquer coisa, estaremos na sala do Edward. –Disse.
Ela assentiu.
-Entendido, doutora. –Jane disse.
Peguei na mão do Edward e o puxei até sua sala.
-E a minha irmã? –Edward perguntou.
-Ela foi trabalhar, mas, disse que ficaria bem. –Respondi, entrando em sua sala.
Edward entrou em sua sala e fechou a porta.
-Eu não acredito que esse desgraçado teve a cara de pau de aparecer aqui, depois de tudo que ele fez. –Edward disse, completamente nervoso.
-Edward, se acalma, senão você vai acabar caindo duro ai, e eu estou muito nova para ficar viúva. –Disse.
Ele me olhou.
-Bella, você não entende? Esse psicopata não quer me ferir, ele quer ferir as pessoas que eu amo. Rosie não está aqui, pra ele fazer isso, as pessoas que estão aqui, é você e a Allie, e eu não quero que nenhuma de vocês duas, acabe nas mãos daquele desgraçado. –Ele disse.
-Eu sei, gatinho. Eu estou bem aqui com você e Alice está trabalhando, ele não vai conseguir feri-la, com um monte de segurança no hospital, você tem que relaxar. –Disse e me aproximei dele. –Vamos ficar esperando alguma novidade, ok?
Ele assentiu.
-Ok. –Ele disse e passou a mão na minha barriga. –Como está se sentindo?
-Eu estou bem, mas, se você continuar nesse estado de nervos, eu vou ficar nervosa, e isso não vai ser bom pra mim.
Ele assentiu.
-Ok, eu vou me acalmar. –Ele disse e se sentou em sua cadeira. –Vem cá.
Fui até ele e me sentei em seu colo.
-Vamos ficar aqui e esperar por notícias. –Disse.
Ele me abraçou.
-Ok. –Ele disse.
E assim ficamos, esperando por alguma notícia.
(…)
Edward continuava sentado em sua cadeira e eu estava em pé, atrás dele, massageando seus ombros. Ele estava relaxado com a massagem, de olhos fechados.
Enquanto eu fazia massagem nele, e acontecia toda essa loucura aqui no hospital, eu pensava no meu pai. Pensava que ele devia estar mal, pelo meu afastamento e o da Leah. Eu tinha que conversar com ele, tinha que saber pelo ponto de vista dele, a história por trás da mãe da Leah e a participação da minha mãe, em toda essa mentira.
Bateram na porta.
Parei de massagear os ombros do Edward, ficando só apoiada nele. Ele abriu os olhos e olhou para a porta.
-Entra. –Ele disse.
A porta se abriu e Jane entrou.
-Com licença, Dr. Cullen, Dr.ª Cullen.
-Sim, Jane.
-Os seguranças vasculharam o hospital inteiro, mas, não o encontrou. Então, olharam nas câmeras de segurança e o Dr. Donovan apareceu vagando pelos corredores, mas, ele saiu, entrou no seu carro e foi embora. –Jane explicou.
-Tem certeza disso? –Edward perguntou.
Jane assentiu.
-Sim.
-Ok, pode ir, Jane. Obrigado.
-Com licença. –Jane disse e saiu da sala.
Saí de trás do Edward e fui pra frente da sua mesa.
-Acho que não tem mais que se preocupar. –Disse.
Ele assentiu.
-É, por enquanto. –Ele disse.
-Olha, eu preciso saber se vai ficar bem. –Disse.
Ele me olhou.
-Eu vou, pode ir trabalhar agora. –Ele disse.
-Eu não vou trabalhar. Eu vou à casa do meu pai, conversar com ele.
Ele assentiu.
-Fico feliz que tenha decidido isso, mas, peço que não vá agora, passe na cantina e tome um suco de maracujá, pra acalmar os ânimos. Acho que eu te deixei um pouco estressada. –Ele disse.
Assenti.
-Ok, eu tomarei um suco e trarei outro pra você, ok?
Ele assentiu.
-Ok, mas, os dois são por minha conta. –Ele disse e pegou sua carteira, e me deu uma nota de vinte.
-Ok, eu já volto. –Disse e lhe dei um selinho.
-Estarei te esperando. –Ele disse.
Saí da sua sala e escutei o apito do alto falante.
—Dra. Isabella Cullen, compareça e emergência, imediatamente!
É, pelo visto eu teria que adiar o suco do e a visita ao meu pai.
Peguei meu celular e mandei uma mensagem para o Edward.
De: Gatinha
Para: Gatinho
O suco vai demorar um pouquinho.
Estou sendo chamada na emergência.
B.C
Edward respondeu.
De: Gatinho
Para: Gatinha
Tudo bem.
Vai lá trabalhar. Eu te espero.
E.C
Guardei meu celular e fui em direção a emergência. Entrei na emergência e um enfermeiro se aproximou.
-Obrigado por vir, doutora. –Ele disse.
Assenti.
-Qual é o problema? Estão precisando da minha ajuda? –Perguntei.
-Mais ou menos. –Ele respondeu. –É um familiar seu.
O olhei.
-O que? –Perguntei.
-Venha comigo. –Ele disse e eu o acompanhei até uma das camas.
Ao lado da cama, vi Sue, Nessie, Seth, Vic e Dean. Na cama, estava meu pai, desacordado.
-O que houve? –Perguntei, aproximando-me.
-Bella. –Sue me olhou. –Seu pai estava mal, por causa do seu afastamento e da Leah. Ele não estava comendo e estava de cama.
Assenti.
-E ele passou mal? Deviam ter me ligado. –Disse.
-Bom, essa não foi a causa. –Seth disse.
-Mais ou menos. –Victória disse.
-Eu o convenci a levantar da cama, dar uma volta, ir até a casa da Esme e do Carlisle, pra ver Megan e Ethan. Ele concordou, ver os netos, faria bem pra ele, então ele foi para o banheiro, tomar banho. Algum tempo depois, eu escutei um barulho. Entrei no banheiro e o encontrei caído no chão. –Sue explicou.
-Eu o examinei, antes de chamarmos a emergência. –Vic disse. –Ele estava muito fraco e com certeza teve um desmaio. Ele está com um ferimento na cabeça, que com certeza foi pela queda do desmaio.
-Ele não acordou desde então? –Perguntei.
Vic negou.
-Tá legal, olhe a pressão dele de novo, Vic. –Pedi.
-Ok.
Peguei a minha lanterna e examinei as pupilas dele.
-As pupilas estão dilatadas. –Disse.
-Por causa da queda ou do desmaio? –Vic perguntou.
-Eu ainda não sei. –Respondi.
-A pressão dele está baixa. –Vic disse.
Assenti.
-Deve ser pelo fato dele não estar se alimentando. –Disse. –Ele desmaiou e acabou batendo a cabeça.
Examinei seu ferimento na cabeça.
-Ele vai precisar de pontos. –Disse e olhei pra Victória. –Você ainda está de licença, não está?
Ela assentiu.
-Sim.
-Pode pedir pra sua substituta leva-lo pra fazer uma tomografia? Eu quero ver se esse ferimento causou algum dano. –Disse.
Ela assentiu.
-Claro.
Olhei pra Sue.
-Devia ter me ligado, se ele não estava comendo. –Disse.
-Eu não queria que se preocupasse. Você e a Leah tinham motivos pra se afastar. –Sue disse.
-E vocês se sentiriam muito mal, se soubesse que ele estava deprimido, por causa de vocês. Ele só estava sem comer, achamos que daríamos conta, sem falar nada pra você e a Leah. –Nessie disse.
-Mas ai, ele sofreu essa queda. –Sue disse.
Assenti.
-Tá legal, eu posso relevar isso. –Disse. –Vamos esperar a tomografia, pra ver se causou algum dano na cabeça dele.
-Mas, ele vai ficar bem, não vai? –Sue perguntou.
Assenti.
-Vai, Sue. Eu vou fazer de tudo pra ele ficar. –Disse.
Ela assentiu.
Victória foi falar com a sua substituta, para levar meu pai para o exame, e agora, todos nós teríamos que ficar esperando os resultados, pra eu dar continuidade em um tratamento.
Eu só espero que não seja nada grave.
(…)
Peguei um copo de água pra mim no bebedouro.
-Bella. –Nessie se aproximou.
-Oi, Nessie.
-Tá tudo bem? Se sente mal?
Neguei.
-Não, eu só estou me cuidando. Antes de vocês aparecerem, Donovan tinha aparecido aqui no hospital. –Disse.
-Ele fez alguma coisa com você? –Ela perguntou, preocupada.
Neguei.
-Não. Ele ligou para o Edward, pedindo pra ele abrir o e-mail dele, ele abriu e ele viu uma foto do hospital, indicando que ele estava aqui no hospital e ele ameaçou a Alice, Edward saiu correndo atrás dele, por todo o hospital, e eu, atrás do Edward, ele só parou, quando eu pedi, para que eu não me sentisse mal, e depois vimos nas filmagens que ele havia ido embora.
-E ele chegou a fazer algo com a Alice? –Nessie perguntou.
-Não, graças à Deus. –Disse. –Mas, foi um estresse terrível, e agora isso com o papai, eu tenho que relaxar um pouquinho.
-Bella, você pode colocar outro médico pra cuidar dele. Ele não iria querer que colocasse a sua vida e a do bebê em risco, por causa dele. –Nessie disse.
-Não, eu sou médica, e vou cuidar do meu pai. –Disse.
-Tem certeza? –Ela perguntou.
-Tenho. Assim que ele estiver melhor, eu vou pra casa, descansar. –Disse.
Ela assentiu.
-Tudo bem.
-Dra. Cullen. –Uma enfermeira se aproximou.
-Sim.
-A tomografia do Sr. Swan. –Ela disse, me entregando o tablet.
Olhei bem pra tomografia.
-Algo grave? –Nessie perguntou.
-Uma lesão. –Respondi. –Mas, eu só vou saber se há alguma sequela, quando ele acordar. –Olhei pra enfermeira. –Já foi feito o curativo?
Ela assentiu.
-Sim, ele teve que levar alguns pontos. –Ela respondeu.
-Ok, obrigada. –Agradeci, lhe devolvendo o tablet.
-De nada, com licença. –Ela disse e voltou pra emergência.
-Vamos lá vê-lo. –Disse.
Nessie e eu seguimos para o quarto do nosso pai. Entramos no quarto e ele ainda estava desacordado, Sue, Seth, Victória e Dean, estavam com ele.
-Oi, alguma notícia? –Sue perguntou.
-Ele tem uma lesão na cabeça, mas, eu só vou descobrir se teve alguma dano, quando ele acordar. –Respondi.
Sue assentiu.
-Espero que seja logo. –Ela disse.
Concordamos.
Ficamos algum tempo ali, conversando, Nessie acabou contando sobre o que aconteceu com o Donovan, o que fez Sue se preocupar.
-Eu não acho seguro você continuar trabalhando. Você está grávida. –Sue disse.
-Sue, eu não vou parar de trabalhar. Donovan é um problema há muito tempo, eu não vou me trancar, por medo dele. Eu sei me cuidar. –Disse.
-Bella…
-É sério, não tem com o que se preocupar. –Disse.
Ela respirou fundo.
Escutamos gemidos e Sue se virou para o meu pai, ele abriu os olhos.
-Oi, meu querido. –Sue disse.
-O que aconteceu? –Ele perguntou, colocando a mão na cabeça.
-Você desmaiou no banheiro e bateu a cabeça. –Sue respondeu.
-Nos deu um baita susto. –Nessie disse.
Todos rodearam a cama dele, menos eu, que observava tudo de longe, por que uma coisa me intrigava.
Ele olhava pra todos, mas, seu olhar estava perdido.
Aproximei-me.
-Pessoal, podem dar um pouco de espaço, pra eu examiná-lo?
Todos se afastaram e eu fui até ele.
Sorri.
-Oi, como está se sentindo? Está com dor de cabeça? –Perguntei.
-Um pouco. –Ele me olhou. –O que aconteceu comigo, doutora?
-Doutora? –Sue perguntou.
Examinei seu ferimento e seus olhos e o encarei.
-Você não sabe quem somos? –Perguntei.
Ele negou.
-Não.
-O que? Como assim? –Sue perguntou.
-Sabe o seu nome? –Perguntei.
Ele pensou por um momento e me olhou.
-Não, não consigo me lembrar. –Ele disse.
Fechei os olhos e respirei fundo.
-Bella, o que está acontecendo com ele? –Sue perguntou, preocupada.
Olhei pra eles.
-Ele sofreu uma perda de memória, por ter batido a cabeça. –Disse.
-Ai meu Deus! –Sue disse.
-Calma, eu vou pedir a opinião do Edward e faremos mais exames. –Disse e olhei para o meu pai.
-Qual é o meu nome? –Ele perguntou.
-Charlie Swan, você é promotor de justiça e tem um escritório. –Disse.
-Charlie Swan. –Ele disse.
-Eu sou Isabella Swan Cullen, sua filha do meio. –Disse.
-Filha? Do meio?
-É, você tem uma filha mais velha, Leah Black. Ela não está na cidade, ela foi visitar os sogros com o marido e o filho. –Disse.
-E, eu só tenho duas filhas?
Neguei.
-Não. –Apontei pra Nessie. –Essa é Renesmee Grey, sua filha mais nova. –Disse e apontei pra Victória. –E essa é a Victória, sua filha adotiva.
Ele assentiu.
-Então eu tenho quatro filhas? –Ele perguntou.
-Sim, Leah é sua filha com uma mulher, Nessie e eu somos de outra mulher. –Respondi.
Ele assentiu.
-Essa aqui, é sua esposa, Sue Swan. –Disse e Sue se aproximou.
Ele olhou pra Sue e sorriu.
-É, eu tenho bom gosto. –Ele disse e Sue riu.
-E esse é o Seth, filho da Sue, seu enteado. –Apontei para o Seth. –E esse é o Dean, marido da Victória.
Meu pai assentiu.
-E, por que minhas filhas não tem o mesmo sobrenome que eu? São todas casadas?
-Leah e eu sim, Nessie tem outro sobrenome, por que você e minha mãe a perderam, quando ela era bebê e ela foi adotada pela família Grey, por isso, ela tem outro sobrenome. –Respondi.
Ele assentiu.
-E eu tenho netos?
-Sim, eu tenho um casal de gêmeos, de quase 1 ano, Ethan e Megan, e estou grávida. –Respondi. –Leah acabou de ter um bebê, assim como a Vic.
Ele assentiu.
-Eu sei que está muito confuso com tudo isso e explicarei tudo pra você, só peço que tenha paciência. –Disse.
Ele assentiu.
-Ok.
-Tudo bem. –Olhei para a Sue. –Eu vou falar com o Edward, cuidem dele.
Ela assentiu.
Saí do quarto do meu pai, peguei as tomografias no laboratório e fui para a sala do Edward.
Entrei na sala sem bater, ele levantou a cabeça e me olhou.
-Oi, Jane me contou o que aconteceu com o seu pai, por isso te chamaram na emergência. –Ele disse.
-É.
-E como ele está? O que aconteceu?
-Ele estava mal por que as filhas estavam bravas com ele. Ele não estava comendo. Sue o obrigou a se levantar, sair um pouco, ir a casa dos seus pais ver nossos filhos pra ele se animar um pouco, e ele concordou. Ele foi até o banheiro se arrumar, mas, como ele não estava se alimentando, ele acabou desmaiando no banheiro e bateu a cabeça. –Disse.
-Nossa, e como ele está? –Perguntei.
-Mais ou menos. –Respondi.
-O que houve? –Edward perguntou.
-Olhe.
Pendurei as tomografias no aparelho e acendo a luz. Edward se aproximou e as examinou.
-Uma lesão.
-É, e tem mais.
-O que? –Ele perguntou.
-Ele acordou sem memória, não reconheceu ninguém e não sabia nem o próprio nome. –Disse.
Ele assentiu.
-É, parece uma lesão bem profunda, por isso a perda de memória. –Ele disse.
-Eu vim pedir a sua opinião, pra ver essa perda de memória. –Disse.
Ele assentiu.
-Ok, vamos lá, eu vou examiná-lo. –Ele disse.
-Obrigada.
-Não precisa agradecer, estamos falando do meu sogro. –Ele disse.
Sorri.
Saímos da sua sala e fomos para o quarto do meu pai, entramos no quarto.
-Olá, gente. –Edward disse.
-Oi, Edward. –Eles disseram.
Edward se aproximou do meu pai e sorriu.
-Oi, Charlie. Sou Edward Cullen, marido da Bella.
-Bella?
-É apelido de Isabella, querido. –Sue disse.
Ele assentiu.
-Ah. Então você é meu genro? –Meu pai perguntou.
-Isso mesmo, sogro. –Edward respondeu. –Eu vou examinar você, pra vermos o que poderemos fazer, ok?
Meu pai assentiu.
-Ok.
Edward começou a examiná-lo, ele examinou seu ferimento e seus olhos.
-Tá legal. –Edward disse, ao terminar.
-E então? –Perguntei.
-Não vejo nada de errado. E se lembra da tomografia? A lesão? –Ele perguntou.
Assenti.
-Sim, me lembro.
-A lesão não afetou toda a sua cabeça, o que é um bom sinal.
-Então, não é uma longa perda de memória. –Disse.
-Isso mesmo. Assim que a lesão diminuir, ele se recordará de tudo. –Edward disse.
-Então, ele vai recuperar a memória? –Sue perguntou.
Edward assentiu.
-Sim, vocês não precisam se preocupar. –Edward disse.
-Tem certeza disso? –Sue perguntou.
Ele assentiu.
-Tenho, ele vai ficar bem. –Edward respondeu.
Sue me olhou.
-Bella, pode ser a médica dele? Ele irá gostar da ideia.
-Sue, pra falar a verdade, eu acho melhor a Bella não ser a médica responsável, por causa do estado dela, ela não pode passar por nenhum estresse. –Edward disse.
-Tá tudo bem, Edward. –Ele me olhou. –Eu posso ficar responsável e vou me cuidar.
Ele assentiu.
-Tudo bem. Se é o que você quer, eu não vou me opor. –Edward disse e olhou para o meu pai. –Eu sei que as coisas vão ficar em ordem por aqui.
O olhei.
Ele tinha aceitado fácil demais, eu ficar responsável pelo tratamento do meu pai. O meu marido se oporia, pelo bem do meu bebê.
-Bom, eu tenho que continuar o meu trabalho. –Edward me olhou. –Bom trabalho por aqui.
Sorri.
-Obrigada. –Agradeci.
-Obrigada pela ajuda, Edward. –Sue agradeceu.
Edward sorriu.
-De nada. –Ele respondeu. –Com licença.
Edward saiu do quarto.
-Eu já volto. –Disse.
-Tá bom. –Sue disse.
Saí do quarto e vi Edward se afastar.
-Edward!
Ele se virou e me olhou.
-Oi, algum problema? –Ele perguntou.
Aproximei-me dele.
-Eu é que devia te perguntar isso. –Disse.
-Não entendi. –Ele disse.
-Você aceitou muito fácil, eu cuidar do meu pai. –Disse.
-Eu achei que era o que queria. –Ele disse.
-E está certo. Mas, eu te conheço muito bem, e você bateria o pé, pra eu não ficar cuidando dele, pelo bem do nosso bebê. –Disse.
-Eu não estou te entendendo, Bella. O que quer de mim? –Ele perguntou.
-Você está estranho. –O olhei. –Ainda está preocupado com o Donovan?
Ele não respondeu.
-Hei. –Aproximei-me dele e passei os braços envolta do meu pescoço. –Vai ficar tudo bem, não precisa ficar assim.
Ele respirou fundo.
-É meio difícil. –Ele disse.
-Você precisa relaxar, Edward. Por que não vai pra casa? –Perguntei.
Ele negou.
-Não, eu vou ficar bem. –Ele disse.
-Tem certeza? –Perguntei.
Ele assentiu.
-Tenho, não se preocupe. –Ele disse.
Assenti.
-Tudo bem, então eu vou voltar a cuidar do meu pai, te vejo mais tarde. –Disse.
-Ok. –Ele disse. –Tchau. –Ele disse e me deu um selinho.
-Tchau.
Ele foi pra sua sala rapidamente e eu respirei fundo.
-Espero que ele fiquei bem. –Disse e voltei pra sala do meu pai.
Eu precisava estar ao lado dele nesse momento e cuidar dele.
Duas horas depois…
Eu estava examinando o meu pai mais uma vez, ele estava sedado, e dormindo feito uma pedra, eu não havia saído do lado dele.
-Oi, desculpe a demora. –Sue disse, entrando no quarto.
-Tudo bem. –Disse.
Ela se aproximou de mim.
-Como ele está? –Ela perguntou.
-Bem, na medida do possível. –Respondi.
-Aqui. –Ela me entregou um copo de suco.
Neguei.
-Não quero, obrigada.
-Bella, você está grávida, precisa se cuidar. –Ela disse.
-Eu estou bem, Sue. –Disse.
-Se lembra da sua primeira gravidez? A sua mãe estava morrendo de câncer, você se preocupava mais com ela, do que com a sua gravidez, não faça isso dessa vez. Já não basta você ter passado mal aquele dia, por nossa causa. Seu pai se sentiria pior, se ficasse mal de novo. –Ela disse.
-Eu estou bem, e meu pai mal se lembra, de que sou sua filha. –Disse.
-Você, como médica, sabe que isso não é culpa dele. –Ela disse.
Respirei fundo.
-É, eu sei. Ele não estava comendo, por que as filhas se afastaram dele, e quando ele decidiu reagir, ele acabou tendo um mal estar, caiu no banheiro e bateu a cabeça. –Disse. –Mas, eu não me conformo, em não saber que ele não estava comendo.
-Todos tínhamos medo de falar pra você e você não dar importância.
-Como eu não iria dar importância, Sue? Por mais que eu tivesse raiva dele, eu jamais o abandonaria, tanto que estou aqui agora. –Disse.
-Eu sei querida, não estou dizendo que seria uma pessoa ruim, só que já te causamos tantos problemas, achei que eu conseguiria ligar com isso. E ele se animou, quando eu pedi para irmos ver as crianças, na casa da Esme.
Assenti.
-Eu vou trazê-los aqui para vê-lo. Talvez ajude na recuperação dele. –Disse.
-Sim, com certeza. Megan e Ethan são crianças adoráveis. –Sue disse.
Sorri.
-É, eu sei. –Disse e respirei fundo. –Eu vou busca-los, mas, antes, eu vou falar com o Edward.
Sue assentiu.
-Ok, mas, é melhor tomar o suco, antes que o Edward chame sua atenção. –Ela disse. –É de maracujá, vai te fazer bem.
Assenti.
-Tudo bem. –Peguei o suco e o bebi. –Pronto. Agora está todo mundo feliz.
Ela sorriu.
-Sim, assim é bem melhor. –Ela disse.
-Ok, eu vou indo, qualquer coisa, estarei com o meu celular. –Disse.
Ela assentiu.
-Ok, ficarei aqui com ele. –Ela disse.
-Tá. –A olhei. –A propósito, já avisou a Leah?
-Nessie foi pra casa com o Seth, Vic e Dean. Ela ficou encarregada de avisar. –Sue disse.
Assenti.
-Ok, eu vou indo. –Fui até o meu pai e lhe dei um beijo na bochecha. –Tchau, Sue.
-Tchau, Bella.
Saí do quarto do meu pai e fui pra sala do Edward, eu precisava saber como ele estava, por que Donovan estava tirando toda a concentração que ele tinha.
Cheguei em frente a sala dele e bati na porta.
—Entra.
Entrei em sua sala.
-Oi, está ocupado? –Perguntei, fechando a porta.
Ele me olhou e negou com a cabeça.
-Não. Eu nunca estou ocupado pra você. –Ele disse.
Sorri e me aproximei dele.
-Como você está? –Perguntei.
Ele respirou fundo.
-Mais calmo. –Ele disse.
Assenti.
-Está me perguntando isso, por que precisa de mim? –Ele perguntou.
O olhei.
-Como?
Ele sorriu.
-Você precisa que eu esteja bem, pra te dar apoio, não é? –Ele perguntou.
Não disse nada e engoli em seco.
-Venha aqui, vem.
Aproximei-me dele e sentei-me em seu colo, ele passou um braço envolta da minha cintura, segurando-me e com a outra, ele pousou na minha barriga.
-Como você está se sentindo? –Ele perguntou.
-Como a pior filha do mundo. –Respondi.
-Meu amor, você não é assim. Não foi culpa sua, ele sofreu uma queda. –Ele disse.
-Por que ele estava fraco, por que estava deprimido pelas filhas estarem com raiva dele. –Disse.
-E ele jamais culparia vocês, por ele ter se acidentado, não se sinta culpada pelo que aconteceu. –Ele disse.
Assenti.
-É, talvez esteja certo. –Disse.
-E você é médica, então, ajude-o a se recuperar. –Ele disse.
O olhei.
-Você tem toda razão. –Disse. –É meu dever como médica.
Ele sorriu.
-É isso ai, doutora. –Ele disse.
-Sabe, eu pensei em ir buscar as crianças, pra ver como ele reage. –Disse.
Ele assentiu.
-É uma ótima ideia.
-Ótimo. Pode vir comigo? Se não for te atrapalhar? –Perguntei.
Ele sorriu.
-Claro, vamos buscar os nossos filhos, trazemos eles pra ver seu pai, e depois vamos todos pra casa descansar um pouco, ok?
Assenti.
-Ok.
-Então vamos. –Ele disse.
-Tá, eu vou me arrumar e te encontro no estacionamento. –Disse.
Ele assentiu.
-Ok.
Dei-lhe um selinho e saí da sua sala. Entrei na minha sala, tirei meu jaleco e peguei minha bolsa, saí da minha sala e fui até a lanchonete, onde eu acabei encontrando o Emmett.
-Oi, Emm. –Disse.
Ele me olhou.
-Oi, Bellinha. Eu soube do seu pai, sinto muito. –Ele disse.
-Obrigada.
-Ele não se lembra mesmo de nada?
Neguei.
-Não, mas, é permanente. –Disse.
Ele assentiu.
-Que bom, significa que ele vai se recuperar. –Ele disse.
-É. Eu e o Edward vamos buscar a Megan e o Ethan, talvez ele se lembre dos netos. –Disse.
Ele sorriu.
-É, crianças tem dons incríveis. –Ele disse, sorrindo todo bobo.
-E espero que as minhas crianças, usem esses dons, pra trazer a memória do avô de volta. –Disse.
-Vai, com certeza. –Emmett disse.
Pedi um suco de maracujá e tomei. Mais um suco, só pra me acalmar.
Depois que tomei o suco, me despedi do Emmett.
-Eu tenho que ir. Tchau, Emm. –Disse.
-Tchau, Bellinha. –Ele me deu um beijo na bochecha. –Ficaremos de olho aqui, e qualquer coisa, te ligamos.
Assenti.
-Obrigada. –Agradeci.
-De nada. –Ele disse, sorrindo.
-Tchau. –Disse.
-Tchau. –Ele disse e eu fui para o estacionamento.
Cheguei ao estacionamento e fui até o carro do Edward, ele já estava dentro do carro, então eu entrei.
-Você demorou. –Ele disse.
-Desculpe. Eu passei na cantina pra tomar um suco e encontrei o Emmett, nós conversamos um pouco e ele concordou que a visita dos meninos, fará bem ao nosso pai. –Disse.
-É confiável a opinião dele, afinal, ele é pediatra. –Ele disse.
Assenti.
-É, e ele disse que ficará de olho em tudo, enquanto ficarmos fora, e qualquer coisa me liga. –Disse.
-É, eu acho que todos ficarão de olho. –Ele disse e me olhou. –Vamos buscar os nossos filhos?
Assenti.
-Vamos.
Edward ligou o carro e dirigiu pra fora do estacionamento, indo direto pra casa dos seus pais.
Agora, eu só queria pegar meus filhos, pra eles poderem ajudar na recuperação do avô, era muita coisa acontecendo nesse momento e eu tinha que manter a calma, pra não prejudicar a gravidez. E espero que o meu pai consiga se recuperar, por que era difícil manter a calma, com tudo isso que estava acontecendo, meu pai no hospital, acidentado e Donovan solto por ai, querendo vingança e fazendo todos correr riscos. Eu só espero que nada de ruim aconteça, com ninguém, e espero que Donovan não volte a atormentar, pra eu poder me focar somente no meu pai, na recuperação dele, que era o mais importante nesse momento.
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