Eternamente
160 Capítulo 159-Cuidando do marido/ Convencendo a irmã/ Alta/ Acidente
Isabella Marie Swan Cullen
Alguns dias depois…
Eu estava no quarto do Edward, pois ele ainda estava no hospital e estava se recuperando muito bem. Ele estava passando a mão na minha barriga.
-E ai? Algo diferente da primeira gravidez? –Ele perguntou.
Neguei.
-Ainda não. Mas acho que quando eu estava grávida dos gêmeos, a essa altura eu já estava engordando. –Disse.
-Isso é por que daquela vez eram dois. –Ele disse.
Sorri.
-É, mas logo minha barriga vai crescer. –Disse.
Ele sorriu.
-Eu não vejo a hora. –Ele disse.
-E você vai estar fora desse hospital. Pra falar a verdade, eu vou continuar aqui, só que trabalhando. –Ele disse.
Sorri.
-É, vai mesmo. –Disse.
Meu celular apitou.
-Espera um pouco. –Disse, pegando meu celular.
Vi que era uma mensagem do meu pai e a abri.
De: Papai
Para: Bella
Leah está em um julgamento.
Eu consegui uma autorização, pra você assistir.
Vá e tente conversar com a sua irmã.
Te mandarei o endereço.
C.S
Respondi.
De: Bella
Para: Papai
Ok, eu vou pra lá.
B.C
Olhei para o Edward.
-Eu tenho que ir. –Disse.
-Muito trabalho? –Ele perguntou.
Neguei.
-Não, meu pai quer que eu vá ao tribunal conversar com a Leah, ela não quer largar o trabalho e eu vou tentar convencê-la a tirar licença. –Disse.
Ele assentiu.
-Boa sorte.
-Valeu. –Disse e lhe dei um selinho. –Eu venho te ver mais tarde, comporte-se.
-Eu sempre me comporto. –Ele disse.
Dei-lhe mais um selinho.
-Te amo. –Disse.
-Eu também. –Ele disse e eu saí do seu quarto.
Fui pra minha sala e peguei a minha bolsa, peguei minha bolsa e saí da sala. Encontrei com a Rosalie no corredor.
-Oi. –Ela disse.
-Oi.
-Como está o meu irmão? –Ela perguntou.
-Muito bem, acabei de vê-lo. –Disse. –Olha, eu vou falar com a Leah, pode cuidar de tudo por aqui?
Ela assentiu.
-Claro, pode deixar. –Ela disse. –Está tudo bem com a Leah?
-Mais ou menos. Meu pai falou comigo e disse que ela estava em um julgamento, se exaltou e acabou passando mal, meu pai quer que ela tire licença, mas ela não quer. Eu vou tentar convencê-la.
Ela assentiu.
-Tudo bem, então boa sorte. –Ela disse.
-Obrigada. Tchau. –Disse.
-Tchau. –Ela disse.
Fui para o estacionamento, entrei no Volvo e dirigi direto para o tribunal.
Cheguei até lá e fui até a portaria.
-Oi, sou Isabella Cullen, filha do promotor Charlie Swan, ele me deu autorização para assistir um julgamento. –Disse.
A mulher conferiu no grosso livro.
-É, o promotor Swan deixou assinado a sua autorização. Pode entrar, Sra. Cullen. 2º Andar, última sala. –Ela disse.
-Obrigada.
Ela me liberou e eu fui até o elevador, subi para o segundo andar e fui pra sala do tribunal.
Entrei na sala e estava sendo realizada o julgamento, sentei-me na última fileira e fiquei assistindo.
-Sr. Wellon, o senhor disse que sua filha tinha um namorado. Alguma informação dele? –Leah pergunto, ao réu.
Ele a olhou.
-Não, mas foi ele que fez aquelas coisas horríveis com ela.
-Tem provas? –Leah perguntou.
-Não, mas eu sei que foi ele.
-O senhor não tem provas, então pode estar caluniando uma pessoa, se é que essa pessoa existe. –Leah disse.
-Garota…
-Sra. Promotora. –Ela o corrigiu.
-Sra. Promotora, está me chamando de mentiroso? –Ele perguntou.
-Sim, eu estou te chamando sim de mentiroso, por que o senhor não tem provas nenhuma. –Leah disse. –O senhor é o único suspeito.
Ele a olhou.
-Eu não estou mentindo. –Ele disse.
-Ah, pois pode apostar que eu tenho certeza de que está mentindo. –Leah disse.
-Vai pro inferno!
Leah sorriu.
-Eu não vou, mas você vai. Passará muitos e muitos anos no inferno, ardendo no fogo.
-Vadia! –O cara gritou.
-Sr. Wellon, contenha-se! –O juiz disse.
Ele respirou fundo.
Leah se aproximou dele.
-Sr. Wellon, a sua filha foi violentada, ela disse que não tem nenhum namorado, e que foi você.
-Ela está mentindo.
-Não, não está! Nós temos provas de DNA de que foi você. –Leah disse.
-Essas provas estão erradas, é uma fraude! –Ele disse. –Eu jamais machucaria minha filha, deveria saber disso, já que está esperando um filho.
Leah passou a mão na barriga.
-Eu jamais machucaria meu filho, mas você sim. –Ela disse.
-Então você não sabe o que é ser mãe. –Ele a olhou. –Perdeu quem para não ter aprendido? Seu pai? Ou será que foi a sua mãe?
Leah ficou quieta, e eu conhecia essa reação dela.
-Essa não.
-Desgraçado! –Leah lhe deu um tapa na cara, que cortou sua boca.
Ele a olhou.
-CADELA!
-Sr. Wellon permaneça no seu lugar. Promotora, vá tomar um ar! –O juiz disse.
Leah respirou fundo e saiu.
Eu saí logo depois.
Procurei pela minha irmã e a encontrei sentada em uma das cadeiras, no corredor.
Aproximei-me.
-Como você está? –Perguntei.
Ela levantou o olhar e me olhou.
-O que você está fazendo aqui? –Ela perguntou.
-Papai. –Respondi.
Ela respirou fundo.
-Eu não acredito que ele foi te importunar, por besteira. –Ela disse.
Sentei-me ao seu lado.
-Não é besteira, Leah. O papai está preocupado com você. –Disse.
-Eu estou bem. –Ela disse.
-Tem certeza? Por que não parece. Leah, você está se descontrolando e está passando mal. Você agrediu aquele cara.
-Ele é um estuprador!
-Eu também sou filha de um promotor, Leah. Meu sogro é um juiz. Sei muito bem que essa não é a atitude de um promotor, eu nunca vi o papai se descontrolando desse jeito, e nem você.
-Ele falou da minha mãe. –Ela disse.
-Eu sei que falar da sua mãe, é um assunto bem sensível pra você, mas você tem que separar as coisas quando está trabalhando. –Disse.
Ela respirou fundo.
-Desculpe, eu não me controlei. –Ela disse e me olhou. –Olha só, Bella. Há alguns anos, você não sabia a minha dor, mas hoje você sabe. Você sabe com é falarem mal da sua mãe, que nem está aqui para se defender.
Assenti.
-É, você tem razão. Eu também ficaria brava se tivessem falado da minha mãe. É difícil, dói muito, mas eu sei também que eu tenho que me controlar, não só pela minha saúde, mas também pelo serzinho que estou carregando dentro de mim. –Disse. –Eu também estou grávida, Leah. Sei que os hormônios estão uma loucura, as mudanças de humor, mas eu também sei o que é melhor pra mim, e sei o meu limite.
-E você quer o mesmo que o papai. Quer que eu tire licença. –Leah disse.
Assenti.
-Sim. –Respondi. –O que o Jacob pensa a respeito disso tudo?
-Ele disse que não vai falar nada, por que sabe que vai ter uma hora que eu não vou aguentar mais, e vou parar de trabalhar. –Ela disse.
-Então agora a decisão é sua. –Disse. –Leah, eu sei o quanto você queria engravidar, o quanto que ter esse bebê. Mas se você continuar nesse ritmo, vai ter um dia que você vai passar muito mal e isso pode afetar o seu bebê.
Ela respirou fundo.
-Eu vou pensar na minha licença. –Ela disse.
Sorri.
-Essa é minha irmãzinha. –Disse.
Ela sorriu.
-Eu acho que você falou mais como a Dra. Cullen, do que como a minha irmã. –Leah disse.
Comecei a rir.
-É, talvez. –Disse.
Ela me olhou.
-E como está indo a sua gravidez? –Ela perguntou.
Sorri.
-Normal. –Respondi.
-E como está o Edward, se recuperando bem?
-Bem, mas eu acho que as enfermeiras o preferem trabalhando do que como médico. –Disse.
Ela riu.
-O papai e o Carlisle estão trabalhando juntos para pegarem o Donovan, eu até que estava os ajudando. –Leah disse.
Assenti.
-Que bom.
-É, mas não cante muito vitória, por que aquele infeliz sabe se esconder muito bem, estamos esperando ele dar um vacilo, sabe, sair para comprar uma barra de cereal. –Ela disse.
-Acha que ele vai cometer um vacilo desses, para ser pego? –Perguntei.
-Eu prefiro que ele cometa esse vacilo, do que cometer um vacilo tentando machucar vocês. –Ela disse.
Sorri.
-Oh irmã, obrigada pela preocupação. –Agradeci.
Ela sorriu.
-Eu sou a mais velha, tenho a obrigação de cuidar de você e da Nessie. –Ela disse.
Comecei a rir.
-Mas você ainda tem um marido para cuidar, e o principal, não se esquecer de se cuidar. –Disse.
Ela assentiu.
-Eu não vou. –Ela disse. –Bom, eu acho que eu vou pra casa, então.
-Não vai voltar pra lá? –Perguntei.
-Eu acho que depois do que aconteceu lá dentro, não tem mais como eu voltar pra esse caso. –Ela disse.
Assenti.
-Tudo bem, que carona? –Perguntei.
-Por favor. Eu não estou mais dirigindo. O papai pegou minhas chaves. Jake queria me levar e buscar, mas eu tenho medo dele dirigindo, sabe, por causa dos ataques epiléticos dele. –Ela disse.
-Ele está tomando os remédios? –Perguntei.
-Está, mas mesmo assim eu não me arrisco. –Ela disse.
-É, e nem é aconselhado mesmo ele dirigir. –Disse.
-Por isso, eu prefiro vir de taxi. –Ela disse.
Assenti.
-Tudo bem, então eu te levo pra casa. –Disse.
-Ok.
Levantamo-nos e fomos para o estacionamento, entramos no carro do Edward.
-Boa jogada essa do papai, apelar pra você. –Leah disse, colocando o cinto de segurança.
Sorri, colocando meu cinto e ligando o carro.
-Ele só estava preocupado com você, e foi sim uma boa jogada. Eu sou sua médica, sei o que é melhor pra minha irmã mais velha. –Disse, dirigindo direto pra casa do meu pai.
-É, e você também está grávida, quando pretende tirar uma licença? –Leah perguntou.
-Eu estou de 2 meses, Leah. Tenho muito tempo pra pensar, mas eu quero trabalhar o quanto eu puder, e quando eu perceber que está difícil de ir trabalhar, eu entro de licença. –Disse.
-É, até por que você é a mulher do chefe. –Ela disse.
-Ele não é mais o meu chefe, nós dois somos os chefes. –Disse.
Ela riu.
-Escuta, você não tem medo desse Donovan te machucar? Se ele tentou machucar a mãe do Edward, para se vingar, ele pode tentar fazer algo com você. –Leah disse.
-Bom, claro que ele pode tentar, mas eu temo mais pelos meus filhos. E Edward também sabe de tudo isso, mas não podemos viver trancados com medo, temos que seguir com a nossa vida. Ele vai ser preso. Edward e eu viemos de famílias de juízes e advogados. –Disse.
Leah riu.
-E se depender da gente, ele pega uma perpétua. –Leah disse.
Sorri.
-E eu agradeço. –Disse.
-Não precisa agradecer. Somos família. Por isso eu não cobro os honorários. –Ela disse.
Comecei a rir.
Parei a casa em frente a casa dos Swan.
-Vamos. –Ela me chamou.
Saímos do carro e entramos em casa.
-Oi. –Leah disse e Nessie apareceu.
-Oi, maninhas. –Ela disse, se aproximando e nos cumprimentando. –Como vão as grávidinhas mais lindas?
Leah sorriu.
-Estamos bem. –Leah disse. –Cadê todo mundo?
-Papai está no trabalho, a Sue foi visitar sua irmã, Seth foi até a biblioteca pegar um livro pra mim, e Dean acabou de sair para buscar a Victória no hospital. –Nessie disse.
Leah assentiu.
-Por que chegou em casa mais cedo, Leah? –Nessie perguntou.
-Bella me tirou do tribunal. –Leah disse.
-Eu não, o juiz te convidou para se retirar. –Disse.
-Você foi expulsa do tribunal? –Nessie perguntou.
-Eu me exaltei com o réu. Dei um tapa na cara dele e o juiz me mandou sair. –Leah explicou.
-E por que a Bella estava lá?
-Fui a pedido do papai. Ele está preocupado, por que ela ainda não entrou de licença, pra reta final da gravidez. –Disse.
-Acredita que ela conseguiu me convencer? –Leah perguntou.
-Acredito.
-E ela me escoltou até aqui. –Leah disse.
Nessie riu.
-Tá legal, vamos fazer um lanche e vocês me contam tudo. –Nessie disse.
-Ok.
Fomos pra cozinha fazer o nosso lanche.
(…)
Depois de passar um tempo com as minhas irmãs, voltei para o hospital, não para trabalhar, mas para me despedir do Edward.
Cheguei ao hospital e fui direto para o quarto do Edward.
Entrei no quarto e ele estava comendo o lanchinho de final de tarde.
-Oi, meu gatinho lindo. –Disse, fechando a porta.
-Oi, princesa.
-Como está o lanche?
-Horrível. Que saudade da sua comida. –Ele disse.
Sorri e lhe dei um selinho.
-Eu vou preparar uma coisa leve pra você e te trago amanhã. –Disse.
Ele sorriu.
-Você vai salvar a minha vida. –Ele disse.
Comecei a rir.
-Não faz drama, Edward. Nenhum paciente morreu por que a comida era ruim. –Disse, pegando um biscoito e comi. –Hum, tá ótimo.
-Você está grávida, tudo o que você ingere, tá bom. –Ele disse.
Comecei a rir e me sentei ao seu lado.
-Como foi com a sua irmã?
-Eu assisti uma parte do julgamento, era um estuprador, ele violentou a própria filha. –Disse.
-Que horror!
-É, Leah se exaltou.
-O que aconteceu?
-O cara a provocou, começou a dizer que ele não tinha feito isso, Leah afirmou que eles tinham provas de DNA, ele disse que as provas estavam erradas e que ele jamais machucaria a filha dele, que Leah devia saber disso, já que ela terá um filho, ela disse que jamais machucaria o filho dela, ai ele disse que então ela não sabia ser mãe, e perguntou que ela tinha perdido, se era o pai ou a mãe dela, quando ele citou a mãe dela, ela perdeu a cabeça e bateu nele.
Edward assentiu.
-Dá pra entender o lado dela, ela perdeu a mãe.
-Eu sei, a mãe dela entrou em depressão, por que meu pai a trocou pela minha mãe, e depois ela se matou. –Disse. –E a minha mãe também morreu, eu sei o que ela sente.
Ele sorriu e beijou minha mão.
-E o que aconteceu depois?
-Pela agressão, o juiz a convidou a se retirar, para se acalmar. Ela saiu da sala e eu fui atrás, ela não tinha me visto, não sabia que eu estava lá. Eu falei com ela, nós conversamos e consegui convencê-la a entrar em licença, pelo bem do seu bebê. –Disse.
Ele sorriu.
-É, você é mesmo maravilhosa, uma ótima irmã e ótima médica. –Ele disse.
Sorri.
-Obrigada. –Agradeci.
-Bom, eu só vim me despedir, tenho que ir pra casa ficar com os nossos filhos, tudo bem? Precisa de alguma coisa?
Ele negou.
-Não, pode ir pra casa, mas eu posso te pedir uma coisa? –Ele perguntou.
-Claro, meu anjo. –Disse.
-Pode trazer os meninos amanhã? Eu estou com saudades. –Ele disse.
Sorri.
-Claro, querido. Amanhã eu trago os nossos filhos. –Disse.
Ele sorriu.
-Eu te amo. –Ele disse.
Sorri.
-Eu também te amo. –Disse e lhe dei um selinho. –Tenha uma boa noite.
-Você também.
Soprei um beijo pra ele e ele devolveu.
Saí do quarto dele e encontrei a Rosalie.
-Oi.
-Oi.
-Resolveu o problema da sua irmã? –Ela perguntou.
Assenti.
-Sim, já está resolvido. Eu vim só me despedir do Edward. –Disse. –Olha, já pode ir pra casa, Rosie. Já deu a sua hora.
-Tá, eu já vou, só vou esperar o Emm, que está atendendo na emergência.
-Ok, então até amanhã. –Disse.
-Até. –Ela disse e eu fui para o estacionamento.
Entrei no carro e fui direto pra casa dos pais do Edward, buscar as crianças.
Estava sendo estranho ficar com os meninos e o Simba, sem o Edward, parecia que estava faltando alguma coisa naquela casa, e realmente estava, estava faltando o meu marido. Mas isso seria por pouco tempo, logo ele estaria em casa, com a gente.
Alguns dias depois…
Parei o carro no estacionamento e saí do carro, abri o porta malas e peguei o carrinho dos meninos. O abri, peguei eles e os coloquei no carrinho.
-Pronto, meus amores. Agora iremos buscar o papai. –Disse e os dois sorriram.
Peguei a bolsa deles fechei o carro e fui com eles pra dentro do hospital. Entramos no hospital e fomos direto para o quarto do Edward.
Entramos no quarto e ele estava cheio de sua família.
-Bom dia, gente. –Disse.
-Bom dia, Bella. –Eles disseram.
Aproximei-me com as crianças do Edward e lhe dei um selinho.
-Viemos te buscar. –Disse.
Ele sorriu.
-Não precisava, até por que você tem que trabalhar.
Comecei a rir.
-Eu trouxe sua roupa, consegue levantar?
-Sim, chega de ser paciente. –Ele respondeu.
Peguei sua roupa dentro da bolsa do Ethan e lhe entreguei.
-Aqui está, pode se vestir. –Disse.
-Valeu. –Ele disse, se levantando e indo para o banheiro.
Esme pegou Ethan no colo e Carlisle pegou a Megan.
-Finalmente a tristeza vai passar, o papai vai voltar pra casa. –Esme disse.
-Ah, nem me fale. Simba não tem comido direito. –Disse.
-É, o cachorro dele sentiu mais falta dele, do que os próprios filhos. –Emmett disse.
-Não fala assim, Emmett. –Alice disse. –Megan e Ethan sentiram sim a falta do pai, só que Simba é mais velho, e pressente quando acontece algo com o seu dono.
-Ethan e Megan também sentiram, no dia que o Edward foi baleado, Berta me ligou, dizendo que eles não paravam de chorar. –Disse.
-Bella tem razão. –Esme disse. –E, tanto os filhos, como o melhor amigo cão, amam o Edward igualmente e sentiram falta dele.
-Bom, mas isso já acabou, por que ele vai pra casa. –Alice disse.
-Graças à Deus. Agora só falta aquele desgraçado ser preso. –Disse.
-Ah, mas ele vai. Eu não vou desistir, até condená-lo a pena de morte. –Carlisle disse.
É, essa era a fúria de um homem que quase perdeu a esposa e o filho. Agora Donovan não escapava.
Edward saiu do banheiro, já pronto para ir embora.
-Estou pronto, vamos logo que eu só quero voltar nesse hospital, como médico. –Edward disse.
-Sabe que os piores pacientes, são os médicos? Nós não sabemos ser pacientes, apenas médicos. –Jasper disse.
-É isso ai. Já assinou a minha alta? –Edward perguntou.
Ele sorriu.
-Deixei isso pra sua esposa, vai saber se ela quer mesmo que saia daqui. –Jasper disse.
Edward me encarou.
-Calma, eu vou assinar quando sairmos. –Disse.
Meu bipe apitou. O peguei e o olhei.
-Estão me bipando lá da emergência. –Disse.
-É melhor você ir trabalhar.
-Não, você…
-Meus pais podem me deixar em casa, Dra. Cullen. Vai trabalhar. –Ele disse.
-Pode ir, Bella. Eu levo o Edward e os meninos. –Esme disse.
Assenti.
-Tudo bem. –Disse e olhei para o Edward. –Tente descansar.
Ele assentiu.
-Pode deixar.
-Ok, eu vou assinar a sua alta e poderá ir. –Dei um selinho nele. –Até a noite.
-Até. –Ele disse.
Fui até os meninos e dei um beijo na bochecha deles.
-Tchau, queridos. Tchau gente.
-Tchau. –Eles disseram.
Saí do quarto do Edward, assinei sua alta na recepção e fui pra emergência.
Cheguei a emergência e estava uma loucura, parece que houve um acidente.
Victória se aproximou de mim.
-Vic, o que houve? –Perguntei.
-Acidente de carro. –Ela respondeu. –Precisa ser forte.
A olhei.
-Por quê? Eu conheço alguma vítima? –Perguntei.
-Seu pai me ligou. Ele disse que estava indo pra casa, disse que Leah entrou em trabalho de parto e viria para o hospital, eu estava esperando você chegar, pra eu te avisar…
-Meu pai é a vítima? –Perguntei.
-Não! Jacob estava trazendo a Leah para o hospital e acabou batendo o carro. Quando os paramédicos chegaram, ele estava convulsionando, parece que ele ficou desesperado com a Leah e acabou tendo um ataque. –Victória disse.
-Meu Deus, Leah tinha tanto medo disso acontecer. –Disse. –Onde eles estão?
-Já tem médicos cuidando do Jacob, venha. –Ela me puxou até lima maca, onde estava minha irmã.
Ela estava um pouco machucada e desacordada.
-Me empresta o seu estetoscópio. –Pedi e ela me entregou o estetoscópio.
Examinei Leah e percebi que seus batimentos e os batimentos do bebê, estavam fracos.
-Avise o Dr e a Dra. Hale. Temos que fazer o parto agora! –Disse.
-Ok. –Victória disse e foi avisar Jasper e Alice.
Acariciei a bochecha da Leah.
-Aguenta firme, maninha. Vamos cuidar de você e do seu bebê. –Disse.
Eu espero mesmo que a minha irmã fique bem, eu não podia perder mais uma pessoa.
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