Eternamente

161 Capítulo 160-Parto Leah/ Tudo bem


Isabella Marie Swan Cullen

Haviam levado a Leah para a sala de cirurgia, eu me troquei e fui pra lá, entrei na sala e Leah estava na mesa de cirurgia, os enfermeiros estavam tentando estabilizá-la.

Aproximei-me.

-Cadê o Dr e a Dra. Hale? –Perguntei.

-Eles já estão vindo. –Respondeu, uma das enfermeiras.

Victória se aproximou de mim.

-Tem certeza de que quer ficar aqui? –Ela perguntou .

Assenti.

-Eu tenho, não vou deixar a minha irmã em uma hora dessas. –Disse. –Como está o Jake?

-Ele já foi sedado, logo ele irá acordar. –Ela respondeu.

-Oi.

Alice e Jasper passaram pela porta e se aproximaram de mim.

-Está bem pra ficar aqui? –Ele perguntou.

Assenti.

-Sim. –Respondi.

-Tá legal, eu vou examiná-la e começaremos. –Alice disse e me olhou. –Bella, tiraremos ela dessa, eu prometo.

Sorri.

-Eu confio em vocês. –Disse.

Eles foram até a Leah.

-Vic.

-Hum.

-Edward já foi embora? –Perguntei.

-Sim, já. Foi com os pais deles e os seus filhos. –Ela respondeu.

-E ele sabe de alguma coisa?

-Não, ele foi embora um pouco depois de você ter chegado na emergência.

-E o Emmett e a Rosalie?

-Emmett está em um daqueles casos difíceis com uma criança, e ele está cuidando dela. Rosalie subiu para o RH para substituir você e o Edward em uma reunião, os únicos da família que souberam, foi Alice e Jasper, mais ninguém sabe de nada. –Victória disse.

Assenti.

-Ok. Se isso chegasse aos ouvidos do Edward, ele não teria ido pra casa e não me deixaria acompanhar a cirurgia. –Disse.

-Ele não está aqui, mas eu estou. E não me venha com o papo de você ser a minha chefe. Nosso relacionamento vai longe disso, somos amigas de infância, quase irmãs. Se você não passar bem, eu te arrasto daqui. –Victória me ameaçou.

A olhei.

A última vez que a vi falar com esse tom, foi quando éramos crianças, tínhamos uns 9 anos, havia um garoto na escola que estava provocando ela, e ela ameaçou quebrar sua mão se ele continuasse, e ela realmente cumpriu sua ameaça, ela realmente quebrou a mão do garoto.

-Bella. –Alice me chamou e ele a olhou. –Precisamos fazer o parto.

Assenti.

-Ok.

Alice olhou para o Jasper.

-Vamos começar. –Ela disse.

Jasper assentiu.

Aproximei-me. Vic ficou ao meu lado, segurando minha mão.

Eu estava muito preocupada, pois eu sabia que Leah e o bebê estavam correndo risco de vida, e eu não queria isso.

A minha vida inteira, eu sempre tive uma boa relação com a Leah, afastei-me dela, com o divórcio do nosso pai e a minha mãe, minha mãe me levou embora, onde vivemos com o Phil e a Victória. A convivência com a Victória não foi fácil, mas com a Leah, o tempo em que morei com ela, eu sempre senti uma mágoa, a mesma mágoa que eu vi na Victória, quando os nossos pais se casaram, as duas tinham a mesma história, as mães foram abandonadas e não se se recuperaram, e a minha mãe foi a causadora dos dois.

Eu tentei não sentir nada, tentei não perceber isso. Victória começou a se desviar do caminho, e eu ignorei.

Pra começar, eu arrumei meu primeiro namorado, James, fiquei encantada com ele, até ele me trair com a garota que eu mais odiava, Tanya Denali, depois, eu namorei o Jacob e ele me traiu com a Leah, quando ela foi me visitar e ele me deixou para ficar com ela, depois disso, eu fiquei sozinha, até que eu resolvi terminar minha faculdade aqui, trabalhar aqui e morar com o meu pai. E foi exatamente o que eu fiz, entrei em pé de guerra com a minha irmã, por que ela tinha medo de eu tentar reconquistar o Jacob, eu joguei com ele, até me envolver com o Edward, e depois fazer as pazes com a Leah, e depois Vic reapareceu na minha vida, e me entendi com ela também.

Jacob não foi uma grande pessoa, eu conhecia sua família, eles eram bem humildes e Jake sempre tentou crescer na vida, mas no fundo, ele era uma pessoa frágil, e estava tão animado com o filho, isso não podia acabar.

Vi Alice tirando o bebê de dentro da minha irmã, ele não chorou.

-Ah, isso não é nada bom. –Disse.

-Calma, Bella. Vai dar tudo certo.

-Alice. –Jasper a chamou.

Alice cortou o cordão umbilical.

-Deixa comigo, Jasper. Cuida dela. –Alice disse.

-Tá.

Jasper começou a cuidar da minha irmã, Alice foi pra outra mesa cuidar do meu sobrinho.

Alice fez massagem cardíaca dele e ele começou a chorar.

Respirei aliviada.

-Dr. Hale. Parada cardíaca. –Uma das enfermeiras avisou.

Olhei pra mesa.

Jasper começou a fazer massagem cardíaca, e depois deu choque nela, várias vezes.

-Dr. Hale. –Chamou um enfermeiro.

Jasper respirou fundo e olhou pra trás, diretamente pra mim.

-Eu sinto muito…

-Não termina, Jasper. Tenta de novo. –Disse.

-Eu tenho que declarar o óbito. –Ele disse.

-Tenta de novo, Jasper. –Pedi.

Ele assentiu.

-Tudo bem. Injetem adrenalina. –Jasper disse.

Os enfermeiros aplicaram adrenalina, e Jasper fez massagem cardíaca de novo e deu choque nela de novo. Seus batimentos voltaram ao normal.

-Ela voltou. –Jasper suspirou. –Que bom.

Jasper se virou e me olhou.

-Ela vai ficar bem. –Ele disse.

Sorri.

-Obrigada. –Agradeci.

Ele sorriu e se virou pra mesa.

-Vamos fechá-la. –Ele disse e começou a costura-la.

Vi a sala girando e me apoiei na Victória.

-Hei, tudo bem? –Ela perguntou.

-Tudo, é só uma tontura. –Respondi.

-Vem, eu vou pedir pra Rosalie te examinar.

-Não…

-Bella, a Leah e o bebê já estão bem.

-Eu quero ficar com a minha irmã.

-Você já ficou bastante tempo aqui com ela, agora é hora de pensar em você e no seu bebê, se não eu ligo para o Edward. –Ela disse.

Victória estava bem autoritária. Mas Edward aqui, só iria deixar as coisas piores, ele ainda esta se recuperando e eu não queria prejudica-lo, sem contar que ele iria me dar um baita sermão.

Respirei fundo.

-Tudo bem, eu vou. –Disse.

Victória me tirou da sala de cirurgia e fomos procurar a Rosalie, para me examinar.

(…)

Eu estava bem e o bebê também, mas Rosalie me fez tomar soro na veia, e aqui estava eu, deitava na maca, na sala de emergência, esperando terminar de tomar o soro, Vic estava comigo.

-Há alguns dias eu estava no tribunal, depois da Leah ter se descontrolado no julgamento, implorando pra ela tirar licença. –Disse.

Vic assentiu.

-É, eu fiquei sabendo. –Ela disse.

-E agora eu estou aqui, só por que eu passei mal. –Disse.

-Bella, é normal. Era a sua irmã que estivesse ali, a beira da morte, eu também fiquei nervosa, morei um bom tempo na casa do seu pai, ele praticamente me adotou, Leah e eu nos aproximamos muito, mas eu acho que estaria assim, se fosse você ali naquela mesa, eu tenho uma ligação maior com você. –Ela disse.

-Era por isso que estava tão autoritária? –Perguntei.

Ela sorriu.

-Você também é minha chefe, mas o Edward assusta mais. –Ela disse.

Comecei a rir.

-É, eu tenho que concordar. –Disse.

Ela riu.

-Olá. –Rosalie se aproximou. –Com você está, cunhada?

-Bem. –Respondi.

Rosalie me examinou e me tirou do soro.

-Você está melhor, mas precisa ir pra casa, para descansar. –Rose disse.

-Como está minha irmã? –Perguntei.

-Bem, mas ainda sedada. Devido ao acidente, ela ainda vai dormir por algumas horas. –Ela respondeu.

-Posso ao menos conhecer meu sobrinho e ver o Jake? –Perguntei.

Rose assentiu.

-Claro, eu acompanho você. –Rose disse.

-Tá bom.

-E já que ela está em boas mãos, eu vou voltar para o trabalho. –Vic disse.

-Obrigada, Vic. Por ter ficado comigo. –Agradeci.

Ela sorriu.

-De nada, Bella. Você sempre vai poder contar comigo. –Ela disse.

-E, por favor, não me dê um susto desse. –Disse e acariciei sua barriga.

Ela sorriu.

-Pode deixar. –Ela disse e foi trabalhar.

-Bom, depois de eu ter sido excluída, vamos lá?

Sorri.

-Ai, Rosie, eu jamais poderia te excluir, você é madrinha do meu filho, eu sou madrinha da sua filha, vem aqui, loirinha. –Disse e a abracei. –Eu também amo você.

Ela sorriu.

-Eu sei disso, também te amo, cunhadinha. –Ela beijou sua testa. –Mas não nos dê outro susto desse. Sabia que se alguma coisa acontece com você aqui dentro, Edward vai me culpar?

-Pode deixar, eu te protejo da fúria do seu irmão. –Disse.

Ela riu.

-Tá legal, vamos lá conhecer o bebê Swan. –Rose disse.

-É o bebê Black. –Disse.

-Que seja, não deixa de ser Swan. –Ela disse.

Comecei a rir e desci da maca. Rosalie e eu fomos pra maternidade.

Entramos dentro do quarto onde ficavam os bebês, e nos aproximamos da Alice, que estava em frente ao berço.

-Oi. –Rose disse e Alice nos olhou.

-Oi. –Ela me olhou. –Está melhor, Bella?

Assenti.

-Sim, estou.

-Olha, Jacob já está bem e louco para conhecer os filhos, mas ele está meio agitado, se sentindo culpado, então estão o mantendo em observação, caso essa agitação dele cause outro ataque. –Alice disse.

Assenti.

-Eu vou falar com ele. –Disse.

-E, a Leah está bem, ainda sedada por causa do acidente, mas em algumas horas ela fica bem. Enquanto isso, o bebê terá que beber o leite materno que recebemos de doação, e claro, ele recebeu uma doação especial da tia. –Alice disse.

Sorri.

-Ele é meu sobrinho, e eu tenho bastante leite, amamento gêmeos. –Disse.

-Olha, eu falei com o seu pai e com o Jacob, eles disseram que Leah escolheu o nome Miguel. –Alice disse.

Sorri.

-Miguel é o nome do avó da Leah, pai da mãe dela. Meu pai me disse uma vez, que se a Leah fosse um menino, teriam dado esse nome pra ela. –Disse.

-É, é o pequeno Miguel Swan Black. –Alice disse. –Venha, vê-lo.

Aproximei-me do berço e vi.

Ele era lindo, a cara do Jacob, mas os olhos eram cor de mel, como os olhos da Leah.

Sorri.

-Oi, sobrinho. –Disse e o peguei no colo. –Seja bem vindo a família.

Ele me olhou, os olhinhos me analisando.

-Miguel, essa é a tia Bella. –Alice disse. –Você é a primeira integrante da família dele que ele conhece, nem seu pai o viu ainda.

-Por que não? –Perguntei.

-Eu estava o examinando, pra ver se estava tudo bem mesmo, eu já vou avisá-los que podem vir vê-los. –Alice disse.

-Ok, eu vou ver o Jake e depois vou dar um oi para o meu pai. –Disse, o colocando de volta ao berço.

-Só não exagera, tá Bella? –Alice disse.

-Tá, eu só vou ver o Jake e depois eu vou embora. –Disse.

-Ok, ele está no quarto 45. –Alice disse.

-Obrigada, tchau cunhadas, cuidem bem do meu sobrinho. –Disse.

-Pode deixar. –Elas disseram e ficaram paparicando meu pequeno sobrinho.

Saí da maternidade e fui para o quarto do Jacob.

Entrei no quarto e lá estava ele, quieto, olhando para o nada.

Fechei a porta.

-Oi, Jake. –Disse.

Ele me olhou.

-Bella.

Aproximei-me dele.

-Como você está? –Perguntei.

Ele começou a chorar.

-Me perdoa, Bella. Eu quase a matei. –Ele disse.

Em todos esses anos em que eu conhecia o Jacob, essa era a primeira vez que o via chorar.

-Jake. –Fui até ele e o abracei. –Tá tudo bem, ninguém está colocando a culpa em você.

Ele me soltou e me olhou.

-Eu devia ter chamado uma ambulância, e não ter dirigido. –Ele disse.

Sentei-me na beirada da cama, ficando de frente pra ele e o olhei.

-Jake, pessoas que tem essas convulsões, são auxiliadas a não dirigirem. Alguns até se arriscam, a sua vida inteira você se arriscou e nunca aconteceu nada, sempre tomou seus remédios direito, você fez tudo certo, não foi culpa sua. Sua mulher entrou em trabalho de parto, e a única coisa que você pensou, foi em trazê-la para o hospital, você só ficou nervoso, isso acontece com qualquer pai, Edward também ficou nervoso, quando entrei em trabalho de parto, e ele é médico. O problema, é que o seu nervosismo fez com que tivesse um ataque, que fez você sofrer um acidente. Ninguém está te culpando, e Leah também não vai te culpar. –Disse.

-Ela não queria que eu dirigisse, pra não acontecer nenhum acidente, era por isso que ela estava indo trabalhar de taxi, para não acontecer o que aconteceu. –Ele disse.

-E em um momento de desespero, você resolver trazê-la, por que ficou com medo de acontecer alguma coisa com ela e o bebê, Leah sabe que você só tentou ajudar. –Disse.

Ele soluçou.

-Jake. –Peguei em sua mão. –Leah está bem, ela ainda está sedada, mas ela está bem, e seu filho também. Miguel é lindo.

-Você o viu? –Ele perguntou.

-Eu acompanhei o parto, vi ele nascer, o peguei no colo. Ele é um mini Jake, só puxou os olhos da Leah. –Disse.

Ele riu.

-Como ela queria. Ela tinha certeza que ele seria a minha cara. –Ele disse.

-Eu só espero que ele seja mais inteligente que o pai. –Disse.

Ele sorriu.

-Você ainda precisa repousar, mas assim que estiver melhor e mais calma, irão te leva-lo para conhece-lo.

Ele assentiu.

-Ok.

-Com licença. –Meu pai entrou no quarto, junto com Sue, Seth e Nessie. –Bella, como você está? Soube que passou mal depois do parto da Leah.

Assenti.

-É, foi bem… intenso, eu não me senti bem. –Disse.

-Será que agora que a Leah deu a luz, você será a filha grávida que não se cuida? –Meu pai perguntou.

-Isso é por que o Edward não está aqui. –Nessie disse.

-Leah teve uma parada cardíaca, Jasper quase declarou o óbito se eu não tivesse mandado continuar a ressuscitação e ela voltar, foi por isso que eu passei mal, eu achei que iria perder minha irmã. –Disse.

-Ai, meu Deus. –Jake disse.

-Calma querido, ela já está melhor. –Sue disse.

-Sue tem razão, Jake. Jasper conseguiu salvá-la. –Disse.

-E está melhor? –Meu pai perguntou.

-Estou, eu ainda tenho que ir pra casa e enfrentar a fera, por que Edward vai ficar uma fera, quando souber que eu nem sequer parei para me acalmar. –Disse.

-Vai mesmo. –Nessie disse.

-E o meu neto? –Meu pai perguntou.

Sorri.

-Miguel está bem. Fui a primeira da família a pegá-lo no colo. –Disse.

-Sério? Nem esperou pela gente? –Nessie perguntou.

-Bom, eu tenho privilégios, sou a médica. –Disse.

-Sendo assim, eu sou a próxima, meu irmão é o dono do hospital. –Nessie disse.

Comecei a rir.

-Tá bom, você venceu. –Disse. –As visitas já estão disponíveis, podem ir até a maternidade para vê-lo.

-E a Leah? –Meu pai perguntou.

-Ela ainda está sedada e demorará algumas horas para acordar. –Respondi.

-O bebê vai ficar passando fome? –Seth perguntou.

-Não, temos doações de leite. Quando uma mãe para de amamentar o bebê, ou acaba o perdendo, ou até mesmo por caridade, elas doam para o hospital, esse leite vai para os bebês, passa casos em que a mãe não pode amamentar ou para bebês que foram abandonados pelas mães, ou tenham morrido no parto. –Sorri. –Eu doei um pouco pra ele.

-É, não vai te fazer falta, já que você amamenta gêmeos. –Nessie disse.

-Pois é. –Disse. –Olha, vão lá conhecer o bebê Swan Black, e cuidem do Jake.

-Pode deixar, Bella. Ele está em boas mãos.

-Eu vou pra casa repousar um pouco. –Disse.

-É bom mesmo, não se preocupe. Sei que existem outros médicos aqui, para cuidarem deles. –Meu pai disse.

Sorri.

-É, existem. –Disse e fui até o Jacob, dei-lhe um beijo na bochecha. –Tente descansar, ok?

Ele assentiu.

-Eu vou tentar. –Ele disse.

-Quando a Leah acordar, você vai poder ver ela e o filho de vocês. –Disse.

-Tá bom. –Ele disse.

-Tchau, tchau gente. –Disse.

-Tchau. –Eles disseram e eu saí da sala.

Peguei minha bolsa na minha sala e fui para o estacionamento, entrei no carro e respirei fundo, passei a mão na minha barriga.

-Desculpe, meu amor. Eu fiquei preocupada com a sua tia, mas eu prometo que vou cuidar melhor de você, eu prometo. –Disse.

Liguei o carro e dirigi pra casa. Eu agora só queria descansar, depois dessa correria toada.

Cheguei em casa e estava tudo quieto. Será que o Edward estava em casa?

Olhei pelo jardim e vi o Simba, dormindo na grama. Era por isso que a casa estava silenciosa, mas eu ainda não tinha encontrado o Edward.

Subi para o quarto. Entrei no quarto e vi a luz do banheiro acesa, Edward estava lá. Entrei no banheiro e o encontrei trocando o curativo.

-Precisa de ajuda?

Ele deu um pulo, se assustando.

-Bella! Quase me faz abrir um ponto. –Ele disse.

-Desculpe. –Disse, me aproximando e beijei suas costas.

-O que faz em casa? –Ele perguntou.

-Longa história. –Respondi, lavando as mãos, depois eu fui ajuda-lo no curativo.

Fiz o curativo dele e fomos para o quarto.

-Que foi? Aconteceu alguma coisa? Foi a Heidi? –Ele perguntou.

-Não, Heidi não tem nada haver com isso. –Disse, sentando-me na cama.

Ele se sentou a minha frente.

-O que aconteceu? Eu mereço saber. –Ele disse.

Sorri.

-Sim, merece. –Disse. –Leah deu a luz.

Ele sorriu.

-Sério, que maravilhoso. –Ele disse.

-É, mas não ocorreu tudo tão bem. –Disse.

-O que houve? Ela e o bebê estão bem?

-Estão. Lembra quando me biparam na emergência?

Ele assentiu.

-Era ela, e o Jake. Eles tinham sofrido um acidente de carro. –Disse.

-Sério?

-É, Vic me explicou. Ela disse que meu pai tinha ligado pra ela, dizendo que estava indo pra casa, por que Leah havia entrado em trabalho de parto, mas Jake não quis esperar, ele levou a Leah para o hospital, mas ele estava muito nervoso e acabou tendo uma convulsão enquanto dirigia, e eles bateram o carro. –Disse.

-Meu Deus, ele se arriscou muito. –Edward disse.

-Eu sei, mas não foi culpa dele, ele só não queria ajudar a esposa e o filho. –Disse. –Quando eles chegaram ao hospital, Leah e o bebê estavam com os batimentos fracos, então mandei a levarem para a sala de cirurgia e chamar o Jazz e a Allie.

-Você acompanhou o parto? –Ele perguntou.

Assenti.

-Sim, foi um parto bem complicado, a vida deles corria perigo. Alice e Jasper fizeram uma cesárea, tiraram o bebê e ele não respirava, Alice cuidou dele e ele voltou a respirar, ai a Leah teve uma parada cardíaca. Jasper tentou várias vezes ressuscitá-la, ai ele vira pra mim, diz que sente muito e quase declarou o óbito. Eu quase a perdi. –Disse, chorando.

-Mas você não desistiu, pediu pra ele tentar de novo, não pediu?

-Sim, e ele tentou, ai ela voltou. –Disse.

Edward sorriu.

-É, eu sabia que eu tinha contratado o melhor cirurgião. –Edward disse.

-Edward, promete que não vai ficar bravo comigo? –Pedi.

Ele me olhou.

-O que você fez, Bella? –Ele perguntou.

-Depois que a Leah voltou e Jasper e Alice me garantiram que ele ficaria bem, eu… me senti mal. –Disse.

-O que você sentiu? –Ele perguntou.

-Tontura. Victória ficou ao meu lado o tempo todo, e quis me levar pra Rosalie me examinar, mas eu não queria ir, então ela me ameaçou, dizendo que ligaria pra você, então eu fui com ela.

Ele assentiu.

-E Victória fez muito bem, ela podia mesmo ter me ligado. –Ele disse.

-Eu só obedeci, por que ela estava com aquele tom. –Disse.

-Que tom? –Ele perguntou.

-Tom ameaçador que ela tem.

-Eu não sabia que tinha medo dela. –Ele disse.

-Quando ela ameaça daquele jeito, sim. Quando tínhamos 9 anos, ela ameaçou um garoto daquele mesmo jeito, por que ele estava perturbando ela, ela disse que se ele não parasse, ela quebraria o dedo dele, e ela quebrou. –Disse.

Ele riu.

-Tudo bem, agora falando sério, você foi examinada?

Assenti.

-Sim, a Rosie me examinou, estava tudo bem comigo e com o bebê e ela me deixou um pouco no soro. Eu fiquei bem. –Disse.

-É por isso que veio pra casa? –Ele perguntou.

Assenti.

-Depois que eu tomei o soro, fui conhecer meu sobrinho, ele é lindo, a cara do Jake.

Ele sorriu.

-Fico feliz que ocorreu tudo bem com eles, e qual é o nome do bebê?

-Miguel. Era o nome do avô da Leah. –Respondi.

-Não era seu avô também? –Ele perguntou.

-Não, era o pai da mãe dela. Esqueceu que somos filhas de mães diferentes? –Disse.

Ele assentiu.

-É mesmo. E o Jacob e a Leah?

-A Leah eu não vi, ela ainda estava sedada e iria demorar para acordar, mas eu fui ver o Jake, ele estava bem, ainda em observação, pois ele ainda estava muito nervoso, se sentindo culpado. Ele me pediu desculpas e começou a chorar, eu nunca o vi chorar. Eu o abracei, disse que ninguém estava o culpando.

-É, qualquer um se sentiria culpado no lugar dele. –Edward disse.

Assenti.

-É, depois de conversar bastante com ele, chegaram ao quarto meu pai, Sue, Seth e Nessie, eu conversei com eles, expliquei tudo, depois eu vim embora pra casa. –Disse.

Ele assentiu.

-Está muito bravo? –Perguntei.

Ele me olhou.

-Eu teria agido como você ou até pior se fosse com a Rosie e Allie, tentaria eu mesmo operá-las. –Ele disse. –Eu entendo o seu lado, o seu desespero, e você passou mal, por que está grávida, mas eu espero que isso não volte a acontecer, eu quero que você se cuide.

Assenti.

-Eu irei me cuidar, amor. Eu prometo. Não quero que nada aconteça com os nossos filhos, é por isso que vim pra casa, para repousar. –Disse.

Ele assentiu.

-Ok, então deite-se, descanse. –Ele disse.

-Eu vou tomar um banho, primeiro. –Disse.

-Ok, vai lá. Eu vou deitar um pouco também, meus pontos estão começando a doer. –Ele disse.

-Os pontos estão bem, limpos, cicatrizando bem. Você deve estar mexendo muito o ombro. –Disse.

-É, eu vou tomar um analgésico. –Ele disse.

-Tá bom, eu vou tomar um banho. –Dei-lhe um selinho.

-Ok.

Levantei-me e fui para o banheiro, tirei minha roupa e me enfiei embaixo do chuveiro, tentando relaxar. Depois de terminar meu banho, fui para o closet e vesti uma camisola de algodão, voltei para o quarto e não encontrei o Edward, ele deve ter ido tomar seu remédio.

Peguei meu celular e mandei uma mensagem pra ele.

De: Gatinha

Para: Gatinho

Amor, estou com fome.

B.C

Ele respondeu.

De: Gatinho

Para: Gatinha

Eu vou preparar um lanche.

E.C

Sorri e fiquei deitada na cama, passando as mãos na minha barriga.

-Tá tudo bem agora. –Disse, acariciando minha barriga. –Os meses passam rápido, logo saberemos se você é um menininho ou uma menininha, e te daremos um nome.

Continuei acariciando minha barriga.

Algum tempo depois, Edward apareceu no quarto, com uma bandeja.

-Trouxe um lanche pra vocês. –Ele disse.

Sorri.

-Hum, e chegou em boa hora. –Disse.

Ele colocou a bandeja na cama e eu comecei a comer o lanche que ele me fez.

-Tá bom? –Ele perguntou.

-Tá ótimo. –Respondi.

O olhei.

-Posso te perguntar uma coisa?

Ele assentiu.

-Claro.

-Você quer que seja menino ou menina? –Perguntei.

-Bom, nós temos um menino e uma menina, eu não tenho preferencia. –Ele respondeu.

-É, eu também não. –Disse. –E nomes? Alguma sugestão?

Ele sorriu.

-Se for uma menina, que tal Renée?

O olhei.

-Tá falando sério? –Perguntei. –O nome da minha mãe?

-É, você sofreu muito com a morte dela, sente a falta dela, seria uma linda homenagem. –Ele disse.

-A minha mãe cometeu erros Edward, ela tirou o meu pai da mãe da Leah, depois o abandonou e tirou o Phil da mãe da Victória, ela só se envolveu com caras casados.

-Se envolver com pessoas casadas não é crime. –Ele disse.

-Pretende se envolver com alguma mulher casada? –Perguntei.

-Sim, a Sra. Isabella Cullen. –Ele respondeu.

Comecei a rir.

-Ela fez muito mal pra Victória.

-Ela também sofreu, Bella. Renée se redimiu, quando começou a ficar doente, Phil a abandonou por que ela estava doente, então ela veio pedir ajuda pra única pessoa que ela tinha, a filha dela.

Assenti.

-É, ai ela faz a revelação de que teve outra filha com o meu pai. –Disse.

-Você sabe que ela foi verdadeira desde que ela ficou doente, ela pediu perdão para as pessoas que ela decepcionou, você, seu pai, Victória, Leah, e todos vocês a perdoaram. –Ele disse.

-Sabe, eu nunca te contei isso, mas eu sempre tive medo, medo de te machucar, como ela machucou meu pai. –Disse.

-E desde quando você tem esse medo? –Ele perguntou.

-Desde que eu me apaixonei por você. –Respondi.

-Por que nunca me contou?

-Não sei, eu não queria que você ficasse com duvidas por minha causa. –Disse.

Ele sorriu.

-Meu amor, eu sempre soube que você não seria assim, você é um anjo. Você não trai, e sim foi traída. James, Jacob.

-Então você vai me trair? –Perguntei.

-Claro que não. Eu também já fui traído, nós formamos o casal perfeito. –Ele disse. –Eu te amo, não vou te decepcionar e sei que você também não vai me decepcionar.

Sorri.

-Eu te amo. –Disse.

Ele sorriu e me beijou.

-Mas…

-O que?

-Talvez seja melhor um menino. –Ele disse.

-Por quê?

-Dois meninos pra proteger a nossa menininha. Eu ainda me lembro do Phil a sequestrando. –Ele disse.

Assenti.

-É, é difícil de esquecer, quando tem uma filha sequestrada. –Disse

-É. Um menino?

Sorri.

-Vamos ver, não cabe a nós decidirmos. –Disse. –Menino ou menina, não será nosso último filho.

Ele sorriu.

-É, ainda temos um pequeno time para montar. –Ele disse.

Comecei a rir.

Terminei de comer meu lanche e tomei o suco.

-Estava maravilhoso, obrigada. –Agradeci.

-De nada. Eu vou levar a bandeja lá pra baixo e eu venho deitar com você. –Ele disse.

-Tá bom, então não demora. –Disse.

-Ok.

Ele pegou a bandeja e saiu do quarto.

Eu me enfiei embaixo da coberta e deitei-me de lado na cama.

Alguns minutos depois, escutei a porta, era o Edward, ele se deitou na cama e me abraçou, fazendo conchinha. Ele beijou meu pescoço.

-Acha que vai acordar melhor, pra gente matar a saudade? Eu passei muitos dias naquele hospital.

Sorri.

-Talvez. Se não for arrebentar nenhum ponto. –Disse.

-A gente dá um jeito. –Ele disse.

Comecei a rir.

-É, depois a gente vê isso. –Disse.

-Tá legal, pode dormir agora, gatinha. –Ele disse e começou a fazer cafuné em mim.

Eu acabei dormindo, e sonhando, com os meus três lindos filhos correndo pela casa.

Notas finais
Miguel Black: http://www.imagenswhatsapp.blog.br/wp-content/uploads/2017/05/Fotos-De-Beb%C3%AAs-Rec%C3%A9m-Nacidos-Morenos-2-700x525.jpg