Eternamente

159 Capítulo 158-Resgate/ Tiro/ Socorrendo/ Cirurgia/ Tudo bem


Edward Anthony Cullen

Eu dirigia feito um louco em direção ao parque.

-Edward, vai com calma, você vai acabar matando a gente. –Rosalie disse.

-Não dá, a mamãe está correndo perigo. –Disse.

-Ele ameaçou chegar perto dela?

Neguei.

-Não, só mandou um vídeo dela na praça, eu não posso ignorar. Se ele a machucar, eu jamais irei me perdoar. –Disse.

Ela assentiu.

-Estamos quase chegando. –Ela disse.

Algum tempo depois, parei o carro em frente ao parque e saímos do carro, Rose e eu atravessamos a rua e entramos no parque, começamos a procurar pela nossa mãe.

-Ela não está em lugar nenhum. –Rose disse.

-Ela tem que estar aqui em algum lugar, ela tem. –Disse.

-Eu vou ligar pra ela. –Rosalie disse, pegando seu celular.

Nós continuamos andando pelo parque, procurando pela nossa mãe e nada.

-Mãe, onde você está? –Rose perguntou. –Em que lugar do parque? –Rose perguntou. –Mãe, não se mexe.

Olhei e a vi, sentada, falando no celular e com o livro na mão.

-Rose, ali. –Apontei pra onde ela estava.

-Já estamos indo, mãe. –Ela disse e desligou. –Vamos!

Corremos em sua direção.

-MÃE! –Gritamos.

Ela nos olhou e se levantou.

-Edward, Rosalie, o que fazem aqui?

Fomos até ela e a abraçamos.

-O que está acontecendo? –Ela perguntou.

-É o Dr. Donovan. Ele mandou um vídeo para o Edward, um vídeo de você aqui, ele estava te seguindo. –Rose disse.

-O que? E onde ele está? –Ela perguntou, olhando ao redor do parque.

-Eu não sei, mas quando eu achar esse filho da puta, eu vou acabar com a raça dele! –Disse.

-Edward, se acalme, querido. Não vá fazer nenhuma besteira. –Minha mãe disse.

A olhei.

-Você está bem? Tem certeza? –Perguntei.

Ela assentiu.

-Tenho. Eu estou bem. Estava aqui lendo, tranquilamente. Vocês sabem que eu gosto de vir ao parque para ler. –Ela disse.

-Sim, nos sabemos, mas agora tem um maníaco te perseguindo. –Rosalie disse.

-Eu estou bem. –Ela disse. –Vou ligar pra polícia.

Minha mãe pegou seu celular.

Rosalie olhou para o outro lado.

-Edward…

-Que foi? –Olhei para o lado.

-Ele tá ali.

Ele estava escondido atrás de uma árvore, ele saiu e apontou algo pra gente.

-Ele tá armado! –Rosalie gritou.

Puxei minha mãe e minha irmã e escutei o disparo, elas caíram no chão e eu caí em cima delas.

Todo mundo começou a correr e gritar que havia um atirador no parte.

-Vocês estão bem? –Pergunte, me levantando e ajudando elas a se levantarem.

-Sim, está.

Comecei a sentir uma ardência no meu ombro.

-Edward. –Rosalie olhou para o meu ombro. –Ele te acertou.

-Meu Deus.

-Eu to bem. –Disse.

-Fica quieto e me deixa ver isso. –Rosalie disse, examinando o meu ombro.

Ela apertou.

-Aí! Rosalie!

-A bala está alojada no seu ombro. –Ela disse e tirou seu suéter, ela o colocou em cima da minha ferida. –Temos que ir para o hospital.

Olhei na direção em que Donovan estava e ele não se encontrava mais lá.

-Ele fugiu. –Disse.

-Vão, eu ficou para dar meu depoimento pra polícia. –Minha mãe disse.

A olhei.

-Não, eu não vou te deixar aqui sozinha. –Disse.

-Ele já foi embora, não vai mais atacar. A polícia já deve ter sido chamada, eu ficarei aqui e darei meu depoimento, quero que vá para o hospital e cuide desse ferimento. Eu vou ligar para o seu pai.

-Vamos Edward, a mamãe vai ficar bem. Donovan já se foi, ele não vai tentar de novo tão cedo. Nós precisamos cuidar de você. –Rose disse.

Olhei pra minha mãe.

-Me ligue depois que terminar aqui. –Disse.

-Eu vou direto para o hospital, não se preocupe. –Ela disse e me deu um beijo na bochecha. –Agora vai. Rosalie, cuide do seu irmão.

-Pode deixar, vamos.

Rosalie me arrastou pra fora do parque e fomos para o meu carro, entramos no carro e Rosie dirigiu para o hospital.

-Acha que a mamãe vai ficar bem? –Perguntei.

-Sim, Donovan já se foi, ele não vai tentar de novo tão cedo. –Ela disse.

-Quem você acha que ele tentou matar? –Perguntei.

-A mamãe foi uma isca. Eu acho que você era o alvo, mas além de você, toda a sua equipe também está na sua lista de vingança. Eu também poderia ser o alvo dele, sou sua irmã e me perder, poderia te destruir. –Ela disse.

-E eu acabaria com a raça dele. –Disse.

-Ele não vai nos atingir, vamos cuidar de você. –Rose disse.

Respirei fundo.

Pelo menos eu consegui ajudar a minha mãe, mas Donovan estava demonstrando que ele não estava de brincadeira, ele ficou maluco, e estava disposto a matar, matar minha família, mas eu não iria permitir isso.

Isabella Marie Swan Cullen

Eu estava aflita, Edward não me atendia e eu tinha que cuidar desse hospital sozinha, eu queria pelo menos notícias dele.

Eu estava resolvendo algumas coisas pelo hospital e andava pra lá e pra cá.

-Bella. –Virei-me e vi Emmett vindo atrás de mim.

-Oi, Emm. –Disse.

-Oi, alguma novidade? –Ele perguntou.

Neguei.

-Não, nada. Tentou ligar pra Rosalie? Eu tentei ligar para o Edward, mas ele não me atende.

-Eu já tentei, mas ela também não me atende. –Ele respondeu.

Respirei fundo.

-Espero que esteja tudo bem. –Disse.

-É, eu também espero. –Ele disse. –E a Alice? Ela já sabe?

Neguei.

-Não, ela está há 2 horas com uma grávida que está em trabalho de parto, e está previsto pra ela ficar mais 5 horas. –Respondi.

-Nossa, eu não imaginava que mulher sofria tanto. –Ele disse.

-Nem me fale. –Sorri. –E eu sou louca o bastante para querer passar por isso de novo.

Emmett sorriu.

-É, na hora deve ser ruim, mas depois aquele pequeno serzinho estará ali, trazendo alegria. –Emmett disse.

Sorri.

-É, essa é a alegria de sermos pais. –Disse.

Ele assentiu.

-Concordo.

-Dra. Cullen. –Heidi apareceu na minha frente.

-Ih, lá vem. –Emmett disse.

-O que você quer? –Perguntei.

-O seu marido saiu e te deixou responsável, certo? –Ela perguntou.

Assenti.

-Sim, o que você quer? –Perguntei.

-Tem algumas coisas que eu queria discutir com ele, mas como ele não está aqui, poderia ser com você? –Ela perguntou.

Assenti.

-Claro, Dra. Volturi. Espere-me na minha sala, eu já estou indo. –Disse.

-Ok. –Ela disse e foi em direção da minha sala.

-Ela parece estar mais ranzinza hoje. –Emmett disse.

-Quando ela não está ranzinza? –Perguntei.

Ele riu.

-É, tem razão. –Ele disse.

Comecei a rir.

-Eu vou trabalhar. Até mais tarde. –Disse.

-Até. –Ele disse e também voltou para o seu trabalho.

Fui em direção da minha sala para ter uma reunião com a Heidi, e que Deus tenha piedade da minha alma.

***

Eu já havia trabalho em várias coisas aqui no hospital, inclusive passei um bom tempo com a Heidi, discutindo algumas mudanças, eu odiava estar na presença daquela mulher.

Agora eu dei um tempo aqui na minha sala, eu precisava relaxar um pouco.

Meu celular começou a tocar, era a Berta. Ai, mais essa.

-Alô?

—Oi, Bella. Tudo bem?—Ela perguntou.

-Oi Berta, tudo sim e por ai? –Perguntei.

—Tudo indo, não é nada demais, mas eu acho que você merecia saber.—Ela disse.

-O que aconteceu? –Perguntei.

—Os meninos, Megan e Ethan, eles não param de chorar, acho que eles estão com alguma gripe, por que não é normal os dois chorarem ao mesmo tempo, e estão até assustando a Valentina.—Berta disse.

-É, eles podem estar pegando uma gripe e estão um pouco enjoados. –Disse. –Dê um remédio pra gripe pra eles, amasse e coloquei na mamadeira, junto com o leite, depois que eles tomarem, eles vão parar de chorar e dormir. Edward não está no hospital, mas assim que ele chegar, vou pedir pra ele deixar eu sair mais cedo pra cuidar deles.

—Ok, desculpe incomodar.—Berta disse.

-Não foi nenhum incomodo, Berta. Você fez o certo, me ligou para avisar sobre os meus filhos, eu tenho que te agradecer. –Disse.

—Bom, estou fazendo o meu trabalho.—Ela disse.

-E um ótimo trabalho. –Disse. –Se eles piorarem, me avisa.

—Ok, tchau Bella.—Ela disse.

-Tchau. –Disse e desliguei.

Coloquei meu celular em cima da mesa e respirei fundo.

Pronto. Agora eu não conseguiria trabalhar em paz.

Meu bipe começou a apitar, o peguei e vi que era a Rosalie.

-Rosalie me bipando. –Disse, achando estranho. –Meu Deus.

Levantei-me e saí da minha sala, fui direto pra emergência.

Na emergência, vi Rosalie de longe, junto com alguns enfermeiros e reconheci Edward na maca.

Corri em direção deles, e Rosalie me olhou.

-Calma, calma. Não corre e mantenha a calma. –Ela disse.

Olhei pra maca e Edward me olhou.

-Bella. –Ele disse.

-O que houve, cadê a sua mãe? –Perguntei.

-Ela ficou no parque para dar o depoimento dela. –Rosalie disse.

-Depoimento? O que aconteceu? –Perguntei.

-A encontramos no mesmo lugar do vídeo, nos aproximamos dela, ela ficou assustada quando contamos, Edward e eu vimos Donovan de longe e ele estava armado, ele disparou a arma, Edward jogou eu e a minha mãe no chão, nos protegendo, mas ele foi ferido.

Examinei o ferimento.

-Aí, Bella! –Edward reclamou.

-A bala está alojada no ombro. –Olhei para os enfermeiros. –Levem-no para o centro cirúrgico e avise o Dr. Hale.

Eles assentiram e levaram o Edward, olhei pra Rosalie.

-Ele foi pego? –Perguntei.

Ela negou.

-Não, ele fugiu. –Ela respondeu.

Respirei fundo.

-Esse cara ficou maluco. –Disse.

Rose assentiu.

-Eu concordo, ele tem que ser preso. –Ela disse.

-Agora ele tentou matar alguém. As buscas por ele, vão aumentar. –Disse.

-Tomara. –Ela disse.

-Eu vou entrar na cirurgia, fique esperando a sua irmã e conte a ela o que aconteceu. Ela está acompanhando uma grávida em trabalho de parto. –Disse.

Ela assentiu.

-Tá, você também mantenha a calma. –Ela disse.

Assenti.

-Ok. –Disse e fui em direção ao centro cirúrgico.

Encontrei Victória no corredor.

-Bella, eu soube o que houve com o Edward, foi mesmo o Donovan? –Ela perguntou.

Respirei fundo.

-Foi. Ele mandou um vídeo pra ele, mostrando a Esme sentada em um parque, lendo. Edward e Rosalie foram correndo se encontrar com ela, Donovan estava escondido, armado e atirou, Edward conseguiu tirar Rose e Esme do caminho, mas acabou levando um tiro. –Disse.

Ela assentiu.

-Olha, ele já foi pra sala de cirurgia, Jasper logo vai começar, você vai acompanhar? –Ela perguntou.

Assenti.

-Vou.

-Ok, vamos nos trocar e ir pra sala. –Ela disse.

-Ok.

Fui com a Victória e nos trocamos, depois, ela me levou até a sala onde Edward estava.

Entramos na sala e Jasper estava estancando o sangue.

-Oi, eu estava esperando pra ver se iria acompanhar. –Ele disse.

Assenti.

-Pode começar. –Jasper disse, para o anestesista.

-Deu anestesia geral? –Victória perguntou.

-Não, ele desmaiou por causa da perda de sangue. –Jasper respondeu. –Vic, peça para chamarem a Rosalie, precisaremos que ela faça uma transfusão pra ele.

-Ok. –Victória foi até o telefone, chamar pela Rosalie.

O anestesista aplicou a anestesia no Edward. Esperamos algum tempo, até começar a fazer efeito.

-Pode começar, Dr. Hale. –O anestesista disse.

-Ok. –Jasper disse, pegando o bisturi e cortando o ombro do Edward. –Então, Donovan tentou atacar?

-Sim, ele mandou um vídeo da Esme e Edward foi até lá com a Rosie.

-É, Emm me contou. Ainda bem que todo esse tempo, Alice passou com uma paciente em trabalho de parto. Ela não pode passar por estresse, e nem você. Tudo bem ficar aqui?

Assenti.

-Tudo, eu estou bem. –O olhei e sorri. –Eu confio no cirurgião.

Ele sorriu.

-Ok. –Ele disse. –Ele vai sobreviver.

-Graças a Deus, ele ainda tem três filhos pra criar.

-E você não vive sem ele. –Jasper disse.

-É.

-Não se preocupe, eu nunca cometi um erro e não vou deixar isso acontecer com o meu chefe e que ainda por cima é irmão da minha esposa. –Ele disse.

-Eu sei disso. –Disse.

Victória se aproximou e pegou na minha mão.

-Chamou a Rosalie? –Jasper perguntou.

-Sim, ela já está indo tirar o sangue. –Victória respondeu.

-Ótimo. Como estão os batimentos dele?

-Até agora, normais. –Victória respondeu.

-Ok. –Jasper tirou a bala. –A polícia vai precisar disso.

-Embalem. –Victória disse, para os outros enfermeiros, que a obedeceram.

O ferimento do Edward, começou a jorrar sangue, ele estava tendo uma hemorragia.

-Dr. Hale, ele está tendo uma hemorragia. –Uma das enfermeiras disse.

-Eu sei, estou vendo. –Jasper respondeu, contendo a hemorragia.

Alguns minutos depois, ele conseguiu conter a hemorragia.

-Os batimentos dele estão ficando baixos. –Victória disse.

-Nós já vamos fechar e esperar pelo sangue. –Jasper disse e olhou dentro do ferimento. –Bella, venha dar uma olhada.

Aproximei-me e olhei dentro do ferimento.

-Tá vendo? A bala pegou no osso, ele vai ter que ficar de licença por algumas semanas. –Jasper disse.

Assenti.

-E com o ombro totalmente paralisado. –Disse. –Ele vai ficar com alguma sequela?

Jasper negou.

-Não, o osso, é como se ele tivesse quebrado, vai se curar, ele só precisará ficar com ele imobilizado. –Jasper disse.

-E depois, fazer fisioterapia, devido a imobilização. –Disse.

Jasper assentiu.

-É isso ai, Dra. Cullen. –Ele disse. –Eu vou fechar.

Jasper começou a costura-lo, e demorou algum tempo.

Bateram na porta e Victória foi abrir. Entregaram-lhe duas bolsas de sangue.

-Obrigada. –Victória disse e fechou a porta. –Dr. Hale, o sangue chegou.

-Ótimo. Vic, coloque a primeira bolsa nele.

-Ok. –Victória disse.

Vic colocou o acesso no Edward e colocou a bolsa de sangue nele, que começou a receber o sangue.

Jasper terminou de costurar o Edward e fez o curativo, depois ele imobilizou o ombro dele, colocando uma tipóia.

-Pronto. –Ele me olhou. –Ele vai ficar novo em folha.

Assenti.

-Obrigada, Jazz. –Agradeci.

-Não precisa agradecer, eu fiz o meu trabalho. E somos uma família. –Disse.

Assenti.

-Bom, vão leva-lo para o quarto, você pode acompanha-lo, ele acordará em uma hora. Eu vou procurar Alice, ela já deve estar sabendo, então eu vou acalmá-la.

-Ok. –Disse.

Jasper saiu da sala, eu saí logo depois, e enquanto os enfermeiros trocavam a camisola de hospital do Edward, eu trocava de roupa, voltei, e eles estavam terminando de arrumá-lo.

-Bella, já o levaremos para o quarto. –Victória disse.

Assenti.

-Ok.

Eu os acompanhei até o quarto, eles colocaram Edward na cama.

-Obrigada. –Agradeci.

-De nada, Dra. Cullen. –Eles disseram e saíram do quarto, mas Victória ficou.

-Posso te perguntar uma coisa?

Assenti.

-Claro. –Respondi.

Ela tirou o medidor de pressão do bolso.

-Posso dar uma olhada na sua pressão?

A olhei.

-Sério, Victória? –Perguntei.

-Bella, você está grávida, passou um grande estresse, eu só quero conferir. –Ela disse.

-Não devia cuidar da sua gravidez? –Perguntei.

-Sou enfermeira, também fiz um juramento, assim como você. –Ela disse, puxando meu pulso e prendendo o medidor nele. –Fica quietinha, tá.

Respirei fundo.

-Tá bom, fazer o que.

Ela mediu minha pressão.

-É, está normal. –Ela disse, soltando o medidor do meu braço e o guardou. –Agora, tente ficar tranquila, Edward está bem. Ele não vai ser louco de te deixar, são três crianças.

Comecei a rir.

-É, eu sei. –Disse.

Ela foi até ele e o examinou.

-Tudo certo com ele, com o sangue, o soro, o curativo. –Ela disse. –Agora, é só esperar ele acordar. –Ela disse e se virou. –Eu vou cuidar de outros pacientes, qualquer coisa, você é médica e vai saber se virar.

Assenti.

-Claro, pode ir, obrigada pela ajuda, Vic. –Disse.

Ela sorriu.

-De nada, eu só fiz o meu trabalho. E eu não podia deixar o meu bebê sem padrinho. –Ela disse.

Sorri.

Ela me soprou um beijo.

-Tchauzinho. –Ela disse.

-Tchau. –Disse e Victória saiu do quarto.

Sentei-me ao lado da cama e peguei a mão do Edward.

-Você vai ficar bem, gatinho. –Disse e beijei sua mão.

Fiquei ali segurando a sua mão, esperando ele acordar.

Uma hora e meia depois…

Edward ainda estava dormindo, mas logo ele iria acordar, então eu aproveitei que ele ainda não estava acordado, eu liguei pra Berta, para saber dos meninos.

-Tudo bem, Berta. Qualquer coisa me liga, eu vou demorar um pouco pra ir embora, mas te pagarei um extra. –Disse.

-Ok, Bella. Não se preocupe, eles já se acalmaram e não parecem mais que estão ficando doentes. –Ela disse.

-Que bom. Eu ligo mais tarde pra saber deles, tchau. –Disse e desliguei.

Era bom saber que eles estão bem, aconteceu tudo de repente, eles pareciam estar tão maus, mas agora, estava tudo bem.

Olhei para o Edward.

-Ai, meu Deus, eles pressentiram. –Disse.

Bateram na porta. Olhei em direção da porta e Rose e Alice entraram.

-Oi. –Elas disseram.

Sorri.

-Oi. –Disse.

Elas fecharam a porta e se aproximaram.

-Como ele está? –Rose perguntou.

-Bem, ele vai acordar daqui a pouco, a anestesia já está saindo. –Disse.

-Que bom, ficamos tão preocupadas com ele. –Alice disse.

-Eu acompanhei toda a cirurgia, ocorreu tudo bem. –Disse.

-Claro que ocorreu. O melhor cirurgião do mundo fez a cirurgia. –Alice disse e Rose e eu rimos.

-E a mãe de vocês? Como ela está? –Perguntei.

-Ela teve que ir pra delegacia para dar o depoimento, colocaram tudo no caso do Donovan, agora as buscas por ele vão aumentar. Aquele filho da puta tem que ser pego agora. –Rose disse.

-Ele vai ser pego. Lembre-se que ele tentou matar, a esposa, e dois dos filhos de um Juiz. –Disse.

-Tem razão. O papai não vai permitir que isso fique assim. –Allie disse.

Rosie sorriu.

-Então, Donovan errou feio dessa vez. –Ela disse.

-É, agora ele vai ser pego. –Disse.

-E o seu pai e a sua irmã, como promotor e advogada, podem ajudar. –Alice disse.

-Meu pai sim, Leah não. Ela já está passando muito mal com todo e estresse do trabalho, eu tenho que conversar com ela sobre uma licença. –Disse. –Bom, mas depois eu resolvo isso, quero ter a certeza se Edward está bem.

-Minha mãe vai esperar me pai na delegacia, pra ele terminar de resolver tudo, e depois eles vem pra cá, pra ver o Edward. –Rosie disse.

Assenti.

-Ok. Onde estão os meninos? –Perguntei.

-Trabalhando. –Allie respondeu.

Assenti.

Escutamos um gemido.

Fui até o Edward.

-Ele está acordando. –Disse.

-Graças à Deus. –Rosie e Allie disseram.

Acariciei meu rosto.

-Ed, amor está me ouvindo? –Perguntei.

Ele abriu devagar os olhos, mostrando seus lindos olhos verdes.

Sorri.

-Oi, gatinho. –Disse.

Ele sorriu.

-Oi. –Ele disse. –Aí, meu ombro.

-Se lembra do que aconteceu? –Perguntei.

-Sim, Donovan me deu um tiro, a última coisa que me lembro, foi ver o Jasper na sala de cirurgia, depois eu apaguei. –Ele disse.

Assenti.

-Sim, você estava perdendo muito sangue e desmaiou, ainda teve uma hemorragia durante a cirurgia, e Rosie teve que te doar sangue. –Disse.

Rose se aproximou.

-De nada. –Disse.

Edward sorriu.

-Obrigado, irmã. –Ele agradeceu. –Retiraram a bala?

-Claro que retiraram. –Alice respondeu, se aproximando. –Você contratou um ótimo cirurgião.

Edward sorriu.

-É, e que tirou a minha irmã de mim. –Ele disse.

Alice riu.

-Ficamos tão preocupadas. –Alice disse.

Edward sorriu.

-Foi só um tiro no ombro, não atingiu nenhum órgão. –Ele me olhou. –Atingiu?

Neguei.

-Não, pode ficar tranquilo. Mas você vai ter que tirar uns dias de licença, para se recuperar totalmente. A bala pegou no osso, você está com uma pequena fratura, então, nada de trabalho. –Disse.

Ele respirou fundo.

-É, fazer o que. Mas eu sei que o hospital estará em boas mãos. –Ele disse.

Sorri.

-Olha só, o papai deve estar furioso e vai exigir que Donovan seja o primeiro procurado da lista. –Alice disse.

-É, acho que não vai demorar pra ele ser capturado. –Disse.

-Assim espero, ele passou de todos os limites. –Edward disse.

-Ele já saiu perdendo. Se ele estava com a intenção de matar, ele errou feio. –Edward disse.

-É, mas foi por pouco. –Rose disse.

Edward revirou os olhou.

-Você foi um herói, Ed. Salvou a mamãe e a nossa irmã. –Alice disse.

Sorri.

-Valeu, Allie. Faria a mesma coisa por você, pela Bella e pelas crianças. –Ele disse. –Mas eu não quero ver nem você e nem a Bella se preocupando a toa, vocês não podem ficar nervosas.

-Pode deixar. –Alice disse.

-Tem uma enfermeira ruiva andando por ai e de olho na gente. –Disse.

Edward riu.

-Você escolheu uma ótima enfermeira chefe. –Ele disse.

Sorri.

-É, lá no fundo eu sei. –Disse.

Ele sorriu.

-E onde está a mamãe? Eu quero vê-la, depois de tudo que aconteceu. –Edward perguntou.

-Ela está na delegacia dando o depoimento dela e iria esperar o papai, pra ele resolver tudo, depois eles virão direto pra cá, para te verem. –Rosie disse.

Ele assentiu.

-Então eu vou espera-los. –Edward disse.

-Claro que vai, até por que você não está em condições de ir pra lugar nenhum. –Disse.

-Eu não, mas você sim. Não quero que passe a noite aqui, vá pra casa e fique com os nossos filhos. –Edward disse.

Assenti.

-Claro, eu vou daqui a pouco. –Disse.

-Enquanto isso, pode pegar um remédio pra dor? Eu não imaginava que um tiro doía tanto. –Ele pediu.

Sorri.

-Claro, eu vou pegar. –Disse e lhe dei um selinho. –Cuidem dele.

-Pode deixar. –Rosie e Allie responderam.

Fui buscar um remédio para o Edward. Ele parecia bem, graças à Deus. Agora, mais que tudo, eu queria que Donovan fosse preso, eu não queria que ele machucasse mais ninguém da minha família, ele não iria machucar mais ninguém, nossa família era forte, e nada que ele fizesse, irá nos atingir.