Eternally Hunted

10 9 - Presente de grego


Notas iniciais
Hey beautiful people!
Eu sei que a maioria de vocês vai querer me matar porque eu demorei a postar, mas foi porque o Nyah tava de boiolice (desculpe a palavra de baixo calão, mas não há palavra melhor) e eu não consegui postar _'_
Mas, enfim, tá aí. Espero que amem! Nos vemos lá em baixo

Primeiramente Enid não teve reação. Não sabia se gritava, se chorava, se gritava e chorava, se entrava na casa, se ligava para os bombeiros. Sua cabeça estava a mil, os olhos cheios d'água, as lágrimas já escorrendo.
Então, em meio ao desespero ela se escondeu em baixo no pinheiro do quintal de trás da casa e gritou. Gritou até seus pulmões reclamarem, até a sua voz sumir. E chorou, chorou desesperadamente. Logo os vizinhos viram a casa em chamas e uma multidão considerável se aglomerou em frente a casa. Os vizinhos chamaram os bombeiros, e pelo que pareciam horas ficaram tentando apagar o fogo.
Quando finalmente se sentiu segura, saiu do abrigo pouco seguro e se misturou a multidão. E então lembrou da sua família. Eles estavam lá dentro.
— Socorro! — ela gritou, desesperada. Um bombeiro correu até ela. — Minha famí­lia estão lá dentro!
Sem saber o que fazer ela correu para dentro da casa. Havia fumaça em todo canto, mas os móveis estavam intactos. Queria chamar por sua família, mas sua voz ficou engasgada com o surto de tosse sucessiva que teve. Os olhos lacrimejantes queimavam, e a fumaça entrava em seus pulmões. Estava sufocando, mas tinha que salvar sua família. Karl, Lion...
— Mamãe — sussurrou. — Mamãe! — Agora gritava.
Não conseguia ficar de pé, mal conseguia respirar. Caiu de joelhos e se arrastou até a cozinha. Mãos fortes seguraram sua cintura e a puxaram para cima, a levando para fora da casa. Tentou lutar, se soltar daqueles braços fortes mas estava fraca, então se deixou levar.
Do lado de fora ela reconheceu o dono das mãos. Era Evan, que a puxou para perto e a abraçou com muita força. Enid chorou nos ombros dele, deixou sua lágrimas apenas escorrerem.
— Está tudo bem, meu amor. Está tudo bem. — Evan sussurrava e acariciava suas costas. — Se acalma.
— O fogo foi contido. — Um homem falou.
— Minha família! — Enid gritou. — Minha família estava lá dentro!
O bombeiro a observou, mas não disse nada. Ficou apenas a encarando.
— Eles estão bem — disse Evan. — Estão no hospital.
Enid não sabia se ficava mais calma ou se enlouquecia outra vez. O bombeiro deu as costas e andou para longe.
— No hospital??? Então eles não estão bem!!! — Enid se soltou de Evan e cambaleou até o bombeiro, que simplesmente a ignorou. — Senhor? Senhor?
O bombeiro parou e se virou para ela lentamente, como um robô. Depois a fitou nos olhos, a encarando. De repente Enid se sentiu fraca e caiu de joelhos.
— Eles estão bem? — perguntou, a voz rouca.
Primeiro o homem balançou a cabeça, depois se ajoelhou na frente dela.
— Sim, estão bem. — Ele falou e Enid sentiu que a conhecia de algum lugar. — Mas esse foi só um aviso.
Enid fez uma cara de dúvida e seu pulmão pareceu encolher. Não conseguia falar direito e estava muito fraca. Tudo a sua volta girou, e as vozes pareceram distantes. A última coisa que Enid viu foi a sombra do bombeiro se aproximando dela. E então ele disse:
— Eu quero o que é meu. — E tudo apagou.

Quando Enid acordou estava dentro de um quarto branco. Olhou para os lados, procurando por um rosto familiar. E então se lembrou. Sua casa estava em chamas.
Levantou num pulo e se arrependeu logo depois. O quarto branco girou, seu estômago deu um pulo. Havia um balde ao lado da cama, como se alguém soubesse que ela ia ter enjôo, e então ela se curvou sobre ele e vomitou violentamente.
— Srta. Arrow? — chamou alguém.
Enid limpou a boca e levantou a cabeça. Uma enfermeira nanica e magricela se aproximou dela com um sorriso no rosto.
— Vejo que já acordou — disse ela e olhou para o balde. Enid abaixou a cabeça, envergonhada. — Eu presumi que isso ia acontecer.
A enfermeira se livrou do balde sujo e voltou com um termômetro. O pôs embaixo do braço de Enid e pôs uma luz nos seus olhos.
— Siga a luz — ordenou. — Então, como está se sentindo?
— Enjoada. — Enid respondeu com dificuldade. Aquela luz estava a vetando.
— Lembra-se do que houve ontem?
— Um pouco. Minha casa pegou fogo.
A enfermeira, cujo crachá dizia que o nome dela era Ann Smith, assentiu.
— Sim. E você engoliu uma quantidade considerável de fumaça. Por isso desmaiou. — Ann tirou o termômetro e o leu. — Trinta e seis graus, nada mau.
— E como eles estão? — Enid perguntou, receosa.
— Sua mãe está em observação, mas passa bem. Karl só queimou parte do braço. E o sr. Dawson, bem, ele está bem, está instável.
— O que isso quer dizer?
Ann hesitou e Enid se preparou pelo pior.
— Ele sofreu queimaduras de segundo grau e teve uma asfixia. Parece que ele ficou preso na casa. Mas ele está bem, só não... responde.
Os olhos de Enid queimaram. Lion...
A enfermeira afagou seu braço, simpática, e se afastou dela.
— O banheiro é naquela porta — ela apontou para uma porta do lado direito do leito. — Vou buscar algo para você comer e o remédio anti-enjôo, já volto.
— Ann? — Enid chamou e secou uma lágrima que teimou em escorrer de seus olhos. A enfermeira parou de andar e virou a cabeça de lado para olhá-la.
— Sim?
— Você... Você acha que ele vai ficar bem?
Ann respirou por uns segundos e depois balançou a cabeça.
— Sim, ele vai melhorar.
Enid se prendeu aquelas palavras e a repetiu mentalmente como um mantra. "Ele vai melhorar".
Ann saiu do quarto e Enid foi ao banheiro. Lavou bem a boca para tirar o gosto amargo e o rosto. Ela estava mal. Os cachos do cabelo viraram nós e os olhos tinham olheiras profundas e negras. Estava pálida, muito pálida, tanto que suas sardas também empalideceram. Apenas a pinta em cima da boca continuava muito preta. Ela saiu do banheiro e viu que alguém havia deixado uma mochila no quarto. Ann, provavelmente. Mas ao lado da mochila estava o celular dela com uma mensagem.
"Peguei tudo que eu achei que vc ia precisar. A enfermeira mignon ñ me deixou entrar por enquanto. Ela disse que vc tá bem. Vc está mesmo? Espero que sim. Gabe ;-)"
Enid sorriu para si mesma e abriu a mochila. Pegou a primeira roupa que viu, um short de linho azul e uma camiseta com "PEACE" estampado na frente.
Tomou um banho rápido e a água fria a ajudou a refletiu. Algo muito errado havia acontecido. Sua casa não ia simplesmente pegar fogo. Ninguém da casa havia posto fogo nela, e se isso tivesse acontecido Lion poderia apagar o fogo com o extintor de emergência que ficava na cozinha.
Lion... O que teria acontecido? Por que ele foi o mais prejudicado? Enid precisava falar com os policiais urgentemente.

Evan entrou no leito onde Enid estava e a abraçou. Ela parecia melhor. Ainda fraca, mas melhor.
— Eu te amo — ele sussurrou para ela.
— O Lion... — ela sussurrou se volta, e seus olhos ficaram úmidos. — Ele está bem, Evan? Você o viu?
Evan havia visto. Lion estava entubado, respirando com a ajuda de aparelhos, com algumas queimaduras nos braços e parte do pescoço e não acordava. Não estava em coma, só não conseguia acordar.
— Bem. — Evan mentiu. — Vai ficar melhor. E eu te amo.
Enid sorriu. Era bom vê-la sorrir.
— Eu sei. Também te amo.
Duas batidas na porta fizeram eles se afastar. Um homem de meia-idade com farda de policial entrou no quarto e observou Enid.
— Bom dia — ele disse diretamente para ela.
— Bom dia — ela respondeu.
— Preciso fazer umas perguntas. Podemos ficar — ele olhou sugestivamente para Evan — à sós?
Enid segurou o braço dele, o impedindo de sair. Os dedos deles se entrelaçaram e ele se sentou ao lado dela.
— Pode falar. Ele pode ouvir.
O policial o fitou, desconfiado, e depois pigarreou, olhando uma prancheta que tinha nas mãos.
— A senhorita estava na casa no momento do incêndio?
Enid se encolheu e Evan apertou a mão dela, dando-lhe forças.
— Não. — A voz dela soou baixa e rouca, e ela pareceu muito frágil. — Estava na casa dele.
— E quem é o senhor? — O policial anotou algo na prancheta e levantou os olhos para olhar para Evan de loslaio.
— Evan Wondervill, senhor — respondeu educadamente.
— Meu namorado. — Enid acrescentou.
O policial os fitou e depois levantou uma sobrancelha, escrevendo na prancheta.
— E o que vocÊ fazia lá? Não deveria estar na escola?
— Eu... passei mal na escola e fui para lá.
— Passou mal? — O policial levantou sua boina com um dedo e a olhou, desconfiado. — O que sentiu?
— Senti... mal-estar. Foi isso. O professor me liberou e meu amigo me levou para lá.
— Amigo... Que amigo?
— Dany... Daniel Fells — ela respondeu. — Algum problema?
— Nenhum, por enquanto. — O policial anotou mais algumas coisas e depois deu uma olhada no quarto. — Senhorita, perdão se eu for inconveniente, mas você suspeita de algo, ou de alguém?
Enid ficou pálida. Evan imaginava o que ela podia estar sentindo. Desconfiar de alguém? Isso era demais para ela pensar. Estava abalada, frágil fí­sica e emocionalmente.
— Hum... — sua voz tremeu, demonstrando que ela estava com medo. — Eu acho que não há ninguém que queira pôr fogo na minha casa. Por que, o senhor desconfia de algo?
O policial olhou para Evan, depois para Enid e para a prancheta. Depois olhou pela janela só quarto, pensativo.
— Talvez. Nenhum incêndio começa por nada.
Evan aproximou Enid para si quando percebeu que ela estava prestes a chorar.
— O que isso quer dizer, policial? — ele perguntou.
— Não quero dar respostas precipitadas.
O rádio dele tocou e ele se retirou para atendê-lo. Enid abraçou Evan com força, que a puxou para um beijo leve.
— Está tudo bem. — Evan sabia que não estava, mas repetia aquilo várias vezes para acalmá-la.
— Não... Isso tudo... Eu suspeito. — Enid perdeu a voz e uma lágrima escorreu do seu rosto. — Eu não sei, acho...
O policial entrou novamente no quarto. Seu rosto expressava que algo havia acontecido.
— Más notí­cias, senhorita — ele hesitou. — O resultado da investigação confirmou o que eu pensava. O incêndio não foi acidental. Foi criminal.
Enid levou as mãos aos lábios, chocada. Evan acariciou suas costas.
— Meu Deus... — ela sussurrou, apavorada.
— Mas tenho uma boa notícia. E uma ruim.
— A boa notí­cia, por favor.
— O fogo não danificou a casa.
Enid quase sorriu. Quase. Agora ela estava um pouco mais aliviada.
E então o policial se aproximou lentamente, fazendo suspense.
— Senhorita, você tinha algum inimigo?
Enid arregalou os olhos e ficou pálida. Evan olhou para o policial, que mantinha uma expressão tranquila e séria. Ele não estava brincando.
— Não... Claro que não. Eu acho que não. Por quê?
O policial olhou em volta, hesitando. Evan pressentiu que algo muito ruim estava para acontecer, e isso foi confirmado quando o policial respondeu.
— Porque... O fogo começou no seu quarto.

Quando o policial foi embora Enid ficou sozinha e em choque no quarto. Estava sonolenta por causa de um dos comprimidos. Seus olhos estavam quase fechando quando um papel dourado entrou voando pela janela, e parou exatamente no seu colo.
Uma caligrafia elegante dizia o nome dela na frente, e então ela abriu. E quando acabou de ler tudo fez sentido.

"Como está sendo sua estadia no hospital? Sinto muito pelo transtorno na casa, mas eu preciso da chave. Grande presente de aniversário, não é mesmo? Não estava lá, então eu pus fogo apenas para você saber do que sou capaz. Do que somos capazes, porque somos dois, ou seja, perigo em dobro para você, oh bela humana. Você ainda está com o que é meu. Devolva.
Com minhas sinceras desculpas,
Caius.
Ps.: Feliz aniversário"

Notas finais
E aí? Tenso isso, né? E esse presente que ela recebeu, hein, presente de grego mesmo! rsrs'
Comentários para a mente psicopata, por favor u.u
Beijos
Love ya'