Eternally Hunted
19 18 - Últimas esperanças
Notas iniciais
– Willa costumava me dizer que quando as coisas estivessem ruins, precisamos fazer de tudo para melhorá-las. — Maxine disse num tom meio melancólico. — Como se fosse fácil.
Enid virou a cabeça na direção dela, fitando-a com seus olhos verdes tão claro quanto uma pedra de esmeralda sob o sol. Mas não estavam tão brilhantes quanto costumava ser.
– Não devia ser fácil para ela — disse usando o mesmo tom que Maxine. — Ela era uma velha bruxa.
Maxine a olhou também, com seus olhos castanhos hipnotizantes. Era como se Enid pudesse sentir sua aura poderosa apenas olhando para aquela íris.
– Certo. Mas ela era sábia. Era audaciosa, corajosa e sábia. Não se amedrontava com o que eu era. Foi a única que realmente esteve ao meu lado quando eu não tinha controle algum sobre mim. — Maxine olhou para as próprias mãos, virando a palma para sua frente. Pequenas manchas negras estavam espalhadas perto dos dedos. — Como agora — ela concluiu, suspirando.
–Acha que ela conseguiria te ajudar agora? — Enid perguntou.
– Ela com certeza me ajudaria agora.
Enid balançou a cabeça, assentindo. Elas estavam sentadas no sofá da sala de Evan. A convivência entre as duas tem sido assim, pacífica, desde que Enid "mudou-se" para lá. Após aquela noite trágica em que ela quase morreu, Evan convenceu Rosie a deixá-la morar com ele por um tempo. A mãe concordou, claro. Reconhecendo as condições mentais precárias da filha, permitiu que ela passasse umas semanas na casa de Evan para espairecer.
E estava resolvendo, de alguma forma. Ela não tinha mais pesadelos, e conseguia dormir tranquilamente. Evan disse que na sua casa havia algum "saco de feitiços" e que esse era o motivo dos pesadelos. Quando Enid perguntou a ele o que era isso, ele explicou calmamente.
– Saco de feitiços são pedaços de pano com coisas estranhas dentro que os feiticeiros usam para amaldiçoar alguém. — Evan a explicou, uma noite. — Dependendo do que estiver dentro, aquilo pode até matar. — Fez uma pausa. — Mas tem como impedir. Precisa achá-lo e queimá-lo, ou jogar água benta.
Maxine e Enid passavam a maior parte do tempo juntas — já que ambas não podiam ir à escola -, na sala, ou vendo tevê ou lendo alguma coisa. Conversavam vez ou outra sobre assuntos aleatórios. Muitas vezes assuntos até comuns, como um programa de tevê ou sobre os estudantes da Morrison High School. Era estranho o modo como as duas estavam se dando bem. Mas era bom.
Evan saiu do escritório e subiu direto para o quarto, sem nem mesmo olhar para elas. Ele andava estressado ultimamente. Andava de um lado pro outro com Vine. Conversavam em segredo no escritório, e quando Enid tentava perguntar o que estava acontecendo, ele desviava o assunto tranquilamente. Eles planejavam algo grandioso contra Saab e Caius.
Evan desceu as escadas novamente com o telefone na mão. Discou alguns números e o pôs no ouvido. Disse alô para a pessoa e entrou no escritório, fechando a porta atrás de si.
Enid observou a cena tentando advinhar o que estava acontecendo. Percebeu que Maxine também tinha acompanhado os passos de Evan, e tinha uma expressão de curiosidade no rosto.
– O que você acha que esses dois estão tramando? — Enid perguntou a ela.
– Não sei. Mas vou descobrir — ela disse, determinada.
A campainha tocou, atraindo a atenção das duas. Enid ainda estava se recuperando do trauma na coluna por causa da queda, então Maxine que se levantou para atender.
Enid percebeu ela sorriu para a pessoa, e seus olhos brilharam.
– Daniel — ela disse baixo, como um ronronar. — Oi.
– Ei, e aí? — Dany disse. Enid viu que ele estava sem graça. Estava com as mãos nos bolsos da calça, e olhava atentamente para baixo. — Enid está?
– Como sempre. — Maxine deu espaço para ele passar.
Dany entrou e foi até Enid, a abraçando. Maxine foi até a cozinha, para deixá-los a sós.
– Dany! — Enid exclamou.
Dany vinha à casa de Evan todos os dias para vê-la e dar a ela a matéria estudada na escola. Quando ele e Maxine se viam, aquela mesma cena acontecia. Eles se evitavam o tempo todo, e quando estavam perto, Dany tentava fingir normalidade e Maxine tentava conversar com ele. Estava óbvio que eles estavam se gostando. Enid disse isso a Dany, uns dias atrás. Ele riu de leve e balançou a cabeça.
– Ela só está sendo gentil — ele disse.
Enid começou a se perguntar se ele era ingênuo mesmo quando estava apaixonado.
– E aí, como você está? — Dany perguntou, sentando-se onde Maxine estava segundos antes.
– Bem melhor. — Enid respondeu. — Estou dormindo normalmente.
– Que bom! — Dany exclamou. — Já vai poder voltar para a escola.
– Sim. Ah, obrigado mais uma vez por me dar toda aquela matéria. — Enid suspirou. — Acho que vou ter que estudar muito para as provas, semana que vem.
– Também acho — ele sorriu. — Mas pelo menos vem o Natal logo depois.
Enid suspirou. Ela nem estava pensando nisso. O Natal seria melancólico na sua casa. Lion havia voltado para casa, mas estava fazendo terapia para tentar esquecer o trauma da noite do incêndio. Sua mãe estava fazendo de tudo para cuidar dele e de Karl, que passava a maior parte do tempo perguntando por que o pai estava mal. Não havia clima para ceia. Não naquele ano.
– Tanto faz — ela murmurou para si mesma.
– Ei, Dany! — Evan exclamou, saindo do escritório. Eles se cumprimentaram daquele jeito masculino — aperto de mão seguido de um tapinha nas costas.
– Como estão as coisas? — Dany perguntou.
Evan deu uma olhada disfarçada para Enid, que percebeu.
– Hã, cara, será que você pode vir ao escritório comigo? — ele perguntou.
Enid bufou por dentro. Droga, por que ele não podia dizer logo que diabos estava acontecendo?!
– Claro. Vamos lá. — Dany deu uma olhada para Enid e sussurrou "volto já" para ela, entrando no escritório.
Enid daria tudo para ser uma mosquinha para entrar no escritório e descobrir o que estava havendo.
– Pode falar.
Dany sentou-se em uma das poltronas do escritório, e Evan apoiou-se na mesa.
– Eu e Vine pensamos sobre o que você disse — ele falou. — Acho que você está certo.
O plano de Evan era simples. Substituir a chave original por uma falsa e fazer uma troca com os "gêmeos esquisitões" — assim que Dany os chamava. Mas aquele plano era arriscado. Quando os gêmeos percebessem que a chave era falsa, a vida de todos seria um inferno.
Então Dany propôs outra coisa. Fazer a cópia mas defendê-la como se fosse a original, mas no fim, deixar os gêmeos a levarem. E então armar uma emboscada. Eles o seguiriam até o portal do inferno, e quando eles tentassem abrir, os pegariam e matariam. Simples e eficaz.
– E você vai pôr o meu plano em prática? — Dany perguntou.
– Talvez. Preciso articular bem o plano para dar certo. Qualquer vacilo, fodeu. — Evan passou a mão pelo topete.
– Ah, claro. Entendo. Pode contar comigo.
Evan sorriu.
– Valeu, cara. Mas só... Não conta nada para Enid. Nem para a Maxie. Elas não podem saber de nada.
– Claro. — Dany assentiu. — E por falar na Maxie, como ela está?
– Melhor, acho. Mas ainda incontrolável.
Dany olhou para os lados.
– Eu vou ver como ela tá. — Levantou-se e caminhou até a porta. — Qualquer coisa, me avisa.
Evan assentiu, o dispensando.
Dany passou pela sala, dando uma olhada em Enid, que lia uma revista atentamente. Foi até a cozinha, onde Maxine devia estar. Estava receoso, porque eles não tinham um relacionamento muito, digamos, amigável. Por Dany, eles tinham algo muito a mais de amizade, mas tinha o Cezar. Ele se perguntava o que ela via nele, além do corpo atlético, das covinhas nas bochechas e o sotaque estranho.
Maxine não estava na cozinha, mas lá tinha uma mulher que cortava uns legumes rapidamente como um chef. Ela olhou para Dany e sorriu. Dany já tinha a visto antes ali.
– Posso ajudar? — ela perguntou. Tinha um sotaque espanhol.
– Procuro a Maxine. — Dany disse.
– Ah, ela foi para o jardim — a mulher respondeu e voltou a cortar os legumes.
– Obrigada. — Dany se apressou em sair.
Caminhou pelo jardim da propriedade, procurando por ela e tentando achar um assunto para a futura conversa. Ele ficava nervoso perto dela. Aquilo era tão ridículo! Os meninos não ficam assim quando estão apaixonados. Ele não devia ficar. Será que era amor mesmo? Se não, o que ela tinha que conseguia o deixar tão nervoso.
Ele a avistou no extremo da propriedade, observando uma borboleta colorida atentamente. Ele andou até ela com passos calmos e lentos, para não assustá-la. Qualquer movimento brusco perto dela podia te fazer perder a cabeça! Não que ele achasse que ela não seria capaz disso fazendo outras coisas...
– Oi — ele disse baixinho a quase um metro dela.
– Oi.
O rosto dela estava sério demais. Ela observou a borboleta com uma certa admiração maldosa, algo próximo da inveja.
– Como você está? — Dany arriscou perguntar.
Ela virou o rosto na direção dele, e o sol iluminou seus olhos. Milhares de linhas minúsculas esbranquiçadas cobriam quase todo o castanho. Mas, mesmo que sendo doentia, aos olhos de Dany ela estava linda.
– Bem. — A voz dela soou um pouco alta demais no jardim silencioso. — Relativamente bem.
– Defina relativamente. — Dany pediu e conseguiu fazê-la sorrir. O rosto dela com o sol refletido era como um milagre na Terra.
Ele aproximou-se mais.
– Sério, como você se sente?
Maxine pensou por uns segundos. Suspirou.
– Fracassada. Um nada. Um lixo miserável e incômodo.
Dany levantou as sobrancelhas e olhou para ela.
– Tudo isso?
– Uhum. Tudo isso e mais um pouco. — Ela riu de leve. — Sabe, é difícil admitir que não tem controle de si mesmo.
– Imagino...
– Não, você não tem ideia. — A voz dela transmitia uma dor visível. — Eu não quero fazer as coisas que eu faço... Eu não quero... ser... má.
– Você não será. Você não é.
Ela deu um riso sem vontade.
– Eu tento me enganar dizendo isso na frente do espelho. Mentirosa, diz o meu reflexo. — A voz dela ficou embargada e lágrimas solitárias brotaram em seus olhos. — Eu não quero ser assim...
Dany segurou a mão dela e ficou feliz quando ela não recuou.
– Evan falou com o pai dele. Caliel está procurando pelo meu... Mas... Ultimamente eu ando pensando bem nisso. Talvez Willa estivesse errada. Luandriel não vai saber como me curar. Ele nem bruxo é.
As lágrimas desceram. Dany pôde ver que ele tentava se controlar, mas não conseguia.
– O pior... O pior é que ele é a minha última esperança. Se ele não souber o que fazer... — Agora ela chorava como uma criança. — Se ele não souber, ninguém mais sabe.
Dany a viu chorar por uns segundos e não aguentou. A abraçou tão forte que o rosto dela ficou contra seu peito, abafando os soluços. Ele queria reconfortá-la. Queria deitá-la no seu colo e afagar seu cabelo, dizer que tudo ia ficar bem. Se não ficasse, ele ia fazer ficar.
Maxine chorou por dois minutos, e depois se soltou dele com o rosto corado e os olhos molhados. Ela os secou rapidamente e sorriu, ainda com cara de choro.
– Desculpa. Eu não... Eu odeio chorar.
– Todo mundo chora. — Dany afagou seu braço.
– Choro significa fraqueza. — Ela limpou bem os olhos e depois o olhou bem de perto. — Não quero que pense que eu sou fraca. Porque eu não sou. Sou mais forte que qualquer coisa que você já viu.
Droga, Dany pensou. Ela estava fora de si. Os olhos ficaram brancos e algumas veias grossas e negras surgiram em sua pele.
– Ei, ei, Maxie. — Ele se afastou um passo. — Daniel. É o Daniel.
Ela o encarou e depois abaixou a cabeça.
– Daniel, me abraça.
Ele não pensou duas vezes. A abraçou novamente, mas dessa vez ela o abraçou de volta. Ela o envolveu firmemente. Os seus rostos estavam tão próximos que ele sentia o calor frio que vinha de sua pele. E ele a desejava naquele momento.
Ela levantou o rosto e o olhou no fundo dos olhos. O rosto gradativamente ficando normal. Ela sorriu, e ele, inesperadamente e por impulso, a beijou. Sentiu como se estivesse flutuando. Mas que droga afinal é o amor? Fez com que ele se sentisse único naquele momento, como se só existissem ele e ela. Nada mais.
E então, acabou. Os lábios se separaram e os olhos abriram lentamente. Maxine sorria, os olhos normalizados brilhavam sob o sol. Dany corou violentamente sem querer. Ele parecia ridículo, mas Maxine pareceu não ligar. Na verdade ela deu um selinho nele.
– Uau... — ele sussurrou. — Eu...
– Shhh. — Maxine se afastou dele um centímetro para olhar em seus olhos. — Eu sei.
Eles ficaram se encarando por minutos. Dany queria beijá-la de novo. Queria abraçá-la e cuidar dela. Queria dizer o que sentia.
E então Maxine se curvou de dor. Encolheu os ombros trêmulos e fechou bem os olhos. Dany logo agiu, segurando sua cintura para mantê-la de pé. Mas Maxine o afastou e saiu andando pelo jardim, de volta à casa.
– Ei, ei, o que houve? — Dany perguntou, correndo atrás dela.
– Desculpa, Daniel. — Maxine continuou andando rapidamente. — Eu estou bem. Nos vemos depois.
Dany a alcançou e segurou o seu braço, a puxando para si, fazendo-a colidir contra o seu peito.
– Tem certeza de que está bem? — ele perguntou, hesitante.
– Tenho. Me solta.
Ele olhou em seus olhos e viu uma linha negra na íris.
– Deixa... Deixa eu cuidar de você. — Ele pediu com os olhos suplicantes.
– Não.
Dany ficou perplexo. A palavra soou tão clara e dura que ele se encolheu. Mas manteve a mão firme em volta de seu braço.
– Maxine, você precisa de ajuda — ele falou, agora em um tom sério.
– Não. Eu preciso que você me solte. — Ela puxou seu braço de uma fez com uma força que ela não podia ter. — E me deixa em paz.
Ela voltou a andar e Dany logo a alcançou.
– Não, não vou te deixar em paz.
Ela não lhe deu atenção.
– Maxie, pelo amor de Deus! Que diabos aconteceu com você?! — Ele parou na sua frente, fazendo-a parar também.
Ela o olhou com os olhos semicerrados, cheios de algo que ele não conseguiu identificar. E deu um passo para trás, inspirando fundo.
– O. Que. Você. Quer? — ela perguntou pausadamente.
– Como assim "o que eu quero"? Você sabe o que eu quero. — Ele se aproximou, mordendo o lábio inferior. — Eu quero você.
Maxine levantou as sobrancelhas. Estava sobressaltada, mas algo em seus olhos brilhou.
– Você está maluco.
– Aham. Eu estou. — Dany sorriu, sarcástico. — Eu estou apaixonado por uma bruxa nephilim.
Maxine sorriu.
– Eu não sou confiável. — Ela suspirou. — Não posso te dar uma resposta agora. Por favor, só... espere. Espere eu ficar bem.
Dany assentiu e deu mais um passo na sua direção, fazendo-a encostar em seu corpo.
– Tá bem, eu espero. Mas... — Ele segurou sua cintura e enfiou os dedos no cabelo de sua nuca, fazendo-a se arrepiar. — O que você sentiu quando nos beijamos?
Maxine sorriu. Ela o olhou no fundo dos olhos e pôs as mãos em suas costas diminuindo o único centímetro de distância entre eles.
– Desejo — ela respondeu com um ronronar e lambeu o lábio inferior, aproximando sua boca da dele. Quando Dany fechou os olhos esperando o beijo, ela beijou sua bochecha. Ele abriu os olhos e a viu o observando. — Mas eu não posso de dar nenhuma resposta agora.
Dany revirou os olhos, fazendo-a rir.
– Tudo bem. Vou te dar um tempo. Mas saiba que eu não vou desistir.
– Ok. Por mim tudo bem. Eu não quero que você desista.
Dany sorriu e a puxou para mais um beijo, e dessa vez ela cedeu. No fim, ele beijou sua testa e ela se afastou.
Ele estava extasiado. Não conseguia acreditar naquilo. Não conseguia crer que ela realmente o queria, mesmo que não pudesse ter certeza disso. Uma única esperança já era o suficiente para ele. Já era motivo o suficiente para ele sorrir, era uma motivação.
Dany voltou para a casa pela cozinha e deu de cara com Cezar. Ele estava sentado no balcão girando a corrente da sua calça rasgada preta entre os dedos. Os seus olhos verde-escuro estavam mais evidentes por causa do lápis de olho preto, e o peito praticamente nu na camisa de algodão preta rasgada. O cadarço dos coturnos estavam soltos, dando um ar desleixado. Ele parecia o par perfeito para Maxine.
– E aí, Daniel? — O seu sotaque tirava Dany do sério.
– Simeonov.
– Eu vi você e a Maxine... — Ele desceu da bancada, ficando numa posição ameaçadora. — E quer saber? Não dá.
– O que não dá?
– Vocês dois. Não combina. Nunca daria certo.
– Isso é o que você diz. — Dany o olhou com os olhos semicerrados. — Mas quer saber? Eu não me importo com a sua opinião.
Cezar riu, o que deixou Dany com raiva.
– Você é muito certinho. — Cezar andou até ele. — Ela é toda errada. Do jeito que eu sou.
– E daí?
– O que eu quero dizer, Daniel, é que eu a quero tanto quanto você. Talvez até mais. — Ele levantou uma sobrancelha. — E eu vou lutar por ela. Vou fazê-la enxergar que eu sou o cara pra ela.
Dany abaixou o tom de voz, fazendo-a ficar grave.
– Eu não me importo, porque ela não vai querer você. — Ele sorriu diabolicamente. — Ela quer a mim.
Cezar se afastou, contraindo o maxilar.
– Isso nós veremos.
– Veremos. — Dany assentiu. — Mas quer saber? Os opostos se atraem.
Cezar virou-se de costas com uma risada rouca. Quando falou estava tão decidido que Dany não teve resposta para ele.
– Eu vou mudar esse ditado. — Disse e se retirou, deixando Dany com as mãos em punhos e os olhos brilhando de raiva.
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