Eternal Clash: Reinos Espectrais
9 A Filha do Deserto
Kairos e Lyrien partem para o deserto de Ashkari, onde o primeiro ponto brilha. O calor é impiedoso, areias que queimam a alma tanto quanto a pele. Eles encontram caravanas de nômades que falam de uma “dançarina das tempestades” que controla ventos e sombras — uma menina rejeitada por sua tribo por nascer com olhos de cores diferentes: um dourado, um negro.
Seu nome é Sira.
Ela tem dezesseis anos, vive sozinha nas dunas, caçando escorpiões demoníacos com lâminas feitas de ossos de dragão. Quando Kairos se aproxima, ela ataca imediatamente — instinto de sobrevivência afiado por anos de solidão.
A luta é intensa. Sira é rápida, feroz, e seus poderes são crus: rajadas de areia negra misturadas com luz ofuscante. Kairos não quer machucá-la; ele apenas defende, até que finalmente consegue segurar seus pulsos.
No toque, algo acontece. As marcas deles ressoam. Sira vê flashes da própria infância: pais Mediadores assassinados por anjos disfarçados, ela escondida em um oásis secreto.
Ela cai de joelhos, chorando pela primeira vez em anos.
Lyrien ajuda a explicar tudo. Sira ouve em silêncio, os olhos alternando entre ódio e esperança.
— Se eu for com vocês — diz ela finalmente — vou poder matar os que mataram meus pais?
Kairos responde com honestidade:
— Vamos fazer justiça. Não vingança cega.
Sira aceita. Mas à noite, enquanto acampam, ela confidencia a Kairos que sente algo despertando dentro dela — uma fome sombria que a assusta. Ele reconhece o sintoma: o desequilíbrio começando a corroer quem não foi treinado.
Eles precisam encontrar o terceiro antes que seja tarde demais para todos.
No horizonte, uma tempestade de areia se forma — não natural. Olhos vermelhos brilham dentro dela. O Abismo enviou caçadores de verdade desta vez
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