O trio — Kairos, Lyrien e Sira — segue para as Montanhas Eternas, lar do segundo ponto luminoso. Mas o sinal mais forte, o terceiro, pulsa diretamente acima deles: nos Reinos Celestiais.

Primeiro, resgatam o segundo Mediador: um homem chamado Toren, preso há décadas em uma fortaleza gelada por um lorde mortal que o usava como oráculo. Toren é mais velho, cabelo branco como neve, mas seus olhos carregam a mesma dualidade. Ele foi capturado jovem e nunca aprendeu a controlar seus poderes — por isso sobreviveu escondido como “profeta louco”.

Com Toren livre, o grupo agora é quatro. Ele traz conhecimento precioso: o terceiro Mediador, uma criança na época da purga, foi capturada viva pelos celestiais. Seu nome é Lirien (não confundir com a fada Lyrien), e está presa no Prismário Celestial — uma prisão disfarçada de santuário, onde anjos extraem sua essência para manter as fendas fechadas artificialmente.

Invadir os Reinos Superiores é suicídio. Mas Kairos sente que não há escolha: se Lirien morrer, o Chamado do Equilíbrio nunca será completo, e o mundo permanecerá preso na falsa ordem imposta pelos celestiais.

Eles planejam a infiltração: Lyrien usará sua natureza espectral para abrir uma fenda temporária. Sira controlará as sombras para camuflagem. Toren preverá patrulhas angelicais. Kairos será a força bruta — e a isca.

Na noite da invasão, o céu se abre em uma aurora dourada falsa. Eles emergem em um reino de nuvens sólidas e torres de luz cristalina.

Guardas celestiais os detectam quase imediatamente. A batalha nos céus é caótica: asas contra sombras, lanças de luz contra rajadas de areia negra.

Kairos enfrenta Seraphiel novamente. Desta vez, a anja está preparada — e furiosa.

— Você trouxe guerra aos nossos portões! — grita ela, lança flamejante.

— Vocês trouxeram guerra ao mundo primeiro — responde Kairos, chifres totalmente manifestos, marca celestial brilhando como um sol negro.

A luta é equilibrada até que Sira e Toren chegam ao Prismário e libertam Lirien — agora uma jovem adulta, frágil, mas com poder imenso contido.

No momento em que Lirien toca o chão celestial, algo acontece: o Prismário inteiro começa a rachar. Sua essência, represada por décadas, explode em ondas de equilíbrio puro.

Anjos caem de joelhos. Fendas se fecham e se abrem ao mesmo tempo. O falso céu treme.

Seraphiel para o golpe fatal contra Kairos, horrorizada.

— O que... você fez?

Kairos, ofegante, responde:

— Libertamos o que vocês prenderam. Agora o equilíbrio decide sozinho.

Os quatro Mediadores se reúnem no centro do caos. Suas marcas ressoam em harmonia perfeita pela primeira vez em séculos.

Uma luz cinzenta — nem dourada, nem negra — se ergue deles, espalhando-se pelos Reinos Celestiais como uma onda silenciosa.

Seraphiel recua, asas tremendo.

O capítulo termina com os Mediadores de mãos dadas, enquanto portais se abrem ao redor deles — não para fugir, mas para voltar ao mundo mortal.

Pois a verdadeira guerra apenas começou.

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