Eternal Bonds – Interativa

3 Knowing The Selecteds – Chapter One


Notas iniciais
Espero que gostem das garotas. Até lá embaixo

Pois toda minha bondade é confundida com fraqueza.”

Four Five Seconds – Rihanna

P.O.V. Angel Houston

– Angie! Angie! – vi minha irmã mais nova entrar correndo no meu “laboratório”. Tirei as luvas e fui até ela.

– O que foi, Luna? – falei rindo.

– Você tem que ir lá pra casa.

– Mas eu tô trabalhando, querida.

– Por favor – como alguém poderia resistir à aquela carinha pidona no rostinho bochechudo de apenas 5 anos?

– Ok. Só guardar minhas coisas. – entrei de novo e ouvi uma comemoração. Tirei o óculos e o jaleco, não esquecendo de checar se minha regata verde estava limpa. Soltei meu cabelo castanho e peguei minha irmã. Fomos conversando sobre sua escola durante o pequeno caminho até nossa casa.

– Mãe! Ela já está aqui! – a pequena falou.

– Luna, vai fazer seu dever de casa. Eu e seu pai temos que falar com a Angel. – a menina foi saltitando até seu quarto.

– O que aconteceu? – falei preocupada. Até porque meu pai estava ali, sendo que quase nunca sai mais cedo do trabalho.

– Primeiro, sente-se. – a obedeci.

– Filha, lembra que a gente pediu que você se inscrevesse na Seleção? – meu pai falou e eu revirei os olhos.

– Sim – falei impaciente – Não demorem, por favor. Tenho que voltar.

– Então... – ele colocou um envelope no meu colo. Quando abri, veio o choque.

– Não! Isso não pode ser verdade! Eu não quero ir. – Marie, minha progenitora, me olhou em reprovação.

– Tanto pode, como é. Você já está lá. Não tem mais volta – falou severa.

– EU NÃO QUERO SER RAINHA! – gritei e saí correndo pro meu quarto. Tranquei a porta e sentei no chão, sentindo o ardor nos olhos avisando do choro.

Acordei com leves batidas na porta. Esfreguei meus olhos e levantei. Pela janela, vi que já era noite. Abri a porta e vi Charles Houston, meu pai, com um prato com um misto quente e um copo de suco.

Ele entrou e deixou tudo numa mesinha ao lado da cama. Corri para seus braços. Ele deitou na cama, sem me soltar. Ficou passando a mão nos meus cabelos.

– Não fica assim, princesa. Você sabe que sua mãe só quer o melhor pra você, né? Ela só quer que você tenha uma boa vida.

– Eu posso ter uma boa vida aqui.

– Filha, não custa nada ir. Imagina, você fora da Alemanha pela primeira vez, com várias garotas, com tudo do bom e do melhor. E eu conheço o rei E eu conheço o rei Ryan, que é o pai do Sean. Foi onde ela te inscreveu? – fiz que sim com a cabeça. – Então pronto. Só se acalme e seja otimista.

Eu comi o que ele tinha trazido e ficamos conversando. Acabei dormindo abraçada a ele, o que não fazia a um bom tempo.

“Memórias não são só memórias. São fantasmas que me sopram aos ouvidos”

Memórias – Pitty

P.O.V. Sarah Nimble

Cheguei em casa após mais um dia no consultório do meu pai. Trabalhava como sua secretária enquanto não me formava. Tirei o terninho preto que usava e deixei no sofá, logo ouvindo reclamação de Tony Nimble.

– Pendura isso, Sah. Sabe que o Liam não gosta – bufei e tirei dali, colocando no gancho atrás da porta.

Meu pai fez o mesmo com o dele e deixou sua maleta na poltrona. Olhei indignada e ele fez aquela cara de “Eu sou seu pai. Eu posso”. Fomos para a cozinha e vimos Liam colocando pratos na mesa.

– Oi, pai – o abracei e dei um beijo na sua bochecha. Ele foi até meu outro pai e deu um selinho. Fiz cara de nojo – Na minha frente não.

Os dois riram. Sim, tenho dois pais e nenhuma mãe, pelo menos não agora. E sim, eles são homossexuais. E eu acho bem legal. Eles são felizes, é isso que importa. Independentemente do sexo.

– Como foi o dia de vocês? – Liam perguntou enquanto comíamos a lasanha de frango que ele tinha feito.

– Eu tive as consultas normalmente. Nada demais com as pestinhas – Tony respondeu.

– O Ren foi lá – falei sorrindo lembrando do garotinho de 8 anos que é cliente do meu pai – Se ficar com esse menino duas vezes por semana, não precisa de academia.

– Hoje eu dei minhas aulas de física e quando cheguei, vi uma carta do palácio destinada a uma certa morena.

– Sério? Eu passei? – ele me entregou o envelope e li tudo, não sabia como conter a emoção.

Depois de terminar, comemos a sobremesa: sorvete. Poderia comer isso todos os dias da minha vida.

Após três vasilhinhas de sorvete, fui pro quarto, tomei banho e vesti o pijama. Fiquei encarando o papel e comecei a dar pulinhos e gritinhos. Terminado meu mini ataque, fui dormir.

Dizem que somos o que somos, mas não temos que ser.
Tenho um mau comportamento, mas faço isso da melhor forma”

Immortals – Fall Out Boy

P.O.V Natasha Roberts Romanoff

– Der'mo – xinguei quando queimei a mão ao tirar a lasanha do forno– Ela não podia trazer comida? – Nat! Cadê o almoço? – Minha irmã de criação falou. – Já pode vir, Meli. A garota de 10 anos entrou na cozinha. Mesmo não morando com os meus “pais”, tive que ficar com a Melissa no meu apartamento enquanto minha “mãe” trabalhava. “Pais” e “mãe” porque não são minha família de verdade. Fui morar na Inglaterra aos 13 anos, depois que meus familiares russos morreram. Como deu pra perceber pelo nome e o xingamento, sou russa. Depois de meus pais, agentes do governo, morrerem em missão, eu acabei vindo para a Inglaterra com a família Roberts. Para o disfarce, acrescentei esse sobrenome, mas não tirei o meu original. Minha avó dizia que a avó dela tinha dito que nossa família já foi muito importante na Rússia, pois eram da realeza. Na época, o rei se chamava Czar.

Isso aconteceu quando eu tinha treze anos, ou seja, há seis anos atrás. Desde então, continuei meu treinamento aqui e acabei me tornando membro da inteligência britânica no ano anterior.

Ouvi a campainha tocar. Sorri para a loirinha que se encontrava ali e fui até a porta. Era o carteiro. Peguei o envelope e agradeci, dando um sorriso sem mostrar os dentes. Sentei no sofá, estranhando aquilo. Abri e vi o símbolo do palácio.

Não acreditava que entraria na Seleção. Me inscrevi pensando que não passaria, afinal são milhares de garotas. E sendo que escolhi o príncipe Michel, as chances caíram bastante. Nem sabia direito porque tinha preenchido a fichinha. Talvez impulso, ou curiosidade. E vamos combinar: Michel Parveau com certeza não é de se jogar fora.

– Meli! Você não sabe o que aconteceu. – depois da comemoração da pequena, passamos a tarde assistindo desenhos escolhidos por ela.

" A vida simplesmente continua se movendo e o mundo fica estranho todos os dias"

After the Fall — Kodaline

P.O.V Kaileen Yang

Cheguei do bar, cansada como sempre. Ser garçonete não é fácil. Mas tinha sido bom, já que meu chefe pediu para eu cantar, o que rendeu um dinheiro extra.

– Leen, querida, você demorou. Estava preocupada já – falou minha mãe, me abraçando. Sabia que ela era mesmo no escuro. Tanto pela voz como pelo apelido. Só ela me chamava daquele jeito.

– Olá, mamãe. Desculpa, mas fiquei passeando pelo parque e não vi a hora passar. – Não queria mentir e me sentia muito mal por isso. Mas sei que ela não deixaria eu trabalhar num lugar cheio de homens, em sua maioria, bêbados. Mas de qualquer jeito, precisava guardar dinheiro para sairmos daquela casa. – Vamos entrar? Não podemos acordar a Sra. Newton, certo?

A chefe da minha mãe era um cão em pessoa. Tinha muita pena do Senhor Erik por acordar ao seu lado todos os dias. A forma com que ela nos tratava só piorou com o nascimento de Jinnie, minha irmã e filha do patrão.

Entramos no quartinho no final da casa onde dormíamos em camas de solteiro separadas. Minha menina estava lá dentro, pois tinha seu próprio quarto. Pelo menos ele assumiu a garota.

Gostava bastante dele, acho que foi o mais próximo de figura paterna que tive, pois meu gerador abandonou a Dona Hellen quando soube que a mesma estava grávida. Além do fato que eles continuam com seu “romance”. Eles pareciam se gostar. Mas como o contrato de casamento do Sr. e Sra. Newton não permitia o divórcio, eles continuavam juntos. Terminando meus pensamentos, adormeci.

Acordei, no outro dia, às 6:00, como era de costume. Tomei banho, vesti uma legging preta e uma blusa folgada branca. Enquanto eu cozinhava, minha mãe arrumava a outra filha para a escola. Com o café pronto, coloquei na mesa, cumprimentando meu chefe.

Mais ou menos às 8:00, o carteiro chegou e minha mãe o atendeu. Ouvi um pequeno grito e fui correndo ver, o que prejudicou um pouco meus pulmões.

– O que aconteceu? – falei ofegante.

– Você conseguiu, Leen. Está na Seleção. – falou sorrindo

Sorri. Essa era a oportunidade perfeita para conseguir sair daqui. Abracei minha mãe. Ela achava que eu me inscrevi para a Seleção do príncipe Michel porque tenho uma paixonite ou algo do tipo. De acordo com a carta, teria que sair da Irlanda para a Inglaterra na semana seguinte. Depois da animação, voltamos ao trabalho.

“De um jeito ou de outro, eu vou te perder, vou te enganar. Vou te fazer escorregar”

One Way Or Another Blondie

P.O.V Marjorie Depardieu

Acordei com batidas insistentes na porta. Levantei a contragosto e vesti uma camiseta folgada que estava largada perto da cama. Fui até a sala e abri. Vi a Dette e minha mãe.

– Olá – falei bocejando e dei espaço para as duas entrarem. Após me abraçarem, sentaram no sofá.

– Como vai, filha?

– Indo... – falei e me sentei numa poltrona em frente a elas. – Vou tentar mais uma competição.

– E o Louis?

– Ainda acho aquele corno – me olhou com repreensão – Mas é verdade. Ele é corno mesmo. Com aqueles chifres enormes – ri.

– Olha a boca garota.

“Se ele não me satisfazia, fui procurar outros”. Nunca falaria isso para Dolores Depardieu, minha mãe. Ainda mais na frente da minha irmã. Não, não era viciada em sexo, só gostava da coisa. Simples assim.

– Mas enfim... O que vieram fazer aqui?

– Te visitar, ué. – falou Dette.

– E entregar isso – minha mãe tirou da bolsa um envelope. Abri e vi um cheque. Somente ela e Bernadette sabiam do roubo que o filho da mãe vigarista, ou meu ex-namorado e empresário tinha feito. Ele tinha raspado minha conta após me ver com outro cara. Como falei antes, não é minha culpa se ele não foi o suficiente. Era muito orgulhosa a ponto de contar isso.

Fui ao meu quarto, tomei banho e vesti uma calça jeans e uma blusa de mangas vinho. Calcei botas de cano curto e voltei pra sala. Minha mãe informou que íriamos almoçar fora.

Fomos em seu carro até nosso restaurante preferido, obviamente um dos melhores e mais caros de Paris. O maitre nos tratou pelo nome, já éramos conhecidas, e nos levou até uma mesa com a bela visão do jardim de inverno deles. Pedimos todas um risoto de camarão e um vinho.

– Já sabe o que vai fazer?

– Não – suspirei – Ele simplesmente sumiu.

– Chamou a polícia?

– Não. Imagina se a empresa descobre? Não quero ser apontada como pobre. Sou Marjorie Depardieu.

– Até parece seu pai.

– Não me compare à aquele velho rabugento – revirei os olhos e bufei.

– Já falou a ele sobre isso?

– A senhora sabe que é capaz de ele rir da minha cara e dizer “eu te avisei”, não é? Além de reclamar que eu deveria seguir sua profissão e não ser uma “nadadorazinha de merda” – falei um pouco triste, mas logo disfarcei e comecei outro assunto.

Voltamos para meu apartamento rindo e conversando besteiras. Vi que tinha uma carta para mim. Abri o envelope e li tudo.

– Dette...Sua irmã é a mais nova selecionada e futura Rainha da França. – ela começou a dar pulinhos de alegria. Ri de sua reação. Sabia que a própria entraria se tivesse idade.

Não que eu não estivesse apaixonadinha por Michel Parveau. Essa seria uma ótima chance de eu dar a volta por cima e ainda ficar mais poderosa. Poderia passar isso na cara do meu pai. Gostaria de ver sua reação ao ver meu belo rostinho na TV quando eu ganhar. Tinha que começar a traçar o jogo. Provavelmente seria boazinha até ter o loiro na palma da minha mão. E ainda ele é gostoso. Imagina aquele homem na cama. Não sabia se me controlaria durante a competição no meu papel de virgem recatada, mas tentar não custa, certo?

Notas finais
Espero que tenham gostado. O que acharam das garotas? Mesmo não sendo a sua, comente. Depois poderão mandar perguntas para as outras, e elas serão respondidas durante a história. Espero que as donas das personagens tenham gostado do jeito que as retratei. E não sei se avisei, mas 3 capítulos sem comentar (a partir da onde sua personagem aparece), será eliminada. Obs: A apresentação será de 5 em 5, de acordo com a ordem de envio das fichas. Obs 2: A música da Kai foi escolhida por mim, pois a dona pediu. Essa banda, Kodaline, é muito boa. Ouço e recomendo. Se os links não pegarem... Angel - http://1.bp.blogspot.com/-MaYLbXcUOJ0/UhLA81u9XzI/AAAAAAAAADU/nRM_mGEHFy8/s1600/lindas-garotas-olhos-azuis-12.jp Sarah - http://www.contactmusic.com/pics/l/halloween_premiere_240807/halloween_18_wenn1533927.jpg Natasha - https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/236x/fe/68/78/fe687817f80cf96724ba1465ea5b1b2f.jpg Kaileen - http://i2.ttox.net/1408/d66f6017e447bfeac274a44e57e50c05_LKiJJUfKiqrl.jpg Marjorie - http://cdn29.us3.fansshare.com/images/jenamalone/jena-malone-hot-image-wallpaper-747795222.jpg Beijocas