Estilhaça-me

14 Capítulo 13 - Possuída


Notas iniciais
Oiii gente! POR FAVOR, NÃO ME MATEM!!! Eu sei, eu sei, eu estou há uns dois mil anos sem postar, mas eu disse que levaria essa história até o final, não disse? Acontece que eu fiz uma viagem de fim de ano e pra onde eu fui não tinha PC, então eu fui obrigada a deixar essa fic na mão por uns tempos... Mas eu estou de volta à ativa e até o fim desse bimestre a história estará concluída! Ansiosos para ler o capítulo? Pois aqui está essa belezinha:

Capítulo 13

Eu não estava acreditando que tive a oportunidade de matá-lo e não o fiz. Como eu pude ser tão estúpida? Eu podia ter acabado com a vida dele e assim ter mais uma chance de prosseguir a minha! Mas não, o amor teve que falar mais alto na hora H e eu acabei não fazendo nada! Como eu fui idiota, estava jogando tudo para o alto por um homem que nem me amava de verdade! Sim, ele era incapaz de amar, ele era um psicopata, como eu imaginei que alguém como ele poderia amar de verdade um dia? Eu era muito inocente, tudo o que ele queria era me fazer de sua presa, de sua vítima, para se deliciar quando me visse encurralada por causa das atrocidades dele! E eu lá, pensando que ele me amava! Ele não me amava e nunca me amaria! Nunca!

Então por que era tão difícil aceitar isso?

Porque ele não me amava, ele me possuía.

E eu queria ser a sua possuída, eu queria.

Porque eu o amava. Louca e infinitamente.

—Então... Diga-me, você me ama? – questionou.

—Eu te amo...

—Eu também te amo... – ele brincava com os meus cabelos vermelhos.

—Não. Não minta para mim. Eu sou apenas a sua presa, a sua diversão... Você quer me torturar porque isso te dá prazer. Mas você nunca me amou; você nunca me amou de verdade... Porque se você realmente me amasse, não me trataria desse jeito. Amar é cuidar, respeitar, ajudar... E comigo você só tem feito exatamente o oposto!

—Existem várias formas de amar... – ele me olhou fixamente – E eu te amo à minha maneira... Não, o meu amor não é como naqueles filmes românticos que você provavelmente já viu no cinema... O meu amor é violento, conturbado, insano... E se você não é capaz de aceitar isso, acho que não deveria haver nada entre nós.

—E eu concordo! – respondi, surpresa por finalmente ter concordado com ele.

—Então por que você não vai embora?

—Porque você não me deixa! Sempre quando eu quero partir, você me impede!

—Hoje eu não te impeço – ele desviou o olhar – Vá, vá!

E eu fui, mesmo sabendo que estava contrariando o meu coração.

Eu saí correndo pela floresta, afastando-me dele até que não pudesse vê-lo mais. No meio do caminho encontrei alguém que eu jamais pensei que encontraria:

A minha mãe!

—Mãe? – questionei, estarrecida – O que você está fazendo aqui? – ela chorava ardentemente, parecia desesperada.

—Filha... – ela segurou o meu rosto com as duas mãos, como se não acreditasse que eu fosse real – É você mesma! Eu vim aqui, pois ouvi boatos de que havia uma garota perdida por aqui e imaginei ser você! Eu nem me importei com mais nada, só queria te ver, que se danassem os riscos! O seu pai... Ele está preso! Ele matou o Batman! E eu preciso da sua ajuda, nós precisamos tirá-lo da cadeia! E que cicatrizes são essas, minha filha? O que houve?

Eu não estava entendendo mais nada.

—Explique o que houve com o meu pai e eu te direi como consegui essas cicatrizes! – respondi.

—Ah, o Batman disse que te traria até o seu pai e eu, mas falhou em sua missão. Ele mentiu que você estava entregue, mas na verdade não havia ninguém conosco lá em casa! O seu pai ficou furioso e, ao lado dos seus parentes e amigos, arquitetou um plano e matou o Batman! Agora ele está na cadeia! O que eu faço?

Senti uma pontada no coração. O Batman realmente havia me resgatado, ele não mentiu! Eu que quis fugir com a Arlequina! A culpa foi minha, toda minha! A culpa de o Batman ter morrido e de o meu pai estar na cadeia naquele momento era toda minha, toda minha! Percebi que teria que lidar com aquela culpa pelo resto da minha vida. O Batman estava morto. O meu pai estava preso. Aquilo era demais para mim.

De repente, senti uma respiração pesada atrás de mim. Virei-me. Era o Coringa!

—Eu ouvi a sua voz e a de mais uma pessoa e vim ver com quem você estava conversando, Vany... – disse ele, completamente inexpressivo. Eu pensei que ele poderia estar furioso, mas estava surpreendentemente calmo. Calmo até demais, pensei – Eu ouvi a conversa toda e, a propósito, fui eu que deixei as cicatrizes nela!

A minha mãe já estava azul de medo.

—Esse é o... O Coringa? – ela estava quase desmaiando.

—Sim, minha querida... – ele continuava inexpressivo — E eu sou o seu genro se estiver curiosa a respeito disso... Ah, e a sua filha não é mais virgem! – ele piscou para ela, deixando-a atormentada. Ele sabia realmente como perturbar alguém.

—Vanilla! Ele te estuprou? – perguntou – Eu não acredito, mas que monstro horrível! – impulsiva como sempre, voou no Coringa, tentando bater nele de tanta raiva que estava sentindo, contudo ele sacou um revólver e mostrou para ela, fazendo-a se afastar e ficar morrendo ainda mais de medo.

—Tsc, tsc... Tão estúpida quanto a filha! – ele bocejou – Não me faça gastar as balas da minha arma com uma sonsa como você! E só pra constar... Aquilo não foi um estupro exatamente, porque a sua filha amou, ok? Eu acho que ela nunca sentiu tanto prazer na vida dela antes, ou será que isso é só a minha imaginação? – ele deu de ombros – Bom de qualquer forma aquela noite foi maravilhosa... – riu feito um idiota.

—Não ouse apontar essa arma para a minha mãe! – entrei na frente do revólver, pois sabia que ele jamais conseguiria atirar em mim.

—Ah, que ótimo... Então eu te mato e depois mato a sua mãe... Olha só, que poético, mãe e filha morrendo ao mesmo tempo... – ele nem parecia se importar com a gravidade do que estava dizendo. A sua frieza me impressionava cada vez mais.

—Você não vai atirar nela! – olhei-o fixamente, rasgando-lhe por dentro – Atire em mim se for preciso, mas não ouse atirar nela! Ela não tem culpa de nada! Nada! Tenha um pouco de sensibilidade, pelo menos uma vez na vida! Por favor! – as lágrimas já escorriam pelo meu rosto como se fossem facas me cortando a pele.

—Saia da minha frente, Vanilla! – e me empurrou, atirando na cabeça da minha mãe. Eu chorei mais ainda, sobre o corpo completamente desfalecido da pessoa mais importante na minha vida. As minhas lágrimas foram em vão. Ela já estava morta.

—Por que você fez isso? – pulei em cima dele, agarrando-lhe o pescoço. Ele fez menção de me apontar a arma, mas eu estava certa, ele não tinha coragem de atirar em mim; largou a arma no chão. – A minha mãe! Você matou a minha mãe! – eu estava desesperada, apertava-lhe o rosto com toda a minha força, esfregando as minhas mãos nele, borrando a sua maquiagem de palhaço – Por que você fez isso? Por quê? Por quê? – eu descia o meu corpo, enquanto esfregava as minhas mãos sobre o corpo dele, até ficar de joelhos para ele. Segurei as mãos dele e olhei para cima, para ver se havia algum sinal de piedade em seus olhos. Como eu esperava, não havia nenhum. Mas continuei falando, apesar de tudo – Eu não fiz tudo o que você queria? Não me tornei a sua escrava submissa, não realizei todos os seus desejos? Então por que você fez isso com a minha mãe? Você ficou com raiva porque eu te deixei, pois nunca imaginou que eu faria isso, certo? Então descontou toda essa fúria na primeira pessoa que você viu, só porque ela era mais fraca do que você... Isso se chama covardia! Covardia! O meu pai está na cadeia e a minha mãe está morta! Se você não tivesse aparecido na minha vida, nada disso teria acontecido comigo! Nada... – ele soltou uma das minhas mãos e acariciou o meu rosto. As suas mãos, então, deslizaram sobre os meus lábios, fazendo-me fechar os olhos e suspirar por um segundo – Você tem... – abaixei a voz, apertando os seus dedos contra a minha boca e beijando-os de leve – Você tem consciência de todo o mal que você já fez pra mim... Você... – a minha voz já estava praticamente extinta naquele momento – Você tem consciência? Tem?

Ele se abaixou ficando de joelhos, assim como eu. A sua mão ainda estava na minha boca. Perguntei novamente se ele tinha consciência do que havia feito comigo. Ele parecia não saber o que responder.

—Você sabe que eu te amo... Você sabe disso... – ele chegou mais perto, segurou o meu rosto e beijou a minha testa.

—Então por que só me faz mal? – uma lágrima já escorria pelo meu rosto – Você ainda não respondeu a minha pergunta! Você tem ou não tem consciência de todo o mal que já fez pra mim? Tem ou não tem? – mais algumas lágrimas escorreram. Desviei o olhar, pois tinha medo da resposta que poderia receber.

—Se eu disser que tenho... – ele segurou o meu queixo com delicadeza, fazendo-me olhar para ele novamente – Isso vai te fazer se sentir melhor? – assenti com a cabeça – Então eu tenho... Eu tenho sim... – e se aproximou do meu rosto. Lembrei-me do corpo morto da minha mãe bem ao meu lado e, antes de me entregar a ele novamente, como uma grande tola, empurrei-o, jogando-o no chão.

—Eu não posso... Eu não posso... – levantei-me e virei-me de costas para ele – Eu sinto muito... Eu não tenho sangue frio o suficiente para continuar com você... Eu sou só a sua princesinha de vidro. E quando eu não tiver mais utilidade, você vai me estilhaçar... Ou me jogar fora, porque eu sou só uma sucata pra você... E até esse dia chegar, você ainda vai me torturar muito, vai me fazer sofrer muito... Então, eu não posso ficar com você, eu juro que tentei lutar por nós dois, mas... Eu não sou forte o bastante para suportar tanto peso assim... Amar-te é uma tortura...

Ele se levantou e se aproximou de mim, abraçando-me por trás e me beijando de leve na orelha. Senti um repentino arrepio do mais puro prazer.

—Amar-me é uma tortura... – ele apertou o seu corpo contra o meu. Sentindo-o bem atrás de mim, fechei os olhos, inclinei a cabeça para trás e suspirei na mais plena loucura – Mas você ama essa tortura... Eu sei que você não consegue evitar todo o prazer que sente quando está comigo... Você simplesmente não consegue... Por que partir, minha linda? Fique aqui comigo... Fique só mais um pouco...

—Se eu ficar... O que você pretende fazer comigo? – ele me apertou ainda mais. Pude sentir a sua ereção, mesmo com tantas roupas pelo caminho.

—Tudo o que você quiser... – ele falava no meu ouvido e o beijava, dando-me ainda mais arrepios. Eu quase revirava os olhos de tanto prazer. Eu não estava mais suportando ficar longe dele. Eu queria senti-lo novamente dentro de mim. De novo.

Eu era incorrigível.

Ele podia fazer tudo comigo naquele momento.

Tudo o que ele quisesse...

Eu estava cada vez mais insana...

E estava amando aquilo, eu jurava que estava...

Ele era extraordinário.

Loucamente extraordinário...

Notas finais
No próximo capítulo vai ter hentai *___* Hey, Matry, você ainda não desistiu da história, né? Eu espero receber um comentário seu, sua fofa ^__^