Estilhaça-me
12 Capítulo 11 - A Morte Do Batman
Notas iniciais
Capítulo 11
POV Mary, mãe da Vanilla.
O Batman fez contato com o meu marido, alegando que a Vanilla já estava entregue. O meu marido nada respondeu, mas sabia que ele estava mentindo, pois a nossa filha ainda não havia chegado.
—Eu sabia que o Batman era uma farsa! – bradou ele – Veja só, como nós pudemos confiar nele? Se a polícia de Gotham City não foi capaz de encontrá-la, como um lunático fantasiado poderia fazê-lo? E ele ainda vem ligar na cara de pau, dizendo que ela está entregue, sendo que ela não está aqui coisa nenhuma! Mas que ultraje!
—Acalme-se, Joseph! Deve ter havido algum mal entendido!
—Não houve mal entendido nenhum! E eu vou fazer contato com todos os meus amigos e parentes na cidade. Como eu sou um advogado, tenho muitas pessoas com quem contar. E essas pessoas também odeiam o Batman, a propósito. Quando souberem de como ele brincou com os nossos sentimentos pela Vanilla, vão ficar irados e com certeza vão nos ajudar no meu plano!
—Mas que plano, Joseph? Você está maluco, está? – o que ele pretendia, afinal?
—Nós vamos matar o Batman! – e saiu em disparada, batendo a porta com força. O meu marido se tornaria um assassino, pensei.
Eu, que era muito devota, apenas ajoelhei e rezei para a minha santa.
—Está tudo perdido, Ave Maria, está tudo perdido... – e lacrimejei copiosamente sob os pés da santa, que, naquele momento, parecia não escutar nenhuma das minhas tão desesperadas palavras. Os céus não estavam a meu favor naquela noite.
POV Joseph, pai da Vanilla.
Eu já tinha o plano todo em mente. Os meus parentes, amigos e eu atearíamos fogo a um edifício abandonado e esperaríamos que o peste do Batman se aproximasse para atacá-lo de surpresa. E foi exatamente isso o que nós fizemos.
Quando o Batman chegou e tentou entrar pela porta do edifício para ver se havia alguém lá dentro esperando para ser salvo, surpreendemo-lo com revólveres, facas e todos os tipos imagináveis e inimagináveis de armas. Diziam por aí que o Batman era invencível, mas não contra um exército daquele tamanho. Eu havia chamado muita gente, muita gente mesmo. Toda aquela gente estava disposta a matar para provar que o Batman não era o herói que havia prometido à cidade.
Nós estávamos ganhando a luta. Como havíamos atacado de surpresa, ele foi pego desprevenido, portanto, àquelas alturas do campeonato, já havia caído no chão. Ele tentou se levantar e inclusive conseguiu desferir alguns socos no nosso exército, mas nós éramos muitos. Ele era grande, mas não era dois. Nós o derrubamos novamente e o pisoteamos até que ele se desacordasse. Nós tiramos a sua máscara e a sua armadura e nos surpreendemos com quem ele era.
Bruce Wayne.
Será que eu deveria matar o grande bilionário de Gotham City?
Sim, eu deveria.
Desferi o golpe final no seu coração, usando uma faca.
O Batman estava morto. E eu o matei.
A polícia chegou naquele momento. Nós fomos presos. Mas aquilo valeu a pena. A minha vingança estava completa. Que se danasse se ele era o Bruce Wayne! Nós o ensinamos a não dar falsas esperanças a um pobre pai que esperou tanto que a sua filha querida voltasse para os seus braços. Infelizmente aquele ato de pura crueldade não trouxe a Vanilla de volta. Mas aquilo já não me era mais importante, de qualquer forma.
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