Este é o fim.

1 Não é o fim.


Notas iniciais
Será mesmo o fim? Um sonho, talvez, ou, uma epidemia como qualquer outra doença dos séculos anteriores. A humanidade já passou por muita coisa para terminar aqui, e Daniel quer provar isso, desafiando uma lei nunca imposta de que não deve mais viver nesta terra. Ele deve vencer o caos e passar por cima de tudo.

-SAIA DE CIMA DE MIM, CARAMBA. SAI, AFASTA.-Diz Daniel a um senhor estranho que o agarra e o derruba perto da área de frutas, na feira.

-GRRRRRRR.

-Oh não, é um deles. SOCORRO.

O vendedor que está em sua frente, fecha a janela de sua barraca de vendas no mesmo instante, com um olhar assustado. O mundo se tornara estranho e perigoso de uma semana para outra, e diversos habitantes estavam se mudando para as cidades grandes, que no caso, era a cidade de Daniel.

Sem pensar duas vezes, o senhor morde sua bota, e Daniel chuta sua boca, se levanta, limpa a blusa de frio, e continua chutando a cabeça do senhor, olha em volta e se pergunta o que está fazendo na feira num momento daqueles. Vê passando na rua, uma mulher e duas crianças, comprando enlatados em uma das únicas barracas ainda abertas da feira. Pode ter sido por conta do frio, ou talvez por conta dos acontecimentos dos últimos dias, mas a maioria das lojas não abria a dias, e apenas a de enlatados, e de pesca e algumas de brinquedo e frutas estavam abertas. No momento, o corredor onde Daniel estava estava com apenas três lojas abertas, sendo duas delas de comida.

Daniel pega o saco cheio de enlatado e observa o senhor caído, aquilo lhe dera um medo extremo, e o senhor começa a se levantar, ele vira a esquina, ainda na feira e vê duas figuras cambaleando em direção a ele, então ele atravessa a rua e vai pro outro lado, tem outras nove figuras vindo, ele está encurralado.

-Malditos militares, não sabem fazer o trabalho direito.

As três figuras que já se aproximam muito de Daniel caem no chão após três disparos quase silenciosos de uma arma de pressão.

-Venha cara, eu fiz o erro de sair da cama hoje.- Diz o homem com a arma de pressão.- Temos que ir para minha loja, tenho uma arma pra você.

Eles passam por diversos corredores para despistar as figuras lentas quando chegam a uma loja grande, de pesca.

-Ali dentro.

Daniel entra e vê três figuras segurando armas de pressão, assustadas, e relaxa.

-Me chamo Daniel... obrigado por me acolherem mas acho que estava bem lá. Parece que o exército não têm feito o trabalho dele.

-Eles estão montando um posto de saúde na ponte a leste daqui, eles tem cercas e muitos suprimentos, os doentes que não seja por mordida podem entrar, ou seja, estão fazendo um bom trabalho.

-Estão apenas esquecendo da cidade. As fronteiras ficaram difíceis de lidar, como vão deixar pessoas entrar sem deixar que aquelas "Coisas" entrem? Não pensaram nisso direito.- Diz uma mulher de cabelos pretos e curtos, segurando uma pequena espingarda claramente de pressão.

-Não avisaram? Estão deixando pessoas pra morrer?- Daniel questiona com um suspiro.

-Não os culpe, você viu o centro da cidade? Não tem uma alma viva, estão apenas protegendo escolas e postos de saúde e ainda não sei como.-Diz a mulher.

-Marcia, relaxe, não desconte nele...

-Não é isso, Rodrigo, é que... eu... eu não vejo minha irmã que trabalha na cidade desde ontem.

-Eu sinto muito, eu sinto muito mesmo- Diz Daniel à moça que agora tem nome, "Marcia". Um nome bonito, pensa Daniel.

-Melhor nos apresentarmos. Sou o Rodrigo, ela é a Marcia, aquele no canto, de pele escura é o Carlos e o outro é o Marcos. Como todos já devem saber, mas repetindo, este do meu lado é Daniel. Agora... precisamos sair desta barraca. Alguém tem um plano? -Pergunta o homem alto e musculoso.

-Eu!- Quem fala isso é Marcos, um homem um pouco mais baixo do que Rodrigo, mas corpulento, vestido com roupa policial e uma arma que aparenta não ser de brinquedo. -Vou na frente. Sou o único que tem uma arma que preste, vocês me cobrem e carregam a sacola de pentes, preciso de apenas dois, tem quantos lá fora, por perto?

-Uns dez, talvez quinze daqueles monstros.

-Cada pente tem treze balas, isso serve?-Diz Marcos- Temos dez cheios e dois incompletos.

-Serve.-Confirma Rodrigo.

A porta se abre e Marcos sai correndo, ele começa a atirar e vê que tem mais do que esperado, pragueja e recua, levando os amigos consigo. Rodrigo toma a liderança e atira em alguns dos bichos enquanto os outros recuam.

-Vamos sobreviver, vamos sobreviver, sei disso, este não é o fim, não o nosso.

Notas finais
A apresentação dos personagens foi bem sucedida, ao menos para mim, então, espero que tenha gostado.