Este é o fim.
2 Vamos sobreviver
–Vamos logo, ele deu cabo de mais da metade dos monstros -Diz rodrigo- Corre pro maldito carro, não quero ninguém pra trás.
–Estão mesmo querendo me levar?
–Quanto mais gente melhor, ora, anda garoto, não temos muito tempo...
Daniel entra no carro. Observando por dentro, é bem mais bonito do que parece. É um carro de polícia moderno, bancos de couro e bem espaçoso, bastante para que caiba todos ali presentes. Quando todos entram no carro, Marcos dá a partida e o carro entra em movimento. Prestando a atenção, Daniel percebe um enorme porta-luvas com uma arma prateada dentro, atrás dela, 5 pentes de bala estão enfileirados.
–Alguém pega a arma no porta luvas? Vai ser útil por alguns dias... Marcia, você sabe atirar bem, por favor, pegue ela e dê a sua de pressão pro jovem ao seu lado.
Marcia olhou para Daniel e o entregou a espingarda, olhou para a sacola cheia de armas de pressão e perguntou.
–Quantas armas temos? Vocês sabem... de pressão!
–Dez, na verdade, um pouco mais, na verdade, deixamos algumas na minha casa, voltamos lá se precisar.
–Está muito longe -Exclama Carlos que até agora se demonstrara mudo- armas de pressão não importam, quantas de fogo nós temos?
–Tô indo pra delegacia pegar meus revólveres, tenho 4, tirando esses.
–Estamos feitos, quem imaginaria que vamos ter tantas balas, consideraria roubo pegar o máximo de munição que pudermos? -Diz Rodrigo a Marcos que está virando a esquina.
–PORRA!!! QUE MERDA É ESSA? OLHA PRA FRENTE MARCOS, TU É LOUCO?!
Um grande número de infectados aparece à frente e ruma contra o carro, quando Marcos entra em desespero e bate o carro em uma porta que dá ao saguão de um prédio. Pelo menos 30 cadáveres cercam os indivíduos dentro do carro e os impedem de fugir. Estão encurralados.
–Não pode ser, caramba, estava tudo indo tão bem, desistiram mesmo da proteção da cidade? Não é como os filmes, onde estão as áreas de quarentena? Cadê a merda das cidades muradas? -Diz Carlos.
–Nem pensaram nesta bosta — Grita Rodrigo.
Marcia está distraída com algo, ela começa a gemer e todos no carro percebem um daqueles monstros na janela direita do carro, apertando se contra os vidros quebrados.
–MERDA, ELES VÃO ENTRAR, NÃO TEM MAIS SALVAÇÃO. -Fala Carlos, apavorado.-VAMOS MORRER, ESTAMOS PERDIDOS.
–ATIRA NELE, ATIRA NELE, DANIEL, ATIRA NELE, INÚTIL, ATIRA NELE, CARAMBA!- Diz Marcos já fora do controle.
Daniel, que foi o menos atingido pelo impacto, saca a arma e puxa o gatilho. Não acontece nada. Ele puxa o gatilho de novo e nada. Ele pensa o que haveria de errado. Novamente tenta atirar e nada, quando as vozes vão ficando baixas, mesmo sabendo que estavam gritando.
–O FERROLHO, DESTRAVA ARMA, MIRE NOS OLHOS, DESTRAVE... A... ARMA...
Então tudo fica silencioso, Daniel destrava a arma e puxa o gatilho muito rapidamente, ele nunca tinha atirado antes e percebeu que não sabia. Ele acha que seria mais fácil atirar com a arma dada a ele, a de pressão, mas pegara a de fogo, a dada a Marcia. O tiro destinado ao cranio do morto se desvia para o teto do veículo. Ele tenta outra vez, e sem sucesso, o tiro acaba enfiado na almofada do banco do motorista, e Marcos exclama. Quase fora atingido. Daniel puxa o gatilho mais de vagar e a bala atravessa a bochecha do cadáver. Ele olha para o lado, e percebe a situação. Estão perdidos, não vai demorar pra todos os vidros serem quebrados. Ele olha para o vidro traseiro, e, sem perguntar nada atira nele.
–ENTREM DO PRÉDIO, O CARRO ESTÁ BLOQUEANDO A FENDA! -Grita Daniel com toda a sua força, e salta para o vidro traseiro que se encontra cheio de vidros pontudos.
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