Notas iniciais
Espero que gostem... Boa leitura...

- Se eu fosse você aceitava o beijo, essa pode ser sua única oportunidade.

- Única oportunidade de que? – disse fingindo não entender.

- A única oportunidade de ganhar um beijo do vocalista mais gato, mais fofo, mais gostoso, mais... – o interrompi.

- Dá pra você parar de ficar se achando; você está parecendo o Tom. – parei e olhei pra ele.

- Ah deixa de ser chata, você vai querer o beijo? – ele estava meio bravo.

- Não. – comecei a andar. – Vamos embora as pessoas estão me olhando

- Por que elas estão ti olhando?

- Será que é porque eu estou conversando com ninguém? – olhei pra ele.

- Ah! – ele sorriu. – Vamos calados antes que te internem.

- É, e si me internarem você vai morrer pela terceira vez. – sorri.

- Credo mais você que me matar em, nem parece que é minha fã.

- Sou uma fã assassina. – comecei a rir.

Eu adorei esse tempo que eu o Bill, brigamos (ele invadiu minha privacidade, não se usa ler um diário de uma adolescente), brincamos, já até estamos mais íntimos e só tem algumas horas que estamos juntos, eu estou amando ele mais ainda. Eu confesso que na ora que ele falou do beijo eu queria era um de língua mesmo, só que ele deve me olhar como uma criança.

O pior de tudo nesse passeio foi que eu fiquei aparecendo uma doida, tinha algumas amigas da minha mãe no bosque, e com certeza elas vão falar pra minha mãe que eu estava conversando sozinha, mais não estou nem aí pra elas.

Assim que chegamos em minha casa o Bill foi direto pro meu quarto e minha mãe já começou a falar.

- Onde você estava? – ela perguntou brava.

- Por aí mãe. – sentei no balcão.

- Por aí aonde? – ela estava mais brava ainda.

- Mãe... — fui interrompida.

- O que eu sei é que a senhorita não foi ao psicólogo, porque ele me ligou e informou que você não apareceu lá. E eu também sei que você estava lá naquele bosque ou sei lá o que é aquilo, conversando sozinha igual gente maluca. – ela colocou a mão na cintura.

- Mãe, não enche. – desci do balcão.

- É assim que você me responde, as pessoas te vêem como doida e você me fala não me enche?

- Mãe, eu não fui ao psicólogo porque estava estudando pra prova de química e a senhora sabe que eu sou péssima nessa matéria. – fui tentando sair da cozinha.

- Olha Maria Fernanda, você para de mentir pra mim, eu não vou cair nessa que você estava estudando, você não sabe mentir nem um pouco.

- Mãe hoje quando acordei fui surpreendida, com uma pessoa aqui em casa e...

- Chega eu não quero saber, eu já estou cansada dessas suas desculpas Maria Fernanda. Vai para seu quarto.

Uma das coisas que devem saber sobre minha mãe é que ela sempre sabe quando estou mentindo e quando vou dizer a verdade ela me interrompe com um (vai para o seu quarto). E é pura verdade do nome que ela estava me chamando eu realmente chamo Maria Fernanda mais odeio nome composto, por isso só me apresento como Fernanda.

Estava chegando a meu quarto e escuto uma voz super doce cantando, sim era o Bill ele estava cantando By Your Side, eu amo essa música, eu apenas parei e fiquei escutando.

- E como foi à bronca? – ele me fez voltar a realidade.

- Como as outras. – entrei e sentei perto dele.

- Por que você não me contou que se chama Maria Fernanda?

- Por favor, não fale mais esse nome.

- O que tem de mais nesse nome Maria Fernanda? – ele riu.

- Eu odeio esse nome e se você me chamar mais uma vez desse nome eu vou...

- Vai o que? – ele veio se aproximando.

- Eu não vou te ajudar. – me distanciei.

- Esta bem, "Maria Fernanda".

- Bill, você não me conhece. – disse brava.

- Não conheço mesmo. – ele ria ainda mais.

- Eu vou te...

- Maria Fernanda, com quem você está conversando. — minha mãe disse entrando no meu quarto.

Notas finais
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