Estarei ao Teu Lado

6 6- Palestra de mãe


Notas iniciais
Boa leitura...

- Maria Fernanda, com quem você está conversando. — minha mãe disse entrando no meu quarto.

Eu... E... – comecei a gaguejar. – Estou cantando mãe, não tem ninguém aqui comigo.

- Eu jurava que você estava conversando com alguém. – ela disse sentando na cama.

- Minha filha que queria conversar com você sobre algumas coisas que estão acontecendo.

- Sobre? – me interessei no assunto.

- Você tem se comportado muito diferente esses tempos. Acho que foi depois que aquele vocalista morreu.

- Eu não morri estou aqui do seu lado. – minha mãe sentou praticamente no colo do Bill.

- Mãe não tem nada a ver, eu estou bem melhor já estou conseguindo me superar. – ignorei o Bill.

- Que bom, ainda bem que você tirou da sua cabeça que queria ele pra você, que ele foi seu único amor, que até abriria exceção e teria filhos com ele. – minha mãe disse rindo.

- Eu viajava mesmo com essa historia mãe, mais vamos parar de falar nisso. – corei. – O que temos para o jantar?

- Macarronada. – ela foi saindo do quarto.

- Que delícia. – fui atrás da minha mãe.

- Eu também adoro macarronada. – o Bill veio atrás.

- Mais não tem pra você. – falei baixinho.

- Eu também não queria, eu nem posso comer. – ele mostrou a língua pra mim.

- Seu idiota. – mostrei pra ele também.

- Que isso minha filha? – ela me viu mostrando língua.

- Ai mãe estou pensando em colocar um piercing aqui na língua. — menti (sempre tive medo de piercings).

- Nem no seu sonho, você só tem 15 anos, você está doida Maria Fernanda? – ela começou sua palestra. – Você tem noção do que isso pode causa a sua boca, isso pode inchar, vai ficar super feio e ninguém vai te querer, porque você vai ser uma menina da língua deformada.

- Está bom mãe, só estava brincando. – dei um meio sorriso.

- Eu sou ao contrario dela, se você colocasse um piercing na língua você ia ficar muito sexy. – o Bill falou no meu ouvido.

- Mãe, arruma um prato pra mim? – ignorei o Bill pela segunda vez.

- Toma querida. – ela me entregou um prato. – Mais sobre o piercing eu vou ligar para o seu pai e conversar sobre isso.

- Mãe eu só estava brincando. – olhei injuriada pra ela.

- Mas eu vou falar assim mesmo. – ela também se sentou.

Minha mãe é uma pessoa super legal, só que não pode ser contrariada, um vacilo que você der ela já começa sua palestra.

Acabamos de jantar, o Bill no meio do jantar foi para o quarto, mais depois que acabamos ajudei minha mãe a lavar as louças e fui para meu quarto. Chegando lá o Bill estava olhando umas fotos do meu pai que ficava na parede.

- Por que você está olhando essas fotos? – ele assustou.

- Ah estava entediado aqui e resolvi olhar as fotos. Esse é seu pai? – ele pegou a foto.

- É sim, eu amo ele bastante mais eu não o vejo muito. – me emocionei vendo a foto do meu pai.

- Mais por que você não o ver?

- Ele e minha mãe se separaram e logo depois ele casou com uma mulher muito rica, aí minha mãe nem deixa ver ele, por ciúmes.

- Mais ela tem ciúmes de seu próprio pai?

- Não, é da esposa dele. É porque ela não pode ter filhos e toda vez que ela me via ela me dava muitos presentes, aí ela achou que iria amar mais a outra, então ela me afastou do meu pai mudando aqui pra Berlin.

- E aonde seu pai mora? – o Bill se mostrava interessado na minha trágica historia.

- Em Hamburg.

- Fernanda eu não acredito, o Tom está lá e meu corpo também, você poderia convence sua mãe a deixar você passar suas férias lá em Hamburg.

- Bom se minha mãe deixar tudo bem, a gente vai a procura de seu corpo. – falei rindo.

- Dona Maria Fernanda isso não tem graça. – ele disse irritado.

- Jura? – falei sinicamente.

- Deixa de ser boba só um dia que nos conhecemos e você já fica nessa intimidade. – ele ainda estava emburradinho.

- Bill, não faz essa carinha que eu apaixono. – brinquei com ele.

- Você sempre foi apaixonada comigo, sua mãe disse. Até filhos Fernanda? – ele começou a rir.

- É... Mais vamos mudar de assunto? – tentei sair desse assunto. Amanhã eu tenho que acorda cedo tenho aula.

- Ok, mais aonde eu vou dormi?

- No chão você é um intruso aqui.

- Você me ama Fernanda, e me ama tanto que vai me deixar dormi com você aqui na sua cama. – ele já foi deitando.

- Nada disso Bill, eu vou dormi aqui sozinha. – o empurrei.

- Olha se você deixar eu dormi aqui na sua cama com você eu canto pra você dormi. Apesar de tudo, eu ser só uma assombração eu ainda canto bem. – ele disse todo fofo.

- É difícil dizer que não, vem. – o chamei pra deitar.

- Bill! – o chamei. – Você ainda não pode me sentir?

- Sei lá Fernanda, por quê?

- É tenso isso.

- É mesmo, mais vamos fazer um teste? – ele sentou na cama. – Me dá sua mão.

- Pra que Bill? – também sentei.

- Pra vê se eu posso ti sentir. – ele pegou minha mão.

Foi uma sensação totalmente diferente das outras vezes que encostei-me a ele, foi como se não existisse mais nada só eu e ele. Ele conseguiu me sentir também, ele disse que nunca vai esquecer meu toque.

Depois de conversarmos bastante sobre nossas vidas fomos dormi, eu dormi antes dele porque ficou fazendo um cafuné na minha cabeça e cantando pra mim ( não tem como não dormi).

Notas finais
gente por favor deixem reviews, isso é muito importante pra mim e pra qualquer outra escritora.
Não custa nada...