Esse Nosso Jeito - Perina
28 Capítulo Vinte e Oito
Notas iniciais
"Te amar é um bem que apaga qualquer mal."
Bruno e Marrone
Quatro semanas depois ...
Estou deitada com o Pedro, já faz horas que estamos tentando decidir o nome da nossa filha. Ele pega minha mão direita e a beija.
– Eu não me canso de olhar para sua mão com o meu anel.
– Hey! O anel é meu. — eu digo indignada, mas sorrio. — Nunca pensei que gostaria tanto de uma joia.
– Fico feliz que gostou, eu juro que pensei que iria dizer não para mim e tacar a caixinha longe. — ele diz.
– Nunca! Pedro, não sei descrever o que senti quando o vi de joelhos na minha frente com o anel da sua avó. — eu sorrio, e nós cruzamos nossas mãos.
– Quando o Ricardo me contou que você iria me pedir em casamente, eu surtei por que tinha a certeza que você só estava fazendo isso por eu está grávida. E foi assim por algum tempo, e depois daquele discurso seu no casamente, foi meio impossivel não cair na real. Eu não tava pensando em casar, e pensei que iríamos morar no seu apartamente mesmo, apesar de saber que não era o ideal.
– Eu comprei a casa depois que descobrimos que era menina. — ele explica.
– Eu amei a casa vazia, agora ela pronta ainda mais. — lhe dando um beijo.
No dia da inauguração da CJK eu já estava muito feliz por estar realizando esse sonho com minhas amigas, e meu coração quase explodiu depois das palavras do Pedro me pedindo em casamento. Nunca estava nos meus planos me casar, ou contruir familia, mas surgiu isso na minha vida e vejo que estou muito feliz. Eu lembro de ter ficado em silêncio depois dele pedir, eu só conseguia ver ele de terno e me esperando, foi quando dei um gritinho — coisa que não sou de fazer — e aceitei. Depois ele me mostrou a casa, onde em cima era apenas quatro quartos, o de hóspedes, o nosso e da menininha e todos com banheiro. Quando perguntei o que era o outro quarto, ele me puxou e disse que era o meu canto onde eu poderia fazer um escritório ou até montar um tatame, estava ao meu dispor. Logo depois descemos, e ele mostrou um escritório para ele, a cozinha, copa e a sala. Nunca pensei que assim que eu visse cada lugar eu já estava pensando em como decorá-lo, eu queria que tivesse nossa cara e com certeza, está.
– O que você acha do nome, Ana Delma? — Pedro pergunta de repente.
– Nem pensar, acho fofo você querer homenagear nossas mães. Só que fica horrível a junção dos nomes.
– Também achei, mas queria saber sua opnião. — ele diz.
– Vamos deixar vir naturalmente, e resolvemos. — eu digo, e então me lembro. — Amanhã é o chá de panela/bebê, que é o meu chá de bebê com o de panela da Jade. Preciso decidir quem será a madrinha da nossa pequena.
– Simples, Bianca é sua irmã, ela já vai ser tia. Camila está juntada com João que também é seu irmão e meu melhor amigo, vai ser tia de um jeito ou de outro. Sobrou quem? Jade.
– Você acabou de fazer muito sentido. — me surpreendo.
– E se Camila e Bianca ficarem pra baixo, você já as avisa que serão as madrinhas do nosso casamento.
– Eu te amo de qualquer jeito, mas quando você diz coisas inteligente eu amo ainda mais. — eu digo, beijando seu pescoço. E então meus hormonios vão a mil. É assim do nada, eu fico tão exitada que Pedro vira meu escravo sexual e é claro que ele nunca reclama.
– Estou sentindo que você está em ebulição de novo! — ele diz todo malicioso.
– Já disse que é horrivel quando você fala assim. — falo rindo, enquanto ele tira a minha blusa.
É quase todas as noites assim, estamos deitados na cama conversando ou falando sobre nosso dia, e acabamos transando apaixonadamente. Pedro me olha como sempre olhou nem parece que estou com uma barriga de 7 meses, tudo o que importa pra ele é que meus seios estão maiores e sensiveis. Eu amo esse idiota!
•
Quando acordei Pedro não estava mais na cama, depois de minitunhos consegui levantar e vi um bilhete no criado mudo.
Minhas lindas,
bom dia, como hoje você vai passar a tarde na casa da Jade, e eu tenho que que ir trabalhar, deixei um café para você.
Amo vocês ♥
Sorrio assim que acabo de ler, Pedro pegou a mania de sempre deixar bilhetes para mim de manhã já que ainda não voltou com a banda continua trabalhando na Ribalta e sai cedo todos os dias.
Tomo um banho e logo me arrumo, e fico esperando Bianca chegar para irmos para o meu chá de bebê e chá de panela da Jade. Ela decidiu se casar depois que a bebê nascer já que serei madrinha do casamento dela, o que achei muito legal da parte dela. Bianca buzina e eu saio de casa.
– Desculpa a demora, o Henrique não me acordou. — ela diz sorrindo, e eu entro no quarto.
– Normal né, você sempre atrasa. — olho pro baco de trás do carro e vejo dois embrulhos. — Ta levando presente pra mim também?
– Claro que estou.
– Você me ajudou a decorar o quarto e a casa, não precisava de presente.
– Pode parar Karina, eu amo dá presentes. E esse é realmente para a bebê. — ela diz. — Já escolheram o nome?
– Não, eu e Pedro não entramos num concesso.
– Acho que deviria chamar Bianca. — ela diz e eu a olho rindo.
– Bi te adoro, mas não força. — eu falo. — Eu queria um nome marcante e diferente, gosto de Michele, Thamires ou Alexandra.
– Eu acho nomes lindos, já deu essas opções para Pedro?
– Nem falei, a gente parece repudiar cada nome dado.
– Eu estou feliz por você, muito feliz mesmo K. — ela diz, e aperta minha mão. — O que você e o Pedro têm é algo muito especial.
– Eu até agradeceria se não soubesse que esse tom que está usando é estranho.
– Não quero encher sua cabeça, eu na verdade estou com uma certa inveja. Eu e Henrique sentamos para conversar e ele disse umas coisas que eu percebi que não concordamos em muita coisa.
– Bianca eu achei que você estava feliz. — digo surpresa.
– Eu estou K, recebi um convite para uma peça no Municipal. E eu realmente amo o Henrique, mas ele disse que não quer ter filhos.
Ela continou falando, e eu percebi o quanto eu tinha sorte. Apesar de ser uma gravidez não planejada, tenho certeza que Pedro e eu ficariamos juntos apesar de qualquer coisa. Sei que vou parecer idiota, mas Pedro tem razão quando diz que íriamos acabar juntos.
Chegamos na casa da Jade, e estava lotada e dava para contar quem ali era conhecido meu, eu sabia que não ia prestar juntar essas coisas. Mas no fim da tarde eu estava toda pintada, minha barriga com vários desenhos de batom vermelho e Jade do meu lado também toda destruída, e o tanto de coisas que ganhei de pessoas que eu amo e daquelas que nunca tinha visto, vai fazer minha filha muito feliz por uns dois anos, eles gostam depresentes exagerados. Jade pode montar uma casa nova com seus presentes também.
O chá de panela/bebê foi maravilhoso. Ganhei presentes que nunca imaginei, minha filha já está lotada de coisas. É claro que tinha mais convidadas da Jade do que minhas, mas as delas me presentearam também. Quem sou eu pra reclamar? Na volta eu e Vianca ficamos rindo, e comentando sobre as "amigas" da Jade, que são tudo mimadas e exageradas.
Assim que Bianca me deixa no portão de casa, peço que ela espere para que eu chame o Pedro.
Quando abro a porta o vejo sem camisa e com avental na beira do fogão, e acho uma das coisas mais sexies que vi.
– Até que fim vocês chegaram. — ele comemora, e eu acho mega fofo ele falando no plural.
– Precisamos dos seus braços e mãos de homem alfa pra trazer os presentes pra dentro.
– É pra já. — ele diz limpando as mãos no pano de prato. E saindo comigo.
Depois de trazer todos embrulhos, e coisas pra dentro, pedi pra ele já subir pro quarto da menina. Quando desceu eu já estava tranquilamente sentada no sofá.
– Então como que foi lá? — ele perguntou interessado. E eu conto cada detalhe sobre minha tarde.
– O que está fazendo? — perguntei já sentindo o cheirinho bom vindo da cozinha.
– Uma lasanha bem cheia de queijo.
– Já disse que te amo?
– Você sempre diz quando envolve sexo ou comida. — ele diz e rimos juntos.
– Já que estamos nessa vive boa, eu tive a ideia pro nome da nossa menina.
– Huum, vamos lá então.
– Eu tinha pensando em Michele, Alexandra ou Thamires.
– Okay, descarte Michele. — ele define.
– Por que? Eu gosto.
– Tenho uma prima chamada Michele, e combinamos de não colocar nomes de parentes.
– O que achou dos outros dois? — pergunto curiosa.
– Eu gostei, vamos procurar os significados e ai escolhemos. — ele decide, e então arruma a mesa. — Venha comer.
– Sim senhor.
Enquanto comemos conversamos um pouco sobre a Ribalta, e sobre a CJK e como estou trabalhando em casa tenho bastante o que contar, ele pergunta como vai as matriculas e eu lhe conto que já não tem mais vagas. Assim que terminamos, eu lavo a louça apesar dele insistir que não, e ele enxuga. Quando estamos no quarto já de roupas trocadas, e banho tomado, Pedro pega o violão.
– O que está fazendo?
– Quero te mostrar algo que fiz. — ele fala, e eu encosto nos travesseiros. — Saber que faltam semanas pra essa pequena nascer, me inspirou bastante.
"Hoje creio que tudo pode ser melhor, há um caminho onde vive apenas nós, um outro lugar. Hoje confesso que nunca esperei por isso, mas creio que tudo tem uma solução que começa com você.
Tudo o quer, o que pede, o que espera, chega em forma de amor. Tudo o quer, o que sonha e o que surpreende, chega em forma de amor.
Oh! Você foi feita com amor, oh oh
Oh! Você foi feita com amor, oh oh."
– Você é incrivel, e vai ser o melhor pai do mundo. — eu digo com a voz embargada já que lágrimas escorrem em meu rosto. — Eu te amo tanto.
– Eu também, Esquentadinha. — ele responde deixando o violão de lado, e me dando um beijo na testa.
– Acho que você vai ter que cantar essa música todos os dias. — eu falo rindo em meio lágrimas.
– Não tenho nenhum problema com isso, mas preciso terminar ela primeiro. — ele diz, e nos ajeitamos na cama.
– Não importa, quero dormir escutando essa música. — digo já fechando os olhos, Pedro então coloca a mão em cima da minha mão que já está na barriga, e começa a cantarolar a primeira música que fez para sua filha.
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