Notas iniciais
Meu Deus, vocês são tão perfeitas que me emocionam demais. Muito obrigado por comentarem e serem tão fofas, sobre a viagem da K, só vão saber no próximo, mas nesse você que amam nosso casal vão sofrer um pouquinho, mas também serão recompensadas. Booa leituraa ..

“Acho que não sei amar alguém que não seja você.”

Artista desconhecido

Eu não consigo tirar a Karina da cabeça, parece que ela impregnou e ficou e não quer mais sair. E eu achando que vê-la pessoalmente não iria me atingir depois de tanto tempo. Quando terminamos, eu tentei e pedi pra ela que fossemos amigos, mas ela se fechou e começou a treinar mais e mais, e me evitava sempre.

“Faz um mês que a Esquentadinha e eu decidimos terminar, e estava tudo bem, continuávamos a fazer quase as mesmas coisas juntos, mas de um tempo pra cá, ela mudou comigo, toda vez que me via, ou saia correndo ou estava ocupada.

Eu tinha acabado de chegar do estúdio, estávamos já gravando o nosso primeiro CD, quando estava passando em frente à academia, pude escutar gritos e choro e na hora sabia de quem eram.

– Karina? O que você está acontecendo? – eu digo entrando e vendo-a esmurrar o saco.

– Sério? Pedro o que você está fazendo aqui? – ela pergunta ríspida, e me olhando feio.

– Quer saber, eu sou um idiota nem deveria me preocupar, já que você de uns dias pra cá está sempre sendo uma idiota comigo, e sem motivos. – falo nervoso, e me viro pra sair, mas Karina me surpreende quando pega meu braço e logo se joga contra meu corpo me abraçando.

– Desculpa, Pê. Juro que não é sua culpa, mas sinto tanto sua falta. – ela diz chorando em meu peito.

– Eu também sinto, mas sempre que podemos nos vemos, e trocamos mensagens quase todo dia.

– Eu sei disso, e eu sei que não deveria, nós combinamos que não dava mais, e eu estou de viagem marcada e você está pronto pra uma turnê, mas então eu fico me lembrando da gente junto, não como amigos e ...

– Para com isso, K. – eu falei com a voz embargada, ela nunca foi de dizer o que realmente sentia. – Eu sei que terminamos, mas eu te amo Karina e quero fazer parte da sua vida, eu sei que já brigamos mais que o normal depois disso de começar a seguir nossas carreiras, eu fico ciumento e você delira, mas eu sei que me ama também, e eu quero você.

– Pedro não fala isso. – ela diz chorando, e então me empurra. – Não tem como sermos amigos, por que não é algo que fomos, começamos a namorar e antes disso só brigávamos.

– Como assim não fomos amigos? – eu pergunto com duvida.

– Eu sei que fomos amigos, mas dentro do namoro. E Pedro eu não consigo ver você assim, quando estamos juntos eu sinto falta do namoro, e isso não é pra acontecer. – ela diz, e me olha séria. – Acho melhor cortamos isso tudo de vez, não quero mais trocar mensagens sobre nosso dia, nem ir ao Perfeitão, nem encontrar você na praça e você me treinar no trepa-trepa, e nem ver suas letras de músicas.

– É isso mesmo que quer? Tem certeza? – pergunto já com lagrimas no rosto, eu sei que todos sabiam que eu e a K terminamos, mas sempre que podíamos estávamos juntos, então todos achavam que ainda estávamos namorando.

– Sim, Pedro, é o que quero. – ela diz e então entra no escritório, e eu me sento no ringue enquanto escuto sua crise de choro lá dentro, e então a minha crise começa, ficamos ali tão perto e ao mesmo tempo tão distantes chorando pelo nosso namoro, e principalmente pelo seu fim. Eu me levanto, viro as costas e vou embora.”

E essa foi a última vez que falei com ela, e agora quando tento de novo, dá merda, e eu deveria ter aprendido a lição. E no meio de lembranças do passado, cai no sono.

Me levanto da cama, e entro direto para o banho. Ontem o dia foi puxado e emocional demais: velório da Bete, ver a Karina e ainda dormir lembrando-se do passado e sonhar com ela que não é nada legal também. Saio do banho, e vejo minha mãe e Mario se pegando na nossa cozinha.

– Eca, vocês não tem noção que tem gente com a esperança de se alimentar um dia, ou tipo agora? – digo me sentando.

– E você sabia que tem uma casa? – minha mãe responde.

– Sim, eu sei muito bem disso, mas amo a casa da minha mãe. – faço drama. – Como você quer que eu vá embora, só tomo o café e vazo daqui.

– Bom dia, família. – Tomtom fala ao se sentar na mesa. – Pedro meu lindo irmãozinho, eu vi você e a K ontem lá na pracinha.

– Antônia, isso não é da sua conta. – eu respondo, mas minha mãe logo se junta a minha irmã.

– Por isso você sumiu, né Pedro Ramos? – minha mãe pergunta sorrindo pra minha irmã.

– Só conversamos, e nada mais. – eu digo enfiando o queijo na boca.

– Pedro você fez alguma coisa? – Tomtom pergunta duvidosa.

– Eu não fiz nada, mas que saco em. – falo me levantando, e já nervoso com a pirralha. – To indo nessa, Okay.

– Você nem tomou seu café em paz. – Mario fala.

– Não dá pra comer quando a Antônia está na missão empurrar a Karina pra mim, ou defende-la.

Vou ao quarto pego minhas coisas e me despeço, quando tiro o carro da garagem, e vejo o João pedindo para dá uma carona.

Eu consegui comprar um apartamento assim que a banda sossegou um pouco, ele fica num ótimo lugar e é um edifício bem calmo mesmo, eu e João moramos uns tempos juntos, mas assim que comecei a namorar, ele saiu e arrumou um próprio canto, e começou num andar abaixo do meu, muito longe né! A nossa amizade é uma das coisas mais duradoras da minha vida, ele há seis anos é dono de uma empresa de jogos online, de players e sócio de uma grande marca de computação, ele tentou ser ator, mas logo desistiu, odiou cada segundo. No caminho até nosso prédio, conversamos um pouco, mas foi só quando já estávamos no meu apartamento comendo uma pizza que ele quis conversar sobre a Karina.

– Então o que você e minha irmã conversaram ontem? – ele até demorou pra tocar nesse assunto.

– Conversamos bobeiras, e ela me deu o maior fora quando falei do acidente.

– Eu te avisei, mas você é burro e nunca me ouve. – ele debocha.

– Você nunca me falou o por que disso.

– Será por que você nunca toca no nome dela? – ele pergunta retoricamente. – A Karina sofreu muito no ultimo ano, ela entrou em uma depressão enorme, e ainda teve psicólogos, fisioterapia, foi barra mesmo, e depois de dez meses sofrendo, ela melhorou, suas amigas a ajudaram a abrir a academia, e ela conseguiu se reerguer.

– Por que eu acho que não está me contando tudo?

– Por que não estou, você sabe que não tem segredos entre nós, mas é a vida da K e você nunca quis saber o que acontecia com ela quando a parada explodiu.

– Não faz essa cara, João. Eu estava em turnê, e Karina nunca ia querer saber de mim. E eu não podia fazer nada, mas agora eu queria que ela conversasse comigo.

– Eu não entendo você, Pedro. Se está tão feliz com a sua modelo, por que quer ficar falando e lembrando da Karina logo agora, até ontem você fingia que ela não existia.

– Eu não me entendo, Jonhy. Ver a Karina, linda e tão esquentadinha quanto antes, me lembrou do quanto eu a amava, e o quanto ela mexe comigo.

– Quem mexe com você, lindo? – Vicky diz abrindo a porta, e então me lembrei que dei um chave pra ela.

– Eu é claro. – João me acoberta.

– Ah! Oi João. – ela diz sorrindo amarelo.

– Pedroso, to indo nessa. Até mais. – João se levanta, bate na minha mão e logo vai embora. Se tem uma pessoa que não se dá bem com Vicky, além da minha mãe e irmã, é o João.

– Aff, não gosto desse cara. – Vicky fala indo pra cozinha.

– Ele é meu melhor amigo, como irmão. E você sabe disso.

– Você podia arrumar um irmão de mentira melhor e famoso, ao invés de um nerd dono de uma empresa de jogos.

– Não vou discutir com você sobre essa palhaçada de novo, Maria Vitoria. – digo estressado.

– Não me chama assim, odeio esse nome estupido. – ela bate pé.

Eu logo me enfio no escritório, e fico lá um tempo, Vicky ás vezes me tira do sério, que eu apenas a ignoro. Sinto meu celular vibrar, e vejo que é minha irmã.

– Fala pirralha.

– Pedro, entre no site DizAí.com e se prepara. – ela avisa e desliga na minha cara.

Pelo celular mesmo, eu entro no tal site, e a primeira noticia vem com uma foto da Vicky saindo da Lubrix, uma boate famosa.

“A modelo Vicky Gates, foi fotografada saindo da nova boate mais quente do Rio de Janeiro, sem seu lindo namorado Pedro Ramos, da banda Flux. Será que é fim do casal ou apenas uma saída de amigas, sem as amigas?”

Levanto-me com o celular na mão, e saio do banheiro vendo vermelho e vou pra sala e Vicky não está lá, então vou pro quarto.

– Que bom que saiu de lá; — Ela diz insinuante em uma camisolinha minúscula. – Odeio brigar com você.

– Você pode me explicar que porra é essa, Maria Vitoria? – eu grito esfregando o celular na frente dela.

Notas finais
Então o que acharam do capitulo? Será o que Vicky vai inventar? Por que [voice's da Dona Herminia de Minha mãe é uma peça] ELA MENTE ! E o Pedro se lembrando da K o capitulo inteiro? Até segunda e beijinhos !