Esse Nosso Jeito - Perina
15 Capitulo Quinze
Notas iniciais
"Se te faz sorrir é porque te faz bem. Se te faz bem, não deixe escapar."
Artista Desconhecido
Me desperto com meu celular tocando, e percebo que estou embolado e grudado ao corpo da Karina. Ela está com uma camisa minha, já que de madrugada estava frio eu a dei para ela vestir e eu coloquei meu moletom. Me desvencilho dela devagar e tentando não acordá-la e saio do quarto, ontem foi íncrivel, ótimo, aluciante e totalmente gostoso. Karina está tão gostosa ainda mais do que era antes, ela está mais segura de si, e isso é totalmente sexy.
Chegando na cozinha arrumo algo pra gente comer, abro a geladeira e vejo que tem Nutella e yorgute, pego cereal e vou colocando tudo na mesa, Karina nunca gostou de café e eu espero que isso ainda seja assim.
– Sua namorada não para de ligar. — Karina aparece na cozinha apenas com minha camisa.
– Não tenho namorada. — respondo me virando pro armário e tirando um copo e uma caneca, apesar de isso ser uma meia verdade.
– Está escrito aqui Vick e um coração. — ela fala e eu reviro os olhos.
– Dá pra você ignorar isso, e vir tomar café ou melhor Nescau ou suco né. — eu digo, e a vejo abrir um sorriso.
– Você se lembra que não gosto de café. — ela afirma e deixa meu celular na mesa e se servindo de achocolatado ela se empulera na minha bancada, fazendo que a camisa sobe um pouco pela sua coxa.
– Eu meio que me lembro de tudo. — eu digo, e pego o prato com torradas e o potinho de Nuttela e vou pra bancada com ela. — Dormiu bem?
– Maravilhosamente, meu sono foi tão leve. — ela diz rindo, e pegando uma torrada.
– Também dormi muito bem, ainda mais com uma gostosa ao lado. — eu digo, me aproximando e lhe dando um beijo no canto da boca.
Ela ri e então comemos dando risadinhas e lambuzando um ao outro, e parecendo duas crianças. Depois de comermos, a chamo para um banho e ela topa, apesar de está super vermelha.
Entramos no meu banheiro e eu logo tiro a roupa e vou pra debaixo do chuveiro, Karina me olha e vejo que está na duvida.
– Vai ficar só apreciando a vista? — pergunto, e ela puxa a camisa e entra no chuveiro. Ela tenta se cobrir com os braços enquanto espera que eu abre algum espaço pra ela.
– É estranho adorar como você fica tímida comigo? — pergunto abaixando seus braços. Ela continua quieta, e eu a puxo para meus braços fazendo que a água molhe nós dois. — Gosto que você seja agora essa mulher segura e tal, mas gosto ainda mais quando é muito tímida.
Vejo seus pelos se eriçarem e eu sorrio, e pego a esponja e coloco sabonete líquido e começo a passar pelo seu corpo, e eu aproveito cada segundo. Enquanto a lavo não conversamos, só olhamos um para outro e eu sei que essa ligação é forte demais.
– Acho que já estou bastante limpa. Que tal eu me divertir também. — ela fala tomando a esponja da minha mão e me ensaboando. Por onde ela passa a esponja eu me sinto mais excitado, ela ignora a minha parte que mais quer ser tocada, quando ela passa a esponja no meu corpo todo, menos lá. — Acho que prometi algo pra você ontem.
Não consigo nem raciocinar o que ela diz, quando ela se coloca de joelhos na minha frente, e só de vê-la assim eu me perco. Então ela me toca e eu gemo encostando meu corpo todo na parede. Então ela me envolve lentamente, até mais ou menos a metade, e eu estou com todas minhas forças me segurando para não gozar só com essa visão e uma lambida. E ela continua o vai e vem e ás vezes usa a língua, fazendo um sucção e junta com suas mãos que continuam se movendo.
– Porra..... Karina..... Estou quase lá. — digo ofegante e então olho pra baixo e encontro aqueles olhos azuis me encarando, como se não estivesse me dando um ótimo momento. — Se não quiser que eu goze na sua boca… então… é melhor parar.
Ao invés de parar ela continua me encarando e porra, ela ta piscando os olhos como se fosse uma menina. Como se fosse minha Esquentadinha. Meu corpo se enrijece todo enquanto continuo a olhá-la, não consigo parar de repetir o nome dela enquanto gozo. Ela disfarçadamente cospe e se levanta.
– Isso foi legal. — ela diz simplesmente.
– Legal? Isso foi .... — eu não consigo achar palavras, então a puxo para meu corpo a beijo profundamente. — Como você vai pra tímida pra isso?
– Também não sei, você me faz sentir segura comigo mesma. — ela diz corando um pouco.
– Que tal eu agradecer? — eu digo, já que é bastante justo.
– Estamos no 2x2, quero terminar com uns 4 a mais que você. — ela diz rindo.
– Mas essa Esquentadinha está toda exigente. Vou ver o que posso fazer. — falo desligando o chuveiro e indo pro quarto, molhando a cama inteira.
•••
E não é que ela conseguiu os orgasmos que tanto queria, depois de bastante ação fomos pra sala ver TV, ela sentada entre minhas pernas enquanto acariciava seu cabelo.
– Eu sempre gostei do seu cabelo curtinho, mas você fica um mulherão com esse cabelo mais cumprido. — eu digo.
– Eu sou um mulherão agora. — ela diz sorrindo.
– Então o que fez você voltar pro Rio? Será que foi eu?
– Não Pedro, não foi você. Você se acha né? — ela diz rindo. — Camila, Jade e eu iremos abrir um negocio aqui.
– Mas você não tem uma academia em São Paulo? — eu pergunto.
– Sim, mas deixarei ela na mão de uma pessoa confiavel. Esse projeto é algo que a gente sempre sonhou.
– E o que será esse projeto?
– Não posso entrar em detalhes, a gente assinou contrato e não posso contar. Mas é algo muito bonito e eu estou ansiosa.
– Vindo de você, e das meninas com certeza é coisa boa. — eu digo.
– E você quando volta com banda? — ela pergunta.
– Vamos esperar a Sol ter o bebê e depois de alguns meses para voltarmos.
– Eu acho ... — ela é interrompida pela campainha, eu me levanto e ela me olha, e sei que ela deve ta pensando em se esconder, mas sei que não é preciso, deve ser o João ou alguém da banda. Abro a porta e me surpreendo.
– Oi meu amor. — Vick entra pela sala e para ao ver Karina. — Hum, desculpa não sabia que você tinha companhia.
– O que você está fazendo aqui? — eu pergunto, e olho nervosamente para Karina que está meio paralisada.
– Você ainda pergunta? Você pediu um tempo, e eu te dei algumas semanas. Os tabloides já estão se perguntando o que aconteceu com a gente.
– Você ta louca? — eu grito, e percebo Karina se levantando. — Não precisa sair K, a Vick está de saída.
– Queridinha, não sei quem você é e nem me interessa saber. — Vick fala e se aproxima da Karina, que está respirando profundamente. — Você é apenas uma foda, quando ele acabar com você, ele volta pra mim, não sou ciumenta, se ele quer diversão pode ter a vontade.
– Cala a boca. — eu digo exasperado. — Vai embora Maria Vitória.
– Lindo, eu não disse nada além da verdade. Se você quer mudar e tentar um sexo diferente, não me importo. Só faça isso longe da imprensa e eu continuo sua linda namorada.
– Nossa, você é muito amado Pedro. Posso ver o amor entre vocês. — Karina diz amargamente, então se vira e entra no quarto.
– Qual seu problema? A gente não tínhamos terminado? — eu pergunto pra Vick pegando o braço dela.
– Gato, a gente não terminou. Você que deu chilique por que eu fui pra baladas com minhas amigas e acabou saindo num site. — ela fala e se senta no sofá cruzando as pernas. — Pedro, meu amor, eu não vou terminar com você até ter minha meta seja atingida. Se quiser continuar com essa loira, ou uma ruiva, o problema é seu. Aqui dentro você fode quem quiser, mas lá fora a namorada, a mulher que você ama e come, sou eu. E você sabe disso melhor que ninguém.
Eu fico com raiva ao me lembrar do nosso acordo, mas eu não imaginava que ela iria voltar tão rápido e droga logo agora que estava com Karina, e estávamos tão de boa, será o que ela está fazendo naquele quarto? Como se escutasse minha pergunta, escuto a porta abrir e uma Karina vestida e com olhar determinado sai de dentro do quarto e passa por mim e Vick que agora mexe no celular como se não tivesse estragado minha tarde.
– Só pra você saber, a resposta é não. — Karina diz parada na porta. — Não sei qual é desse jogo doente seu, mas estou fora e eu realmente estava considerando essa ideia absurda, mas não saio com caras comprometidos.
– Querida, eu não vejo problema algum. Se quiser continuar com ele, eu até autorizo, é só o público não saber e está tudo certo.
– Você é doente, garota. — K fala com nojo pra Vick e então se vira pra mim.
– Vocês são doentes. Eu tenho nojo de você Pedro.
– Karina, espere! — ela sai e eu vou até o corredor. — Karina! Deixa eu explicar! Por favor?
– Eu no momento estou me odiando por ter sucumbido a você. — ela fala, e vejo seu olho brilhar.
– Eu gosto de você K. Me deixa explicar, minha Esquentadinha. — eu imploro.
– Não fala mais comigo, e nunca mais me chame de sua. — ela rosna e entra pro apartamento que é dela.
– Vai embora agora. — eu falo assim que entro pro meu.
– Lindo, pode fic ....
– Cala a porra da sua boca e vai embora. — eu a interrompo gritando e a pego pelo braço e a empurro.
– Estou indo, mas não se esqueça do nosso acordo. — ela diz e se inclina me dando um beijo no rosto e sai rebolando pelo corredor, então se vira. — Pode deixar que te ligo, meu amor.
Eu entro pra casa e me jogo no sofá e me arrependo de ter entregado minha alma ao diabo, também conhecido como Vick. E lamento ainda mais de ter perdido o que nem tinha começado direito com Karina.
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