Esse Nosso Jeito - Perina
14 Capitulo Quatorze
Notas iniciais
"Meu ponto fraco tem nome, endereço e um sorriso lindo."
Artista Desconhecido
Eu fico na cama olhando pra porta da onde ele saiu e fico com a boca berta ao escutar o que ele disse. E a frase "Você se sente mal porque está escondendo o que você quer." ainda fica na minha cabeça quando meu pai me chama na sala e briga comigo, me chamando de irresponsável e sem noção. Dandara olha pra mim e sorri amarelo tentando amenizar as palavras do meu pai, Bianca está no quarto com Lucas, e Henrique já foi embora e eu me sinto uma adolescente, ou até uma criança pela maneira que ele fala comigo. Eu escuto tudo e aviso que vou para o apartamento e vou pro quarto, pegar minhas coisas.
– Então quer dizer que você resolveu dá uns pegas com o Pedro no nosso quarto com a família na sala? — Bianca diz rindo entrando no quarto. E eu a ignoro.
– Ta bom parei de zoar, mas que foi hilario ele saindo todo vermelho e com uma baita ereção, isso foi.
– Nossa o pai deve ter amado. — digo mal humorada.
– Para de graça e seja sincera, ele parecia estar com raiva. Por que?
– Porque eu não quis ser sua amiga de foda? — falo amarga.
– Por que você não quis? — Bianca pergunta chocada, e eu a olho assustada.
– Porque isso é algo horrível de se pedir para uma mulher. — falo horrorizada.
– Pelo amor de Deus, Karina! Em que século você vive? — ela diz e então pega minha mão e senta na cama comigo ao seu lado. — Deixa eu te falar algo de irmã mais velha para mais nova.
– Hum, pode falar.
– Se eu fosse você aceitava essa proposta. — ela fala e eu faço uma careta. — Não adianta fazer cara feia, está tão na cara de vocês. Tipo no jantar eu fiquei excitada com a tensão sexual de vocês.
– Bianca! — eu dou um gritinho.
– É verdade. O jeito que ele te olhava, parecia que vocês iam se comer ali mesmo. E depois ele veio pra cá e eu fiquei tentada a vir também, só pra espiar.
– Meu Deus, que vergonha escutar minha irmã falar isso. — digo com o rosto queimando.
– Eu vou ser sincera com você, maninha. Está na sua cara que você quer ele, e eu não entendo o motivo que você está segurando isso.
– Eu sempre me sinto mal depois que ficamos. — eu admito.
– Você se sente assim por que não admite que quer tanto quanto ele essa coisa. — ela fala.
– Você se sente mal porque está escondendo o que você quer. — eu repito o que Pedro me falou ao sair.
– Isso significa o que?
– Ele me disse isso antes de sair. — eu explico.
– E ele está certo? — ela pergunta e eu concordo com a cabeça. — Então vai atrás dele, Karina toma atitude e deixe que seja do modo que você quiser.
Eu a abraço e sorrio, quem diria que Bianca seria uma boa conselheira.
•••
Já faz alguns minutos que estou na porta do apartamento do Pedro, e estou nervosa. Eu quero passar essa noite com ele, e quero ver se podemos fazer isso de amizade colorida. Dou uma olhada na minha roupa, que é a mesma de mais cedo e me pergunto se devo trocar, mas então ignoro isso. E fico pensando em como irei falar que quero apenas um sexo com ele, e com esse pensamento que me atribui ficar super corada, eu bato na porta.
Quando ele a abre, eu vejo ele super chocado tanto que arregala os olhos, e quando percebo que não quero que conversamos, eu avanço e me jogo contra seu corpo e beijo-o, ele me segura e eu cruzo minhas pernas em volta dele. Eu percebo ele fechando a porta, e logo eu desço do seu colo e corro os olhos pela sala e então o olho.
– Pensei melhor. Aonde é seu quarto? — eu digo, e ele me olha perdido mas aponta para o corredor.
– Isso quer dizer um "sim"? — ele pergunta, enquanto o puxo pelo corredor.
– Isso quer dizer um: "quem sabe". — respondo sendo sincera, se isso for tão bom o quanto eu imagino, tenho certeza que será um sim.
Entramos no seu quarto, e eu de repente fico tímida, e me solto dele e fico parada de frente pra cama e não sei o que fazer.
– De repende você ficou tão tímida? — ele sussurra no meu ouvido, e eu fecho os olhos quando ele morde de leve o lóbulo da minha orelha e sinto sua ereção se insinuando atrás de mim, me deixando meio tonta de um modo delicioso.
– Pedro. — digo gemendo baixinho, e ele ri e beija meu pescoço. Suas mão viajam pelo meu corpo, e ele para no cos do meu short e ele fica ali brincando e não faz nada, sua outra mão acaricia meus seios, e ele solta uma reclamação incoerente.
– Eu nunca vou me cansar de tocar em você, Esquentadinha. — ele diz rouco e em questão de segundos, minha calcinha fica ainda mais molhada. Ele continua beijando meu pescoço, e sua mão vai pra barra da minha blusa e ele a tira, e joga em um canto e me vira de frente pra ele.
– Porra, você está incrível. — ele diz e eu enrugo a testa. — Quer dizer, você sempre foi, mas ..... ual! — eu fico sem graça e olho pra baixo e dou de cara com o volume em sua calça e pelo visto ele está sem cueca.Eu vou fazer isso mesmo?
Ele me joga na cama, e eu aproveito pra tirar meu short e fecho a cara de bocó dele olhando meu corpo e sinto seus olhos percorrerem cada parte do meu corpo.
– Você não usava essas coisas antigamente. — ele diz o obvio.
– Eu não me sentia confortável, e eu .... — sou interrompida por ele se jogar em cima de mim e começar a me beijar, sua mão vai pra minha calcinha, e eu o sinto a puxando de lado. Grito quando seus dedos me penetram, e aperto seu ombro. Ele continua o vai e vem com seus dedos, e eu só consigo fechar os olhos e gemer.
– Pedro, eu vou ... — começo a dizer, e ele tira sua mão e tira minha calcinha, apoiando suas duas mãos nas minhas coxas e então vai descendo e distribuindo beijos em minha barriga, e eu fico antecipando o melhor momento. Meu corpo involuntariamente se ergue na cama quando ele movimenta sua língua para cima e para baixo enquanto mantém minhas coxas separadas. Gemidos escapam de meus lábios enquanto tento pensar em outra coisa que não seja o quão bom está isso, mas quando o escuto falando obscenidades num padrão de lamber e falar, meu corpo estremece e meus pés se contraem. Quando recobro a consciência, minha respiração está ofegante.
– Meu Deus, isso foi ... ual ... isso foi .. — não consigo nem falar coisa com coisa, ele dá uma risadinha e eu vejo ele tirar seu moletom. Eu o beijo de novo, e seguro seu pênis e escorrego a mão, subindo e descendo, ele fecha os olhos e o vejo se perdendo. E eu amo o ver se perder, ainda mais quando sou eu que o faço.
– Se continuar a fazer isso, eu não vou aguentar. — ele diz, e então se afasta e antes que eu me desespere, o vejo indo na mesinha e puxando um pacotinho. E sorrio.
– Não precisa, eu tomo pilula. — eu digo, e ele me olha estranho.
– Por que você toma, estava fazendo isso frequentemente? — ele pergunta e vejo um lampejo de raiva passar pelos seus olhos.
– Mesmo não sendo da sua conta, eu não transo sempre Pedro, é para controlar. — eu explico, e então me toco de algo. — Você está limpo?
– Sim, além de ter feito os teste, eu só faço com camisinha. — ele diz, mas então volta pra cama. — Mas acho que com você ao natural vai ser bem melhor. Se for como me lembro, com você sempre vai ser melhor.
Ele vem pra cima de mim de novo, e volta a me beijar e abre minhas pernas com seu joelho e eu o sinto e nós gememos apenas com o toque de nossas partes. Segundos depois, ele me penetra .
– Porra, isso é o céu. — ele geme, e eu me concentro em como é algo sobrenatural o sentir assim, sem nenhuma barreira. Ele começa a se movimentar e é dolorosamente lento. — Você ainda é tão apertada.
Eu nunca fui de conversar essas horas, já o Pedro sempre foi o falante. Ele continua com o movimento e eu não aguentando mais isso ser tão devagar, nos viro fazendo que eu fique por cima, eu o olho e ele sorri. Eu ainda sentada nele tiro meu sutiã e ele me toca, e eu começo a me movimentar e ele geme.
– Eu adoro você por cima. Não, eu amo. — ele continua falando enquanto tento me mover mais rápido. Sua mão vai até minha nuca e me abaixa de encontro a sua boca e ele começa a se mexer também, sinto seu polegar pressionar meu clitóris, causando um orgasmo rápido e forte, e ao mesmo tempo ele urra se aliviando também. Caio em cima dele e ficamos assim até nossa respiração voltar ao normal, eu me desencaixo dele, e quando vou levantar, ele me puxa para seu peito.
– Isso foi melhor do que a oito anos atrás. — ele diz depois de um silêncio constrangedor. Com a cabeça em seu peito, ouço os seus batimentos cardíacos diminuindo.
– Você definitivamente se superou ao longo desses oito anos, aquilo foi realmente incrível. — eu digo rindo, e me lembrando de seu rosto entre minhas pernas.
– Você poderia me agradecer, do mesmo jeito. — ele diz.
– Quem sabe amanhã, hoje foi 2x1 e eu estou deliciosamente cansada. — eu digo, e eu me aconchego nele ao mesmo tempo que ele puxa o lençol nos cobrindo.
Com certeza essa coisa de amigos com benefícios pode dá certo pra nós, se eu não me apaixonar novamente por ele.
Fale com o autor