Notas iniciais
Como todas sabem, e quem não sabem o motivo do meu atraso, tem nome e sobrenome e por acaso é chamado de pai por mim. O meu lindo e maravilhoso(pra não xingar aquele que ajudou me por no mundo) pai não pagou o telefone e ainda disse que pretende pagar outras contas e depois ver o que fazer com minha preciosa internet. Estou hoje abusando da hospitalidade do meu lindo amigo, que está deixando eu postar da casa dele. Esse capitulo ta supreendente e eu sei que vocês vão adorar, eu acho .. Até as notas finais.

"Sempre há uma chance de tropeçar em algo maravilhoso"

Artista Desconhecido

Depois de almoçar no restaurante, recebi uma mensagem do João avisando que não iria ver o Cobra por que Gael o chamou pra jantar lá. E ligo pra ele e aviso que Dandara me chamou e que foi na frente da Karina, que não gostou nada e ele fica rindo, pois diz que já entendeu as inteções da sua mãe. Volto pra Ribalta e termino as aulas do dia. Quando acabo, eu vou direto pra minha casa e combino com o João de irmos num carro só, ele disse que dirigia e eu fui tomar um banho. Seria mentira dizer que não estava ansioso, eu estava e o motivo era com toda certeza: Karina Duarte.

No caminho pra casa deles o João ficou me zoando dizendo que eu queria um replay com a irmã dele e eu comecei a pensar que não seria tão ruim assim. Eu sei que não podemos namorar e tal, pois daqui a pouco começamos a fazer shows de novo e Karina tem em mente outras coisas e eu sei que ela sempre me apoiará em questão da música, mas não quero esfregar na cara dela que já não pode mais viver seu próprio sonho, isso seria egoísmo.

Chegamos na casa deles, e a cara do Gael foi impagável, ele estava revoltado por tia Dandara ter me chamado, só que ela rapidinho deu um jeito nisso. Henrique também estava ali e Bianca não conseguia tirar o sorriso do rosto, dá pra ver o quanto eles são felizes.

– Quando será o casamento? — eu pergunto quando Gael some lá pra dentro, e deixa Henrique e eu conversando enquanto João foi chamar o Lucas.

– Em breve. Bianca ainda tem que resolver algumas coisas. E eu tenho que fazer uma viagem antes. — ele explica e então conversamos sobre seu trabalho e um pouco do meu que estou fazendo na Ribalta.

– E aí Lucas? — Henrique pergunta quando ele aparece na sala.

– Oi Rique. — ele fala desanimado e então me olha. — Oi Pedro.

– Oi Lu. — respondo o puxando pelo aperto de mão, e ele ri.

– Só a Karina me chama assim. — ele diz petulante.

– Só pra você saber, quem te deu esse apelido foi eu. — eu digo rindo, quando ele nasceu Karina e eu sempre ficavámos de babá, pois era o único jeito de Gael deixar a gente em paz e sempre calhava de ela e eu não termos nada profissional pra fazer. E eu que comecei a chamar ele assim, e Karina pegou.

– Mentira, a minha irmã que me chama assim.

– Não gosto de concordar com o menestrel, mas é verdade filho, o moleque sempre chamava você assim. — Gael diz, e o menino senta do meu lado e manda eu contar mais coisas de quando ele era bebê. Como se eu lembrasse de muito, né.

Ficamos conversando e João ficou o tempo todo com Bianca e Dandara, eu acho que ele não gosta muito do Henrique, que ficou comigo e com Lucas. Karina não apareceu em nenhum momento, eu achei que ela tinha escapado pra não me ver, mas então ela aparece na hora de irmos pra mesa, e Dandara a coloca ao meu lado. E antes de sentar eu a seco naquela roupa, claramente aquele short não é dela, pois está justo e muito curto, Karina pode ter mudado mais sua bundinha continua espetacular. Nos sentamos e todos conversam, menos Karina e eu, sei lá o me dá, se é ansiedade ou tesão, ou loucura, eu abaixo minha mão e começo a acariciar sua perna que é macia e sedosa. Ela sempre tira minha mão, até que num momento ela grita e então fica vermelha e dá ma desculpa e some lá pra dentro. Logo me levanto e aproveitando que Gael está intertido com Henrique, digo que vou ao banheiro e vou direto pra quarto da K.

– Você mente muito mal sabia? — eu digo depois de observar ela sentada na cama.

– Sai daqui, meu pai vai te matar. — ela fala e eu sorrio com o tom infantil dela.

– Estou no banheiro pra eles. — eu digo e então me aproximo dela. — Eu quero te pedir desculpas, eu não sei o que deu em mim pra te provocar.

– Você é um babaca. — ela reclama e eu aceno com a cabeça. — Você tem namorada, será que ela sabe que você fica fazendo carinho na coxa alheia?

– Eu e Vicky demos um tempo. — eu digo, e tento entender sua reação. — Será que se eu não tivesse namorada, você se importaria de que eu ficasse com a mão na coxa alheia?

– Sim. Não. Quer dizer, Pedro isso não vem ao caso. Nossa história acabou. — ela diz e eu me sento na cama e a puxo pro meu colo.

– Sim, nossa história de adolescência acabou. Como pode ver, você é uma mulher lindamente crescida e eu um homem. — eu sussurro e me aproximo de sua boca, eu a quero tanto que dói. — Mas acho que a gente pode fazer uma nova história, e agora de adulto. O que me diz?

– O que você quer dizer com isso? — ela diz baixinho e não se afastando de mim.

– Eu quis dizer, que eu gosto de você Karina. Okay que não é do jeito que éramos quando adolescentes. — eu me atrapalho um pouco.

– Você quer dizer que está atraído por mim. Você quer que sejamos amigos com benefícios? — ela pergunta e se afasta um pouco.

– Se eu disser que é isso, você vai me bater? — pergunto, pois é exatamente isso que quero. Ficar com ela, mas não termos um compromisso.

– Você é inacreditável. — ela diz e me empurra, só que eu a pego pelo cabelo e aproximo seu rosto do meu.

– Eu fico feliz que você o deixou crescer. — digo, e no próximo segundo estou devorando sua boca, peço passagem e vejo que ela ainda está resistindo um pouco, mas então eu a encaixo melhor e coloco as minhas mãos em sua bunda e a aperto, e ela geme o que me deixa a beijar sem restrição. Ela coloca as mãos em volta do meu pescoço e logo começa a puxar meu cabelo forte, ela rebola em meu colo o que me faz ficar ainda mais excitado. Ela me empurra e eu fico de costas na cama, e quando eu acho que ela vai se afastar ela monta em mim, e se abaixa para me beijar de novo, e eu volto minhas mãos no lugar que eu amo.

– Karina, papai me ... O que você estão fazendo? — Lucas abre a porta e nós congelamos na cama, e então eu jogo a Karina no chão.

– Porra Pedro! — K grita e xinga quando bate no chão.

– Desculpa. — eu falo me levantando e tentando ajudar ela se levantar, mas ela me olha feio e me empurra.

– O que vocês estavam fazendo? — Lu volta a perguntar.

– Eu estava com falta de ar e sua irmã estava me ajudando. — eu falo e Karina me olha interrogando o por que eu sou um idiota.

– Eca, você tava com a língua dentro da boca dele. Isso é nojento, Karina. — ele fala pra sua irmã e então se vira e sai do quarto.

– Droga ele vai contar pro meu pai, pra todos lá na sala. — Karina diz.

– Calma, talvez ele tenha acreditado. — eu digo, me levantando e eu sinto o quão minhas calças estão apertadas. — Olha o que você fez.

– Ai meu Deus, você não pode sair assim. — ela fala desesperada olhando para minha virilha.

– Você poderia resolver isso. — eu digo, e ela me bate, de verdade. Um tapa no meu braço que eu sinto arder.

– Cala a boca, Pedro. Você é um idiota, um asno, um ridiculo.

– Que você estava montada, segundos atrás. — eu rebato, odeio quando ela me xinga.

– Por que eu sou uma idiota, que ainda é atraída por um idiota. — ela fala e então se aproxima de mim. — Sobre sua proposta, é não. Eu não quero me sentir assim, toda vez que nos pegamos.

– Você se sente mal porque está escondendo o que você quer. — eu digo me levantando e saindo do quarto. Eu estou com raiva, com raiva da Karina, com raiva por ter uma ereção enorme, raiva por que o Lucas tinha que aparecer, raiva por ter que passar na sala com a barraca armada, e ver todos percebendo o que tinha acontecido, raiva por ter que sair da casa deles sem nem poder dá um abraço ou me despedi. E raiva por Karina não admitir que seria maravilhoso se tivéssemos um bom tempo juntos. Quando estou quase fechando a porta, Dandara está atrás de mim.

– Pedrinho, eu te adoro. Mas depois dessa situação que aconteceu, Gael não vai deixar você voltar.

– Eu sei tia, e me desculpe por isso. E provavelmente eu não voltarei mais aqui. — eu digo envergonhada, maldita hora que aceitei esse convite pra jantar, eu sabia que iria querer a Karina, ou provocá-la.

– Eu te adoro, e tenho você como um filho. Eu só vou te avisar, se quer voltar com a Karina, okay. Eu adoro vocês juntos, e sempre vou torcer por isso.
Ela me abraça e eu fico mais envergonhado ainda, por que eu tinha que brincar desse joguinho com a Karina? Por que eu não posso ficar longe dela? Simples, por que você a quer demais. Eu ignoro meu pensamento, e vou pra perto do carro do Jonhy, e fico encostado ali e em alguns minutos depois ele desce, e me entrega um potinho.

– Minha mãe fez pra você. — ele diz segurando o riso. — Cara o Gael está chocado com sua .... você sabe com a situação que você saiu de lá. O Lucas disse que Karina estava salvando sua vida com a língua dela.

– Não tem graça, sua irmã é uma ... — eu paro no meio da frase, e resolvo esquecer isso. Só quero ir para casa e tomar um banho bem gelado.


Assim que cheguei em casa, nem fiquei de conversa com João, apenas entrei pro meu apartamento e fui direto para o banheiro tomar um banho frio, sei que poderia me aliviar só que preferi sofrer para aprender que pensar com a cabeça de baixo nunca dá certo, se bem que quando estou com aquela Esquentadinha nunca penso, eu faço. Sai do banho com a toalha enrolada em volta da cintura e fui direto pro quarto e coloquei apenas meu moletom e voltei pra sala apesar de ter TV no quarto, eu sempre gostei de passar um tempo na TV do sofá, são apenas 21h, eu passeio pelos canais e nada me prende, então eu acabo caindo no sono.
Acordo desesperado ao escutar batidas fortes na porta, pego meu celular e vejo que já são onze da noite, quem bateria aqui a essa hora? Me levanto e abro a porta e arregalo os olhos a ver Karina vermelha e sorrindo de lado pra mim. E quando eu vou dizer o quão surpreso estou, ela avança e se joga contra meu corpo e me beija, eu a segura ela cruza as pernas em volta a minha cintura. Eu ainda a beijando e segurando, dou uma fechada na porta com o pé e então ela escorrega do meu colo e para de me beijar e pega minha mão.

– Pensei melhor. Aonde é seu quarto? — ela fala e eu ainda meio tonto de sono, aponto para o corredor.

– Isso quer dizer um "sim"? — eu pergunto enquanto ela me puxa para o quarto.

– Isso quer dizer um: "quem sabe".

Notas finais
Aeeeeeee, K foi atrás do Pê e arrasou o coração dele. Mas será o que fez a K mudar de ideia? Vocês poderiam me contar ner. E gente estou roubando a brincadeira da minha outra fic com parceria com a Ray, que é fazer pergunta pra vocês e se acertarem ganham spoiler. Só que aqui será assim, eu farei apenas uma pergunta, e vocês escolheram entre S1 ou S2 (spoiler 1 ou 2) no final da sua resposta no comentário, e ai você ganha o spoiler que escolheu. O que acham? É bom que o pessoal que não comenta pode aparecer também. Vou fazer com uma e depois resolvemos se continuo ou não ... Pergunta: Quem está no carro com o Pedro, quando eles vão no programa de TV?