Notas iniciais
O mais esperado, nem vou tomar o tempo de vocês ... Obrigado pelos comentarias, e irei responder tudo hoje kkk E postei a meia noite, olha isso em ..

"Eu descobri o que é amar pelo toque dos teus beijos"

Jorge e Mateus

Depois da ligação do meu pai e ele me explicar que o Cobra não estava na cadeia que na verdade estava em prisão domiciliar, já que seus advogados logo entraram com as papeladas para sua liberação. A surpresa mesma foi quando contei para as meninas.

– Vocês não vão acreditar. Jade senta por que você ficar um pouco surpresa com isso. — eu digo, e percebo que ela já está sentada.

– Fala logo, Karina.

– O Cobra está sendo acusado de assassinato.

– Eu já sabia disto, Karina. — ela responde calma.

– Como assim sabia, Jade Gardel? — pergunto completamente chocada, olho para a Camila que também está surpresa.

– Simples, eu tenho um aplicativo no celular, e isso é a maior fofoca que está rolando.

– Por que você está tão calma e fria em relação a isso? — Camila pergunta.

– Eu e Cobreola não temos mais nada, e já faz tempo. Não quero saber da vida dele, igual vocês duas não querem saber do Pedro e nem do João.

– Eu não tenho tempo pra te entender agora, mas dançarina, vou te avisar que quando eu voltar, iremos conversar.

– Voltar da onde, sua doida? — Camila pergunta.

– Do Rio, estou indo pra lá. — as duas me olham como se eu estivesse louca, eu pego minha bolsa. — Meu pai me ligou pra avisar que Cobra não fala com ninguém, nem com os advogados. Só tem duas pessoas no mundo que consegue fazer Cobra abrir o bico, a Jade ou eu.

– E como eu não pretendo mover uma palha pra isso acontecer, você irá para o Rio por causa dele? — Jade pergunta emburrada.

– Sim, e se essa cara é ciúmes, você pode me impedir de ir a qualquer minuto.

– Não sonha, não irei. — ela bate o pé.

– Ta bom, você vai Karina. — Camila finaliza, e então se vira pra Jade. — Dê a chave do nosso apartamento no Rio pra ela, já que ela está indo pra lá, ela pode resolver aquelas pequenas pendencias que faltam.

– Karina, já que você está indo pro Rio, e pelo visto não sabe quando volta. Você fica no apartamento e não na sua casa, e aproveita pra terminar de decorar. — Jade diz pegando uma chave, e colocando na minha mão.

Me despeço das meninas e vou pra casa arrumar minhas coisas, e eu sei que se eu voltar vai ser pra me despedir e terminar as coisas da academia, pois já estou ansiosa pra esse projeto novo, acho que não poderia ter algo melhor pra fazer do que isso. Claro, que antes de isso tudo terei que ir ver meu amigo que com certeza deve ter aprontado alguma, não que eu ache que Cobra seria capaz de matar, ainda mais uma mulher. Cheguei em casa e peguei minha mala, e coloquei algumas roupas e logo liguei para meu pai avisando que iria primeiro no apartamento que iria morar e logo depois iria pra casa do Cobra.

•••

Quando cheguei no Rio, fui direto para o endereço que a Jade anotou pra mim, e me descobri gostando bastante do edifício, o porteiro me recebeu bem, e disse que a Jade já tinha ligado dizendo que eu apareceria. Quando cheguei no andar do nosso apartamento, eu entrei e me surpreendi com a decoração um pouco feita, assim que entra já está na sala e a cozinha é separada por um balcão, paro de prestar a atenção quando meu celular toca, fecho a porta e me sento no sofá.

– Oi pai.

– K eu to tentando te ligar faz tempo. — ele fala. — Eu te liguei pra avisar que não precisa vir correndo, Cobra não pode ver ninguém além dos advogados.

– Que droga, acabei de chegar, já estou até no apartamento. — eu digo bufando.

– Eu não consigo ficar triste sabendo que minha filhinha está perto de casa.

– Já até entendi seu Gael. — eu digo rindo. — Vou tomar um banho e trocar de roupa, pede pra Dandara caprichar na janta que a filha draga do Gael está indo pra ai.

Mando um beijo e digo que já estou a caminho, e aproveito pra tomar um banho. Eu fico meio triste por ter vindo correndo e não poder ir pra casa do Cobra, mas é a vida, já estou até preparando um discurso perfeito para meu melhor amigo.

O que mais amei nesse apartamento, que pelo preço é os olhos da cara, é que tem três quartos e todos com banheiro escolho o maior aproveitando que elas não estão aqui pra impedir. Tomo um banho e coloco um short e uma blusinha solta, e pego um chinelo. Já que estou indo pro Catete e pra casa da minha família, não preciso me arrumar tanto. Saio do apartamento e tranco a porta, e vou pra porta do elevador e aperto o botão e espero, e pego meu celular que tem uma mensagem da Jade.

"Chegou bem, lutadora? Ele está bem?" – eu sorrio, era ela que não queria saber do Cobra.

"Cheguei sim, e não sei se ele está bem. Não posso ir lá ver ele, ta proibido."

Respondi, e o elevador parou e abriu, eu entrei e quando o celular vibrou, escutei alguém gritar.

– Hey segura pra mim. — eu aperto o botão e volto a olhar pro celular.

"Ahh, entendi. Você já ta no apartamento, por que acabei de descobrir uma coisa, que você pode não gostar muito. Sobre um morador, daí."

– Você está no andar errado, Karina. — o cara que entrou diz, e eu sorrio.

– Não estou ... Espere, como sabe meu nome? — pergunto levantando a cabeça, e me deparando com o Pedro. — O que está fazendo aqui?

– Eu que pergunto, você veio visitar o João? — ele perguntam e eu fico sem entender. O que João tem a ver com isso?

– Não, eu acabei de dizer, eu moro aqui, quer dizer, me mudei hoje. — mesmo não querendo, eu explico. E então o elevador dá um tranco, e eu acabo me desequilibrando, e quase caindo fazendo ele me segurar. Viramos juntos para olharmos para o painel, e percebemos que está tudo apagado.

– Parece que estamos presos. — ele diz simplesmente, e eu fico que nem uma idiota olhando o painel.

– Não, não, isso não pode está acontecendo. — eu murmuro e então percebo que ainda estou me segurando nele. — Me solta, Pedro.

– Você que está se segurando em mim. — ele diz e eu reviro os olhos, saindo de perto dele, e aperto o botão de emergência do elevador é um interfone para portaria. O porteiro disse que é um problema que já estavam correndo atrás pra solucionar, e só pediu calma e paciência, minha vontade era gritar com ele e dizer, que ter calma ficando presa com Pedro Ramos era impossível. Ainda mais ele sorrindo pra mim com esse sorriso debochado, e me olhando desse jeito.

–Você está tão calmo. — eu digo, quando vejo ele mexendo no celular.

– A esquentada é você, e eu estava vendo se tinha sinal, mas é claro que não tem. Então o jeito é esperar.

Eu bufo, e então eu presto a atenção na porta e finjo interesse nisso. Droga, eu e minha sorte, como isso foi acontecer, ficar presa logo com ele. Ficamos ali, por alguns minutos sem falar nada.

– Olha eu sei que a gente não se fala, mas odeio silêncio. Podemos falar de algo. — eu no impulso digo.

– O que quer conversar, Srtª Ramos? — ele diz debochando.

– Por que você disse que eu tinha vindo ver o João?

– Por que ele mora aqui. — ele respondeu.

– Ai meu Deus, o João mora aqui também? — eu digo já pensando na Camila, e como ela e eu poderemos matar a Jade.

– Sabe acho isso interessante o fato de você vir morar aqui. Você está de volta pro Rio?

– Interessante não, foi a Jade que arrumou esse lugar, vamos nos mudar. Estamos voltando pro Rio.

– Sério? O que fez você voltar? — ele diz e então se aproxima de mim, e eu perco o ar. — Será que ficou sabendo algo de mim?

– Pedro não sonha, não voltei por você. — eu digo, mas fico nervosa com o quão perto de mim ele está.

– Se você diz. — ele fala e então me olha estranho. — Tenho pensado bastante em você desde aquele dia, e queria te pedir desculpas.

– Pelo o que exatamente? — eu pergunto.

– Por pensar que de alguma forma você iria se abrir comigo.

– Eu não falo sobre aquele assunto com ninguém, mas sei que fui uma grossa com você.

– Sabe, Karina, eu gosto quando você é grossa, e quando me batia eu adorava. Sou meio masoquista. — ele diz e eu começo a rir.

– Só você pra me fazer rir, nesse momento. — eu suspiro.

– Sabe o que estou me lembrando? De outra coisa que só eu conseguia fazer você sentir. — ele diz meio rouco, e o clima muda totalmente dentro desse lugar apertado. E eu reajo na hora, o empurrando.

– Não viaja, eu sabia que você estava muito educado. — eu reclamo, mas dá pra perceber o estremecimento.

– Você está nervosa, Esquentadinha? — Pedro diz zombando.

– Não, eu não estou. — respondo aos berros e tento empurrá-lo de novo. Ele dá um passo à ente e me agarra pelos pulsos, prensando-me contra a parede. Seu rosto está a centímetros do meu, e de repente percebo que estou ofegante. Sinto vontade de gritar para ele sair de perto de mim e manter a distancia. Sinto vontade de dar um tapa na cara dele e mandá-lo nunca mais se aproximar de mim. Mas não consigo. Estou paralisada junto à parede, hipnotizada pela visão de seus olhos me encarando e seu sorriso de lado zombeiro.
– Pedro, por favor. — são as únicas palavras que enfim consigo dizer. Só que elas saem em um tom baixo e suave. Não sei nem se estou implorando para ele me largar ou me beijar. Minha respiração ainda não
voltou ao normal, e percebo que a dele está acelerando, pela maneira como seu peito oscila. Os segundos parecem horas, e ele tira uma das mãos de cima de mim, mas a outra é grande e forte o suficiente para segurar meus dois punhos. Sua mão desliza pelo meu queixo e ajeita uma mecha de cabelos atrás da minha orelha. Sou capaz de jurar que ouço sua pulsação quando ele leva sua boca até a minha… e o fogo se acende sob minha pele. E eu me lembro como é perfeito o toque dele, ele solta meus pulsos e envolve minha cintura com um braço só e me puxa para colar nossos corpos e eu jogo meus braços em volta do seu pescoço. É como está em casa, só que com algumas mudanças, Pedro agora tem braços mais definidos, e uma agressividade que não tinha antes.

– Como isso é possível? — ele pergunta quando nos separamos para tomarmos ar. — Como você faz com que eu me sinta assim mesmo depois de anos?

Eu não deixo ele continuar falando, e grudo nossas bocas novamente, eu sei que se continuarmos falando, eu perceberei a grande merda que estamos fazendo, ele tem namorada, eu não gosto dele mais. Eu arqueio quando o sinto me pegar pela bunda e me levantar fazendo que eu cruze as pernas no seu quadril, e sinto minhas costas baterem na parede e eu gemo quando sinto que ele está tão excitado quanto eu. Eu desço do seu colo, enquanto ele arranca minha blusa e me olha com seus olhos tão escuros de desejo, e eu me sinto amada, me sinto especial como sempre me senti em relação a ele, é nesse momento que o elevador volta a pegar e começa a descer. E é exatamente ai que eu percebo a burrada que quase fiz, eu estava pronta pra fazer sexo dentro de um elevador com Pedro, meu primeiro amor.

Notas finais
Gostaraam ?? O que acharam do beijo, o que a K vi fazer, e o Pedro? Me deem opiniões e dicas do que querem .. Espero que tenham gostado, eu amei escrever... Agora a confusão começa e pegações tbm . haha Beeijos até segundaa ^^