Notas iniciais
Olá pessoal! Demorei um pouco mais em comparação aos outros capítulos porque estava com aulas para repor do curso que estou fazendo, vou tentar não demorar mais na sequência.
Vocês poderão reconhecer algumas frases aqui do musical do Kuroshitsuji 1 e de Supernatural.
Espero que gostem e boa leitura!

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– Como vai, “Sebastian”? – fala o rei do inferno.

Os dois demônios se encaram sem esboçar nenhum contentamento com o fato de estarem um diante do outro.

– Crowley... – Sebastian faz uma saudação.

Crowley apareceu depois do ritual de invocação feito na hora combinada, olha todos em sua volta e com certa curiosidade direciona seu olhar para o jovem conde que também o olhava. – O que temos aqui... — Crowley dá alguns passos em direção ao garoto e para a uma certa distância. – Ora, uma criança?? Não esperava por isso! – fala em meio a risos. – Então este é o seu mestre? Aquele por quem você passou anos em sua procura e causou tanto alvoroço? No mínimo achava que fosse mais alto!

Ciel muda sua expressão ficando sério e fala de maneira azeda: – Não sou criança.

Crowley ergue a cabeça fechando os olhos e aspira o ar vindo da direção do conde: – Ora, que surpresa você é garoto, poderia sentir sua raiva do outro lado da cidade. Tão jovem e tão... huumm tentador...

Ciel nada responde e desvia seu olhar para Sebastian que pigarreia para chamar a atenção do outro demônio. – Ontem fui informado que queria falar comigo. Bem, aqui estou.

– Isso mesmo, soube que precisa dos meus serviços e como você bem sabe, nós demônios não fazemos nada de graça. – falou o demônio voltando sua atenção para Sebastian.

– Na verdade, só procuro os meios de cumprir a vontade de meu mestre.

– A vontade de seu mestre... – repete Crowley – Vocês akumas... sempre tão ávidos em cumprir os desejos de seus mestres... não se cansam de serem tão servis? – fala o demônio enquanto dava uma volta em torno de Sebastian parando em frente dele o encarando novamente.

– Realizar os desejos de meu mestre é o meu dever até que a última ordem seja dada, afinal “Watashi wa akuma de shitsuji desu kara” (eu sou um demônio e um mordomo) – fala Sebastian em japonês.

– Meu caro, se um demônio como você estivesse do meu lado as possibilidades seriam grandiosas. Poderia ter todas as almas que quisesse... – fala Crowley tentando persuadir o demônio.

– Eu devo declinar da oferta. Só quero o meu jovem mestre, nada mais. Até que o cheque-mate seja dado eu serei seu humilde servo e irei segui-lo a toda parte. – responde Sebastian de maneira cortes.

– Sei... É a “estética” não é? Vocês akumas fazem tudo pelo bem de sua estética...

A conversa entre os dois demônios prosseguia enquanto Dean e Sam estavam próximos e ouviam tudo atentamente, lógico que não confiavam naqueles dois. A longa experiência na estrada os deixavam com a certeza que nada de bom poderia sair daquela situação, porém as circunstâncias os levaram até aquele momento e agora teriam que torcer por um resultado satisfatório. Sam fita Ciel que estava agora um pouco mais afastado encostado em uma parede com os braços cruzados e se aproxima do menor encostando-se também na parede. Dean continuou a ouvir o desenrolar da conversa. Um breve silêncio se fez e Sam olhava vez outra a pequena figura a seu lado. Sem dúvidas um lindo garoto apesar do tapa-olho e da expressão emburrada que sempre levava consigo. Sam tenta quebrar o silêncio: – Tem notícias de Rachel e Peter?

–Não. Nenhuma desde aquela manhã no hospital. – responde o garoto.

– Por que não vai falar com ela, ela pode estar preocupada com você. – fala Sam que continuou a fitar a expressão do garoto buscando sinais que pudessem ajudá-lo a compreender um pouco sobre a personalidade do jovem. Essa é uma das qualidades do Winchester mais novo, por ser um grande estrategista era perceptivo a linguagem corporal, ou seja, poderia ver através dos gestos inconscientes – Depois poderíamos ver como sua amiga está, que acha?

– ... não acredito que ela queira me ver depois de tudo o que aconteceu naquela noite... – fala o garoto. Sam nota que a expressão de Ciel se suavizou ao pensar na possibilidade de rever a jovem.

– Eu também quero saber notícias dela e de Peter. Se quiser posso dizer depois para você como eles estão. Ou se preferir poderia ir comigo e com o Dean para revê-los. — fala Sam.

– Porque está sendo tão gentil? O que você ganha com isso? – questiona o garoto para Sam.

– Nada. – responde o caçador o fitando. – Só pensei que quisesse revê-los, afinal são seus amigos.

– Amigos?... – Ciel parecia refletir com a palavra.

Dean que estava próximo acabou ouvindo a conversa entre seu irmão e o jovem conde e perdeu o fim da conversa entre os dois demônios. Crowley foi embora e Sebastian caminha em direção aos humanos presentes.

– E então? – pergunta Dean.

– Crowley irá cooperar. Será necessário que vocês busquem o “Dr. Carter” na delegacia primeiro e o tirem de lá. – fala Sebastian indo até Ciel e seguindo em direção à saída do galpão.

– E em troca do que ele fará isso? – pergunta Dean.

– Nada que tenha que se preocupar no momento. – responde Sebastian já de saída erguendo um dos cantos da boca em um sorriso torto.

...

***

Próximo da delegacia, a dois quarteirões de distância.

Dean e Sam estavam de terno conferindo os documentos falsos e suas armas que levavam na cintura. De modo algum poderiam levantar suspeitas ao entrar na delegacia e precisavam de uma boa desculpa para conseguirem levar o suspeito como agentes federais; Ciel, por sua vez estava confortavelmente sentado em uma cadeira na calçada de uma cafeteria nas proximidades com Sebastian ao seu lado.

– Ah, que homens tão elegantes. — subitamente Grell aparece deitado em cima de um carro, seus longos cabelos vermelhos balançavam ao vento e exibia um largo sorriso de satisfação ao ver os dois caçadores e seu demônio favorito. – Gosto de homens que cuidam de sua aparência.

– Você de novo? – fala Dean surpreso com a forma como que ele apareceu.

Grell dá um salto do carro e aterrissa graciosamente próximo de Sebastian que se afasta e vai para o lado oposto perto da rua.

– Oh, Sebas-kun! Tão elegante e frio como sempre. Você fica simplesmente ma-ra-vi-lho-so com esse estilo casual do século XXI! A cor escura da sua blusa fazendo contraste com sua pele pálida e cuidadosamente exposta do seu tórax masculino e viril quase faz meu coração voltar a bater novamente – fala Grell agora mais próximo do demônio, parecia até que pequenos corações voavam perto dele ao olhar para Sebastian parado ali em pé e logo os corações caem depois de fitar Ciel do lado e diz – E você azedo como sempre também.

– O que faz aqui? – pergunta o jovem conde ao shinigami.

– Vim aqui porque não consigo deixar de pensar em um certo demônio... oh Sebas-kun venha para meus braços – Grell abre os braços e dispara na direção de Sebastian que desvia no último segundo fazendo o shinigami ficar no meio da rua sendo quase atropelado por um ônibus. Grell desvia rapidamente se pendurando num poste.

– Sr. Grell, se pretende provocar um acidente coletivo ao se deixar atropelar por um ônibus peço que faça isso em outro lugar para não nos incomodar. – fala o demônio friamente.

– Oh Sebby, tão gentil... – fala Grell meio que abraçado no poste ainda. – Uma faísca de esperança aparece no meio da escuridão.

– Gentil? – Dean fala olhando para Sam que balança a cabeça em negação enquanto Ciel revira os olhos enfadado.

Grell desce para a calçada, Sebastian verificava e organizava melhor a posição dos pratos servidos para seu mestre na cafeteria e diz: Me desculpe, podemos lidar com você depois. Não temos tempo a perder. – notando a insistência do shinigami pergunta por fim: – Então, porque exatamente está aqui?

– Por que vim ver você... — fala Grell sentando- se perto do jovem conde cruzando as pernas e comendo um biscoito.

Sebastian se aproxima da mesa devagar com um sorriso ameaçador no rosto fazendo o shinigami meio que engasgar com o biscoito.

– Er... Tudo bem, tudo bem. Vim recolher umas almas por aqui. – responde o shinigami depois de tossir um pouco. – Embora, tudo que quisesse era ver você.

– Sr. Grell procure outra pessoa para suas investidas e de preferência bem rápido. – fala o demônio secamente.

– Na verdade posso encontrar outro alvo. – fala Grell direcionando os olhos para Dean que sente um calafrio lhe percorrer a espinha na hora.

– Tenho pena dele. – fala Sebastian balançando a cabeça em negação.

– Mas você é definitivamente melhor!! Não precisa ficar com ciúmes, querido. – Grell fala praticamente saltando da cadeira para perto do mordomo. Dean e Sam ouviam tudo meio que sem acreditar na situação que se desenrolava ali diante deles e de outras pessoas que estavam no local. No mínimo, quem estava presenciando aquela cena devia estar achando aquilo tudo muito extravagante.

– Vocês dois parem com essas bobagens! – fala Ciel com firmeza. – Temos trabalho a fazer e não podemos perder mais tempo.

– Sim, é verdade. Está na hora da Death! – fala Grell fazendo sua pose clássica.

– Pois vá fazer seu trabalho que faremos o nosso. – fala Dean querendo se livrar dele logo.

– Isso mesmo sr. Grell, vá e que seu caminho seja perigoso, bastante tortuoso e cheio de espinhos. – deseja Sebastian ao shinigami.

– Kyyaaa, estou satisfeito com isso! Até logo, queridos! – fala o shinigami se despedindo e lançando um beijo para Sam, Dean e Sebastian que claramente não estavam nem aí pra isso.

– Onde ele terá que pegar essas almas? – Sam se perguntava.

...

***

Sam e Dean entram na delegacia e vão até um policial mostrando os distintivos falsos.

– Viemos ver o homem que está se passando pelo Dr. Carter.

– Ah, sim. Por que agentes federais estão atrás de um maluco como ele? – pergunta o policial direcionando os dois até onde estava o prisioneiro.

– Maluco? Ele é suspeito das mortes de Ângela Davis, Charles Walker entre outros. Precisamos interrogá-lo também. – responde Sam.

– Em todo o caso, ele passou mal ontem e tivemos que chamar um médico e... – falava o policial para os agentes que escutavam tudo atentamente.

Quando chegam até o suspeito na área das celas percebem que os outros presos, mesmo em celas separadas, se mantinham nos cantos das celas meio que tentando se afastar dele.

– Como podem perceber os outros estão “desconfortáveis” com ele aqui. Acham ele muito esquisito. Quando outros policiais vieram falar com ele noite passada agia de forma estranha e disse ser o Dr. Carter, depois disse ser Charles Walker também. – informa o policial que estava visivelmente cansado. – Claramente ele é um perturbado das ideias ou finge muito bem.

– Você está bem, policial... Lopez? – pergunta Dean olhando o nome do oficial na farda dele ao notar o quanto ele parecia doente. – Tá suando pra caramba.

– Não muito bem. Mas daqui a pouco acaba meu turno e vou embora descansar. – fala o policial indo abrir a cela.

Sam toca de leve a mão de Dean e aponta com a cabeça para a mão direita do suspeito que agora estava com uma marca de nascença. O policial o algema e logo depois o direciona a uma sala mais isolada o deixando com os dois “agentes”. Sam e Dean ao perceberem que poderiam estar sendo vigiados tentam disfarçar e dar sequência ao interrogatório.

– Qual seu nome? – começa Dean.

– Anthony Wilson Jones. Quero a presença do meu advogado! Estou sendo acusado injustamente! – fala o homem algemado. – Quantas vezes mais serei interrogado?

– Só responda o que for perguntado! – fala Dean batendo na mesa e assustando o homem. Dean olha para Sam e fala com um sorrisinho pelo canto da boca: – Sempre quis bancar o policial mau.

– Senhor Jones você está sendo acusado pelas mortes de Ângela Davis, do Dr. Joseph Carter e de Charles Walker. O que tem a dizer em sua defesa? – pergunta Sam do outro lado.

– Eu nem sei quem são essas pessoas! E nem faço ideia por que estou aqui, sou somente um contador em Omaha, Nebraska. – responde o homem parecendo ser sincero.

Os dois irmãos se entre olham e seguem com mais algumas perguntas e por fim...

– Você já se sentiu irritado ou violento ou deprimido sem motivo? – pergunta Sam ao preso.

– Não.

– Você cresceu em qual religião, sr. Jones? – questiona Dean.

– E o que isso tem a ver com o porquê de estarmos aqui? – revida o preso.

– Apenas responda a pergunta! – fala Dean pressionando o homem.

– Não sigo nenhuma religião. E você “policial”? – pergunta o prisioneiro com calma olhando bem nos olhos verdes de Dean, como se pudesse enxergar sua alma.

Sam mostra para Dean que a marca de nascença da mão direita do homem tinha sumido – Precisamos tirar ele logo daqui – Sam alerta.

– Policial, vamos levar este homem sob custódia. – falam para outro policial que estava na porta da sala.

O policial os guia até o delegado que analisa a papelada para entregar o suspeito enquanto este estava sendo algemado em uma cadeira com dois policiais o vigiando na área principal da delegacia.

– Dia agitado hein. – fala Dean para o delegado enquanto olhava a delegacia pela janela da sala mais reservada.

– Pois é, a quantidade de crimes aumentou na cidade de uma forma digamos... inexplicável. E para completar alguns dos meus policiais estão ficando doentes – responde o delegado ao mesmo tempo que analisa a papelada dos dois agentes. – Tem algo errado com esses documentos.

– Impossível. Mas se precisar pode ligar para nosso superior. – informa Dean se aproximando da mesa do delegado. O superior na verdade era Bobby, sempre que precisavam que de uma confirmação de algum chefe davam o número de Bobby.

...

Simultaneamente na parte principal da delegacia pessoas prestavam queixas e policiais entravam trazendo outros presos. Lá estava algemado o suspeito das estranhas mortes que levou os dois caçadores àquele local. Um dos policiais o tinha algemado na cadeira que fica presa ao chão o fazendo sentar, mais dois oficiais estavam próximo para evitar qualquer tentativa de fuga.

– Bem, “Anthony” aguarde aqui. – dito isso o policial sentou-se na cadeira próxima a sua mesa e dali prestava atenção ora ao suspeito ora a uma papelada que examinava.

Mais adiante o policial Lopez estava em pé perto do filtro bebendo um pouco de água quando começa a tossir alto novamente.

– Lopez, você está bem? Está pálido e todo suado. – pergunta um companheiro de trabalho.

– Eu não sei, acho que preciso de um médico. – responde o outro em meio à tosse que se prolongava e se apoiando na parede. – Minha garganta dói.

Outros três oficiais que estavam com os mesmos sintomas também começaram a passar mal na mesma área principal da delegacia, seus colegas se aproximavam para ajudá-los. O policial que estava vigiando Anthony W. Jones observava tudo do local em que estava, levanta-se para ajudar e vê o preso algemado na cadeira se contorcendo e balbuciando palavras desconexas em uma voz inumana.

– Que merda é essa? – fala o policial indo até perto do preso. Quando se aproxima e olha mais de perto o homem estava com a cabeça pendendo para trás. O corpo agora também estava se contorcendo de uma forma considerada impossível para alguém que ainda possuía coluna vertebral. – Meu Deus!! – grita o policial ao vê-lo, chamando a atenção dos outros na delegacia.

– Tente de novo. – fala o oficial do lado do estranho homem algemado revelando seus olhos demoníacos. O demônio torce o pescoço do oficial o matando.

– Mãos pra cima!! – grita outro oficial. – Adam (esse era o nome do policial que o demônio possuía), mantenha as mãos onde eu possa ver! Por que você o matou??

O demônio que possuía o corpo do oficial ergue as mãos como o outro ordenou. Outros policiais o cercam também e cuidadosamente um dos oficiais tenta se aproximar, porém outro policial se aproxima e torce o pescoço deste revelando também seus olhos negros demoníacos. Começam a atirar nos dois que permanecem em pé para o espanto de todos na delegacia. Os poucos civis que estavam no local começam a gritar e a fugir do local.

...

Na sala do delegado o oficial já estava com o telefone para fazer a ligação e confirmar a autenticidade do documento apresentado pelos dois “agentes” quando eles começam a ouvir tiros e gritos vindos da área principal da delegacia, o delegado vai ver o que se passava seguido pelos dois agentes. Quando chegam ao local se deparam com as pessoas correndo assustadas para a saída só permanecendo alguns policiais e os que estavam algemados em cadeiras. Dean e Sam viram os dois demônios com as fardas ensanguentadas perto de “Anthony Wilson Jones”. Com o gesto de um deles as portas foram fechadas e ninguém mais conseguiu sair da delegacia.

– Quer a sua comida? – fala o demônio em tom zombeteiro quebrando a algema que prendia o estranho homem à cadeira. – Vai buscar!

O amaldiçoado estava solto. Erguesse da cadeira lentamente reorganizando o corpo antes contorcido diante de todos e caminha a passos calmos em direção ao policial Lopez que tenta fugir e cai porque se sentia bastante fraco. Dois policiais tentavam em vão ajudar o companheiro caído, porém quando notaram a aproximação do estranho homem se afastaram. Lopez tentava se levantar mais o corpo parecia não obedecer, “Anthony” se abaixa inclinando a cabeça pra lateral e olha a expressão assustada do oficial.

– Não me machuque, por favor. – o oficial Lopez praticamente implorava.

O amaldiçoado nada diz e com as duas mãos abre a boca do policial deslocando seu maxilar, abaixa-se e diante de todos aproxima seus lábios perto da boca do outro e uma luz suave começa a sair da boca do oficial sendo sugada pelo estranho homem... por fim o oficial para de se debater e o amaldiçoado cai próximo ao corpo sem vida se debatendo e depois de um breve momento se aquieta. A delegacia ficou em um mórbido silêncio que se quebrou com as risadas dos dois demônios no local.

– Ora, ora... o que temos aqui? Os irmãos Winchester. Que coincidência encontrar vocês. – fala o demônio com cinismo possuindo o corpo do policial Adam. – Ah espera. Não foi coincidência.

O outro demônio apareceu por trás dos dois irmãos e os arremessou contra a parede, o delegado descarregou sua arma no peito do demônio que simplesmente ergue uma das mãos e em um gesto faz a cabeça do delegado girar quebrando seu pescoço. Os dois demônios caminharam em meio aos olhares incrédulos dos demais oficiais até os dois caçadores. Quanto ao amaldiçoado estava agora sugando a alma de outro policial que apresentava os mesmo sintomas do oficial Lopez. Um dos demônios encarou Dean no chão e se aproximou, porém o caçador sempre precavido joga água benta no rosto dele e tenta fazer o exorcismo, mas o demônio o ataca apertando o pescoço dele impossibilitando-o de falar. Quanto a Sam o outro demônio também tentava estrangulá-lo, queriam dar uma morte dolorosa aos dois irmãos. Dean consegue arrumar forças e dá dois socos no rosto do demônio que nada sente e aperta mais ainda sua mão no pescoço do caçador, Dean pega a faca da Ruby presa em sua cintura e coloca na garganta do demônio que afrouxa seu aperto agora. O demônio olha para o outro que compreende a situação e solta Sam.

– Porque estão aqui? – pergunta Dean.

– Para libertar nosso bichinho de estimação. – fala o demônio com desdém se referindo ao amaldiçoado.

– Seu maldito! Você matou pessoas inocentes aqui! – esbraveja Dean.

– Alôôu, demônio malvado, lembra? – fala o demônio com cinismo.

– Ah, que droga. – fala o outro demônio perto de Sam o que faz todos desviarem sua atenção.

– Olá rapazes. – fala uma voz familiar.

– Crowley o que faz aqui? – pergunta Dean surpreso ao vê-lo ali. – Espera aí, você os mandou pra cá buscar aquele cretino sugador de almas e os deixou fazer essa zona?

– Na verdade não. Estava buscando esses dois, foi somente uma “terrível” coincidência eles estarem aqui. – o rei do inferno deu de ombros. – Portanto, ser for matá-los não se incomodem com a minha presença.

– Como é que é? – Dean pergunta.

– Senhor, não acho que isso seja... – o demônio começou a falar mais foi interrompido por Crowley.

– Sei exatamente o que vocês dois andam fazendo. Deduraram vocês. Já ouviu a frase: “Não se pode servir a dois senhores”? – fala o rei do inferno seriamente.

– Senhor, por favor não... – parecia que os demônios iam começar a implorar.

– Achavam que eu não iria saber? Eu sou o rei do inferno!! – Crowley esbraveja colérico. – E agora vocês se expõem na frente de vários humanos. – enquanto falava abre os braços mostrando as pessoas na delegacia era um grupo de mais ou menos dez oficiais que estavam agachados no chão bastante assustados (os outros conseguiram fugir antes dos demônios trancarem a delegacia). Crowley fez todos ficarem inconscientes com o estalar dos dedos. – Se isso se espalha e um deles um dia fosse fazer um pacto? Depois disso iriam pensar duas vezes antes! A maioria dos humanos sentem medo quando se deparam com o sobrenatural e o medo os fazem recuar. Precisamos de credibilidade e não de idiotas como vocês incapazes de pensar à frente. Agora me passe os dois idiotas aí. – fala para os dois caçadores.

Dean e Sam estranharam um pouco a conversa: O que fará com eles? – pergunta Sam.

– Farei deles um exemplo. – diz o rei demônio com um sorriso perverso nos lábios.

– O que você quis dizer com “Não se pode servir a dois senhores”? – questiona Sam intrigado.

– Vocês andam bem ocupados rapazes, caçando como vocês falam. Acreditem, não sou o responsável dessa vez.

– Sim, algo a ver com a chegada daquele garoto na cidade. – fala Dean.

– O garoto não é o problema, pelo menos não totalmente. – informa o rei do inferno.

– O problema maior seria quem o trouxe para cá. – conclui Sam.

– Exatamente – fala Crowley.

– Sabe quem é e onde podemos encontrá-lo?- pergunta Dean.

– Claro, mas não é tão simples assim — informa o demônio. – Por isso eu disse aos meus rapazes pra ficar longe de vocês POR ENQUANTO. Afinal tenho um favor a cobrar daquele akuma quando minha parte for cumprida. Portanto, vou ficar de fora e vocês venham comigo. – ordenou o demônio aos outros dois. Crowley ergueu a mão chamando os dois demônios que são arrastados pelo poder do outro até caírem de joelhos diante do rei do inferno.

– Até logo, cavalheiros. Estarei esperando no local combinado para a minha parte do trato. – se despede o demônio sumindo logo em seguida com os outros dois.

Sam e Dean olham ao redor e constatam que o melhor a fazer será saírem logo dali levando o amaldiçoado (aproveitando que ele estava como que desacordado depois de ter sugado alma do terceiro policial minutos antes quando Sam e Dean tentavam se livrar dos demônios do local).

...

Horas depois em um terreno descampado distante de Phoenix na hora marcada Sebastian, Ciel e os dois caçadores estavam com o prisioneiro no porta-malas de um carro. Crowley aparece e diz: – Bem, aqui estou.

Sam e Dean vão até o carro e tiram o homem do porta-malas levando-o até o demônio. O homem estava com as mãos e pés acorrentados e aparentemente bastante assustado.

– O... onde estamos? Quem são vocês? – perguntava o homem, mas ninguém fala nada. – O que querem comigo??

Crowley ergue a mão direita em direção ao chão e um forte tremor é sentido. O vento começa a soprar violentamente, era por volta das 16h30min e o dia que estava claro começou a escurecer naquele pequeno ponto do Arizona, Sebastian se afasta com Ciel, Sam e Dean também se afastam deixando o homem sozinho. As correntes se soltam, porém ele não conseguia se mexer e grita desesperadamente por socorro.

Em meio aos gritos de desespero o chão começa a ceder embaixo do homem, labaredas do fogo infernal chegavam à superfície, mãos demoníacas e desesperadas surgiam do solo e agarravam o amaldiçoado. O toque daquelas mãos queimava ao contato com a pele humana dele. Ele estava sendo puxado literalmente para o inferno, lugar ao qual pertencia e que nunca deveria ter saído.

Sebastian e Ciel olhavam tudo a uma distância segura assim como Sam e Dean, a cena era forte demais mesmo para olhos como os dos dois caçadores que achavam que já tinham presenciado de tudo. Sebastian percebe que Ciel olhava o desenrolar da cena atentamente (na verdade com o olho bem aberto assim como a boca). Apesar que o jovem conde já sabia o que iria acontecer, pois seu mordomo já tinha explicado tudo para ele, ver aquilo tudo era algo deveras perturbador.

– Está feito. – fala Crowley.

Os demais se aproximam com cautela e verificam o local onde antes estava o estranho homem. O solo estava no lugar como se nada tivesse acontecido.

– Sebastian, quanto ao favor que você me deve, no momento certo o chamarei.

E Crowley desaparece deixando os quatro naquele lugar isolado com lembranças nada agradáveis de minutos atrás...