Esse Jovem Conde, No Século XXI!
14 Reencontro. Parte 1
Notas iniciais
Obrigada a todos que estão favoritando minha fic: TioCookie, Sakurasinha, Bocchan, Mina Phantomhive, Mayumi Cho, Glaucia Kawata e jadeKagamine.
Espero não ter esquecido ninguém, ok. E que continuem gostando da estória, rs.
Boa leitura!
De noite na suíte presidencial Sebastian conduzia Ciel até a cama, o menor praticamente não falou nada desde o ocorrido horas atrás. Parecia perdido em pensamentos... Uma hora antes também não protestou quando o maior lhe deu banho como antes fazia e para completar mal tocou no jantar.
– Bocchan, o que lhe preocupa? – questiona o mordomo.
– Nada...
– Pelo visto a cena foi deveras forte para o jovem mestre presenciar.
– Só estou com muita coisa em mente, estes últimos dias aqui não estão sendo nada fáceis.
– Entendo... – Sebastian se afasta um pouco da cama, iria deixar seu mestre ter uma boa noite de sono. – Por favor, tente descansar.
– Sebastian... – Ciel o chama meio sonolento – Fique até eu dormir.
Sem o menor perceber Sebastian esboça um leve sorriso de satisfação ao acatar o desejo de seu mestre – Sempre estarei ao seu lado, jovem mestre. – fala o mordomo gentilmente se aproximando mais da cama. – Até o fim.
Minutos depois Ciel dormiu...
***
Um dia depois
De manhã em um pequeno restaurante nos arredores de Phoenix, os dois caçadores tomavam seu café-da-manhã. Eles decidiram permanecer um pouco mais na cidade por causa da sucessão de acontecimentos e para ficar de olho no mordomo demônio e no garoto.
Sam tomava uma vitamina acompanhado com um sanduiche de queijo e olha para o café-da-manhã de Dean: – Jura? Um x-burguer com refrigerante como café-da-manhã? – Sam fala em tom de reprimenda ao irmão mais velho.
– E daí? É quase 11h30min da manhã em algum lugar do mundo. – responde Dean sem se importar. – E o refrigerante é light. – Sam arqueia as sobrancelhas – Que que é? Só tinha desses. – fala Dean por fim. – E aí? Mais alguma coisa acontecendo nessa cidade? – pergunta Dean despreocupadamente bebendo um pouco do refrigerante.
– Não sei, as coisas estão meio quietas por aqui. Sem sinais de atividade demoníaca até onde eu sei... – responde Sam olhando a tela de seu laptop que estava ao lado.
– É bom pra variar.
O celular de Sam começa a tocar e ele atende enquanto Dean dá uma bela mordida no X-burguer.
– Alô?
– Senhor Winchester, aqui é Ciel Phantomhive.
– Oi, Ciel. Tudo bem? – Sam responde gesticulando para Dean que quase engasga quando ouviu seu irmão pronunciar o nome do garoto.
– Sim... você disse que iria ver Rachel e Peter. Ainda vai?
– Isso mesmo. Você quer ir? – pergunta Sam a Ciel que ficou em silêncio do outro lado da linha. – E então?
– Vou. – falou o conde com firmeza por fim – Sabe se Peter saiu do hospital?
– Não sei. Estamos mais próximos do hospital, pensei em ir lá primeiro e saber alguma coisa...
– Ok, nos vemos daqui a pouco lá. – Ciel encerrou a ligação.
Dean olhava o irmão meio surpreso – O que significa isso? Não me diga que você combinou de irmos com aquele garoto e seu demônio particular?
– Basicamente – responde Sam. – Dean, seja como for, ele é só um garoto.
– Ele é mestre de um demônio, Sam. Não é um garoto qualquer.
– “Mantenha os amigos perto e os inimigos mais perto ainda”. – Sam cita uma frase bem conhecida do general chinês Sun-Tzu do século V, autor do famoso livro "A Arte da Guerra", com isso Dean se cala compreendendo a mensagem.
Simultaneamente em outro ponto da cidade. Ciel entregava o celular a Sebastian, depois foi terminar seu café-da-manhã que já estava no quarto. Sentou-se em uma cadeira e com calma pegou o chá que o mordomo lhe servia e diante do carrinho do serviço de quarto que trazia a refeição com vários tipos de alimentos escolheu comer algumas frutas e torradas. Uma hora depois Sebastian guiava Ciel à saída da suíte e caminhavam pelo longo corredor do hotel em direção ao elevador.
– Vejo que o jovem mestre se sente melhor. Será possível relaxar hoje já que uma de suas preocupações foi literalmente levada embora.
– Sim, é verdade. – responde o menor.
Sebastian se aproxima e inclina a cabeça em direção ao rosto do conde puxando gentilmente sua face em sua direção e rouba um beijo.
– Por que fez isso?? – Ciel cora rapidamente. – Alguém pode ver esse seu atrevimento!
– Estou ajudando meu bocchan a relaxar – provoca o demônio. – Não me importo que alguém veja.
– Fazer-me isso te diverte? – questiona o garoto passando a mão nos lábios como que para tirar a lembrança daquele beijo.
– Muito. – responde o demônio com um sorriso maroto na boca. – Realmente se sente solitário, bocchan? Se me permite, não é do seu feitio agir assim... – provoca um pouco mais o demônio.
– Assim como? – questiona o conde.
– Me refiro à senhorita Rachel Collins e Peter Thompson, nunca imaginei que o jovem mestre quisesse... amigos. Lembro-me o quanto milorde era antissocial. – fala em tom de deboche.
– Minha vida particular não é da sua conta. Com quem eu falo também não lhe diz respeito. – Ciel virá o rosto e caminha em direção ao elevador. Quatro pessoas aparecem no mesmo corredor só que mais distantes, ao que parece se aproximavam para descer também pelo elevador, Sebastian segura o braço do garoto trazendo-o consigo rapidamente para outro corredor em um ponto cego das câmeras de vigilância e de modo que saíram do campo de visão dessas pessoas. – Seu atrevido! Como ousa...
Sebastian o coloca contra a parede encostando seu corpo ao dele e o silencia com um beijo. Ciel tenta resistir um pouco, porém sua força era inútil diante dos avanços daquele demônio. As mãos esguias, detentoras de uma força descomunal, percorriam de maneira suave e sinuosa ora entrelaçando os dedos nos cabelos lisos do menor ora percorrendo suas costas até chegar aos quadris, Ciel sentia-se invadido pelos toques do maior que pareciam não ter fim. As pessoas se aproximavam mais do elevador conversando despreocupadamente sem imaginar o que estava ocorrendo ali tão perto delas. Depois de um momento seus lábios se separaram e Sebastian analisava todas as reações do seu bocchan tocando-lhe a face rosada pelo constrangimento, Ciel arfava, estava com os olhos fechados e com as mãos apoiadas nos ombros do maior. Ciel abriu seu olho esquerdo lentamente e o que viu diante de si foi o olhar faminto de cor rubra e brilhante do outro.
Antes que Ciel pudesse emitir qualquer som Sebastian colocou o dedo indicador sobre os lábios do menor o interrompendo – O jovem mestre não quer ser pego em flagrante, não é? – Ciel olha o pequeno grupo de pessoas que se aproximava do elevador e ele, orgulhoso como era não deixaria ninguém vê-lo naquela situação, então não falou nada torcendo que eles apertassem logo o botão para irem pelo elevador, nem que fossem para o inferno, mas que fossem embora logo dali.
– A descoberta do prazer é algo extremamente delicioso, bocchan – sussurra o demônio próximo ao ouvido do menor lambendo sua orelha logo em seguida. O demônio queria provocá-lo mais, então, deslizou uma das mãos até o tórax do conde e abriu alguns botões de sua camisa, sua mão percorreu o peito do menor e concentrou carícias no mamilo rosado intercalando com lambidas estratégicas, o que fez o menor estremecer diante do toque lascivo e frio em seu peito quente. Sebastian se deliciava com cada reação e gemido contido do garoto.
– Não brinque comigo dessa forma... – Ciel sussurrou.
O demônio percorreu com sua língua um trajeto invisível até o pescoço do jovem conde e sussurra em resposta: – Não estou brincando... bocchan. – se é que é possível Ciel corou mais ainda ao ouvir a voz máscula e sexy de seu servo falando-lhe ao ouvido, Sebastian o olha intensamente e ele vira seu rosto para o lado, tentando fugir do encarar desejoso de seu servo. O jovem conde percebe que as pessoas que estavam no corredor à espera do elevador finalmente se foram e Ciel finalmente se desvencilhou dos braços do maior e se afastou impetuoso e esbravejando enquanto tentava se recompor. Se quisesse o demônio poderia tomá-lo para si naquele momento e concluir o que começou, mas estava se divertindo vendo o quão longe poderia chegar com seu bocchan. Como demônio de um Phantomhive o que faria se não pudesse tentá-lo e provocá-lo um pouco mais? E com um sorriso provocativo caminhou seguindo seu mestre até o elevador.
– Você está bem? – perguntou um homem de uns cinquenta anos acompanhado de sua esposa e filha ao menor ao notar seu rosto vermelho. Ciel e Sebastian já os tinham encontrado algumas vezes pelo hotel, às vezes no elevador ou no saguão, apesar de não saberem seus nomes o menor sabia se tratar de alguém renomado no Arizona. – Você está vermelho como um tomate.
– Estou bem. – Ciel imediatamente desvia o rosto para outra direção para não encarar os olhos curiosos daquele homem e de sua família. Estava irritado e não queria ter que inventar desculpas ao tentar dar uma explicação. Sebastian estava próximo ao garoto com sua expressão simpática novamente ao saudar a família daquele senhor. Olhando o mordomo agora ninguém poderia imaginar o que se passou minutos antes. – Minha roupa, arrume-a! – Ciel dá uma ordem clara ao mordomo que se abaixa no elevador mesmo e começa a organizar o que antes ele mesmo tinha bagunçado de maneira tão pervertida. Os demais estranharam a atitude tão autoritária do garoto ao lidar com o empregado, o que deve ter se passado na mente deles era “Que garoto pedante! Mesmo sendo seu empregado a forma como o trata é deveras arrogante”. Sebastian era o que muitos chamariam de empregado perfeito, naquele luxuoso hotel o mordomo já era conhecido e ninguém tinha nada para falar a seu respeito a não ser o quanto era bem informado, pontual com suas obrigações, gentil e educado. Quanto ao jovem mestre daquele exemplar empregado, bem só sabiam o quanto era “comportado para uma criança daquela idade”, o quanto seu comportamento altivo e refinado sempre chamava a atenção dos demais hóspedes e o quanto era dependente daquele mordomo que ao que parece era também seu guarda-costas particular (mesmo que o negasse).
Já de saída no saguão principal do hotel a esposa do senhor que estava no elevador chama o mordomo rapidamente e diz: – Imagino que os pais desse garoto inglês estejam lhe pagando muito bem, mas com o seu talento poderia trabalhar em qualquer lugar. – informa a mulher. – Não precisaria passar por situações como essa do elevador.
– Obrigado pelo elogio, senhora. Mas sou fiel ao meu jovem mestre, nunca o deixaria. O mestre não tem mais seus pais, portanto receberei o pagamento dele – responde o mordomo e logo depois se afasta indo em direção ao garoto que o aguardava impaciente.
Ciel ouviu um pouco da conversa e diz baixo: – Não bastasse o que me faz ainda quer sair como o bonzinho da estória é?
– O jovem mestre sabe que sou assim. E é por isso que me quer ao seu lado, certo?
– Cale-se! – esbraveja o garoto indo até a saída seguido por um servo satisfeito.
***
Dean e Sam aguardavam Ciel e Sebastian em frente ao hospital quando viram os dois chegarem.
– Achei que não viriam mais. – reclamou Dean.
– A culpa foi minha, perdoe-me. – informa o mordomo depois direcionando seus olhos ao garoto em cumplicidade, porém este fingiu que nem era com ele.
Dean olha para os dois sem compreender o que ele quis dizer.
–Vamos? – Sam adiantou-se e caminhou em direção ao hospital seguido pelos demais.
Conversando com o médico, souberam que Peter estava fora de perigo e que depois de mais alguns dias poderia voltar as suas atividades normais. Devido as circunstâncias ao qual foi trazido e pela insistência dos dois irmãos puderam ir no quarto que o rapaz estava. O médico avisou que poderiam ficar só alguns minutos, entrou no quarto e avisou Peter sobre a visita e que não se exaltasse. O rapaz estava com curativos espalhados pelo corpo e estava recebendo soro na veia. Reconheceu Sam e Dean assim que entraram no quarto.
– Oi, Peter. Como está? – pergunta Dean.
– Vivo. – responde o rapaz exibindo um sorriso calmo. – E isso graças à ajuda de vocês. Obrigado.
Dean e Sam retribuem o sorriso e Sam fala: – Então se lembra de tudo o que aconteceu?
– Sim, aquela coisa estava dentro de mim, me fez fazer coisas horríveis... – Peter ficou com o olhar vazio por um instante – Por mais que tentasse não conseguia controlar minhas ações, só ficava lá... vendo tudo acontecer e me sentido cada vez mais fraco...
– Eu espero que você possa seguir com sua vida depois de tudo que aconteceu. – fala Ciel encostado na porta do quarto.
Peter não tinha notado a presença do garoto minutos atrás e Ciel se aproxima mais da cama onde Peter estava. Sebastian não entrou, foi instruído pelo jovem conde a permanecer fora do quarto.
– Oi, Peter – fala o garoto fitando a expressão do rapaz.
– ...oi...
Um silêncio constrangedor se apoderou do ambiente, o jovem conde de certa forma já imaginava que isso poderia acontecer...
– Lembro o que aconteceu naquela noite claramente. – Peter quebrou o silêncio – Foi a melhor escolha ter tirado aquela coisa de dentro de mim sem mais demoras... Tudo o que aquela coisa me obrigou a fazer... minha família... não pensei que sobreviveria a isso. – terminou o rapaz em meio às lágrimas.
– Não foi sua culpa. Esses demônios usam e abusam dos que possuem. A maioria dos humanos possuídos tem mortes dolorosas. O importante é que você está bem e vivo. – fala Dean tentando reconfortar o rapaz. – Você tem com quem ficar depois que sair do hospital?
– Sim, tenho parentes do outro lado da cidade. Por sorte eles não moram perto do meu bairro... quando sair daqui irei morar com eles... – responde Peter com a voz ainda um pouco embargada e depois fitou Ciel em silêncio, o garoto estava pelo visto muito bem. O rosto do pequeno em sua frente exibia os mesmos traços infantis e o mesmo ar refinado que ele conhecera através de sua amiga, Ciel usava uma camisa cinza de mangas curtas com botões brancos e uma calça jeans, sapato esporte fino escuro. – Você parece estar muito bem, Ciel. Essas roupas combinam muito mais com você. – Peter fala sem tanta animação.
– Ah, bem... não me preocupo muito com minhas roupas, meu mordomo é que cuida do meu vestuário. – fala Ciel.
– Seu mordomo... Então “aquele” é o seu mordomo... – Peter também não se esquecera daquele homem. Apesar de que estava possuído no momento que Sebastian chegou à casa de Rachel naquela fatídica noite, lembra muito bem o que se passou, nunca esquecerá o que ocorreu quando foi duramente “interrogado” por aquele demônio. Inconscientemente, Peter se encolhe um pouco na cama hospitalar diante das três pessoas presentes.
– E Rachel como está? – pergunta Sam tentando mudar o rumo da conversa e amenizar o clima de insegurança que estava estampado no rosto do rapaz.
– Soube que sempre que possível ela vinha me visitar, mas desde que acordei ainda não a vi. – informa o rapaz. – Pode ser que não pode mais vir por causa das aulas e do trabalho.
– Mesmo assim é muito estranho. Rachel não deixaria de vir sabendo que você já acordou, mesmo que só pudesse ficar por pouco tempo. – fala o jovem conde.
Peter por mais que tentasse não conseguiu ver o garoto a sua frente como antes, os dias divertidos que eles e a amiga tiveram antes do rapaz ser possuído pareciam cada vez mais distantes. Principalmente quando descobriu mais sobre o menor a sua frente.
– Por que...? – Peter pergunta com a cabeça baixa.
– O que? – questiona Dean.
– Por que você tem um demônio como um empregado? – o rapaz completa a pergunta.
O silêncio se apoderou do quarto novamente e os três voltaram sua atenção para Ciel, esperando uma resposta.
– É complicado...
– Foi um momento de fraqueza ou o quê? –Dean também estava curioso, mas o tom da pergunta provocou uma resposta azeda por parte do menor.
– Que eu saiba, nem você ou o seu irmão estão em posição de me julgar aqui, sr. Winchester. – Ciel claramente deu a entender que sabe sobre o que ocorreu com Dean e Sam tempos atrás, (Dean vendeu a alma para trazer o irmão de volta à vida e Sam já foi a casca do próprio Lúcifer para que este pudesse andar sobre a Terra, ambos voltaram do inferno graças ao anjo Castiel) provavelmente Sebastian falou um pouco sobre os dois caçadores para o jovem conde.
Dean já estava pronto para revidar quando Sam interrompe: – Calma que ninguém aqui quis ofender. Só estamos também curiosos. Afinal, você é o primeiro que conhecemos como contratante de um akuma.
– Foi por causa de sua família? – questiona o rapaz com a expressão pesarosa.
– Não. Eu fiz isso por mim mesmo! Eu queria proporcionar para aqueles que traíram a família Phantomhive o mesmo nível de humilhação e sofrimento que me fizeram passar. – responde o jovem conde com tom frio e seguro na voz.
– Você não tem... medo? – Peter perguntou.
– Não. E nem me arrependo das minhas escolhas.
As palavras ditas sem medo e sem remorso pela boca daquele garoto causaram um certo impacto aos três. O médico entra no quarto interrompendo a conversa e pede que todos se retirem. Ciel sai primeiro da sala sob os olhares curiosos dos caçadores e de Peter. Ao sair é seguido por Sebastian que estava em uma cadeira do lado de fora do quarto, o demônio passa pela frente do quarto de maneira séria e calma, durante os poucos passos que deu em frente à porta lentamente volta sua face emoldurada por fios de cabelos lisos e negros fitando seus olhos rubros no rosto de Peter que o reconhece imediatamente (parecia que um filme se passava na mente do rapaz relembrando aquela noite na casa de Rachel). Sam apoia a mão direita no ombro do rapaz que se assusta com a interrupção de seus pensamentos e se despede, Dean faz um aceno com a cabeça e os dois saem do quarto também, deixando para trás um rapaz com uma nova perspectiva do mundo que ele jamais poderia imaginar. E que nem poderá comentar...
...
Do lado de fora do hospital
– Isso está estranho. – fala o Dean em tom pensativo. – Se a garota estava vindo esse tempo todo aqui porque não apareceu mais depois que ele acordou?
– Seria bom dar uma passada na casa dela só por garantia – fala Sam – ou no trabalho dela. Vamos nos separar.
– A essa hora ela está na escola. Posso ir lá só para conferir. – fala Ciel que logo sai em direção a Sebastian que o aguardava mais afastado.
– Que que isso? Agora trabalhamos em equipe? – fala Dean a Sam enquanto seguiam até o carro. Sam deu de ombros, afinal a garota é amiga, por assim dizer, do conde.
...
Horas depois os quatro se encontram na frente da casa de Rachel.
– E aí? – pergunta Dean a Ciel e a Sebastian quando os veem chegar.
– Não está na escola e já têm uns dois dias que vem faltando aula. – responde o demônio.
– Tem dois dias que ela também não aparece para trabalhar. – fala Sam vindo do restaurante.
– E na casa ela não está, já conferi. A casa está com uma placa de venda. – informa Dean apontando para a placa na lateral da casa. – Perguntei também a alguns vizinhos e ninguém sabe dizer onde ela está e disseram que não a veem tem uns dias.
– Placa de venda? Mas ela dava a entender que gostava de morar aqui. Onde ela pode estar? – Ciel se perguntava.
– Ela pode estar com algum parente em outra parte da cidade depois do que aconteceu. – fala Dean. – Talvez ela tenha resolvido se mudar mesmo e virá pegar as coisas dela depois.
– Rachel é emancipada e não se dava bem com sua parenta pelo que sei. – informa Ciel.
– Hum, e você chegou a conhecer essa parenta dela? – questiona Sam.
– Não.
– Sabe, naquela noite que nos conhecemos, por assim dizer, a casa tinha sido invadida por aqueles três. Será que o sumiço dela tem relação com isso? – Dean questionou.
– Não acho que aqueles três causariam problemas depois do que aconteceu, mas em todo caso seria melhor averiguar. – fala Sam. – Tem alguma ideia onde poderíamos encontrar aqueles caras? – Sam pergunta a Ciel.
– Não, na verdade eles é que nos encontravam todas às vezes. – responde o menor.
– Então eles estavam perseguindo vocês? – Sam pergunta.
– Perseguiam ela. A conheci sendo atacada por dois daqueles homens e pelo que entendi alguém os pagavam para isso. Foi o que ouvi naquela noite. – informa o menor.
Sam e Dean ouviram a informação e se perguntavam o que era melhor fazer: avisar a polícia ou eles mesmos rastrearem a localização da garota, o que não seria difícil para eles.
– E o jovem mestre achando que teria um dia livre. – fala o demônio.
– Apresse-se e descubra sobre o paradeiro daqueles três! Tentaremos descobrir alguma coisa na casa. – fala Ciel para Sebastian.
– Já lhe ocorreu que a srtª Collins pode não querer revê-lo, bocchan? Agora que ela sabe mais a respeito do jovem mestre e sobre seu contrato comigo as coisas podem ter mudado.
– Não importa! Estou em dívida com ela e Ciel Phantomhive sempre paga suas dívidas. Agora vá e traga-me o paradeiro daqueles três!
– Yes, my lord. – fala o demônio inclinando-se.
Dean e Sam olhavam aquilo ainda com incredulidade: – Se alguém me contasse isso eu não acreditava. – Dean fala ao irmão.
O demônio vira-se em direção aos dois caçadores e diz: – Deixo o meu jovem mestre com vocês até a minha volta. – e depois some em questões de segundos do campo de visão dos três.
Os dois homens olham ao mesmo tempo para a pequena figura diante deles.
– Vamos? – pergunta o menor caminhando em direção à casa de Rachel.
– Não tenho vocação pra babá não, hein. – fala Dean indo em direção a casa com Sam ao lado.
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